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Origens do Romantismo na Europa

Posted by Profº Monteiro on abril 11, 2017


No início do século XVIII, a Era Clássica entra em crise, dando origem, na Europa, ao movimento romântico cujas primeiras sementes dão-se na Inglaterra e na Alemanha, cabendo à França, posteriormente, a função de difusora desse movimento.
A Inglaterra enviava para a Escócia, devido à separação geográfica e lingüística, a literatura clássica francesa que, por sua vez, era divergente da literatura popular escocesa. Logo, percebeu-se que a literatura escocesa estava sendo deixada a segundo plano, ficando, cada vez mais, atrelada à oralidade. Esse fato causou uma revolta dos escoceses contra o movimento clássico, tendo como principal objetivo ressuscitar o prestígio das velhas lendas e canções tradicionais escocesas, conforme cita Massaud Moisés, em “A Literatura Portuguesa”, p. 113:

“(...) a Inglaterra exporta para a Escócia os produtos do Classicismo francês, em tudo contrário à literatura popular escocesa que existira até os fins do século XVI e que agora se reduzia à transmissão oral. Tudo, razões políticas e literárias, convidava a uma rebelião que visasse a instaurar o prestígio dessas velhas lendas e canções que corriam na voz do povo (...)”.

O primeiro escritor escocês a rebelar-se contra a poesia clássica foi Allan Ramsay quando, em 1724, publica uma antologia de velhos poemas escoceses: “The Evergreen”, seguida de outra coletânea, “The Teatable Miscellany”, também de velhas canções e, já com base no sentimento da natureza, publica, em 1725, “The Gentle”. Este exemplo não ficou sem eco, pois surgiram vários escritores escoceses e ingleses envoltos pela “escola do sentimento” contra a “escola da razão” e é importante citar os nomes de: James Thomson (1700-1748), autor de “The Seasons” (1726-1730); Edward Young (1683-1745), autor de “The Complaint, or Night Thoughts on Life”, “Death and Immortality” (1742-1745), dando início à poesia funérea; outro nome importante é o de Samuel Richardson (1689-1761), que é considerado o precursor do romance, juntamente com Pamela (1740-1741), Clarrisa Harlowe (1747-1748) e Sir Charles Grandison (1753-1754).

Em 1760, o escritor escocês James Macpherson (1736-1796) começou a publicar a tradução em prosa dos poemas escritos por Ossian, um velho bardo escocês do século II d. C.; e, o sucesso imediato motivou-o a continuar com o cumprimento da tarefa de fazer conhecida uma tão rica e original tradição poética, segundo Massaud Moisés, em “A Literatura Portuguesa”, p. 114:
“(...) a impressão causada foi a de espanto e surpresa, e logo alguns trechos foram traduzidos para outras línguas, sobretudo os referentes a” “Fingal” e “Temora”. Embora aguardassem vinte ou mais anos para ser inteiramente traduzidas, as baladas e canções de Ossian se beneficiaram em pouco tempo de generalizado aplauso em toda a Europa culta do tempo. Em meio ao unânime elogio, ouviam-se raras vozes discordantes: não poucos elevaram o bardo gaélico ao nível de Homero e Virgílio, quando não acima (...)”.

Com tanto sucesso, o Ossianismo tornou-se uma forte corrente literária cuja influência não deixou nenhum país europeu imune e, quando descobriu-se que tudo não passava de uma mistificação, visto que o autor dos poemas era Macpherson; porém, era já suficientemente tarde para que houvesse um impedimento da difusão do Ossianismo, cuja profunda e benéfica influência, causou inspiração a tantos outros escritores através da simplicidade lexical e sintática, da melodia natural e espontânea das frases utilizadas, bem como um acentuado primitivismo no sentimento da natureza, da guerra e do amor. Com isso, é aberta a senda para a instalação e consolidação do movimento romântico na Inglaterra e na Europa, assim, nos próximos anos houve o aparecimento de vários poetas cujas obras refletiam seus sentimentos, seus transes interiores; citam-se os nomes de: Thomas Gray, Robert Burns, Samuel Taylor Coleridge, Wordsworth, Southey, Byron e Shelley.

Neste contexto, na Alemanha assim como na Escócia, a literatura estava sob influência francesa, bem como os costumes vigentes como retrata em “A Literatura Portuguesa”, p. 114, Massaud Moisés:

“No primeiro quartel do século XVIII, a literatura alemã vive sob influência do rococó francês, última floração do barroco decadente. O afrancesamento manifesta-se ainda no culto das boas maneiras e das modas parisienses”.
Em meio a este clima, desponta o movimento alemão chamado Aufklärung (“filosofia das luzes”), sob a influência do cartesianismo, da ciência de Newton e da filosofia de Locke.

