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O Uraguai: Um Épico Que Marcou a Literatura Brasileira

Posted by Profº Monteiro on maio 26, 2023






Olá, caros leitores! Hoje quero falar sobre uma obra literária que deixou uma marca indelével na história da literatura brasileira: O Uraguai. Escrito por Basílio da Gama em 1769, este poema épico nos transporta para os Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, onde uma disputa intensa entre jesuítas, índios e europeus ocorreu.

O Uraguai relata, de forma romanceada, a expedição conjunta de portugueses e espanhóis contra as missões jesuíticas do Rio Grande do Sul, seguindo as cláusulas do Tratado de Madrid, estabelecido em 1756. Além disso, o poema busca retratar o conflito entre a mentalidade racional europeia e o primitivismo indígena.

Um aspecto notável que diferencia O Uraguai de outros poemas épicos é o fato de abordar um episódio histórico muito recente à época de sua escrita. Enquanto obras épicas tradicionais, como Os Lusíadas, seguiam um modelo clássico com dez cantos, O Uraguai possui apenas cinco cantos. Com 1377 versos brancos, ou seja, sem rima, e sem estrofação definida, o poema rompe com as convenções literárias e busca uma abordagem mais livre e contemporânea.

A importância de O Uraguai na literatura brasileira reside justamente nessa ruptura com as tradições poéticas estabelecidas. Basílio da Gama oferece aos leitores uma nova perspectiva, ao narrar uma história recente com elementos ficcionais e uma visão crítica da colonização europeia nas missões jesuíticas.

Conclusão:
O Uraguai é uma obra literária que merece destaque em nossa história. Basílio da Gama, por meio de sua escrita envolvente e original, nos transporta para um período crucial do Brasil colonial, trazendo à tona os conflitos entre diferentes culturas e o embate entre racionalidade e primitivismo.

Como leitores, temos a oportunidade de explorar as páginas deste épico e mergulhar em uma narrativa cativante que nos permite refletir sobre a formação do nosso país e as complexidades históricas que o permeiam. O Uraguai é uma verdadeira jóia da literatura brasileira, um marco que nos lembra da importância de questionar os padrões estabelecidos e abraçar novas formas de expressão.

Marília de Dirceu - Tomáz Antônio Gonzaga.pdf

Posted by Profº Monteiro on junho 26, 2017

Marília de Dirceu é o título da obra poética máxima de Tomás Antônio Gonzaga, integrante do Arcadismo.
Sobre o poema[editar | editar código-fonte]

Manuel Bandeira, analisando a obra-prima, registra que "nenhum poema, a não ser Os Lusíadas, tem tido tão numerosas edições". Sua importância na literatura de língua portuguesa é, portanto, basilar.

Publicado em Lisboa, em 1792, ano em que Gonzaga partira para o exílio em Moçambique, relata seu amor por uma brasileira: Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, de quem fora noivo.[1]

Informa José Marques da Cruz, no seu "História da Literatura", que este era"o livro de cabeceira do grande lírico português João de Deus" e que este poema são "versos amorosos, de uma ternura comovida, em descantes graciosos, à sua namorada Marília, tão cheios de sentimento que Romero diz ser ele "o mais afamado dos poetas mineiros" e Pereira da Silva "que os seus versos rivalizam com as mais belas canções de Petrarca". O que caracteriza os seus versos é a simplicidade, a espontaneidade tão natural, que parece prosa fluida e cantante."

José Veríssimo em "A Literatura Brasileira", ressalta a obra em seu contexto histórico:"O Uraguai, de Basílio da Gama, o Caramuru, de Durão, os Sonetos e outras obras de Cláudio da Costa, a Marília de Dirceu, de Gonzaga, os Poemas, de Alvarenga Peixoto e de Silva Alvarenga, são sem dúvida os primores da nossa literatura colonial e contam-se ainda entre as obras-primas da nossa poesia. Estes poetas estabelecem a transição desta literatura ainda em suma portuguesa para aquela a que já podemos sem impropriedade chamar de brasileira." (grifos feitos aqui)

