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Interpretação de Texto sobre as Drogas (6º ao 9º)

Posted by Profº Monteiro on abril 20, 2017

LEITURA E INTERPRETAÇÃO


DROGAS: SAIBA MAIS PARA NÃO ENTRAR NESSA

"As drogas são um problema social presente em todas as classes sociais e em todos os locais. No entanto, em festas, bares e danceterias encontra maior espaço. A atenção da sociedade para o fato deve ser redobrada, pois é a tolerância e o descaso que difundem seu consumo e inferiorizam a real magnitude deste mal".
O que são drogas?
       Entende-se como droga as substâncias ou produtos que, quando aplicados ou administrados no organismo, podem modificar o seu funcionamento, a maneira como está trabalhando. Algumas destas substâncias podem ser úteis em situações em que o corpo não funciona bem. Nestas situações, drogas corretamente receitadas por médicos, os chamados medicamentos ou remédios, ajudam a aliviar dores ou a curar doenças.
      No entanto há também as drogas popularmente conhecidas como "tóxicos". Estas também modificam o funcionamento do organismo, porém de forma descontrolada e imprevisível, o que causa danos e alterações a todo o corpo, em especial ao cérebro. As drogas psicotrópicas são as que provocam dependência, ou seja, quem faz uso deste tipo de substância sente necessidade psíquica e/ou física de usá-la novamente, o que caracteriza o vício.

Narcóticos ou entorpecentes
      São drogas que causam principalmente diminuição da dor (efeito analgésico) e sono (efeito hipnótico). São usados na medicina, sempre com muito cuidado e cautela, pois, apesar de combaterem a dor, levam risco ao paciente. Neste grupo de drogas estão os mais poderosos analgésicos conhecidos.       Neste grupo estão:
· Ópio: (Heroína, Morfina, Codeína).
· Xaropes
· Hipnóticos ou Soníferos
· Tranqüilizantes ou sedativos
· Estimulantes ou excitantes do cérebro (Anfetaminas, Moderadores de apetite ou anorexígenos, Cocaína, Crack).

Drogas alucinógenas
       São drogas que fazem com que o cérebro funcione desordenadamente. Agem não só sobre os neuro-transmissores químicos, que transmitem as mensagens nervosas, como também sobre os neurônios ou células cerebrais. Portanto, provocam anomalias, desvios, distúrbios da atividade mental, principalmente alucinações e desvios. As principais drogas do grupo são:
· Maconha
· LSD
· Cogumelos alucinógenos
· Solvente volátil

Maconha
    A maconha é uma planta, de nome científico Cannabis sativa, também conhecido como marijuana ou marihuana. Apesar de sua origem natural, há mais de 400 substâncias químicas identificadas em sua composição. A mais importante é o THC (tetrahidrocanabinol), seu princípio ativo alucinógeno.    Quando absorvido o THC fica estocado nos tecidos ricos em gorduras, com cérebro, testículos e ovários, por bastante tempo. Isto permite sua detecção no organismo mesmo 14 dias após um individuo ter fumado um único cigarro de maconha.
      Um de seus efeitos é alterar as percepções de tempo e espaço, o que traz dificuldades às pessoas que manobram máquinas, como os motoristas. O uso crônico pode causar oligospermia (diminuição do número de espermatozóides), pode haver diminuição da produção de hormônios sexuais, tanto em homens com em mulheres, e conseqüente diminuição da atividade sexual. Os princípios ativos da maconha atravessam facilmente a placenta e dificultar o desenvolvimento físico e mental do feto. Não é droga "leve" e causa dependência.

Lança-perfume
     Produto conhecido e veiculado ao Carnaval devido ao seu passado foi proibido e pode causar dependência e até mesmo morte por parada cardíaca ou respiratória. Tem como principio ativo a cloretila ou cloreto de etila. O produto é geralmente aspirado pelos usuários e, inicialmente, produz euforia excitação e embriaguez. Entretanto, em dose um pouco maior, pode provocar desmaios com perda da consciência, e se o indivíduo não for prontamente atendido, pode provocar a morte. Ainda mais: tal como acontece com os solventes voláteis - como o tolueno das colas de sapateiros - pode lesar os neurônios, que são células nervosas do cérebro, às vezes de maneira irreversível.

Cocaína e Crack
     A cocaína e o crack são drogas estimulantes do SNC (Sistema Nervoso Central) extraídas da folha de coca, de nome científico Erythroxylon coca e que cresce principalmente no Peru e na Bolívia. A cocaína é geralmente aspirada pelo nariz ou dissolvida e injetada na veia, enquanto que o crack é fumado. O crack é uma forma impura de cocaína, contendo cerca de 40% de cocaína pura.
Os usuários experimentam excitação, aumento de atividade, agressividade, idéias delirantes com suspeita de tudo e todos, palidez acentuada e dilatação da pupila. Em doses elevadas, ambos podem provocar intensa excitação, com nervosismo, inquietação, irritabilidade, insônia, estados de paranóia (mania de perseguição). Às vezes, há aumento da agressividade, com atos de violência. Um efeito importante que a droga produz, é a sensação de poder que dá aos usuários.
     Como os efeitos estimulantes são curtos, logo após o uso, uma fase depressiva secundária pode acontecer, sendo comum o indivíduo repetir a dose, às vezes correndo o risco de morte por overdose (dose alta), freqüente com o crack. Devido às impurezas e a ações da própria droga, o risco de intoxicações graves, senão mortais, com o crack é mais imediato. Pneumonias químicas e fibrose (endurecimento) dos pulmões ocorrem com certa freqüência, podendo culminar com o enfisema pulmonar.