O Aufklärung pregava o uso da razão como condição básica para a reforma e transformação do mundo e da sociedade, porém, devido a seu caráter predominantemente estrangeiro, o movimento não obteve grande êxito; entretanto, deve-se ressaltar que houve um sintoma de renascença alemã após todo um período de transição e conflitos entre espiritualismo e materialismo como foi marcada a Era Clássica.
                                                                                                                               
É importante citar que a influência francesa não desapareceu de repente na Alemanha; contudo, a mesma soma-se à influência das novas correntes literárias inglesas que, após o Aufklärung alemão, passaram a ser exaltadas na Alemanha. Nesse contexto, Lessing, através da “Dramaturgia de Hamburgo”, exalta Shakespeare, declarando-se contra o clássico francês. Com Laocoonte, há uma ruptura do passado de estrangeirismos inseridos à cultura alemã, o que continuou sendo desenvolvido pelos jovens pertencentes ao movimento “Sturm und Drang” (Tempestade e ímpeto).

Goethe, que em 1770 encontra-se com Herder em Estrasburgo, junta-se a ele e a outros escritores para que montassem uma aliança de combate às regras e à separação de gêneros vigentes na escola clássica; além de visarem a um retorno à poesia livre, irracional, de cunho melancólico, sentimental, isto é, anti-Aufklärung.

Com o movimento anti-Aufklärung começando a apagar-se, Goethe publica, em 1774, “Werther”, obra que representa o símbolo acabado dos males da imaginação, levando ao suicídio, ato que teve grande sucesso na Europa da época.

Em 1781, Schiller publica “Os Salteadores”, peça histórica que inaugura o gênero na Alemanha e, assim, o rótulo “Sturm und Drang” é retirado duma peça de igual título feita por Klinger, publicada em 1776, dando início ao Romantismo na Alemanha.

ROMANTISMO

Posted by Profº Monteiro on dezembro 19, 2013
Características do Romantismo
A palavra romântico e derivados origina-se da forma francesa “romantique” (adjetivos de roman – romant – romanz), já assinalada em 1694 num texto do Abade Nicase (“Que dites – vous, Monsieur, de as pasteroux, ne sont – ils pás bien romantiques!”). Emprestada pelo Inglês e o Alemão, a palavra passou a romantik e romantisch, de onde foi importada por literatos franceses juntamente com a vaga, idéia que expressava. E da França disseminou-se pelo resto do mundo. (Segundo Massaud Moisés – p. 141)
Subjetivismo:
O romântico quer retratar em sua obra uma realidade interior e parcial. Trata os assuntos de uma forma pessoal, de acordo com o que sente, aproximando-se da fantasia.

Segundo Maçado Moisés no livro “A literatura Portuguesa”: “... o romântico mergulha cada vez mais na própria alma, a examinar-lhe mórbida e masoquistamente com o intento único de revelá-la e confessá-la. E embora confesse tempestades intimas ou fraquezas sentimentais, experimenta um prazer agridoce em fazê-lo, certo da superior dignidade do sofrimento.” (p.143)

Idealização:

Motivado pela fantasia e pela imaginação, o artista romântico passa a idealizar tudo; as coisas não são vistas como realmente são, mas como deveriam ser segundo uma ótica pessoal. Assim:

• a pátria é sempre perfeita;
• a mulher é vista como virgem, frágil, bela, submissa e inatingível;
• o amor é quase sempre espiritual e inalcançável.
Sentimentalismo ou saudosismo:
Exaltam-se os sentidos e tudo o que é provocado pelo impulso. Certos sentimentos como a saudade (saudosismo), a tristeza, a nostalgia e a desilusão são constantes na obra romântica.

Segundo Massaud Moisés no livro “A Literatura Portuguesa”: “... Velhas ruínas, restos de velhas civilizações, monumentos de povos desaparecidos torna-se igualmente uma forma de escapismo. Recuperar estados da alma talvez subconscientes no encontro da vida livre, longe das cidades e das formulas gastas de civilidade. Velhos castelos medievais de repente se tornam ponto de atração, ruínas de monumentos greco-latinos passam a ser visitados e apreciados pelo que evocam de melancolia e tristeza na lembrança de um tempo morto para sempre.” (p.145).
Egocentrismo:
Cultua-se o “eu” interior, atitude narcisista em que o individualismo prevalece microcosmos (mundo interior) X macrocosmos (mundo exterior).
Segundo Massaud Moisés no seu livro “A Literatura Portuguesa”: “... em lugar da ordem clássica, colocam a aventura ao cosmos, como sinônimo de equilíbrio, preferem o caos ou anarquia; ao universalismo clássico opõem um conceito de arte extremamente individualista: substituem a visão macrocosmica, isto é, centrada no” “eu” interior de cada um” (p.142).
Liberdade de criação:

Todo tipo de padrão clássico preestabelecido é abolido. O escritor romântico recusa formas poéticas, usa o verso livre e branco, libertando se dos modelos greco-latinos-, tão valorizados pelos clássicos, e aproximando se da linguagem coloquial.

