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Questões 2 — FUVEST

Posted by Profº Monteiro on junho 28, 2016

Professor(a) ...

NOME:



Questão 1 — FUVEST
Entre os seguintes versos de Alberto Caeiro, aqueles que, tomados em si mesmos, expressam ponto de vista frontalmente contrário à orientação dominante que se manifesta em A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, são os que estão em:

a) “Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho: / O valor está ali, nos meus versos.”
b) “Eu nunca daria um passo para alterar / Aquilo a que chamam a injustiça do mundo.”
c) “Como o campo é grande e o amor pequeno! / Olho, e esqueço, como o mundo enterra e as árvores se despem.”
d) “Quando a erva crescer em cima da minha sepultura, / seja esse o sinal para me esquecerem de todo.”
e) “Quem me dera que eu fosse o pó da estrada / E que os pés dos pobres me estivessem pisando…”.
Questão 2 — UERGS
O uso de pseudônimos tornou-se necessário em função do envolvimento político dos autores na luta pela libertação do Brasil do jugo da coroa portuguesa. O bucolismo e o pastoralismo também foram características deste período.

O texto acima refere-se ao

A) Romantismo.
B) Barroco.
C) Modernismo.
D) Arcadismo.
E) Realismo.
Questão 3 — FUVEST
Procura da Poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.

(...)

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

(...)

Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo.

No contexto do livro, a afirmação do caráter verbal da poesia e a incitação a que se penetre “no reino das palavras”, presentes no excerto, indicam que, para o poeta de A rosa do povo,

a) praticar a arte pela arte é a maneira mais eficaz de se opor ao mundo capitalista.
b) a procura da boa poesia começa pela estrita observância da variedade padrão da linguagem.
c) fazer poesia é produzir enigmas verbais que não podem nem devem ser interpretados.
d) as intenções sociais da poesia não a dispensam de ter em conta o que é próprio da linguagem.
e) os poemas metalingüísticos, nos quais a poesia fala apenas de si mesma, são superiores aos poemas que falam também de outros assuntos.
Questão 4 — UFSCAR
Em casa, brincava de missa, — um tanto às escondidas, porque minha mãe dizia que missa não era cousa de brincadeira. Arranjávamos um altar, Capitu e eu. Ela servia de sacristão, e alterávamos o ritual, no sentido de dividirmos a hóstia entre nós; a hóstia era sempre um doce. No tempo em que brincávamos assim, era muito comum ouvir à minha vizinha: “Hoje há missa?” Eu já sabia o que isto queria dizer, respondia afirmativamente, e ia pedir hóstia por outro nome. Voltava com ela, arranjávamos o altar, engrolávamos o latim e precipitávamos as cerimônias. Dominus non sum dignus …* Isto, que eu devia dizer três vezes, penso que só dizia uma, tal era a gulodice do padre e do sacristão. Não bebíamos vinho nem água; não tínhamos o primeiro, e a segunda viria tirar-nos o gosto do sacrifício.

(Machado de Assis, Dom Casmurro, Obra completa.)
*Trecho da fala do sacerdote, no momento da comunhão, que era proferida em latim, antes do Concílio Vaticano II. A fala inteira, que deve ser repetida três vezes, é: Dominus non sum dignus ut intres sub tectum meum, sed tantum dic verbum e sanabitur anima mea, cuja tradução é: Senhor, não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e minha alma será salva.
Pedir hóstia por outro nome quer dizer:

A) tentar ganhar um beijo.
B) pedir em nome de Capitu.
C) mentir sobre a missa.
D) solicitá-la à vizinha.
E) pedir um doce.

FUVEST


Questões 1 — FUVEST

Posted by Profº Monteiro on junho 28, 2016

299608-Enem-2011-gabarito

Professor(a) ...

NOME:



Questão 1 — FUVEST
Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é:

a) Cada um dos participantes, ao inscrever-se, deverão receber as orientações necessárias.
b) Os que prometem ser justos, em geral, não conseguem sê-lo sem que se prejudiquem.
c) Já deu dez horas e a entrega das medalhas ainda não foram feitas.
d) O que se viam era apenas destroços, cadáveres e ruas completamente destruídas.
e) Devem ter havido acordos espúrios entre prefeitos e vereadores daqueles municípios.
Questão 2 — FUVEST
Há muitas, quase infinitas maneiras de ouvir música. Entretanto, as três mais freqüentes distinguem-se pela tendência que em cada uma delas se torna dominante: ouvir com o corpo, ouvir emotivamente, ouvir intelectualmente.
Ouvir com o corpo é empregar no ato da escuta não apenas os ouvidos, mas a pele toda, que também vibra ao contato com o dado sonoro: é sentir em estado bruto. É bastante freqüente, nesse estágio da escuta, que haja um impulso em direção ao ato de dançar.
Ouvir emotivamente, no fundo, não deixa de ser ouvir mais a si mesmo que propriamente a música. É usar da música a fim de que ela desperte ou reforce algo já latente em nós mesmos. Sai-se da sensação bruta e entra-se no campo dos sentimentos.
Ouvir intelectualmente é dar-se conta de que a música tem, como base, estrutura e forma. Referir-se à música a partir dessa perspectiva seria atentar para a materialidade de seu discurso: o que ele comporta, como seus elementos se estruturam, qual a forma alcançada nesse processo.
Adaptado de J. Jota de Moraes, O que é música.