O historiador Pedro Calmon ressalta o aspecto árcade, bem como a visão lusitana de Gonzaga (in: História da Civilização Brasileira, 1937), asseverando que o mesmo não tinha ainda o ideal nativista que verificou-se no pós-1822/23:"Superior às escolas, não fora destas, "Marília" é o canto pastoral em que a delicadeza do cantor vesta a túnica de Alceste e a sua candura revive Cítara.1 A despeito desse abuso da mitologia, os seus versos ganham uma popularidade que só os de Casimiro de Abreu lhe disputariam tantos anos depois, e induzem à imitação os outros poetas, até à Independência."(Nota 1): Gonzaga, sobretudo subjetivo, não manifestou nenhuma emoção nativista na sua lira, se se excetuar a VII do livro 2º. Na XXIX concita Marília a deixar o "turvo ribeirão" em que nasceu e "as já lavradas serras" (Minas) para passar ao "claro Tejo".
Como obra anterior ao romantismo tem caracteres nitidamente árcades, embora já se vejam alguns elementos da escola futura, tais como a idealização do objeto amado. A forma é uma preocupação constante.
Estrutura: O poema é dividido em 3 partes. A primeira, com 33 "liras", com refrões guardando certa similitude entre si. A segunda, de 38 liras, possivelmente escrita na prisão, revela um teor menos referente à amada e, por fim, a terceira e última, com 9 liras e 13 sonetos.



Grandes Livros - Os Lusíadas - Luiz Vaz de Camões - Documentário

Posted by Profº Monteiro on abril 23, 2017


“Grandes Livros” é um projeto multi-plataforma de divulgação da literatura portuguesa que envolve uma série de 12 documentários, com 50 minutos cada, narrados por Diogo Infante, ator e diretor do Teatro Nacional D. Mª II.

Visa contribuir para a promoção da leitura das grandes obras da literatura portuguesa junto de todas as faixas etárias de falantes de português. Cada episódio contará com a participação dos principais especialistas na obra e/ou no autor em análise.


Publicado em 1572, este livro é constituído por dez cantos, dez partes que narram os feitos históricos dos portugueses. Através da viagem marítima de Vasco da Gama para a Índia e das aventuras dos marinheiros nas Descobertas são entrelaçados os mitos, as figuras e os momentos que definem a História de Portugal.


Inês de Castro, D. Afonso Henriques, Nuno Álvares Pereira e tantos outros passeiam pelas estrofes e compõem um quadro grandioso de exaltação dos descendentes de Luso, os portugueses.

Na linha das epopeias clássicas, tais como a Odisseia ou a Eneida, a obra está dividida em quatro partes: Proposição, Invocação, Dedicatória e Narração. As três primeiras condensam-se no Canto I, com o maior excerto a mencionar D. Sebastião, o jovem rei a quem a obra foi dedicada.




Polémicas à parte, e se contarmos que o livro foi aprovado pelos censores do Santo Ofício, braço-direito da Inquisição, mesmo com as lascivas descrições do episódio da “Ilha dos Amores”, este continua a ser um dos textos mais importantes da literatura portuguesa




O Velho do Restelo ou o gigante Adamastor, mais que figuras míticas de um poema, já se tornaram referências desta cultura que é a nossa… e que Camões cantou.




Os Lusíadas – Luiz Vaz de Camões

“Grandes Livros” é um projeto multi-plataforma de divulgação da literatura portuguesa que envolve uma série de 12 documentários, com 50 minutos cada, narrados por Diogo Infante, ator e diretor do Teatro Nacional D. Mª II.

Os Lusíadas – Luiz Vaz de Camões

Publicado em 1572, este livro é constituído por dez cantos, dez partes que narram os feitos históricos dos portugueses. Através da viagem marítima de Vasco da Gama para a Índia e das aventuras dos marinheiros nas Descobertas são entrelaçados os mitos, as figuras e os momentos que definem a História de Portugal.


Onde encontrar o documentário: - -

Para assistir: YouTube

Trabalhos relacionados:
Lingua Portuguesa Partilhada - Análise de "Os Lusíadas"

-Portal São Francisco - Luis de Camões.php

-Educação Uol - Luís Vaz de Camões

-Portal São Francisco - Os Lusiadas

Livro:


-Dominio Público - Os Lusíadas – Luiz Vaz de Camões.
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