Segundo Massaud Moisés no livro “A Literatura Portuguesa”: “... Os românticos revoltam-se contra as regras, os modelos as normas, batem-se pela total liberdade na criação artística e defendem a mistura e a” “impureza” dos gêneros literários.

Em lugar da ordem clássica, colocam a aventura, preferem o caos, ou a anarquia; ao universalismo clássico (142).”

Medievalismo:

Há um grande interesse dos românticos pelas origens de seu país, de seu povo. Na Europa, retornam à Idade Media e cultuam seus valores, por ser uma época obscura. Tanto é assim que o mundo medieval é considerado a “noite da humanidade”; o que não é muito claro, aguça a imaginação, a fantasia.

Segundo Massaud Moisés no livro “A Literatura Portuguesa”: “... Dentro da Europa, a Itália e a Espanha são os países mais procurados certamente por manterem vivos traços dos séculos medievais e cavalheirescos e uma atmosfera poética, que convida ao sonho e ao devaneio”.
Pessimismo:
Conhecido como o “mal do século”. O artista se vê diante da impossibilidade de realizar o sonho do “eu” e, desse modo, cai em profunda tristeza, angustia solidão, inquietação, desespero, frustração, levando-o muitas vezes ao suicídio, solução definitiva para o mal do século.

Segundo Massaud Moisés no livro “A Literatura Portuguesa”: “... Imerso no caos interior, o romântico acaba por sentir melancolia e tristeza que, cultivadas ou meramente nascidas e continuadas durante a introversão o levam ao tédio, ao “mal do século”. Após o tédio sobrevém uma terrível angustia logo transformada em insuportável desespero. Para sair dele, o romântico só encontra duas saídas, a fuga a deserção pelo suicídio, ou fuga para a natureza, a pátria, terras exóticas, a Historia”.
Escape Psicológico:
Espécie de fuga. Já que o romântico não aceita a realidade, volta ao passado, individual (fatos ligados ao seu próprio passado, a sua infância) ou histórico (época medieval).
Religiosidade:

Como uma reação ao Racionalismo materialista dos clássicos, a vida espiritual e a crença em deus são enfocadas como pontos de apoio ou válvulas de escape diante das frustrações do mudo real.

Segundo Massaud Moisés no livro “A Literatura Portuguesa”: “... Contraponde-se aos mitos pagãos do classicismo, os românticos pretendem a reabilitação do cristianismo anterior as lutas da Reforma e Contra-reforma, quer dizer do Cristianismo considerado virtuoso e ingênuo como só teria sido praticado na Idade Media” (p.146)

Culto ao Fantástico:

A presença do mistério, do sobrenatural, representando o sonho, a imaginação; frutos de pura fantasia, que não carecem da fundamentação lógica, do uso da razão.
Nativismo:
Fascinação pela natureza. O artista se vê totalmente envolvidos por paisagens exóticas, como se ele fosse uma continuação da natureza. Muitas vezes, o nacionalismo romântico é exaltado através da natureza, da força da paisagem.

Segundo Massaud Moisés no livro “A Literatura Portuguesa”: “... A natureza é procurada como confidente passiva e fiel, e um consolo nas horas amargas: deixando de ser pano de fundo, como era concebida entre os clássicos, a Natureza torna-se individualizada, personificada, mas só atua como reflexo do eu, se triste o romântico, a natureza também o é, pois ela constitui fundamentalmente “um estado da alma””...
Nacionalismo ou Patriotismo:

Exaltação da Pátria de forma exagerada, em que somente as qualidades são enaltecidas.
Luta entre o Liberalismo e o Absolutismo:
Poder do povo X poder da monarquia. Até na escolha do herói, o romântico dificilmente optava por um nobre. Geralmente, adotava heróis grandiosos, muitas vezes personagens históricos, que foram de algum modo, infelizes: vida trágica, amantes recusados, patriotas exilados.

Segundo Massaud Moisés no livro “A Literatura Portuguesa”: “(...) O romântico liberal em política sente-se fadado a uma grande missão civilizadora e redentora do povo, a quem ama como irmão de dor e injustiça: instaura-se a demofilia, a democracia”. Romantismo em Portugal
Em Portugal o processo de instauração do romantismo foi lento e incerto. Enquanto o romantismo de Delacroix avançava já para um projecto renascentista e o realismo tomava forma no horizonte parisiense, o romantismo português procurava ainda afirmar-se.