Êxtase
      A droga Êxtase (Ecstasy) foi sintetizada há alguns anos atrás e seu nome químico é metilendioximetanfetamina. Quimicamente se aproxima da feniletilamina, cuja concentração aumenta no cérebro quando o indivíduo se apaixona, portanto, pensou-se que estaria descoberta a "molécula do amor". Daí o nome de Êxtase. Na verdade, aproxima-se muito mais da metanfetamina, uma amina estimulante do SNC (Sistema Nervoso Central) que, na década de 70, era conhecida com o nome comercial de Pervitin. Provocou tantos problemas de abuso e dependência, que foi proibida e retirada do mercado farmacêutico no início da década de 70.
      Associa os efeitos alucinógenos do LSD com as ações estimulantes das afetaminas. Pode provocar hipertensão, sudorese, embotamento da visão e bruxismo (ranger involuntário dos dentes e mordida das bochechas). Em doses altas pode provocar reações psicóticas e não de êxtase. Algumas pessoas sob o seu efeito assumem posição fetal por várias horas

ATIVIDADE INTERPRETATIVA – TEMA: DROGAS
ALUNO (A): ________________________________________________________________________

1ª)O que são drogas?
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2ª) O que são drogas psicotrópicas? Dê exemplos.
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3ª) Narcóticos ou entorpecentes são drogas que causam diminuição da dor e do sono. Elas muitas vezes são utilizadas na medicina, sempre com muito cuidado e cautela. Quais são os mais poderosos analgésicos conhecidos?
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4ª) Quais os tipos de drogas que causam danos aos neurônios e células fazendo com que o cérebro funcione desordenadamente?
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5ª) Defina com base no texto o conceito de maconha.
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6ª) Que prejuízos a maconha traz para o nosso corpo? Retire do texto os problemas causados por ela.
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7ª) Em sua opinião, o que leva uma pessoa a entrar no mundo das drogas? Cite situações problemáticas vivenciadas por usuários de drogas.
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8ª) Que prejuízos o lança-perfume pode causar para o usuário? Qual o seu fundamental princípio ativo?
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9ª) O lança-perfume é muito utilizado durante o carnaval. De que maneira o produto é usado pelos seus adeptos? Que tipo de sensação é vivenciado pelas pessoas que usam este entorpecente? O que essa droga pode provocar?
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10ª) A cocaína e o crack são drogas instigantes extraídas da folha seca da coca. Como ficam os usuários após o consumo destas drogas?
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11ª) Retire do texto uma informação que comprova que o crack e a cocaína podem matar.
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12ª) Defina com base no texto a droga êxtase. O que os efeitos alucinógenos do LSD pode provocar?
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Sugestões de Atividades – Leitura, Escrita, Raciocínio Lógico–3º Ano e Educação Inclusiva

Posted by Profº Monteiro on março 04, 2017

Estas Sugestões de Atividade para turmas de 3º Anos e Educação Inclusiva – Construção da Escrita e Leitura, Avanço nas hipóteses da Psicogenética, através de Atividades Significativas - fez parte de uma série de Oficinas de Formação Continuada para Professores, na Escola onde trabalho como Pedagoga. Oficinas na V Coordenação Coletiva Especial – Veja tudo no blog da Escola clicando > Aqui .


A alfabetização sendo reconhecida como um processo que pode acontecer de forma natural quando é mediada, pelo professor, dentro das vivências do aluno, e ele percebe que ler e escrever são ações que estão associadas as atividades do seu dia a dia. Por exemplo: ler a letra de uma música, o título do desenho animado,da novela infantil da TV, que são de sua preferência: endereço de sua casa, a linha de ônibus que usa para se transportar para escola e outros locais, dentro da própria escola: murais,cartazes, número nas portas da sala de aula, o nome da escola na fachada, dentre outros. De onde se conclui que ler e escrever precisa ter significado para o aluno.


Identificar as atividades do cotidiano dos alunos, seja realizando um passeio pela comunidade ou provocando a expressão de suas preferências, para que eles sinalizem onde estão seus interesses em aprender a ler e escrever:






















O documento de identidade da criança contem uma riqueza de informações textuais: palavras, de pessoas, locais, (uso de letras maiúsculas e minúsculas), números (que podem ser trabalhados: orientação espaço/temporal, noções de maior e menor, mais e menos, gráficos, relação de quantidades, desenvolvimento do pensamento lógico matemático (construção de situações problemas orais ou registrados, fatos fundamentais de adição e subtração) dentre outros.


