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Trabalhando com filmes em sala de aula

Posted by Profº Monteiro on maio 28, 2023


Sabemos das dificuldades em assistir um filme na íntegra nas escolas, principalmente nas públicas. O número de aulas já é escasso e um longo programa a ser cumprido. Porém, nada substitui a idéia geral de um filme. Por isso sugerimos o acordo entre professores de áreas afins (História, Sociologia, Filosofia, Inglês, Português, Geografia, etc.) para desenvolverem as atividades a contento e aproveitarem o máximo de reflexão que um filme pode proporcionar.Antes de assistirem ao filme, os alunos poderão fazer uma pesquisa na internet, para localizar alguns dados (direção, ano e país de produção, atores, etc.), a sinopse e ainda o posicionamento da crítica. O site The Internet Movie Database é excelente e contém muitas informações sobre vários filmes e as pessoas envolvidas em sua produção. Trata-se de um site em inglês, que poderá ser bem utilizado com o apoio do professor dessa área. A turma poderá ser dividida em equipes e cada uma fica responsável por pesquisar um tema diferente (sinopse, direção, comentários da crítica, curiosidades, etc.), a partilha das informações será feita em sala. Essa atividade os colocará em sintonia com o filme e despertará o interesse em assisti-lo.

Aliás, sugerimos aos professores explorarem a pesquisa na internet. É claro que existem muitos sites duvidosos e incompletos. Mas, o mesmo se passa com os livros. Explique como utilizar a rede como uma fonte de pesquisa e não apenas para "copiar-colar". Estimule-os a pesquisarem e compararem diversos sites, coloque o potencial da internet a seu favor!

Logo após assistirem o filme, os alunos poderão preencher uma ficha, com o objetivo de explorarem e esclarecerem aspectos importantes. As fichas poderão ser preenchidas individualmente e em casa, em sala de aula será feita a partilha, o que provavelmente gerará uma discussão enriquecedora, pois aspectos divergentes sobre a compreensão do filme surgirão.
Ao apresentar a ficha para os alunos, explique o que é “crítica externa” e “crítica interna”. Esses termos foram criados por um dos maiores pesquisadores da relação cinema e história, o historiador Marc Ferro. Em seu texto O filme uma contra-análise da sociedade? (publicado na obra de Jacques LE GOFF e Pierre NORA, História. Novos objetos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995, p. 199 a 215), Ferro propôs uma análise daquilo que “não é filme” (a crítica externa), ou seja, de elementos que não estão representados na película, mas que interferem na maneira como estão representados, como, por exemplo, o posicionamento político do cineasta. E daquilo que “é filme” (a crítica interna), ou seja, os elementos representados e como estão representados, ou ainda, a sua ausência na película.
A última parte da ficha, com relação à opinião do aluno, também é importante explorar que, o “gostar” ou “não gostar” não modifica a película, nem a opinião da crítica, mas é um fator importante sobre a relação que os alunos estabelecem com os filmes, com quais situações se identificam. Esse momento é importante para que os alunos aprendam a respeitar as opiniões divergentes da sua.



Atividades específicas para a Área de Inglês:
- escolher um trecho do filme, cobrir a legenda e pedir para os alunos fazerem a tradução. Uma atividade alternativa é escolher um trecho do filme e pedir para os alunos identificarem cinco palavras que sabem o significado e outras cinco que desconhecem, procurando o significado e a grafia correta no dicionário;
- escolher passagens do filme que estejam relacionadas com o conteúdo gramatical estudado pelos alunos (frases interrogativas, frases negativas, colocação de pronomes, etc.);
- disponibilizar aos alunos pequenas biografias dos diretores ou sinopses dos filmes, ou ainda, comentários da crítica sobre os filmes, em inglês, para os alunos fazerem a tradução. Essa atividade poderá ser feita previamente, antes dos alunos assistirem o filme;
- comparar o título do filme em inglês e como foi traduzido para o português. No caso de serem títulos diferentes (como o filme de Costa Gavras Music Box, que foi traduzido como Muito mais que um crime), discutir qual o que combina mais com o conteúdo do filme.



Atividades específicas para a Área de Geografia:
- a grande maioria dos filmes se passam num determinado espaço, são poucos que não possuem essa referência, como 1984 de Michael Radford, baseado no livro homônimo de George Orwell. O professor poderá iniciar a discussão localizando a(s) região(ões) onde se passa o filme no mapa, identificando o país e continente e até mesmo as regiões vizinhas;
- feita essa primeira abordagem, poderá ser construído um perfil da região: o tipo de relevo, clima, vegetação, além de índices econômicos, sociais, etc. Se o filme for uma representação do passado, é interessante fazer uma breve comparação sobre a situação da região na época representada pelo filme e atualmente, o que estimulará uma discussão sobre a atual situação da região. O resultado final poderá ser uma tabela comparativa ou um painel em sala de aula.


Atividades específicas para a Área de Língua Portuguesa:
- pode-se começar explorando a variedade lingüística (nos filmes nacionais, é claro), solicitando aos alunos que identifiquem as marcas lingüísticas ( gírias, estrangeirismos, brasileirismos, neologismos) características de cada grupo social;
- transcrever as falas de personagens e posterior reescrita adaptando para a língua padrão escrita;
- é possível explorar figuras de linguagem, solicitando aos alunos que registrem exemplos de usos de linguagem figurada nas falas dos personagens e depois reescrevam os trechos usando linguagem denotativa;
- em se tratando de produção de texto, o professor pode solicitar resumo do enredo do filme assistido, resenha e fichamento;
- há uma infinidade de obras cinematográficas que podem ser exploradas no trabalho com a Literatura. Uma boa opção é pedir análise comparativa entre filme e livro ou entre filme e texto, apontando tópicos que devem ser comparados (por exemplo, comparar o filme O advogado do diabo ao conto A igreja do diabo apontando como tópicos a construção do personagem diabo, sua argumentação e sua estratégia para arregimentar “fiéis”).

