Democracia Ateniense e Democracia Brasileira Atual
INTRODUÇÃO
O
termo "democracia[1]
ateniense" refere–se ao sistema de política estabelecida
em Atenas durante o período clássico (quinto e quarto séculos a/c), é
considerado o ancestral da democracia moderna, surgiu em Atenas,
Grécia entre 620 e 593 aC .
Em Atenas, os principais governantes
foram Draco[2] e Sólon[3]
suas primeiras leis fundamentais evoluíram e culminarão na democracia, graças
às leis de Draco e Solon, distinguem–se dois tipos de leis: a dos deuses e as
leis puramente "humanas" na cidade.
Com Draco e Solon, os
atenienses começaram a ser governados por um novo tipo de poder que chamaram "padrão"
(palavra para a lex ou "lei" dos romanos), que não veio de deuses,
mas de dentro da polis (cidade-estado que se formou).
Uma democracia ateniense era
a democracia direta, ou seja, as pessoas eram diretamente envolvidas nas
decisões políticas por aclamação. Isso foi possível porque as polis gregas eram
pequenas e tinham poucos habitantes.
A democracia atual é
concebida como um sistema não-representativo e participação política direta.
Hoje é impossível adotar uma forma de democracia direta, uma vez que é
concebido como um sistema para limitar e controlar o governo, porque as
sociedades políticas contemporâneas cobrem grandes territórios mais numerosos que
as populações da antiguidade.
A rotatividade política da
democracia ateniense de cargos públicos era rápida e escolhida através de
sorteios, No Brasil a rotatividade de cargos públicos é de vez em quando e não
são escolhidos por sorteio, mas por meio de eleições periódicas em que os
cidadãos (maioria) elegem um homem que os representa.
DESENVOLVIMENTO
A democracia para os
atenienses era um governo possível e eficaz, ou seja, a democracia poderia ser
posta em prática, hoje, no entanto a democracia é um ideal que serve como
referência para julgar nossos sistemas políticos, mas é impossível de realizar
e se estabelecer plenamente.
Na democracia ateniense, os
indivíduos que podiam participar na vida política eram homens livres (cidadãos
apenas considerados), ou seja, uma minoria, pois, mulheres, escravos, menores e
estrangeiros eram excluídos, ou seja, eles não existiam como cidadãos e não
tinham direitos políticos.
A democracia atual, no
entanto, tem a participação política de todos, com o único requisito, ser um
adulto. Todos se tornam cidadãos naturalizados sem distinção e com base na
igualdade para todos. (Prisioneiros não-cidadãos que estão condenados há vários
anos de prisão)
Os atenienses, importantes
pensadores e líderes consideravam a democracia como forma de governo errado, hoje,
no entanto a democracia é amplamente considerada como uma forma aceitável de
governo.
Em Atenas, as opiniões e
julgamentos de cidadãos eram ouvidos na Ekklesia ou assembléia popular, onde
discutiam questões de comércio, guerra e política interna, hoje, existem homens
e mulheres que nos representam, como, deputados e senadores, Que expressam suas
opiniões e julgamentos no Congresso, discutem todas as questões da "vida
nacional", tais como, comércio, política, habitação, etc.
A democracia atual tem herdado
várias características da democracia ateniense, tais como, não considerar
menores e estrangeiros, como cidadãos participativos com direitos políticos,
porém se um estrangeiro é nacionalizado, torna-se parte do público.
Atribui também a cidadãos
direitos e deveres que devem ser cumpridos, o governo é autônomo e capaz de
agir de forma independente, sem constrangimentos externos e toma decisões com base
nas necessidades da maioria, os representantes são eleitos pelos cidadãos, em
Atenas escolhidos por aclamação, atualmente são eleitos por maioria de votos.
Na democracia ateniense e na
atual a administração serve aos interesses da maioria e não a minoria, todos
tem direitos e são considerados iguais (na esfera política), cada um consegue o
que tem de acordo com seu esforço e mérito.
Em Atenas, a democracia é
vista como um sistema político e também como uma forma de vida dos cidadãos, voltada
para a liberdade e igualdade de todos perante a justiça.
A democracia é um regime
político, o que implica não só em uma forma de governo estruturada econômica e
social, mas também em valores, princípios, atitudes e comportamentos
Democratas.
Os valores são como uma
bússola que orienta o ideal democrático e uma fonte de inspiração das leis fundamentais,
os princípios funcionam como premissas sendo o ideal que imprime a dinâmica do
exercício democrático.
O sistema tem como objetivo seguir
em direção a uma liberdade fundamental, ideal e democrática, assegurando aos
cidadãos o direito e responsabilidade de decidir e determinar seus próprios
caminhos e assuntos, com igualdade perante a lei.
Estes valores se tornam normativos
para organizar e regular os estados modernos, na política contemporânea, a
democracia é uma reflexão e exercício permanente para nos levar a minimizar os
traços autoritários e totalitários que podem existir em um governo, para
maximizar a prática cívica que se baseia no respeito e justiça para toda a
humanidade.
Como um sistema político, a
democracia é um sistema que se baseia no respeito tendo como princípios,
promover e garantir os direitos humanos e da autodeterminação dos povos como um
depósito da vontade popular, também é caracterizada pela existência de regras
ou procedimentos que complementam os princípios acima referidos, facilitando a
sua implantação.
Nas democracias modernas
busca-se o consenso que é importante para conciliar os interesses das maiorias
e minorias, a fim de dar um passo para o compromisso político para o caminho do
diálogo para alcançar o bem-estar comum à participação na tomada de decisões
que afetam a sociedade política como um todo, é um dever e um direito de todos
os cidadãos.
Portanto, todas as ideologias
e partidos têm a oportunidade de participar da atividade política podendo
governar através da sociedade democrática com eleições periódicas, garantindo
uma concorrência aberta na escolha do exercício do poder. Pois os cidadãos
elegem seus representantes, exercendo assim o direito de expressar suas
opiniões através dos seus representantes, através de eleições e aprovar ou
rejeitar a sua gestão.
CONCLUSÃO
A existência de um Estado de
Direito: refere-se a toda a força de uma Constituição para regular e ordenar o
funcionamento dos poderes do Estado, delimitar os poderes de cada um deles e
garantir o cumprimento da lei e os direitos de todos, dessa forma coexiste a justiça,
o respeito, o diálogo, a tolerância, a paz e o bem comum.
REFERÊNCIAS
FINLEY, Moses. A Cidade Estado-Clássica: Os
Gregos Antigos. Lisboa. Setenta, 1984.
MOSSE, Claude. Atenas - A História de uma
Democracia. Brasília. UNB, 1997.
Bryan, Magee. Historia da Filosofia.
Loyola, 1999.
Democracia Ateniense,
Disponível em: http://www.brasilescola.com acessado em 07/05/2013
Os Gregos e a
Democracia, Disponível em: http://educaterra.terra.com.br/
acessado em: 06/05/2013
[1]
A palavra democracia tem sua origem na Grécia Antiga (demo=povo e
kracia=governo)
[2]
Drácon foi um personagem semítico, a quem a tradição atribuiu o primeiro código
de leis escritas da Grécia o Código de Drácon.
[3]
Em 594 a .C.,
Sólon foi nomeado primeiro arconte, ficando encarregado de promover reformas
políticas.
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