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Outra prática muito importante que foi proposta nesta oficina, é a leitura diária que o professor deve tornar uma hábito: sempre lê alguma coisa significativa como:


notícias em jornais (notícias de interesse geral, como a Copa das Confederações tão atual), sobre o clima na região (o frio excessivo, falando das estações do ano), artigos de programas sociais como o “desarmamento infantil”;


um conto da literatura infantil;


um bilhete que vai para os pais sobre assuntos da escola;


um resumo do capítulo do dia anterior da novelinha que estão assistindo (provocando comentários), atualmente, a novela Carrossel;


uma poesia, uma anedota, uma adivinhação, um trava-línguas…


Essa diversidade de leituras feitas pelo professor vão, naturalmente, fazer com que a turminha perceba que tudo que se vê, se fala, ou se ouve, pode ser escrito e lido, e que é importante estar registrado pela escrita porque sempre se pode rever e informar.


Dessas informações escritas e lidas em sala de aula, tirar palavras, frases e textos, usando o alfabeto móvel, desenvolver a construção da escrita e da leitura, com as letras e sua sonorização(fonemas e grafemas), quantidades de letras, de sílabas ( usando o jogo da boquinha) para formar o pensamento silábico, do silábico ao alfabético, ao ortográfico gradativamente. Trabalhando em grupos e individualmente, provocando descobertas e construções. Usando muito material impresso, imagens, com produções coletivas de textos, os mais diversos, mostrando a organização do texto: relatos de acontecimentos, recontos, receitas culinárias e etc..





Sempre deixando para o aluno as descobertas através de provocações e conflitos,através das mais diversas formas de gêneros textuais: letras, palavras, frases, textos, raciocínio lógico matemático… favorecendo meios da discriminação entre letras e números, quando as letras representam nomes e os números quantidades, são as inúmeras formas de promover uma alfabetização em que os alunos vão sentir a importância e o prazer de se estar na escola e não uma obrigatoriedade imposta ora pelos pais, ora pelos professores quando fazem leitura diária, passam atividades no quadro giz ou no caderno. Assim acontece a alfabetização.


Veja em outra postagem sugestões dadas,nesta oficina, de brincadeiras e jogos, como: Segredinho, Passar a Palavra (parodiando o Passar o Anel),Histórias Malucas,que estimulam a construção da escrita e a leitura, de onde o professor pode retirar atividades pedagógicas práticas.


Esta Oficina foi apresentada aos professores das turmas de 1º ao 5º Anos que deverão adequar as sugestões de acordo com o nível: conteúdos curriculares, competências e habilidades das turmas.


Leia sobre a V Coordenação Coletiva Especial – Oficinas de Formação Continuada aos Professores – Escola Classe 02 do Arapoanga – clicando >Aqui.


Por: Júlia Virginia de Moura – Pedagoga

Ler e contar: a formação do leitor como um triângulo amoroso

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 20, 2017

Ler e contar: a formação do leitor como um triângulo amoroso


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“As histórias são bálsamos medicinais. Achei as histórias interessantes desde que ouvi minha primeira. Elas têm uma força! Não exigem que se faça nada, que se seja nada, que se aja de nenhum modo – basta que prestemos atenção”.

Esta afirmação da psicanalista norte-americana Clarissa Pinkola Estés, claro, não é nenhuma novidade. Mas vale pela precisão e beleza com que nos recorda de uma atitude que a humanidade reconhece pelo menos desde que nos humanizamos. Se, como diz o filósofo espanhol Fernando Saváter, não nascemos humanos, “nos tornamos humanos por convívio e por contato”, essa sofisticada metamorfose jamais se manteria em pé, não fosse nossa capacidade de ouvir e de narrar histórias. Na mínima melodia articulada pela voz humana se identifica o DNA dos homens e mulheres que somos ou que haveremos de ser. É por isso que a imagem de nossos ancestrais em volta do fogo contando “causos” de terror ou de glória será sempre atual – ainda que a atualizemos munidos de livros, celulares e tablets.

Mas desde esse feito extraordinário e decisivo que foi a invenção da linguagem, muitas tecnologias foram desenvolvidas em favor da nossa necessidade ancestral de narrar. De todas elas, nenhuma foi tão decisiva, irreversível e transformadora da nossa relação com a palavra como a invenção da escrita. Não cabe desenvolver aqui a reviravolta que isso ocasionou na mentalidade humana, e sobre isso são escritas até hoje milhares de teses em todo o mundo. Para a nossa abordagem, entretanto, basta destacar que uma técnica (a leitura) não veio substituir a outra (contar histórias) – mas atentar para as diferenças entre uma outra é fundamental, quando queremos promover de fato a formação de leitores.