Ideias para trabalhar com textos 10 Sugestões para trabalhar com textos

Posted by Profº Monteiro on abril 09, 2017


1. Texto em tiras
a) Selecione um texto curto e escreva-o em tiras de papel pardo. Cada frase ou parte do texto deverá estar escrito em uma tira.
b) Divida a turma em grupos.
c) Distribua uma ou mais tiras para cada elemento do grupo (de forma desordenada) e peça para que o grupo o reconstrua no chão, de preferência no corredor ou pátio da escola. Essa atividade é sócio-interativa e promove a participação de todos na reorganização do texto. Também é uma forma de tirá-los das cadeiras e mudar o ambiente de aprendizagem.
- Uma outra forma que fiz também, foi assim: Ao invés de ser um texto pronto, cada grupo escreveu seu próprio texto e o recortou em tiras. Foi muito divertido, mas muito mais demorado. Então reserve um tempo maior para a realização dessa atividade.



2. Horóscopo
a) Selecione do jornal os horóscopos de todos os signos. Pode ser um da semana passada, ninguém vai perceber.
b) Pegue o corretivo e, aleatoriamente, dê umas pinceladas nele. Cuide para que haja um apagamento em cada signo.
c) Tire o xerox e dê para cada dupla recompor os textos que foram apagados. Poderá, antes, fazer um aquecimento, perguntando quem acredita em horóscopo, quando costuma lê-lo, se alguma vez já deu certa a previsão feita pelo horoscopista (?? é isso mesmo??).



3. Anedotas
Selecione algumas piadas de salão e, em duas colunas, divida as piadas ao meio: o início da piada na primeira coluna e na outra (de forma desencontrada) o final das piadas. Os alunos deverão ler e combinar os textos humorísticos.
Sugestão: Convide os alunos a formarem duplas e encenarem as piadas para a turma.



4. Tiras em Quadrinhos
a) Recorte algumas tiras de histórias em quadrinhos.
b) Cole-as em uma folha com as partes desencontradas.
c) Os alunos deverão lê-las e reorganizá-las de forma apropriada.



5. Outra com tiras
a) Recorte novas tiras de histórias em quadrinhos e cole em uma folha, porém na ordem certa.
b) Com o corretivo, apague as falas.
c) Peça que os alunos completem da melhor maneira possível de forma que a história tenha coerência. Esse trabalho poderá ser feito em duplas.



6. Ache a foto da notícia
a) Recorte várias notícias com fotos do jornal. Elimine as legendas.
b) Separe as fotos das notícias.
c) Desafie o grupo a encontrar o par (notícia + foto).



7. A Notícia Completa
a) Recorte várias notícias de jornal que tenham as quatro partes fundamentais: título/manchete, lead, corpo, e foto com legenda.
b) Desmembre as notícias, recortando as partes de cada uma.
c) Embaralhe tudinho e peça ao grupo para reorganizá-las novamente.



8. Texto Quebra-cabeças
a) Recorte alguns textos (tantos quantos forem os grupos com os quais você irá trabalhar). Os textos poderão ser coloridos para motivá-los.
b) Faça marcações de forma desorganizada nos textos (tal qual nos quebra-cabeças) e recorte-os.
c) Ofereça-os aos grupos para que os montem novamente. Você poderá ter em mãos algumas perguntas de interpretação para que o grupo responda, dando conta do entendimento da leitura que fizeram. Também poderá ser feita em forma de gincana: o grupo que primeiro responder corretamente a todas as perguntas será o vencedor.



9. Charges
Ler charges de jornal é uma forma divertida de se manter atualizado.
a) Recorte as charges que encontrar pelos jornais.
b) Distribua-as para os grupos e peça para fazerem a leitura do momento, discutindo o acontecimento que está sendo abordado, além de tentar identificar as pessoas que estão sendo focalizadas.
c) Troque com os outros grupos de forma que todos possam fazer as várias leituras.
d) Compare as diferenças que forem surgindo.



10. Lendo figuras
a) Selecione figuras (pode ser de jornal também) que apresentem uma situação passível de se criar um enredo. Explique que uma boa história deve, necessariamente, ter um conflito, senão não é uma história.
b) Peça para que cada um faça a sua leitura do texto extra-verbal silenciosamente.
c) Solicite que, nesse segundo momento, contem para o colega do lado que leitura fizeram e como resolveram o conflito que imaginaram para aquela figura. É importante que cada um fale; não ligue se gerar tumulto na aula, já que isso "faz parte".



Este texto retirei do blog: Educação em foco - Muito bom, mesmo!!
Com certeza irá contribuir em nossa prática em sala de aula, por esse motivo quero compartilhar com os amigos que visitam este blog.

Projetos de Música

Posted by Profº Monteiro on abril 09, 2017
A música na Escola

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Nas escolas infantis ou até a 4ª série, a música é, fundamentalmente um meio para a criança adquirir determinadas competências. Enquanto a criança aprende ciências ela está adquirindo aptidão a pesquisa, está desenvolvendo capacidades ligadas aquela área, como a matemática que desenvolve o raciocínio lógico.

Com a música, desenvolve-se a sensibilidade, a percepção, a observação, a atenção, a memória auditiva e é este conjunto de habilidades que fica na cabeça do individuo, que o capacita a empregá-lo em qualquer profissão que venha a exercer. Um estilo musical também é um veículo, pois quando trabalhamos com folclore, por exemplo, estamos transmitindo para as crianças as nossas heranças, preservando, resgatando, fazendo com que elas adquiram respeito pela cultura do seu povo.


É importante, também a apreciação musical onde a criança toma contato com vários compositores eruditos, acompanhando o ritmo com instrumentos, com o corpo, com a dança ou alguma atividade física, ativa, onde a música está sendo assimilada e a criança respondendo na mesma hora. A atividade de música folclórica é a das mais apreciadas e, especificamente, os brinquedos cantados, as músicas em fileiras como a “De marre de si” ou a “Rosa Juvenil” que podem ser dramatizadas. Tem-se ainda, a parte de trava-línguas (Um tigre, dois..) a parte de parlendas folclóricas ( Hoje é domingo, pé de...) e outros.

Todo esse trabalho e outros mais específicos como o ensino da história da música e sua importância na fase lúdica de qualquer criança, estará contido um pouco detalhado nesta minuciosa resenha de músicas infantis.



Julia Rocha



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Método Fonético x Método Construtivista

Posted by Profº Monteiro on outubro 11, 2016

Não podemos desmerecer o método fonético da escola Montessoriana e outras afins, porque ele era funcional para aquela época, além disso, as classes tinham menos alunos e as crianças mais comportadas. A clientela hoje é outra.