A implantação do romantismo em Portugal ocorre num contexto sociopolítico. São os anos posteriores às invasões francesas, que tinham originado o refúgio da corte portuguesa no Brasil e é também o tempo em que o desejo de independência dessa colônia ganha força.Em 1825 Garrett publicou o poema Camões que passa a ser considerado o ponto de partida para a fixação da cronologia do romantismo português. Portugal era um país pequeno e decaído, saudoso da grandeza perdida. Esses patriotas, confiantes nas virtudes da liberdade, propunham-se contribuir para um renascimento pátrio.
O romantismo constitui uma tomada de consciência e uma conquista dum senso histórico e dum senso crítico novo aplicado aos fenômenos da cultura. Começa-se a relacionar o Homem com o meio a que pertence e a época de que é produto. Em Portugal, tal como na Europa, o romantismo manifestou-se também na pintura e na arquitetura. A evolução, na pintura, do neoclassicismo para o romantismo foi lenta e tormentosa, só tardiamente ganhou expressão entre nós. Não existiam mestres, o seu surgimento é o resultado do amor que os jovens artistas tinham à natureza.
Romantismo no Brasil
Começa o Romantismo no Brasil em 1836, com publicação de Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães. Aparece também, nessa época, a revista Niterói, com idéias românticas de Gonçalves de Magalhães, Porto Alegre e Torres Homem.

A literatura romântica no Brasil apresentou várias tendências:

a) o indianismo e o nacionalismo: valorização do índio e da nossa fauna;

b) o regionalismo (ou sertanismo), que aborda o nosso homem o nosso homem do interior, caracterizando a região em que vive com seu folclore, seu costume e tipo característico;

c) o chamado mal do século ou byronismo, marcado pela melancolia, tristeza, sentimento de morte, pessimismo, cansaço da vida:

d) realidade política e social (o abolicionismo, as lutas humanitárias, sentimentos liberais, o poder agrário);

e) os problemas urbanos surgidos com o relacionamento indústria-operário, a corrupção e o materialismo.

O espírito clássico, a obediência ás regras e á razão entram em crise, e surge o Romantismo, um movimento literário.

O Romantismo, um movimento cultural muito amplo, é fruto de uma nova atitude de espírito diante dos problemas da vida e do pensamento, implica numa profunda metamorfose, numa verdadeira revolução histórico-cultural, que abrange a filosofia, as artes, as ciências, as religiões, a moral, a política, os costumes as relações sociais e ás famílias. O estilo toma suas liberdades, de modo que o escritor cria seu próprio vocabulário e forma sua própria sintaxe, fugindo das normas acadêmicas tradicionais.

A obra romântica é marcada de sentimentalismo, melancolia, saudade, liberdade na criação artística individualismo, imaginação, sentimento religioso, sentimento nacionalista.
Gerações
Reconhecem-se três gerações, marcadas por certa unidade temática e formal nem sempre rígida. Atitude de uma geração projeta-se nas demais:
1) 1º Geração ( Indianismo – Nacionalismo):
Gonçalves Dias foi o melhor poeta de sua geração. Esses poetas ( Gonçalves de Magalhães, conde Araújo Porto – Alegre, Joaquim Noberto Sotero dos Reis, Odorico Mendes e Gonçalves Dias) apresentaram fortes resíduos do Neoclassicismo.
2) POESIA DA SEGUNDA GERAÇÃO ROMÂNTICA ( Byroniana – Individualista – Egótica – Mal – do – Século – Ultra – Romantismo). Destaques: Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu
3) TERCEIRA GERAÇÃO ROMÂNTICA ( Candoeira – Poesia Social – Mugoana – Escola de Recife)Destaque: Castro Alves
Romance Romântico