De ler e de contar

Contar história é uma maneira antiquíssima e eficaz de fortificar e perpetuar a cultura, através da transmissão de valores éticos ou morais, de técnicas essenciais à manutenção da comunidade, de ritos de passagem inerentes aos ciclos da vida, etc. Passadas de geração para geração, de boca em boca, se ajustam e se transformam conforme as necessidades. Como a palavra também cura, é “bálsamo medicinal” – pode alegrar, comover, acalentar, entreter, fazer rir, consolar –, contar histórias tem muito de improviso e adaptação ao contexto e à função a que se destina, dependendo muito da impressão que se quer imprimir na alma daquele que ouve. “Quem conta um conto aumenta um ponto”, já dizia um antigo antepassado nosso cujo nome se perdeu na história, mas que com certeza foi um grande narrador. E isso vale mesmo para histórias que foram escritas. No ato de contar, o material escrito não precisa estar presente, pois o que interessa é o enredo, a narrativa. Sendo assim, além da própria voz, podemos usar recursos diversos, como fantoches, técnicas teatrais, caracterizações de personagens, objetos, música, etc.

Agora, ler é outra história. Na leitura de um conto, mesmo o ponto permanece onde está. Até porque a função da escrita é preservar tanto a história quanto a forma como ela está registrada. Portanto, se é para acrescentar alguma coisa, isso corre por conta de quem ouve: vai depender de como a história se acomoda no espírito de quem a recebe, que é livre para interpretar. Mas àquele que se comprometeu a ler para os outros cabe respeitar cado ponto, cada vírgula e a inteireza da frase.



Ler em voz alta: um triângulo amoroso entre você, o livro e o pequeno leitor

Vale enfatizar: não se trata de substituir uma prática pela outra, nem de estabelecer que esta seja melhor do que aquela – enfim, não se trata de hierarquizar. Ambas as práticas são importantes para a aquisição da linguagem e o desenvolvimento da escrita. Mas, em se tratando de promoção de leitura e formação efetiva de leitores, a presença do livro e o respeito às particularidades da leitura são indispensáveis, e aí precisamos ficar atentos entre as diferenças entre ler e contar. Comparada à narrativa oral, a leitura é algo muito recente e ainda estamos aprendendo como é que se faz. Grandes leitores e autores, como Goethe, advertem que aprender a ler é algo que não paramos de aprender durante uma vida inteira!

Em abril de 2010, veiculamos em nosso antigo blog uma excelente entrevista com a fonoaudióloga e assessora em leitura pública Lucila Pastorello. Vale a pena reproduzir abaixo alguns trechos preciosos que nos ajudam a pensar e aperfeiçoar nossas práticas de mediadores de leitura. Vejamos.

Com a leitura a coisa é um pouco diferente. Um professor e pesquisador da USP, o Claudemir Belintane, que orientou meus estudos de doutorado, costuma dizer que na leitura há uma lei-dura. Não dá para adaptar, inventar; o leitor deve ler aquilo que está escrito, já que uma das funções da escrita é registrar um texto, em seu conteúdo e sua forma.

Se a ideia é promoção de leitura, é claro que ler em voz alta é a prática mais indicada, pois a presença do escrito (do livro, por exemplo) na atividade faz com que aqueles que ouvem e veem (crianças, normalmente, mas funciona com adultos também) fiquem interessados em saber de onde vêm as palavras, a história que envolvem a todos na voz do leitor. A criança vê o leitor vendo o escrito. O leitor, por sua vez, tem um compromisso com o texto escrito e com os ouvintes: ele testemunha a língua, está sujeito às leis da escrita, mas ao mesmo tempo pode deixar sua marca interpretativa com sua voz, fazendo o texto passar por seu corpo e atingir o corpo dos outros.

Ao lermos em voz alta, o texto escrito está presente, o que cria uma triangulação na situação: a escrita, o leitor e aquele que escuta e observa a leitura. Esta triangulação é essencial para trabalharmos o desejo pela leitura e pela escrita. A transição, falando especificamente em pessoas em processo de alfabetização, se dá naturalmente quando há desejo pelo escrito, quando o não-leitor inveja o leitor e se lança no árduo caminho de ser letrado. Está aí um bom sentido para o termo "mediador de leitura". A leitura em voz alta é uma oferta, um presente para o futuro. Ler para o outro é sempre importante, ainda mais tratando-se de um leitor em formação. Devemos lembrar que a alfabetização é o domínio de uma técnica, mas a formação de um leitor leva anos. Quantos anos? Provavelmente a vida!

Feitos esses esclarecimentos preciosos, uma pergunta não quer calar: por que ainda somos resistentes em admitir essas diferenças e por que, sempre que podemos, colocamos a contação de histórias no lugar da leitura em voz alta? Lucila esclarece.