Hoje trabalhamos com hiperativos, inclusão, crianças sem limites e crianças que chegam até nós com muitas vivências, então é um desperdício ficar somente no BA- BE- BI- BO - BU - BÃO (leiam corretamente, somente)

Muitos professores tiveram resultados excelentes com o método fonético, por isso não quiseram arriscar no método construtivista., mas hoje não vemos fundamento nesse tipo de trabalho, embora muitas vezes nós recorremos ao fonético para ajudar às crianças com mais dificuldade. No entanto, o trabalho com a alfabetização a partir dos textos é bem melhor para que os alunos se tornem letrados.

O trabalho é da seguinte maneira:

Coloque o texto ou o poema na lousa ou em cartolina (parlenda, cantigas, quadrinhas, trava-línguas), sempre um texto conhecido e de domínio da classe

As crianças fazem a chamada pseudo leitura com o dedinho e procuram a letra F ou a palavra Foca e circulam, mas antes discute-se com a criança como se escreve a palavra Foca, começa com F do nome do Fábio e assim por diante (fiz isso com a música A Foca de Vinícius).

Lembrete: Embora seja alfabetização com textos, a escrita das palavras deve ser sempre reflexiva e nós ensinamos a eles como pensarem antes de escrever. Depois é importante fazer lista. Por exemplo: Uma lista de animais que vivem na água. Uma lista de animais do circo, uma lista de palavras com FA e assim por diante.

Nesse momento vc questiona sobre o que fala a canção, o que acontece com a foca se colocar uma bola no seu nariz e etc..., fica uma bagunça (no bom sentido) onde todos falam juntos, mas conseguem se entender. Depois do trabalho com textos, começamos a ensinar-lhes outras palavras com o alfabeto móvel, com cruzadinha, ditado recortado que é muito importante. É uma graça vê-los soletrando a palavra para saber onde se encaixa. (minha amiga Débora sempre fala isso!)

É muito importante após trabalhar com o alfabeto móvel, entregar a eles figuras para eles formarem palavras (como o mexe-mexe), mas deve ser num trabalho em grupo, onde o aluno vai entrar em conflito com as suas hipóteses da escrita e leitura e vai aprender com o outro e o outro vai brigar para que cada um compreenda o seu entendimento, até "cair a ficha" que a sua hipótese está errada e vice-versa.

Alguns métodos priorizam e valorizam o trabalho individual do aluno, mas hoje esse trabalho é muito difícil para trabalhar com a nossa clientela que é muito ativa e tem muitos estímulos, eles necessitam interagir.

O cinema na sala de aula Estratégias de trabalho com filmes em sala de aula

Posted by Profº Monteiro on junho 01, 2014





Você não precisa estar no cinema mas pode criar um
clima de cinema que seja favorável ao trabalho com
os filmes. (Na foto, sala de cinema apresentando seqüência
do clássico filme “Casablanca”, estrelado por Humphrey Bogart).


A utilização de filmes em sala de aula depreende etapas prévias a apresentação da produção como já pudemos verificar em outros artigos e também elementos que permitam a utilização dos conteúdos e referências demonstrados a partir da película em trabalhos e avaliações. O elemento mais importante está relacionado, no entanto, a aplicação do filme durante as aulas, ou seja, como o professor pode orientar a ação dos alunos para que os melhores resultados possíveis possam ser atingidos.


Nesse sentido cabe, novamente, a recomendação de um planejamento prévio através do qual o educador tenha clareza quanto aos objetivos relativos à utilização do filme; se a produção será utilizada na íntegra ou apenas alguns trechos da mesma (e quais seriam, nesse caso as seqüências selecionadas); qual a relação entre o filme e os conteúdos que estão sendo trabalhados em sala de aula; que elementos principais devem ser destacados antes, durante e depois da apresentação da película; e, obviamente, as atividades que serão realizadas em função da utilização do filme em correlação de forças com as aulas sobre os temas trabalhados na produção, os materiais didáticos de apoio ao curso além de outros referenciais que eventualmente sejam pedidos ou sugeridos como ponto de apoio para as discussões e projetos fomentados.





Sempre trabalhe filmes que estejam associados aos conteúdos


escolares que estão previstos em seu planejamento e,


de preferência, defina a utilização de produções cinematográficas


no início do ano, como parte dos recursos e referenciais previstos


em sua programação. (Na foto, seqüência de “A Lista de Schindler”,


de Steven Spielberg).


Pensando nisso, os próximos passos relativos à utilização de filmes em sala de aula descritos nesse artigo referem-se à estruturação das aulas quanto às estratégias e metodologias que farão parte das aulas. O que se quer, a princípio, é que as aulas sejam dinâmicas e atraentes para os estudantes. Para que isso ocorra é necessário que se organizem atividades que façam com que o educando participe ativamente dos procedimentos. Trabalhar com pequenos grupos e em situações de simulação da realidade são quesitos importantes para que os filmes possam ser discutidos e gerem produção escrita.


Organização é outra palavra fundamental quando pretendemos trabalhar com grupos de estudantes; todos os detalhes de encaminhamento das atividades têm que ser apresentados antecipadamente para os estudantes. Aulas expositivas são importantes antes de o filme ser apresentado ou logo depois da amostragem dos mesmos.


Aulas expositivas que são apresentadas antes do uso dos filmes têm o propósito de traçar um panorama geral do tema que está sendo estudado. Através dessa prévia dos conteúdos apresentados em aula o educando tem condições de comparar textos utilizados, informações disponibilizadas pelos professores, artigos de revistas especializadas, referências de jornais ou revistas de grande circulação com os filmes.





Associar os filmes a recursos adicionais às aulas, como
artigos de jornais, revistas, materiais obtidos na internet,
leitura de livros paradidáticos, música ou literatura
reforça ainda mais o trabalho de conteúdos na escola
(Na foto, “Frankenstein”, com Robert De Niro, baseado
na clássica obra literária de mesmo nome da inglesa Mary Shelley).

O professor tem que assumir o compromisso de disponibilizar os recursos e mobilizar os alunos não apenas através de seminários, centralizando as ações, mas também, atribuindo responsabilidades e mobilizando os alunos através de atividades que se desenvolvam durante suas aulas que antecedem o uso dos filmes.