Desde os primórdios da Literatura, a narrativa tem sido a manifestação mais difundida, evoluindo da narrativa oral. O Romance projeta o gosto do público burguês. Os primeiros romances editados no Brasil, ainda na década de 1830, marcam-se pelo aspecto do folhetinesco. O folhetim, publicado com periodicidade regular pela imprensa, eqüivale as atuais novelas de televisão e confina com a subliteratura.
Em linhas gerais, a ficção romântica, aprovada no propósito nacionalista de reconhecer e exaltar nossas paisagens e costumes, desdobrou-se em três direções:
A – O PASSADO
Através do romance histórico, buscava na história e nas lendas heróicas a afirmação da nacionalidade. O romancista não tem compromisso com a verdade histórica. No Brasil, os índios de Alencar ( O Guarani, Iracema, e Ubirajara) são transformados em cavaleiros medievais, vistos com símbolos e elementos formadores da nacionalidade, substituindo a Idade Média que não tivemos.
B – A CIDADE
Através do romance urbano e de costumes, retrata-se a vida da Corte, no Rio de Janeiro do século XIX, fotografando, com alguma fidelidade, costumes, cenas, ambientes e tipos humanos da burguesia carioca. As personagens são adaptadas através dos atos, gestos, diálogos, roupas. Não há penetração psicológica. Macedo e Alencar ( Diva, Lucíola e Senhora) representam essa vertente.
C – O REGIONALISMO
Voltado para o campo, para a província e para o sertão, num esforço nacionalista de reconhecer e exaltar a terra e o homem brasileiro, acentuado as particularidades de seus costumes e ambientes. Busca-se retratar o Nordeste ( O Sertanejo, de Alencar e a Cabeleira, de Franklin Távora), o sul ( o Gaúcho, de Alencar) o sertão de Minas e Goiás ( o Garimpeiro e o Seminarista, de Bernardo Guimarães) e o Sertão e o Pantanal de Mato Grosso ( Inocência, do Visconde de Taunay).
José de Alencar, nosso primeiro ficcionista de largo vôo, exemplifica, pelo conjunto de sua obra, quase todos os tipos do romance romântico. Manuel Antônio de Almeida, em Memórias de um Sargento de Milícias, afasta-se das convenções românticas, criando uma obra que destoa do tom idealizador e heróico dos demais romancistas da época, para aproximar-se da imparciabilidade dos narradores realistas, na retratação das classes do Rio Colonial.
O Romantismo na história da literatura brasileira
Tudo começou com a transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil em 1808. Na época, a família trouxe com ela o espírito da Europa: o Romantismo europeu incipiente que acabaria influenciando culturalmente o Brasil.
Nossos escritores começaram então a se preocupar com alguns assuntos até aquele momento esquecidos ou não abordados nas obras da época: - o subjetivismo, a liberdade individual e uma preocupação com os assuntos sociais.
Veio a Independência do Brasil e com ela, a importância de se exaltar nossa cultura, torná-la independente da Europa e promover nossas belezas tropicais e nossos índios.
Os poetas destacavam-se nessa época: - Castro Alves (1847-1871) que escreveu sobre os escravos africanos e Gonçalves Dias (1823-1864) que escreveu sobre os índios. José de Alencar (1829-1877) escrevia romances populares sobre os índios, dentre eles “Iracema”, considerado uma obra-prima no quesito época-sociedade-índios, utilizando o seu estilo “indinista”. Ainda podemos destacar nessa linha, “O Guarani”, um romance histórico.
Já no período II do Romantismo no Brasil, conforme nosso quadro ”A LITERATURA E OS SÉCULOS”, há um novelista desse período que é amplamente lido até hoje: Joaquim Manuel de Macedo, que escreveu “A Moreninha”, com uma história popular, condizente aos padrões literários cariocas da sociedade da época.
Surge então o Parnasianismo, uma reação contra os excessos dos Românticos, através da poesia de Olavo Bilac (1865-1918), Raimundo Corrêa (1860-1911), e Alberto de Oliveira (1859-1937) – este último escrevia poesia de 1a. linha, a qual Alberto de Oliveira demonstrava o interesse em assuntos sociais.
No começo do século XX, os artistas brasileiros foram iluminados com novas idéias: - começa então a Semana de Arte Moderna em S. Paulo, evento este que culminou a expansão de novas idéias e propiciou uma revolução no campo artístico e literário. Os artistas foram invadidos com sentimento de orgulho pelo folclore nacional, nossa história e nossa ascendência.
Mário de Andrade (1893-1945) foi o líder mais importante dessa fase da literatura, escrevendo poesia, composições em literatura, arte, música e folclore brasileiro, e Macunaíma que ele chamou “uma rapsódia, não um romance”.
De repente nossa terra floresce nas artes e na literatura, e então Oswald de Andrade (1890-1953) escreveu uma coleção de poemas que intitulou “Pau-Brasil” e nela avaliou a cultura brasileira, as superstições, e a vida familiar em idiomas simples, economicamente, e, pela primeira vez em poesia brasileira, com humor.
No Brasil surge então, uma nova fase do Romantismo, com um outro conteúdo social, inicialmente com José Américo de Almeida (1887-1969) que escreveu “A Bagaceira”, uma história única na revelação da difícil vida sertaneja nordestina. Jorge Amado(1912-), Graciliano Ramos(1892-1953), José Lins do rego(1901-1957) e Rachel de Queiroz(1910-) foram os seguidores de José Américo de Almeida. Eles foram atentos a obra de José Américo de Almeida e, o nordeste, local onde todos eles nasceram, pôde ser explorado com mais vigor, evidenciando a imagem do pobre nordestino ante as dificuldades com os problemas e sofrimentos do povo nordestino.
Os primeiros romances de Jorge Amado, o escritor brasileiro mais traduzido de todos os tempos, pois os romances foram traduzidos em 33 idiomas, foram, em sua maioria, influenciados pelas idéias Marxistas e se concentraram no sofrimento do povo nordestino, o povo que trabalhava nas plantações de cacau na fazenda de propriedade de sua família e também em humildes pescadores de pequenas aldeias no litoral.