Contar histórias tem sido uma prática mais intensa justamente por conta de suas características: liberdade para criar, resgate de elementos da cultura popular e arrebatamento do espectador através de uma cena dramática, muito próxima do teatro. Além disso, no Brasil, quando falamos aos professores sobre leitura em voz alta, é comum percebermos a associação ao controle, com a avaliação e não com a fruição do texto e a criação de sentidos interpretativos. Esta associação pode ser motivada pelo uso autoritário e normativo da leitura. Se pensarmos que ler é transformar o material gráfico em material sonoro, aí pensamos que existe uma “leitura certa” e uma “errada”. Mas, se considerarmos que ler é produzir sentidos, a leitura em voz alta passa também a ser uma forma de singularizar o discurso, de oferecer aos outros a sua leitura particular.

Se ler é algo que se exercita e se aprende pela vida toda, podemos e devemos oferecer leitura sempre e em todos os lugares, inclusive para pessoas plenamente alfabetizadas. Segundo Lucila:

Podemos ler com as crianças desde muito cedo; antes de serem alfabetizadas, elas podem “ler as imagens” enquanto você lê o escrito (a leitura imagética é uma forma interessante e importante de acesso ao sentido de um texto). Aos poucos, à medida que a criança caminha em seu processo de alfabetização, podemos variar os papéis, inventar outros. Ler para o outro é uma expressão de afeto e cuidado. E para pensar: até que idade queremos ser cuidados? Alberto Manguel, um importante escritor e pesquisador argentino, descobriu a potência da leitura em voz alta lendo para um grande escritor argentino, Jorge Luis Borges, que estava perdendo a visão. A partir daí Manguel passou a incorporar a leitura em voz alta como uma prática interativa: passou a ler em voz alta em casa, com sua companheira. Em alguns países como França e Portugal, atualmente existem sessões de leitura em voz alta abertas ao público: a leitura em voz alta é uma oferta e não necessariamente uma alternativa a cegos e analfabetos. Não se trata de suprir, mas de ofertar.



Um presente pra você, leitor

Dissemos parágrafos acima que, na contação de histórias, o que importa é a narrativa, o conteúdo que é contado – o enredo da história. Mas, quando se trata de leitura de literatura, interessa não só o que se conta, mas também a forma como o autor narra. Por exemplo, qualquer um de nós pode dizer que, do alto de um voo de avião, as coisas aqui embaixo parecem tão minúsculas que um homem, um cavalo e um boi se tornam verdadeiras formiguinhas. Mas existe um jeito de dizer isso que só pode ser dito por Guimarães Rosa. Do conto “As margens da alegria”, extraímos a seguinte pérola: “Se homens, meninos, cavalos e bois – assim insetos?”.

E não para por aí o deslumbramento desse conto. Ele inteiro é construído com pérolas, para o nosso “milmaravilhamento”. Um menino vê pela primeira vez um peru no quintal e de repente não é mais um peru, é a coisa mais deslumbrante do mundo, é uma experiência arrebatadora, é a iluminação de uma vida inteira:
“O peru, imperial, dava-lhe as costas, para receber sua admiração. Estalara a cauda, e se entufou, fazendo roda: o rapar das asas no chão – brusco, rijo, – se proclamara. Grugulejou, sacudindo o abotoado grosso de bagas rubras; e a cabeça possuía laivos de azul-claro, raro, de céu de sanhaços; e ele, completo, torneado, redondoso, todo em esferas e planos, com reflexos de verdes metais em azul-e-preto – o peru para sempre. Belo, belo! Tinha qualquer de calor, poder e flor, um transbordamento. Sua ríspida grandeza tonitruante. Sua colorida empáfia. Satisfazia os olhos, era de se tanger trombeta. Colérico, encachiado, andando, gruziou outro gluglo. O menino riu, com todo o coração. Mas só bis-viu. Já o chamavam, para passeio”.

Não é maravilhoso?! É aquele tipo de leitura para ser relida. Relida, não: translida. Não, ainda não é isso, é aquele tipo de coisa que exige ser: pro-cla-ma-da! É daqueles trechos pelos quais passamos e imediatamente queremos chamar todo o mundo para ver-ouvir-ler-se-maravilhar. Exige ser compartilhado!
Tudo bem, vocês já perceberam com toda razão que Guimarães Rosa é no mínimo o escritor de cabeceira de certas pessoas aqui no Ecofuturo... Mas, experimente ler o trecho acima em voz alta. Leu? Então, tem mais: experimente a sensação de movimentar bem os lábios, sentindo cada movimento, abrindo bem a boca, articulando cada palavra vagarosamente, sentindo o movimento da língua, conforme a exigência de cada sílaba, atento à delícia da pronúncia e à sonoridade – especialmente em: “empáfia”, “torneado”, “redondoso”, “entufou”, “ríspida grandeza tonitruante” e “abotoado grosso de bagas rubras”... Aposto que você sentiu um negócio estranho e maravilhoso no próprio corpo.
Sentiu? Então, corre e anuncie aos outros a boa nova!