Quando os filmes antecedem as aulas expositivas, a função do uso das películas é diferenciada em relação ao caso anteriormente apresentado. Os filmes são utilizados como recurso de chamamento dos educandos ao tema, têm o propósito de despertá-los para os temas em questão, introduzem o assunto em aulas.


Mesmo nesse caso torna-se necessário que os professores procurem orientar as atividades no tocante ao filme, indicando caminhos, lançando questionamentos antes da apresentação do filme, pedindo maior atenção quanto a determinados aspectos da história representada ou intercedendo nos momentos que considere apropriados (se necessário, parando a apresentação do filme em vídeo ou DVD).


Não é recomendável que os estudantes façam anotações durante a apresentação do filme, isso dispersa a atenção dos mesmos para os detalhes da trama, do cenário, dos figurinos e de outros elementos representativos que podem ser utilizados pelo professor em suas atividades posteriores.





Os filmes também podem e devem ser utilizados para o exame
de questões sociais. Esse trabalho deve inclusive levar os professores
a discutir os temas a partir da noção de mundo dos alunos,
estimulando uma participação mais ativa dos mesmos nos
estudos. (Na foto, seqüência do filme “Dois filhos de Francisco”,
produção nacional de grande repercussão entre o público e a crítica).

As aulas expositivas que transcorrerem depois da apresentação devem ser utilizadas para referendar os pontos importantes disponibilizados pelo filme, aprofundar o assunto e introduzir idéias que tenham passado despercebidas, sem que tenham sido mencionadas; novamente, cabe ao professor utilizar os recursos complementares para que suas aulas sejam elucidativas, interessantes e para que a atenção e a participação dos educandos seja contínua.


Se o professor considerar necessário os trechos mais importantes podem ser apresentados mais vezes, depois que as discussões e debates, assim como a redação sobre o material fílmico, já estiverem em curso durante as aulas.


A proposta de trabalho em pequenos grupos tem o objetivo de fazer com que os educandos troquem idéias entre si, despertem uns nos outros a atenção quanto a aspectos que não foram percebidos, discutam questões propostas pelo professor e escrevam sobre o que viram.


A idéia de simulações como proposta de ação nas aulas depois da apresentação do filme tem o propósito de aproximar os temas apresentados nos filmes da realidade vivida pelos alunos, tornando o assunto em questão ainda mais pulsante e vivo para os mesmos. Ambientar as aulas em situações como uma redação de jornal, uma estação de rádio, uma organização não-governamental ou uma secretaria de governo pode estimular os estudantes e fazer com que o resultado final dos trabalhos seja ainda mais interessante.