ROMANTISMO EM PORTUGAL

Posted by Profº Monteiro on dezembro 19, 2013
Introdução
As novas ideologias políticas, econômicas e sociais, vieram intervir na sociedade do século XIII. A influência das revoluções francesa e industrial e do pensamento liberal se deu em todos os campos, e a própria literatura mostra essas influências. A liberdade sobrepuja as regras, a razão predomina sobre a emoção. Instaura-se um novo modo de expressão em toda a Europa e, conseqüentemente em Portugal.
Conceito
O Romantismo, designa uma tendência geral da vida e da arte, um certo momento delimitado. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho, pelo devaneio, por uma atitude emotiva, subjetiva, diante das coisas. Afinal, o pensamento romântico vai muito além do que podemos ver; procura desvendar o que estamos sentindo. O Romantismo não conta, faz de conta, idealiza um universo melhor, defendendo a idéia da expressão do eu-lírico, onde prevalece o tom melancólico, falando de solidão e nostalgia.
Enfim, o ideal romântico, tenta colocar o universo que presenciamos, de forma subjetiva, sendo que a expressão do sentimentalismo não precisa obedecer a nenhuma regra, antes adorada pelos clássicos.
Introdução do Romantismo em Portugal
O advento do Romantismo em Portugal, vem apenas confirmar a diluição do Arcadismo.
Portugal, é reflexo dos dois acontecimentos que marcaram e mudaram a face da Europa na segunda metade do século XVIII: a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, responsáveis pela abolição da monarquias aristocratas e pela introdução da burguesia que então, dominara a vida política, econômica e social da época. A luta pelo trono em Portugal, se dá com veemência, gerando conturbação e desordem interna na nação.
Com isso, Almeida Garrett acaba por exilar-se na Inglaterra, onde entra em contato com a Obra de Lord Byron e Scott. Ao mesmo tempo, por estar presenciando o Romantismo inglês, envolve-se com o teatro de William Shakespeare.
Em 1825, Garrett publica a narrativa Camões, inspirando-se na epopéia Os Lusíadas. A narrativa deste autor, é uma biografia sentimental de Camões.
Este poema é considerado introdutor do Romantismo em Portugal, por apresentar características que viriam se firmar no espírito romântico: versos decassílabos brancos, vocabulário, subjetivismo, nostalgia, melancolia, e a grande combinação dos gêneros literários.
Características
O Romantismo foi encarado como uma nova maneira de se expressar, enfrentar os problemas da vida e do pensamento.
Esta escola, repudiava os clássicos, opondo-se às regras e modelos, procurando a total liberdade de criação, além de defender a "impureza" dos gêneros literários. Com o domínio burguês, ocorre a profissionalização do escritor, que recebe uma remuneração para produzir a obra, enquanto o público paga para consumi-la. O escritor romântico projetava-se para dentro de si, tendo como fonte o eu-lírico, do qual fluía um diverso conteúdo sentimentalista e, muitas vezes, melancólico da vida, do amor e, às vezes, exageradamente, da própria morte. A introversão era característica essencialmente romântica.
A natureza, assim como a mulher são importantes pontos desse momento. O homem, idealizava a mulher como uma deusa, coisa divina e, com isso, retornava ao passado, no trovadorismo, onde as "madames" eram tão sonhadas e desejadas, mesmo que fossem inatingíveis. Ao procurar a mulher de seus sonhos e, então, frustrar-se por não encontrá-la ou, muitas vezes, por encontrá-la e perdê-la, o romântico entrava em constante devaneio. Para amenizar a situação, ao escrever despojava todos os seus anseios, procurando fugir da realidade, usando do escapismo, onde, não raramente, tinha a natureza como confidente. Outra forma de escapismo utilizada, era o escapismo pela obscuridade, onde buscavam o bem-estar nos ambientes fúnebres e obscuros. Essas frustrações tidas por amores ou simples desilusões com a vida, provocaram muitos suicídios. Daí a grande freqüência dos temas de morte nos poemas românticos, o que caracteriza o mal-do-século.
O primeiro momento do Romantismo
Como toda tendência nova, o Romantismo não veio implantar-se totalmente nos primeiros momentos em Portugal. Inicialmente, buscava-se gradativamente, apagar os modelos clássicos que ainda permeavam o meio sócio-econômico. Os escritores dessa época, eram românticos em espírito, ideal e ação política e literária, mas ainda clássicos em muitos aspectos.
Almeida Garrett
Almeida Garrett, cultivou a oratória parlamentar, o pensamento pedagógico e doutrinário, o jornalismo, a poesia, a prosa de ficção e o teatro, o qual entrou em contato com o de Shakespeare quando em exílio na Inglaterra. Teve uma vida sentimental bastante atribulada em que se sobressai o seu romance adúltero com a viscondessa da Luz, a qual inspirou seus melhores poemas.
Na poesia, assimilou os moldes clássicos e morreu sem tornar-se romântico autêntico, pois carecia do egocentrismo tão almejado pelos românticos, deixando sua fantasia no teatro e na prosa de ficção. Escreveu Camões (1825), Dona Branca (1826), Folhas Caídas (1853), Viagens na minha terra (1846), dentre outras.