FONTE : http://tudosobreleitura.blogspot.com.br

12 passos para que seus filhos se tornem bons leitores

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 19, 2017

12 passos para que seus filhos se tornem bons leitores


Leia em voz alta com eles. Explore com eles os livros e outros materiais de leitura – revistas, jornais, folhetos, almanaques, manuais de instruções, cartazes, placas… Todo material impresso pode ser útil e ocasionar um momento de troca centrado na leitura.
Ofereça a eles um ambiente rico em termos de letramento: faça atividades com leitura mesmo com os bebês e crianças bem pequenas, e continue fazendo com as crianças e jovens que já estão na escola.
Converse com eles e escute-os quando falam. Isso ajuda muito no desenvolvimento da linguagem oral.
Peça para recontarem histórias ou informações que você leu em voz alta para eles. (Cuidado para que isso não acabe virando aula! Não é esse o espírito da proposta. Precisa ser algo agradável e descontraído).
Incentive-os a desenhar e fazer de conta que escrevem histórias que ouviram, e peça, depois, que “leiam” em voz alta. Parece absurdo? Pois não é! Afinal, eles passam o tempo fazendo de conta que cozinham, que dirigem carros, que lutam com inimigos perigosos, que são médicos e professores… Não esqueça: a ideia é brincar de ler.
Dê o exemplo: faça com que eles vejam você lendo e escrevendo. E, por favor, não faça a bobagem de dizer que eles devem aprender a ser diferentes de você, que não gosta de ler! O que conta não é o que você discursa sobre leitura, escrita, estudo: é o que você oferece como exemplo.
Vá à biblioteca regularmente com seus filhos. Se for uma biblioteca de empréstimo, é bom cada um ter sua própria ficha de inscrição.
Crie uma biblioteca em casa, e uma biblioteca pessoal para a criança, onde ela se acostume a guardar os livros e a buscá-los. Na hora de comprar presentes para seu filho, lembre-se dos livros! De quebra, ele ganha competência para lidar com o mundo e abertura da imaginação.
Não deixe de fazer um pouco de mistério, para aguçar a curiosidade. Por exemplo: você tem três livros na mão e diz à criança que ela pode escolher entre dois livros. Ela certamente vai dizer que são três, e não dois. Você faz de conta que se enganou, e põe um deles de lado. Adivinha qual deles ela vai querer… Use sua imaginação. Tudo isso é jogo, mas o resultado é que seu filho ganha sempre, e para toda a vida.
10 Leve seus filhos sempre que houver hora do conto, teatro infantil e atividades similares na comunidade.
11 Se tiver varanda em casa, você já tem um dos melhores recursos que existem para instalar um lugarzinho para ler. Tem coisa mais gostosa que sentar para ler vendo o mundo passar? Às vezes, até dá para deixar um estoque de leitura permanente na varanda, que se renova volta e meia.
12 Crianças ou adolescentes juntos fazem uma ocasião das melhores para ler (em acampamento, em viagem de férias, recebendo amigo pra passar a noite ou o fim de semana…). Deixe materiais variados à disposição, para escolha livre.
FonteEcofuturo

Como os pais podem ensinar leitura para seus filhos

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 19, 2017
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Como os pais podem ensinar leitura para seus filhos

Matéria publicada em 16/09/2012

*Autora: Cristiane Ferreira é Pedagoga e Coach Educacional

A escola é o ambiente formal escolhido pela sociedade para o ensino da leitura e escrita e suas regras cultas. Dispõe de profissionais qualificados e os recursos necessários para o ensino. Porém, mesmo antes de ter a instrução formal na escola, a criança começa a aprender a ler na família, adquirindo os hábitos de leitura dos adultos que a cercam na primeira infância e construindo suas hipóteses iniciais sobre funcionamento da escrita ainda em casa.