Possibilidades pedagógicas do cinema em sala de aula

Posted by Profº Monteiro on junho 01, 2014

Possibilidades pedagógicas do cinema em sala de aula


O artigo se propõe a demonstrar as possibilidades pedagógicas que a projeção de um filme na escola oferece. Tomando como ponto de partida o gosto pelo cinema, este assume papel de protagonista no enredo do processo ensino-aprendizagem.  
O debate em torno das questões educacionais tem gerado muitas controvérsias. Não se pode negar, por exemplo, a ampliação, nas últimas décadas, das oportunidades educacionais. No âmbito específico das práticas escolares, o próprio sentido do que seja "educação" amplia-se em direção ao entendimento de que os aprendizados sobre modos de existência, sobre modos de comportar-se, sobre modos de constituir a si mesmo para os diferentes grupos sociais, particularmente para as populações mais jovens se fazem com a contribuição inegável dos meios de comunicação. Fischer (2002) faz indagar a nós professores o modo de construirmos o processo de ensino aprendizagem. Qual o melhor método? O que abordar e contextualizar?
O processo tradicional de ensino não é mais capaz, sozinho, de realizar esta tarefa, está além de suas possibilidades, hoje a educação precisa ultrapassar a sala de aula e atender às necessidades imediatas da sociedade (GOMES, 1981). A relação entre cinema e conhecimento, no entanto, vai além do campo da educação formal. Os novos métodos educacionais devem contar principalmente com a utilização dos meios de comunicação, como o rádio e o cinema (MIRANDA, 2007). Desde os primórdios da produção cinematográfica a indústria do cinema sempre foi considerada, inclusive pelos próprios produtores e diretores, um poderoso instrumento de educação e instrução.
Não é possível ignorar o impacto causado pela criação e difusão do cinema e outros meios de comunicação de massa na sociedade do século XX. De maneira geral, os documentos visuais são utilizados de forma marginal e secundária (FIGUEIRA, 1995). A relação entre cinema e educação, inclusive a educação escolar, faz parte da própria história do cinema, onde o que é específico do cinema em relação ao conhecimento é que este está contido na imagem, ou melhor, na edição das imagens.
Ao considerarmos os conhecimentos e saberes contidos nos filmes, transcendemos o uso do cinema e do audiovisual como ilustração, motivação e exemplo. Cinema é arte.
“As artes auxiliam na formação do cidadão ao”:
  •  Mobilizar a expressão e a comunicação pessoal;
  • Intensificar as relações dos indivíduos tanto com seu mundo interior como com o exterior;
  •  Auxiliá-lo a compreender a diversidade de valores que orientam tanto seus modos de pensar e agir como os da sociedade;
  •  Favorecer o entendimento da riqueza e diversidade da imaginação humana;
  •  Torná-lo capaz de perceber sua realidade cotidiana mais vivamente, reconhecendo e decodificando formas, sons, gestos e movimentos que estão à sua volta”. (www.cineedu.com.br/page11.html)
Desde a década de 1910, os anarquistas desenvolveram uma intensa reflexão sobre os usos do cinema, como um instrumento a serviço da educação do homem, do povo e da transformação social (FIGUEIRA, 1995). Essa transformação social deve acontecer desde a formação do professor, que por sua vez deve considerar os saberes do aluno. Segundo Tardif (2002), o saber é um saber plural, oriundo da formação profissional; de saberes disciplinares, curriculares e experienciais.
A inclusão de novas formas de construir o processo de ensino aprendizagem, é uma medida necessária para uma formação integral e adequada às características culturais do cidadão das sociedades modernas.  O cinema torna-se uma proposta educativa evidente, quando representa um instrumento de mudança social, pelas vias das técnicas e da ciência. Considerado como uma ferramenta educacional, tem a oportunidade de inserir na sala de aula como possibilidade do processo educacional e percorre etapas: impressão da realidade, identificação e interpretação.
Para Duarte (2006:17) “ver filmes  é uma prática social tão importante, do ponto de vista da formação cultural e educacional das pessoas, quanto a leitura de obras literárias, filosóficas, sociológicas e tantas mais.”     Dentro do contexto da utilização do cinema como veículo, ferramenta de ensinar temos a oportunidade de enfocar aspectos históricos, literários e cinematográficos, seja de forma separada e/ou em conjunto. Através destas possibilidades podemos trabalhar com os temas transversais, estabelecidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), estes constituem uma possibilidade do saber, da memória, do raciocínio, da imaginação, e da estética entre outros, ou seja, de integração dos saberes.
Trata-se de assistir filmes com intenção pedagógica e não para formar meros cinéfilos. Como exemplo temos o livro “Amar, verbo Intransitivo" de Mário de Andrade (1927) que mais tarde (1975) se transforma no filme “Lição de Amor” dirigido pelo cineasta Eduardo Escorel. Neste filme temos três aspectos abordados: o histórico, o literário e o cinematográfico.
Sobre a perspectiva literária temos a criação de um romance, que é definido pelo autor (Mário de Andrade) como idílio, utiliza uma linguagem coloquial com emprego de metáforas, destaca a mulher, a sexualidade humana e denuncia a burguesia paulistana no início do século XX. Uma das personagens principais, a alemã (Fraulein-Elza), é contratada pelo industrial Souza Costa para “serviços”( governanta e professora) em seu domicílio. Ensina alemão, piano e também inicia o filho de Souza Costa (Carlos) na vida sexual, uma vez que seu pai considerava-o muito menino para as prostitutas aproveitadoras da época. Sendo de origem alemã, Elza criticava os modos latinos (barulho, briga entre irmãos), se sentia superior e lia incessantemente os clássicos alemães -Goethe, Schiller- que retratavam o homem-do-sonho e o homem- da- vida, pois Fraulein tinha o sonho de voltar ao seu país de origem, casar-se e levar uma vida normal. Após a “aula inicial”, Carlos vicia-se em “estudar de forma diferenciada”, uma vez que o contrato feito entre seu pai e a Elza era de “professora do amor”. Chega um momento que Souza Costa julga não mais necessários os serviços da preceptora e a manda embora.
No contexto histórico, retrata a emigração alemã daquele século em virtude da unificação alemã; aqui, no Brasil, o crescimento industrial, a burguesia paulistana, as desigualdades sociais, o déficit escolar, pois até o final do século XX quase não existiam escolas públicas no Brasil. O ensino era formal, dado em aulas avulsas, sem métodos pedagógicos, sem programas, crianças eram alfabetizadas em sua grande maioria através de preceptores contratados para este fim. Esses eram os primeiros traços da profissão de professor- preceptor, que na época exercia sua função em domicílios burgueses. De acordo com Ritzkat (2003:269), “a preceptora é, por definição, uma mulher que ensina em domicílio ou uma mulher que habita com uma família para fazer companhia e dar aulas às crianças."
Um livro que evidencia os dramas vividos pelos preceptores aqui no Brasil é “Os meus Romanos: alegrias e tristezas de uma educadora alemã no Brasil” – Ina Von Binzer, Paz e Terra, 1982. Este livro retrata parte da história brasileira, no período do segundo Império, baseado em correspondências de uma educadora (governanta) alemã que veio dar aulas no Brasil e sua amiga Grete que morava na Alemanha. É uma obra que fala sobre a questão do preconceito racial, o clima brasileiro, a alimentação, o sistema de relação entre as pessoas, o comportamento à mesa entre outras arbitrariedades assim julgadas por Ina Von Binzer, com pseudônimo de Ulla Von Eck em suas cartas à sua amiga.
Em suas cartas muitos detalhes eram traçados sobre as cidades que ela conhecia (Ouro Preto, Rio de Janeiro, Petrópolis, São Paulo). Trechos das cartas demonstram isto:
Ah! Querida grete: se você soubesse como são amargos os dias aqui! Como as horas se arrastam, como tudo parece pesado! As crianças são travessas, a inquisição apática, a casa inteira é barulhenta e sinto-me tão só , tão indescritivelmente solitária!"
"Depois tudo isso começa a me enervar demais....” (BINZER, 1982:46).
“Grete do coração. Cá estou de novo nesta colorida e ruidosa cidade tropical... é preciso confessar que este Rio é fantasticamente lindo e maravilhoso, visto da baía, como o vi na minha chegada e novamente agora, na minha volta de Petrópolis.” (BINZER,1982:59)
“... estou contratada para São Paulo e imagine a minha sorte, para a própria cidade de São Paulo, numa boa família.” (BINZER, 1982:72)
Toda essa problemática descrita nas cartas da Ina e o livro de Mário de Andrade –“Amar, verbo Intransitivo”, foram levadas para as telas de cinema através do cineasta Eduardo Escorel em seu filme “Lição de Amor”. O “Lição de Amor” navega com calma na reconstrução dos costumes e das modas da década de 20 do século passado. Senhorita Helga alemã que vive no Brasil sonhando voltar à Europa – é contratada por um fazendeiro, Souza Costa, pai de Carlos rapaz de 15 anos de idade. Souza Costa e Helga combinam que ela iniciará sexualmente o menino, além de ensinar alemão e piano a ele e à irmã, recebendo em troca a bagatela de oito contos de réis, parte da quantia acalentada para deixar de vez o Brasil.Uma tese apresentada na PUC (VASCONCELOS, 2004) trata dos preceptores como agentes de uma educação doméstica das elites daquela época. A autora  mostra que a educação doméstica foi uma significativa prática de educação realizada na casa do Brasil de Oitocentos. Realizada pelos mestres, que se caracterizavam como professores particulares, preceptores, ou mesmo por familiares,  padres.
Diante do exposto podemos entender que o cinema é uma ferramenta de trabalho motivadora, inovadora, bem como instrumento capaz de envolver várias disciplinas e conteúdos programáticos num mesmo momento. De acordo com Napolitano (2005:12) “A utilização do cinema na escola pode ser inserida, em linhas gerais, num grande campo de atuação pedagógica." Uma das justificativas mais comuns para o uso do cinema na educação é que o cinema motiva para o processo de aprendizagem. Entendamos que esta metodologia por si só não resolverá a problemática da educação no Brasil.
Porém precisamos compreender que a possibilidade da adequação do cinema na sala de aula deve condicionar-se à existência de uma sala, tela, projetor, vídeo, DVD e som. Além do mais, deve-se trabalhar de forma interdisciplinar para que não haja quebra do conteúdo, uma vez que o filme a ser trabalhado não dura somente cinqüenta minutos, e o aluno precisa compreender que se faz necessária a contextualização, e a interdisciplinaridade.
O professor ao optar por esta metodologia deve estar preparado para buscar todas as fontes possíveis, tomando como base o contexto sócio-histórico-cultural.