Alexandre Herculano
Herculano, exilou-se na Inglaterra e na França, criando polêmica com o clero, por participar da lutas liberais. Junto com Garrett, foi um intelectual que atuou bastante nos programas de reformas da vida portuguesa.
Na ficção de Herculano, prevalece o caráter histórico dos enredos, voltados para a Idade Média, enfocando as origens de Portugal como nação. Além disso, ocorrem muitos temas de caráter religioso. Quanto à sua obra não-ficcional, os críticos consideram que renovou a historiografia, uma vez que se baseia não mais em ações individuais, mas no conflito de classes sociais para explicar a dinâmica da história.
Sua obras principais são: A harpa do crente (1838), Eurico, o presbítero (1844), dentre outras.
Castilho
Castilho, tem como principal papel traduzir poetas clássicos. Sua passagem pelo Romantismo é discreta, mesmo que tenha sido o provocador da Questão Coimbrã.
A história de Castilho é a dum grande mal-entendido: graças à cegueira, que lhe dava um falso brilho de gênio à Milton, mais do que à sua poesia, alcançou injustamente ser venerado como mestre pelos românticos menores. Não obstante válida historicamente, sua poesia caiu em compreensível esquecimento.
O sugundo momento do Romantismo
Neste momento, desfazem-se os enlaces arcádicos que ainda envolviam os escritores da época. Aqui, notamos com plena facilidade o domínio da estética e da ideologia romântica. Os escritores tomam atitudes extremas, transformando-se em românticos descabelados, caindo fatalmente no exagero, tendenciando temas soturnos e fúnebres, tudo expresso numa linguagem fácil e comunicativa.
Soares de Passos
Soares de Passos constitui a encarnação perfeita do "mal-do-século". Vivendo na própria carne os devaneios de que se nutria a fértil imaginação de tuberculoso, sua vida e sua obra espelham claramente o prazer romântico do escapismo das responsabilidades sociais da época, acabando por cair em extremo pessimismo, um incrível desalento derrotista
Obra: Poesias (1855)
Camilo Castelo Branco.
Casou-se com uma jovem de 15 anos, a quem abandonou com uma filha; em seguida raptou outra moça, sua prima, e com ela passou a viver. Acusado de bigamia, foi preso. Sua primeira esposa morreu e, logo em seguida, a filha. Abandonou a prima e viveu amores passageiros com outra jovem e com uma freira. Uma crise religiosa levou-o a ingressar num seminário, do qual desistiu. Conheceu Ana Plácido, senhora casada que seria o grande amor de sua vida. Ocorre sua primeira tentativa de suicidar-se, diante da impossibilidade de viver com ela. Mas, finalmente passaram a viver juntos o que lhes custou um processo por adultério. Ambos foram presos. Na prisão, Camilo escreveu Amor de Perdição. Absolvidos e morto o marido de Ana, se casaram. Alguns anos depois da morte de Ana, Camilo, vencido pela cegueira, acaba por suicidar-se.
Suas obras principais: Amor de salvação (1864), A queda dum anjo (1866), dentre outras.
O terceiro Momento do Romantismo
Acontece aqui, um tardio florescimento literário que corresponde ao terceiro momento do Romantismo, em fusão dos remanescentes do Ultra-Romantismo. Esse período é marcado pela presença de poetas, como João de Deus, Tomás Ribeiro, Bulhão Pato, Xavier de Novais, Pinheiro Chagas e Júlio Dinis, que purificam até o extremo as características românticas.
Tomás Ribeiro mistura a influência de Castilho e de Victor Hugo, o que explica o caráter entre passadista e progressista da sua poesia.
Bulhão Pato começa ultra-romântico e evolui, através duma sátira às vezes cortante, para atitudes realistas e parnasianas.
Faustino Xavier de Novais dirigiu uma folha literária. Satirizou o Ultra-Romantismo.
Manuel Pinheiro Chagas cultivou a poesia de Castilho, que motivou a Questão Coimbrã; a historiografia e a crítica literária.
João de Deus
João de Deus foi apenas poesia. Lírico de incomum vibração interior, pôs-se à margem da falsa notoriedade e dos ruídos da vida literária e manteve-se fiel até o fim a um desígnio estético e humano que lhe transcendia a vontade e a vaidade. Contemplativo por excelência, sua poesia é a dum "exilado" na terra a mirar coisas vagas e por vezes a se deixar estimular concretamente.
Júlio Dinis
Os poemas de Júlio Dinis armam-se sobre uma tese moral e teleológica, na medida em que pressupõem uma melhoria, embora remota, para a espécie humana, frontalmente contrária à desesperação e ao amoralismo cético dos ultra-românticos, numa linguagem coerente, lírica e de imediata comunicabilidade. Conduz suas histórias, sempre a um epílogo feliz, não considerando a heroína como "mulher demônio", mas sim como "mulher anjo".
Sua principal obra: As pupilas do senhor reitor
Conclusão 
Compreendemos que o Romantismo, não passou de uma forma de repudiar as regras que contornavam e preenchiam o campo literário da época que, juntamente com a ideologia vigente, traziam um enorme descontentamento. Este momento em que a literatura presenciava, talvez fosse, o marco principal para a definitiva liberdade de expressão do pensamento, que viria se firma, tardiamente com o Modernismo.