            Quando a criança tem oportunidade de entrar em contato com diversos materiais escritos, como livros e revistas, por exemplo, vai compreendendo que os textos são combinações de palavras, que por sua vez são formadas por sílabas e letras e que são a representação de objetos e da língua falada.
A descoberta de que é possível representar os sons por meio de grafismos é um passo muito importante para o aprendizado da leitura e uma conclusão nem sempre tão simples de se alcançar, mas que pode ser facilitada por meio da convivência com leitores ativos.
Ao ter contato constante com a leitura feita pelos adultos, as crianças aprendem também que os textos trazem uma mensagem e servem para comunicar, divertir, ensinar. Dessa forma, desde pequena, a criança começa a compreender a importância da leitura e escrita e sua função social na vida das pessoas.
O aluno que chega à idade escolar com uma base sólida sobre o funcionamento do sistema da escrita terá o aprendizado sistemático da leitura mais dinâmico e será alfabetizado mais rapidamente.
Por esse motivo, os pais devem ler para os seus filhos, indicando com os dedos as palavras que estão sendo lidas; o livro deve ser posicionado de forma que a criança possa acompanhar a leitura, ao lado do adulto, observando o texto e as imagens continuamente, ao invés de ficar no lado oposto, tendo apenas a visão da capa.
Assim a criança já vai aprendendo que as palavras escritas podem ser faladas, que para ler é preciso seguir da esquerda para a direita, que existe um sentido em tudo o que está escrito e que, ao contrário dos desenhos, as palavras não tem semelhança com os objetos que representam.
Ao ver o desenho de um carro, a criança já consegue identificar qual objeto está representado, diferentemente de ver a palavra carro. Para saber o que a palavre representa, será preciso ler, ou seja, aprender a decodificar o sistema de escrita. Saber a diferença entre as formas de representar objetos (por meio de textos ou imagens) é uma habilidade sutil e implícita, mas muito importante para a compreensão da língua e uma das bases iniciais do processo de alfabetização.
Para auxiliar os filhos nesse processo, os pais devem deixar livros à disposição das crianças, junto com seus brinquedos. É aconselhável adquirir livros infantis que contenham imagens e textos, para que a crianças façam comparações e possam ler livremente.
Como ainda não dominam a língua e nem o código escrito, provavelmente os pequenos inventarão suas histórias e indicarão as frases lidas com dedo, “fingindo ler”. Os adultos devem evitar corrigir e deixar a criança inventar suas histórias, pois isso favorece a imaginação e a relação positiva com a língua escrita. Com o tempo, a própria criança começará a fazer perguntas do tipo “o que está escrito aqui?”. Nesse momento o adulto pode fazer a leitura solicitada.
Os pais também podem despertar o interesse dos filhos fazendo suas leituras diárias na frente das crianças. Ler jornal, livro e até um manual de instrução na frente dos pequenos fará com que as crianças percebam que ler é algo tão saudável, rotineiro quanto escovar os dentes. Como a leitura, diferente do ato de escovar os dentes, é algo que só os adultos fazem, logo a criança terá curiosidade e irá pedir ou pegar o livro ou jornal da casa.
Além dos pais, outros membros da família como irmãos mais velhos, avós, primos e até vizinhos e amigos, podem e devem participar de momentos de leitura junto com os pequenos.
Dessa forma a leitura passará a fazer parte da rotina da criança. E isso é o grande passo para a alfabetização, uma vez que boa parte das dificuldades de aprendizagem em leitura consiste na desmotivação do aluno que não consegue entender o que é leitura, para que serve e sua importância na vida das pessoas.

Cristiane Ferreira é Pedagoga pela PUC SP.  Possui ainda formação em psicopedagogia e coaching.
Atua como professora de ensino fundamental na rede municipal de ensino de São Paulo, coach educacional, life coach e realiza suporte pedagógico a crianças e adultos com dificuldades de aprendizagem no Instituto de Psicologia IPSI Brasil.
Foi diretora da Meta Escolas Integradas, arte educadora e professora de educação infantil no Colégio Marajoara.
É membro da International Association of Coaching (USA), Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional e presidente da Seção São Paulo do International Dance Council (CID UNESCO).

Serviço
Cristiane Ferreira
Pedagogia Clínica e Coaching
(11) 5641-2586
contato@cristianeferreira.com

Fontes: Segs , http://tudosobreleitura.blogspot.com.br

Como ler vários livros de uma vez so ?

Posted by Profº Monteiro on maio 14, 2016


 Ler vários livros ao mesmo tempo não é para todos, mas às vezes é útil ter varias informações e ao mesmo tempo deixar sua mente desfrutar de vários gêneros. Se você tiver muitas coisas para ler, tente ler tudo de uma vez é claro aplicando as técnicas quem forneceremos agora.








Arranje tempo para ler, mesmo que você só possa gastar alguns minutos por dia lendo, você ainda pode alternar entre um livro e outro. Consiga livros de vários assuntos de acordo com o seu interesse e suas razoes. Os livros podem ser relacionados ou não, dependendo da sua finalidade. Escolha livros que tenha algo que lhe chame atenção será mais fácil voltar a um livro que você goste.

Comece a ler cada livro enquanto estiver com toda vontade de lê-lo. Tente iniciar sua leitura no dia que você o colocar em casa ou começar algum projeto. Espalhe vários livros ao seu redor. Deixe em uma mesa do café, um outro em sua bolsa. Leia atentamente qualquer livro que estiver mais perto de você.

 



Faça um mix de livros de diferentes tipos e formatos. Ouça um áudio livro no carro, mantenha um livro ou e-book em sua bolsa ou seu IPAD, etc. Dependendo da sua finalidade, escolha livros de temas e dificuldade, modo que você tenha escolhas para lugares diferentes e humores. Quando começar algum livro preste atenção no seu progresso, utilize esta noção de tempo para manter-se relativamente concentrado.

Sua mente pode lidar bem com a associação de diferentes livros lidos no mesmo período de tempo, mas em lugares diferentes. Então, temos livros para o ônibus ou trem, para o trabalho, livros para dormir, livro para tardes de rede.