Referências bibliográficas
BINZER, Ina von.Os meus Romanos:alegrias e tristezas de uma educadora no Brasil –tradução de Alice Rossi ,3ª ed. Rio de Janeiro:Paz e Terra,1982.
DUARTE, Rosália. Cinema e Educação.Belo Horizonte:Autêntica,2ª ed., 2002,128p.
FIGUEIRA, Cristina Aparecida. O Cinema do povo : um projeto de educação anarquista,1991-1921(dissertação)São Paulo:PUC-SP,1995.
FISHER, Rosa Maria Bueno. O dispositivo pedagógico da mídia:modos de educar na (e pela) TV.Educação e pesquisa,v.28 n º1,São Paulo jun./2002.
GOMES, Paulo Emílio. Crítica do cinema no suplemento literário,v 1,Rio de Janeiro: Paz e terra,1981.
MIRANDA, Carlos Eduardo Albuquerque.A educação pelo cinema.Disponível em:http://www.artigocientifico.com.br/uploads/artc_1153335383_46.pd. Acesso: maio/2007.
NAPOLITANO, Marcos.Como usar o cinema na sala de aula. 2.ed. São Paulo:Contexto,2005.
RITZKAT,Marli Gonçalves Bicalho. Preceptoras alemãs no Brasil .In:LOPES,Eliane Marta Teixeira; FILHO,Luciano Mendes Faria; VEIGA,Cynthia Greive.
TARDIF, Maurice.Saberes docentes e formação profissional.Petrópolis,Rio de janeiro:vozes, 2002.
VASCONCELOS, Maria Celi Chaves. A casa e seus mestres:a educação doméstica como uma prática das elites no Brasil de oitocentos.300f.Tese (Tese em Educação ) 2004- Departamento de Educação –Pontífica Universidade Católica-PUC. Rio de Janeiro, 2004.
Sites consultados:


http://www.espacoacademico.com.br © Copyleft 2001-2007
É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída

Programa para fazer plano de aula

Posted by Profº Monteiro on janeiro 01, 2014

Conhecedor de perto das necessidades do dia a dia do professor, filho de professora, criador da fonte cursiva mamãe que nos faz, Rafael Gaga, agora desenvolveu o R2 Diário totalmente gratuito





Veja um pouco a descrição:




Devido as nossas dificuldades de tempo e espaço para arquivar as nossas aulas dadas foi criado este programa.

Utilizando este programa de planejamento facilitará em:

· Mudanças de datas;

· Replanejamento de uma determinada disciplina;

· Mudanças de conteúdos;

· Novas estratégias;

· Pesquisas anteriores;

· Acréscimos de ultima hora;

· Cada professor terá o seu programa;

· Abandonar aquele caderno que nunca dá para fechar o semestre;

O programa se chama R2 Diário e é free (grátis).




Como houve muitas dúvidas na utilização do programa, elaborei um tutorial para que os professores possam utilizá-lo sem dificuldades




1- Baixe o programa do link:

Este é o link para baixar o nosso programa para fazer plano de aula diário.

http://www.r2soft.com.br/mambo/index.php?option=com_content&task=view&id=37&Itemid=58ou

http://www.r2soft.com.br




2- Clique em Executar




3- Clique para abrir o programa

1- Altere as configurações iniciais, clique em Professor para personalizar




1- Clique em Alterar para personalizar

2- Para mudar a imagem

3- Verifique que a imagem precisa ser na extensão .bmp é a extensão bitmap, se quiser utilizar uma figura sua que está em outra extensão faça a alteração da seguinte maneira:

Abra a figura no paint e vá em ARQUIVO/SALVAR COMO. Abaixo onde vc digita o nome do arquivo tem opções de outras extesões para vc salvar. Exemplo: figura.jpg .... figura.gip .... figura.png




4- Clique em Gravar

5- Clique em Sair




Vamos passar agora para a elaboração do planejamento

1- Clique em Cadastros e escolha a opção Diário



Abrirá essa janela

Exclua o planejamento que está aí, ou altere se quiser

1- Clique na Data

2- Clique em excluir

3- Cliquem em sim




Agora vamos fazer o primeiro planejamento

1- Clique em novo Dia

2- Gravar esse dia

3- Verifique se a data está correta, se não estiver continue o procedimento

Selecione a data

4- Clique em alterar




Vamos alterar a data?

1- Clique na caixa para alterar a data

2, 3- Selecione o mês e o dia

4- Clique novamente em Gravar

Pronto Seu dia já foi alterado




Vamos montar nosso Planejamento

Verifiquem que a parte de cima do programa se refere ao cabeçalho e a parte inferior se refere ao planejamento

1- Clique em Nova (atividade que será elaborada)

2- Digite a ordem

3- Digite o Título da atividade

4- Digite o desenvolvimento da atividade

5- Clique em gravar




Para incluir novas atividades nesse dia siga o mesmo procedimento, sempre clique em gravar para fazer a nova atividade

Assim que terminar de elaborar todas as atividades vamos visualizar para ver se está tudo ok

1- Clique em Visualizar Plano de Aula

2- Clique em OK




Aparecerá a visualização do plano de Aula

Caso esteja tudo correto continue o procedimento abaixo

1- Salvar o plano

2- Escolha a extensão que deseja salvar (verifique que a extensão Word está em RTF, clique aqui caso tenha alguma dúvida)