ROMANTISMO

Posted by Profº Monteiro on outubro 17, 2011


O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com o objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção, provocando a divisão do trabalho e o início da especialização da mão-de-obra, e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica, em que os direitos individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Iníciom e do Cidadão. Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se complexa.
Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista.

Características gerais:

• a valorização dos sentimentos e da imaginação;
• o nacionalismo;
• a valorização da natureza como princípios da criação artística; e
• os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

ARQUITETURA E ESCULTURA
A escultura e a arquitetura registram pouca novidade. Observa-se, grosso modo, a permanência do estilo anterior, o neoclássico. Vez por outra retomou-se o estilo gótico da época medieval, gerando o neogótico.
Obra Destacada: Edifício do Parlamento Inglês

PINTURA
Características da pintura:

• Aproximação das formas barrocas;
• Composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador;
• Valorização das cores e do claro-escuro; e
• Dramaticidade

Temas da pintura:

• Fatos reais da história nacional e contemporânea da vida dos artistas;
• Natureza revelando um dinamismo equivalente as emoções humanas; e
• Mitologia Grega

Principais artistas:

Goya
- Nasceu no pequeno povoado de Fuendetodos, Espanha, em 1746. Morreu em Bordeaux, em 1828. Goya e sua mitologia povoada por sonhos e pesadelos, seres deformados, tons opressivos. Senhor absoluto da caricatura do seu tempo. Trabalhou temas diversos: retratos de personalidades da corte espanhola e de pessoas do povo, os horrores da guerra, a ação incompreensível de monstros, cenas históricas e as lutas pela liberdade. Obra destacada: Os Fuzilamentos de 3 de maio de 1808.

Turner
- representou grandes movimentos da natureza, mas por meio do estudo da luz que a natureza reflete, procurou descrever uma certa atmosfera da paisagem. Uma das primeiras vezes que a arte registra a presença da máquina (locomotiva). Obras destacadas: Chuva, Vapor e Velocidade e O Grande Canal, Veneza.

Eugène Delacroix
(1798-1863), suas obras apresentam forte comprometimento político e o valor da pintura é assegurada pelo uso das cores, das luzes e das sombras, dando-nos a sensação de grande movimentação. Representava assuntos abstratos personificando-os (alegorias). Culto, dono de uma língua ferina, rico e namorador. Amigo do compositor Frèderic Chopin, inimigo do romancista Honoré de Balzac, admirado pelo poeta Charles Baudelaire e indiferente às demais celebridades de seu tempo, Delacroix tinha noção da própria grandeza. "A principal qualidade de um quadro é ser uma festa para os olhos", escreveu na derradeira nota de seus famosos diários, em 1963, menos de dois meses antes de morrer. Nascido num momento crucial da História da França, aquele em que a burguesia revolucionária colhia os frutos de seu triunfo sobre o monarquia dos reis Capeto, o pintor viveu a maior parte da vida jovem e adulta num mundo que voltava aos poucos à antiga ordem natural das coisas. Assistiu à ascensão e queda de Napoleão Bonaparte, a restauração da dinastia dos Bourbon e, finalmente, a entronização do rei Luís Felipe, em 1830. Seu quadro mais conhecido A Liberdade Guiando o Povo, muitas vezes tomado como um símbolo das lutas populares e republicanas, foi feito por inspiração do movimento que levou Luís Felipe ao trono da França.
Para seu conhecimento:
A palavra romantismo designa uma maneira de se comportar, de agir, de interpretar a realidade. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho, por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer tempo da história.
Romantismo designa uma tendência geral da vida e da arte; portanto, nomeia um sistema, um estilo delimitado no tempo.