Mostrando postagens com marcador TRABALHOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TRABALHOS. Mostrar todas as postagens

PROFISSÃO PROFESSOR OU ADEUS PROFESSOR, ADEUS PROFESSORA?

Posted by Profº Monteiro on agosto 05, 2013



INTRODUÇÃO

Apesar de toda a tecnologia atual e dos meios de comunicação, não vejo o professor como um profissional “démodé” para o desenvolvimento humano, principalmente avaliando que toda a informação disponível nos meios de TICs foi desenvolvida por professores, ou pessoas com intenção de transmitir um determinado conhecimento, sendo assim sem os educadores não teríamos as fontes de informação.

Outra questão a ser lembrada é que, para um aprendizado eficaz, faz-se necessária a mediação do conhecimento, mediação essa que é feita por um educador, seja ele um professor, tutor, família ou amigos.

Contudo não podemos desmerecer a importância dos TICs na educação, pois o avanço tecnológico nos dá um leque, de opções e oportunidades para mediar e desenvolver os nossos alunos ao ponto de torná-los cidadãos autônomos e críticos.

DESENVOLVIMENTO

A implantação de novas tecnologias na nossa sociedade mudou consideravelmente nossas vidas, e consequentemente mudou também a nossa cultura, os nossos costumes, a nossa maneira de trabalhar e de se formar.

Portanto, é claro que o papel a ser desempenhado pelo professor tem que passar por uma profunda mudança em relação ao que é tradicionalmente exercido. Esta mudança envolve, essencialmente, o professor, pois ele será sempre o elemento predominante e exclusivo na transmissão do conhecimento tornando-se assim uma parte fundamental do processo de ensino/aprendizagem, mediando , gerando e organizando situações em que o aluno pode aprender por si mesmo.
     
Outro fator a ser considerado é que as mídias de comunicação como rádio e tevê, por sua própria natureza, se prestam muito mais à transmissão de um dado ligeiro, necessariamente mais superficial e efêmero, se o receptor quiser se aprofundar no assunto terá que buscar nos meios impressos ou digitais de leitura, o mediador[1] do conhecimento é muito importante para orientar e nortear o aprendizado do aluno.

Ao falarmos de TICs incluímos também a internet, com ela pode-se combinar múltiplas relações de apropriação da cultura, através de toda sua diversidade, suas singularidades e seu dinamismo, contudo é interessante mais uma vez o acompanhamento de um mediador contribuindo para impedir muitas vezes que uma união totalizante com uma religião, um grupo, uma etnia ou um território venha a funcionar como identidade.

No caso de pessoas migrantes ou imigrantes, a internet pode ter o papel de esclarecer o indivíduo sobre suas origens, pois os pais, muitas vezes afastados a muito tempo da cultura que deixaram para trás, transmitem apenas fragmentos da mesma, ou alguns costumes que, às vezes, nem estão mais em voga.

Se não oferecermos a esses jovens os meios de responderem às perguntas de terceiros sobre sua origem de uma maneira singular, outros farão isso, com todos os ris­cos que implica, podendo ocorrer desvio para formas de auto-exclusão, de apartheid e de xenofobia. (PETIT, 2008, p.90).

Até aqui falamos sobre o lado bom da tecnologia mas precisamos lembrar que , alguns dos piores medos de Ray Bradbury e George Orwell estão quase consolidados , para quem leu 1984 e Fahrenheit 451 é quase impossível não estabelecer uma relação entre as Teletelas espiãs , e nossos sistemas de câmeras em pontos específicos da cidade ou até mesmo no famoso “Google earth” onde somos expostos sem nenhum pudor e para aqueles que pensam estar protegidos ao navegar na Internet , saiba que não é por acaso que você ao pesquisar por exemplo um produto qualquer na Internet ,  nos mais tardar em uma hora após essa pesquisa , todo site que você acessar terá uma propaganda referente a este produto, e isso se da pelo fato de que “eles estão de olho” .
Já em Fahrenheit , o destaque vai para a recente invenção da televisão, "cultura" estava se tornando um bem de consumo de uma forma que nunca tinha sido antes , Bradbury escreveu Fahrenheit 451 , tanto como uma resposta para a direção que ele viu a sociedade a tomar, e também como uma advertência dos males de negligenciar atividades intelectuais e humanização em favor do que era simplesmente divertido favorecendo programas de televisão homogeneizados como  única forma de entretenimento.

Os programas eram produzidos em massa, desestimulando o pensar, questionar e analisar, promove uniformidade e inquestionável aceitação e obediência. 