3- Pronto você já pode salvar seu plano de aul




Fazendo um novo planejamento

1- Clique no plano que você já criou

2- Em seguida em Duplicar

3- Verifique que foi Duplicado e agora, para alterar, siga os procedimentos relatado acima

Creio que esse tutorial irá lhe ajudar bastante, qualquer dúvida o Rafael disse que está disposto a saná-la, ele também gostaria de saber se esse programa está sendo útil para você

Deixe os comentários abaixo ou na página do Rafael

http://www.r2soft.com.br/mambo/index.php?option=com_content&task=view&id=37&Itemid=58




TUTORIAL ELABORADO POR SUSANA FELIX

OWNER DO GRUPO PROFESSORES SOLIDÁRIOS

REPASSE RESPEITANDO OS CRÉDITOS

Como usar filmes na sala de aula

Posted by Profº Monteiro on agosto 26, 2013


Como usar filmes na sala de aula

Juliana Carvalho
Nós, professores, sabemos o quanto é prazeroso trabalhar com cinema na sala de aula. Um filme bem escolhido e uma explicação prévia podem resultar em alunos atentos, concentrados e prontos para debater o que acabaram de assistir. Mas também sabemos o quanto é trabalhoso organizar essa atividade e encaixá-la em um ou dois dos nossos parcos 40 ou 50 minutos de aula. Para extrair o máximo possível desse momento de aprendizado e descontração, tente seguir as dicas abaixo, antes, durante e depois da atividade.
O primeiro passo é a escolha do filme. Devemos selecionar obras que estejam associadas aos conteúdos escolares previstos no planejamento. Aliás, essa escolha deve acontecer no início do ano e ser incluída como parte dos recursos previstos na programação. É importante destacar para os alunos o que se pretende com aquela atividade, e o que será exigido deles, pois precisam ter noção do todo para realizar as associações entre conteúdo, filme e demais materiais utilizados na aula. Um bom recurso é oferecer-lhes a sinopse do filme, esclarecendo do que trata a história, qual é o contexto, quando foi produzido e em que condições, e todas as informações pertinentes e necessárias para o entendimento da obra.
É interessante associar os filmes a recursos adicionais como artigos de jornais, revistas, textos da internet, livros paradidáticos, música ou literatura, pois isso amplia ainda mais o trabalho de conteúdos na escola. Também é possível unir materiais de diferentes épocas para estabelecer parâmetros e comparações entre o contexto antigo e o contexto atual. Os filmes podem ser utilizados para apresentar o conteúdo, ou após a aula teórica, para ajudar a esclarecê-lo. O que vai determinar essa escolha é o nível de complexidade com que o assunto é tratado na obra.
Se considerarmos que a abordagem é simples, superficial, podemos utilizar o filme para introduzir o assunto e despertar interesse nos alunos. Se a abordagem for profunda, ele pode ser utilizado como complemento da aula teórica. Nesse caso, o ideal é que após o filme ocorra um debate, no qual o professor poderá perceber dúvidas e pontos de dificuldade. Esse é também um bom momento para a introdução dos materiais complementares citados anteriormente.
As aulas expositivas, posteriores à exibição, podem ser utilizadas para distinguir pontos importantes do filme, aprofundar o assunto e introduzir ideias que tenham passado despercebidas, sem que tenham sido mencionadas; novamente, cabe ao professor utilizar os recursos complementares para que suas aulas sejam elucidativas, interessantes e para que a atenção e a participação dos alunos seja contínua.
Se o professor considerar necessário, os trechos mais importantes podem ser apresentados mais vezes, depois que as discussões e debates, assim como a redação sobre o material fílmico, já estiverem em curso durante as aulas.
Os filmes também podem e devem ser utilizados para a discussão de questões sociais. Temas atuais como o meio ambiente e a crise econômica podem ser associados com vários conteúdos. É importante observar o nível escolar dos alunos, pois estes devem ser abordados de acordo com a faixa etária e o grau de entendimento dos mesmos. Uma criança pode não entender a crise econômica sob a perspectiva das transações de bolsas de valores, mas certamente entenderá porque deve economizar água e energia em casa.
O trabalho deve utilizar como ponto de partida a noção de mundo dos alunos, estimulando uma participação mais ativa dos mesmos nos estudos e nas relações sociais. Também podem ser formados pequenos grupos de trabalho com o objetivo de fazer com que os alunos troquem ideias entre si e despertem uns nos outros a atenção quanto a informações e aspectos que não foram percebidos, além de discutir questões propostas pelo professor.
A produção textual, caso ocorra, pode ser feita individualmente ou em grupos. O trabalho com simulações, nas aulas seguintes à exibição, pode aproximar os temas apresentados nos filmes da realidade vivida pelos alunos, ou mostrar-lhes outras realidades, as quais não conhecem. Isso tornaria o assunto em questão ainda mais pulsante e vivo para os mesmos.
Criar aulas em ambientes extraclasse, parecidos ou não com os ambientes vistos no filme, pode estimular os estudantes e fazer com que o resultado final dos trabalhos seja ainda mais interessante.
Não podemos esquecer que um filme é um texto multimodal e deve ser tratado como tal. É de fundamental importância que sejam analisados os personagens da ação, a composição espacial, e para isso devem ser consideradas todas as peças integrantes do cenário e sua importância na história, além das simbologias presentes no filme.
Vale a pena perguntar para os alunos se eles perceberam que, em algum momento, os personagens usaram palavras e frases com algum significado, mas na verdade queriam passar outra ideia ou mensagem. Para os professores de língua portuguesa, algumas figuras de linguagem podem ser relembradas antes da exibição do filme para que os alunos tentem encontrar exemplos de ironia, eufemismo, hipérbole, antítese. Também é importante que os alunos entendam o roteiro, saibam destacar o momento de clímax do filme e o seu desfecho, além de diferenciar personagens principais para o desenvolvimento da história dos coadjuvantes.
O vídeo combina a comunicação sensorial com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão. O professor pode explorar os diferentes sentidos, chamando a atenção também para músicas e efeitos sonoros.
Para solucionar o problema do tempo – geralmente os filmes são maiores do que o tempo de aula – uma sugestão é realizar uma atividade interdisciplinar, na qual os professores juntariam seus tempos de aula e escolheriam um filme que pudesse ser utilizado pelas duas disciplinas. Como uma grande variedade de filmes pode ser utilizada para o estudo de gêneros e tipos textuais  em língua portuguesa, é comum que este se adapte ao trabalho com a outra disciplina, que provavelmente abordará o conteúdo do filme.
Uma das vantagens de levar filmes para a sala de aula é a sua ligação com um momento de lazer e entretenimento. Para os alunos, ver um filme significa descanso e não o compromisso e as obrigações relativos à aula. Isso modifica a postura e as expectativas em relação a esse momento “de lazer” transposto para a sala de aula. Esse clima descontraído pode trazer muitos benefícios para o processo de aprendizagem, ajudando a torná-la mais dinâmica e parecida com a aprendizagem do cotidiano, dos grupos sociais, da internet e outras vividas pelos jovens.
FONTE:http://www.educacaopublica.rj.gov.br  Publicado em 28 de julho de 2009