De acordo com o texto, quando uma tendência de ouvir se torna dominante, a audição musical
a) supõe a operação prévia da livre e consciente escolha de um dos três modos de recepção.
b) estabelece uma clara hierarquia entre as obras musicais, com base no valor intrínseco de cada uma delas.
c) privilegia determinado aspecto da obra musical, sem que isso implique a exclusão de outros.
d) ocorre de modo a propiciar uma combinação harmoniosa e equilibrada dos três modos de recepção.
e) subordina os modos de recepção aos diferentes propósitos dos compositores.
Questão 3 — UFSCAR
O valor do futuro depende do que se pode esperar dele. Portanto: se você acredita de fato em alguma forma de existência post mortem determinada pelo que fizermos em vida, então todo cuidado é pouco: os juros prospectivos são infinitos. O desafio é fazer o melhor de que se é capaz na vida mortal sem pôr em risco as incomensuráveis graças do porvir. Se você acredita, ao contrário, que a morte é o fim definitivo de tudo, então o valor do intervalo finito de duração indefinida da vida tal como a conhecemos aumenta. Ela é tudo o que nos resta, e o único desafio é fazer dela o melhor de que somos capazes. E, finalmente, se você duvida de qualquer conclusão humana sobre o após-a-morte e sua relação com a vida terrena, então você contesta o dogmatismo das crenças estabelecidas, não abdica da busca de um sentido transcendente para o mistério de existir e mantém uma janelinha aberta e bem arejada para o além. O desafio é fazer o melhor de que se é capaz da vida que conhecemos, mas sem descartar nenhuma hipótese, nem sequer a de que ela possa ser, de fato, tudo o que nos é dado para sempre.

(Eduardo Giannetti, O valor do amanhã, p. 123.)
O trecho — e mantém uma janelinha aberta e bem arejada para o além — pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:

A) e mantém, cada vez, uma janelinha aberta e bem arejada para o além.
B) e mantém, tal como, uma janelinha aberta e bem arejada para o além.
C) e mantém, também, uma janelinha aberta e bem arejada para o além.
D) e mantém, salvo se, uma janelinha aberta e bem arejada para o além.
E) e mantém, às vezes, uma janelinha aberta e bem arejada para o além.
Questão 4 — ENEM

TEXTO I

O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias,
mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
MELO NETO, J. C. Obra completa.
Rio de Janeiro: Aguilar, 1994 (fragmento).

TEXTO II

João Cabral, que já emprestara sua voz ao rio, transfere-a, aqui, ao retirante Severino, que, como o Capibaribe, também segue no caminho do Recife. A autoapresentação do personagem, na fala inicial do texto, nos mostra um Severino que, quanto mais se define, menos se individualiza, pois seus traços biográficos são sempre partilhados por outros homens.
SECCHIN, A. C. João Cabral: a poesia do menos. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999 (fragmento).

Com base no trecho de Morte e Vida Severina (Texto I) e na análise crítica (Texto II), observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a que ele faz referência aponta para um problema social expresso literariamente pela pergunta “Como então dizer quem fala / ora a Vossas Senhorias?“. A resposta à pergunta expressa no poema é dada por meio da
A) descrição minuciosa dos traços biográficos do personagem-narrador.
B) construção da figura do retirante nordestino como um homem resignado com a sua situação.
C) representação, na figura do personagem-narrador, de outros Severinos que compartilham sua condição.
D) apresentação do personagem-narrador como uma projeção do próprio poeta, em sua crise existencial.
E) descrição de Severino, que, apesar de humilde, orgulha-se de ser descendente do coronel Zacarias.
Questão 5 — UFSCAR
Na minha opinião, existe no Brasil, em permanente funcionamento, não fechando nem para o almoço, uma Central Geral de Maracutaia. Não é possível que não exista. E, com toda a certeza, é uma das organizações mais perfeitas já constituídas, uma contribuição inestimável do nosso país ao patrimônio da raça humana. Nada de novo é implantado sem que surja no mesmo instante, às vezes sem intervalo visível, imediatamente mesmo, um esquema bem montado para fraudar o que lá seja que tenha sido criado. [...] Exemplo mais recente ocorreu em São Paulo, mas podia ser em qualquer outra cidade do país, porque a CGM é onipresente, não deixa passar nada, nem discrimina ninguém. Segundo me contam aqui, a prefeitura de São Paulo agora fornece caixão e enterro gratuitos para os doadores de órgãos, certamente os mais pobres. Basta que a família do morto prove que ele doou pelo menos um órgão, para receber o benefício. Mas claro, é isso mesmo, você adivinhou, ser brasileiro é meramente uma questão de prática. Surgiram indivíduos ou organizações que, mediante uma módica contraprestação pecuniária, fornecem documentação falsa, “provando” que o defunto doou órgãos, para que o caixão e o enterro sejam pagos com dinheiro público.

(João Ubaldo Ribeiro. O Estado de S.Paulo, 18.09.2005.)
Assinale a alternativa em que a substituição das palavras destacadas mantém o mesmo sentido original do trecho: Exemplo mais recente ocorreu em São Paulo, mas podia ser em qualquer outra cidade do país, porque a CGM é onipresente.

A) Exemplo mais recente ocorreu em São Paulo, no entanto podia ser em qualquer outra cidade do país, uma vez que a CGM é onipresente.
B) Exemplo mais recente ocorreu em São Paulo, pois podia ser em qualquer outra cidade do país, já que a CGM é onipresente.
C) Exemplo mais recente ocorreu em São Paulo, podia, pois, ser em qualquer outra cidade do país, visto que a CGM é onipresente.
D) Exemplo mais recente ocorreu em São Paulo, apesar disso podia ser em qualquer outra cidade do país, assim que a CGM é onipresente.
E) Exemplo mais recente ocorreu em São Paulo, já que podia ser em qualquer outra cidade do país, à medida que a CGM é onipresente.