As pessoas que compõem a sociedade de Bradbury são desatentas , individualistas e genéricas existindo apenas  como parte da "sociedade" , causando um isolamento depressivo, as pessoas gradualmente se afastam um do outro.

CONCLUSÃO
Contudo, fica evidente que para que tenhamos sucesso com as TICs é preciso que haja treinamento adequado aos profissionais da educação. pois, a integração e utilização de novas tecnologias requer uma adequada formação de professores.
Formação essa não apenas técnica , mas também ética pois um mediador de conhecimento não deve pregar doutrinas , ideologias ou quais formas de dominação sobre o educando e sim dar apoio para que o individuo tire suas próprias conclusões , após ter acesso a todas as informações disponibilizadas a ele .

REFERÊNCIAS
BRADBURY, Ray. Fahrenheit 451: a temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima. São Paulo: Globo, 2003.
Castro, C. (2006). A influência das tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no desenvolvimento do currículo por competências. Universidade do Minho. Instituto de Educação e Psicologia. Braga. Acesso em 7 de maio 2013 através de http://repositorium.sdum.uminho.pt
Cole, J. (2006). Internet e Sociedade numa Perspectiva Global: lições de cinco anos de análise de campo.  In A Sociedade em Rede: Do Conhecimento à Acção Política. Castells, M.; Cardoso, G. (Org.). Portugal: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2006. Disponível em: http://arnic.info. Acesso em 7 de maio 2013 .
COMUNICAÇÃO_APGICO_,felicidade_e_tecnologia_,Disponivel_em_https://sapientia.ualg.pt/bitstream/10400.1/1837/1/Felicidade%20e%20tecnologia%20em%20Fahrenheit%20451.pdf acesso em : 08/05/2013
ORWELL, George. 1984. 4. ed. Madri: Mestas, 2008.




[1] O termo mediador deriva do latim mediatore, que significa aquele que medeia ou intervém.

Democracia Ateniense e Democracia Brasileira Atual

Posted by Profº Monteiro on agosto 05, 2013

INTRODUÇÃO

O termo  "democracia[1] ateniense" refere–se ao sistema de política estabelecida em Atenas durante o período clássico (quinto e quarto séculos a/c), é considerado o ancestral da democracia moderna, surgiu em Atenas, Grécia entre 620 e 593 aC.

Em Atenas, os principais governantes foram Draco[2] e Sólon[3] suas primeiras leis fundamentais evoluíram e culminarão na democracia, graças às leis de Draco e Solon, distinguem–se dois tipos de leis: a dos deuses e as leis puramente "humanas" na cidade.

Com Draco e Solon, os atenienses começaram a ser governados por um novo tipo de poder que chamaram "padrão" (palavra para a lex ou "lei" dos romanos), que não veio de deuses, mas de dentro da polis (cidade-estado que se formou).

Uma democracia ateniense era a democracia direta, ou seja, as pessoas eram diretamente envolvidas nas decisões políticas por aclamação. Isso foi possível porque as polis gregas eram pequenas e tinham poucos habitantes.

A democracia atual é concebida como um sistema não-representativo e participação política direta. Hoje é impossível adotar uma forma de democracia direta, uma vez que é concebido como um sistema para limitar e controlar o governo, porque as sociedades políticas contemporâneas cobrem grandes territórios mais numerosos que as populações da antiguidade.

A rotatividade política da democracia ateniense de cargos públicos era rápida e escolhida através de sorteios, No Brasil a rotatividade de cargos públicos é de vez em quando e não são escolhidos por sorteio, mas por meio de eleições periódicas em que os cidadãos (maioria) elegem um homem que os representa.

DESENVOLVIMENTO

A democracia para os atenienses era um governo possível e eficaz, ou seja, a democracia poderia ser posta em prática, hoje, no entanto a democracia é um ideal que serve como referência para julgar nossos sistemas políticos, mas é impossível de realizar e se estabelecer plenamente.

Na democracia ateniense, os indivíduos que podiam participar na vida política eram homens livres (cidadãos apenas considerados), ou seja, uma minoria, pois, mulheres, escravos, menores e estrangeiros eram excluídos, ou seja, eles não existiam como cidadãos e não tinham direitos políticos.

A democracia atual, no entanto, tem a participação política de todos, com o único requisito, ser um adulto. Todos se tornam cidadãos naturalizados sem distinção e com base na igualdade para todos. (Prisioneiros não-cidadãos que estão condenados há vários anos de prisão)

Os atenienses, importantes pensadores e líderes consideravam a democracia como forma de governo errado, hoje, no entanto a democracia é amplamente considerada como uma forma aceitável de governo.