Os filmes na sala de aula

Posted by Profº Monteiro on agosto 26, 2013


Trabalhar com filmes em sala de aula pode ser extremamente gratificante, pois invariavelmente os resultados alcançados superam as expectativas dos professores. Para que isso aconteça é necessário que planejemos detalhadamente cada passo dessa iniciativa. Já tivemos a oportunidade de apresentar algumas das etapas desse planejamento em artigos disponibilizados pelo Planeta Educação. No presente texto retomamos a temática explorando especificamente algumas idéias e encaminhamentos que podem (e devem) facilitar ainda mais a ação dos professores interessados nesse poderoso e eficiente recurso. Para facilitar a leitura e a utilização dessas sugestões, organizamos sua apresentação em tópicos. Espero realmente que venham a ser de utilidade para muitos e muitos educadores que, como eu, apreciam a sétima arte e percebem em produções cinematográficas uma ferramenta e subsídio cultural valiosíssimo. Tenham um ótimo proveito em sua leitura e aulas...

Os próximos passos quanto ao uso dos filmes em sala de aula referem-se à estruturação das estratégias e metodologias que orientarão parte das aulas. O que se quer, a princípio, é que as aulas sejam dinâmicas e atraentes para os estudantes. Para que isso ocorra é necessário que se organizem atividades que façam com que o educando participe ativamente dos procedimentos. Trabalhar com pequenos grupos e em situações de simulação da realidade são quesitos importantes para que os filmes possam ser discutidos e gerem produção escrita. Organização é outra palavra fundamental quando pretendemos trabalhar com grupos de estudantes; todos os detalhes de encaminhamento das atividades têm que ser apresentados antecipadamente para os estudantes. Aulas expositivas são importantes antes do filme ser mostrado ou logo depois da apresentação dos mesmos.


Trabalhar em pequenos grupos possibilita a troca de idéias, estimula a
cooperação, auxilia na resolução de dúvidas, incentiva a criatividade e
leva a melhores resultados finais apresentados aos professores.

Aulas expositivas que são apresentadas antes do uso dos filmes têm o propósito de traçar um panorama geral do período histórico que está sendo estudado. Através desse perfil de época apresentado em aula o educando tem condições de comparar textos utilizados, informações apresentadas pelos professores, artigos de revistas especializadas, referências de jornais ou revistas de grande circulação com os filmes. O professor tem o compromisso de disponibilizar os recursos e mobilizar os alunos não apenas através de seminários, centralizando as ações, mas também atribuindo responsabilidades e mobilizando os alunos através de atividades que se desenvolvem durante as aulas que antecedem o uso dos filmes.


Os professores devem dar todas as orientações para que os trabalhos
sejam feitos da melhor forma possível; além disso, sempre que houver
a necessidade de novos esclarecimentos ou a resolução de dúvidas
deve ocorrer o pronto atendimento por parte dos mestres.

Quando os filmes antecedem as aulas expositivas, a função do uso das películas é diferenciada em relação ao caso anteriormente apresentado. Os filmes são utilizados como recurso de chamamento dos educandos ao tema, tem o propósito de despertá-los para os temas em questão, introduzem o assunto em aulas. Mesmo nesse caso torna-se necessário que os professores procurem orientar as atividades no tocante ao filme, pedindo maior atenção quanto a determinados aspectos da história representada ou intercedendo nos momentos que considere apropriados (se necessário, parando a apresentação do filme em vídeo ou DVD). Não é recomendável que os estudantes façam anotações durante a apresentação do filme, isso dispersa a atenção dos mesmos para os detalhes da trama, do cenário, dos figurinos e de outros elementos representativos que podem ser utilizados pelo professor em suas atividades posteriores. As aulas expositivas que transcorrerem depois da apresentação devem ser utilizadas para referendar os pontos importantes disponibilizados pelo filme, aprofundar o assunto e introduzir idéias que tenham passado sem que tenham sido mencionadas; novamente cabe ao professor utilizar os recursos complementares para que as aulas sejam elucidativas, interessantes e para que a atenção e a participação dos educandos seja contínua.


Ambientar as aulas em situações como uma redação de jornal, uma
estação de rádio ou ainda como uma dramatização teatral pode
motivar os estudantes e levar a produção de trabalhos de ótimo nível.

Se necessário, os trechos mais importantes podem ser apresentados uma segunda ou terceira vez, depois que as discussões e debates, assim como a redação sobre o material fílmico, já estiverem em curso durante as aulas.

A proposta de trabalho em pequenos grupos tem o objetivo de fazer com que os educandos troquem idéias entre si, despertem uns nos outros a atenção quanto a aspectos que não foram percebidos, discutam questões propostas pelo professor e escrevam sobre o que viram. Existem vários trabalhos publicados quanto à utilização de técnicas e métodos de trabalho em aula, entre os quais destaco o livro “Manual de técnicas de dinâmica de grupo”, de Celso Antunes.

A idéia de simulações como proposta de ação nas aulas do pós-apresentação do filme tem o propósito de aproximar os temas apresentados nos filmes da realidade em que vivem os alunos, tornando o assunto em questão ainda mais pulsante e vivo para os mesmos. Ambientar as aulas em situações como uma redação de jornal, uma estação de rádio, uma organização não-governamental ou uma secretaria de governo podem estimular os estudantes e fazer com que o resultado final dos trabalhos seja ainda mais interessante.

FONTE: http://www.planetaeducacao.com.br