Em Atenas, as opiniões e julgamentos de cidadãos eram ouvidos na Ekklesia ou assembléia popular, onde discutiam questões de comércio, guerra e política interna, hoje, existem homens e mulheres que nos representam, como, deputados e senadores, Que expressam suas opiniões e julgamentos no Congresso, discutem todas as questões da "vida nacional", tais como, comércio, política, habitação, etc.

A democracia atual tem herdado várias características da democracia ateniense, tais como, não considerar menores e estrangeiros, como cidadãos participativos com direitos políticos, porém se um estrangeiro é nacionalizado, torna-se parte do público.
Atribui também a cidadãos direitos e deveres que devem ser cumpridos, o governo é autônomo e capaz de agir de forma independente, sem constrangimentos externos e toma decisões com base nas necessidades da maioria, os representantes são eleitos pelos cidadãos, em Atenas escolhidos por aclamação, atualmente são eleitos por maioria de votos.

Na democracia ateniense e na atual a administração serve aos interesses da maioria e não a minoria, todos tem direitos e são considerados iguais (na esfera política), cada um consegue o que tem de acordo com seu esforço e mérito.

Em Atenas, a democracia é vista como um sistema político e também como uma forma de vida dos cidadãos, voltada para a liberdade e igualdade de todos perante a justiça.

A democracia é um regime político, o que implica não só em uma forma de governo estruturada econômica e social, mas também em valores, princípios, atitudes e comportamentos Democratas.

Os valores são como uma bússola que orienta o ideal democrático e uma fonte de inspiração das leis fundamentais, os princípios funcionam como premissas sendo o ideal que imprime a dinâmica do exercício democrático.

O sistema tem como objetivo seguir em direção a uma liberdade fundamental, ideal e democrática, assegurando aos cidadãos o direito e responsabilidade de decidir e determinar seus próprios caminhos e assuntos, com igualdade perante a lei.

Estes valores se tornam normativos para organizar e regular os estados modernos, na política contemporânea, a democracia é uma reflexão e exercício permanente para nos levar a minimizar os traços autoritários e totalitários que podem existir em um governo, para maximizar a prática cívica que se baseia no respeito e justiça para toda a humanidade.
Como um sistema político, a democracia é um sistema que se baseia no respeito tendo como princípios, promover e garantir os direitos humanos e da autodeterminação dos povos como um depósito da vontade popular, também é caracterizada pela existência de regras ou procedimentos que complementam os princípios acima referidos, facilitando a sua implantação.

Nas democracias modernas busca-se o consenso que é importante para conciliar os interesses das maiorias e minorias, a fim de dar um passo para o compromisso político para o caminho do diálogo para alcançar o bem-estar comum à participação na tomada de decisões que afetam a sociedade política como um todo, é um dever e um direito de todos os cidadãos.

Portanto, todas as ideologias e partidos têm a oportunidade de participar da atividade política podendo governar através da sociedade democrática com eleições periódicas, garantindo uma concorrência aberta na escolha do exercício do poder. Pois os cidadãos elegem seus representantes, exercendo assim o direito de expressar suas opiniões através dos seus representantes, através de eleições e aprovar ou rejeitar a sua gestão.

CONCLUSÃO

A existência de um Estado de Direito: refere-se a toda a força de uma Constituição para regular e ordenar o funcionamento dos poderes do Estado, delimitar os poderes de cada um deles e garantir o cumprimento da lei e os direitos de todos, dessa forma coexiste a justiça, o respeito, o diálogo, a tolerância, a paz e o bem comum.








REFERÊNCIAS

FINLEY, Moses. A Cidade Estado-Clássica: Os Gregos Antigos. Lisboa. Setenta, 1984.

MOSSE, Claude. Atenas - A História de uma Democracia. Brasília. UNB, 1997.

Bryan, Magee. Historia da Filosofia. Loyola, 1999.

Democracia Ateniense, Disponível em: http://www.brasilescola.com acessado em 07/05/2013


Os Gregos e a Democracia, Disponível em: http://educaterra.terra.com.br/ acessado em: 06/05/2013



[1] A palavra democracia tem sua origem na Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo)
[2] Drácon foi um personagem semítico, a quem a tradição atribuiu o primeiro código de leis escritas da Grécia o Código de Drácon.
[3] Em 594 a.C., Sólon foi nomeado primeiro arconte, ficando encarregado de promover reformas políticas.