Deixe o foco e suas preferências guiá-lo. Se você se encontra apaixonado por um livro continue por mais tempo, vá em frente.
Leia qualquer livro que você esteja com vontade em um dado momento.

Tente ler as terminações nas sessões mais e gaste menos tempo em outros livros.  Fins de ficção são as partes mais interessantes da história.  Na ficção, eles geralmente contêm resumos, conclusões e outras informações importantes.  De qualquer maneira, tente ler com mais continuidade perto do fim. É importante que os livros que você tenha escolhido para ler não fiquem abandonados, certifique-se de manter a sua leitura ate que os termine.

Seu ritmo de leitura vai aumentar naturalmente com a prática. Concentre-se no entendimento e na compreensão e deixe o seu ritmo cuidar de do resto. Boa sorte! 

fonte:http://tentoaprender.blogspot.com.br/

Corrida dos Sapinhos

Posted by Profº Monteiro on abril 30, 2016

Era uma vez uma corrida de sapinhos.
Eles tinham que subir uma grande ladeira e, do lado havia uma grande multidão, muita gente que vibrava com eles.
Começou a competição.
A multidão dizia:
-Não vão conseguir!Não vão conseguir!
Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo.
E a multidão a aclamar:
-Não vão conseguir!Não vão conseguir!
E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranquilo, sem esforço.
No final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.
Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO!
Moral:
Quando queremos fazer alguma coisa que precise de coragem não devemos escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir. Seja surdo aos apelos negativos.

AS LENDAS DO BRASIL

Posted by Profº Monteiro on abril 29, 2016
  

As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.

Algumas lendas e mitos do folclore brasileiro:



Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como fogo que corre.


Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes da madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.


Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.


Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.


Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.

Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.


Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.


Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.


Saci-Pererê
O saci é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas. 

O livro certo para a pessoa certa

Posted by Profº Monteiro on outubro 09, 2013

Indicação de amigos, professores e até mesmo dar um livro de presente são alguns bons caminhos para criar o gosto pela leitura

 Claudecir Rocha acredita que apresentar o livro certo a alguém pode formar um leitor

O cenário atual da literatura no Brasil não é dos mais favoráveis, a julgar pela última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, levantada pelo Instituto Pró-Livro. O estudo, que foi publicado em março deste ano e será lançado em formato de livro na Bienal do Livro de São Paulo estima que apenas metade da população brasileira lê, e os que leem não consomem mais do que dois livros inteiros por ano, aumentando décimos de uma média que, historicamente, sempre foi baixa. 

Porém, alguns dados complementares da pesquisa guardam em si pequenas esperanças de reversão do quadro a longo ou, quem sabe, curto prazo. Por exemplo, a falta de gosto pela leitura não é um empecilho, já que 62% dos entrevistados dizem gostar pelo menos um pouco de ler. E embora 87% dos que não leem afirmem nunca ter ganhado um livro, 88% dos que ganharam garantem a importância do presente para despertar o interesse por ler.

Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

   O estudante Arthur Tertuliano quase sempre ganha livros de presente

O valor de um livro presenteado, portanto, pode ser maior do que se supõe. É no que acredita o comerciante Cássio Busetto, 36 anos. “Eu sempre parto do princípio de que se alguém não gosta de ler é porque nunca foi apresentado aos livros certos. E por livro certo me refiro aos livros de qualidade e também do interesse da pessoa, que possam trazer conhecimento ou uma visão de mundo interessante.” Busetto tem o costume de dar livros de presente para as pessoas quando sabe que há um mínimo interesse pela literatura, mas é criterioso. “Procuro dar um livro que combine um pouco o gosto dela com o meu, para não presentear com algo que eu considero de mau gosto. Quando a pessoa não lê, mas tem algum interesse, procuro dar algo mais leve e agradável, um entretenimento que possa levar a leituras mais densas.”

Hillé Puonto, pseudônimo da anônima autora do blog Manual Prático de Bons Modos em Livrarias, já ajudou muita gente a encontrar esse presente, e afirma: “o que mais percebo entre as pessoas que vão à livraria atrás de um livro como forma de presente é a necessidade de se comunicar com o presenteado. Há muitas que gostam de compartilhar experiências. Eu, por exemplo, adoro presentear meus amigos com livros que tenham, de alguma forma, representado algo para mim.”

Quem recebe o presente confirma as opiniões acima. O mestrando em estudos literários da Universidade Federal do Paraná, Arthur Tertuliano, 25 anos, ganha quase sempre um livro como presente, e diz que o mimo desperta seu interesse. “Às vezes, fico muito curioso com o que a pessoa pode estar querendo dizer com ‘este livro é a sua cara’, ou dou prioridade para lê-lo quando eu sei que ela está ansiosa para comentar sobre ele”, conta, citando como exemplo o livro Duna, de Frank Hebert, que ganhou de um amigo. “Estou lendo este não só porque a dedicatória é excelente, mas porque sei que meu amigo gosta bastante do livro e gostaria de comentá-lo comigo.”

Indicação valiosa

Esse compartilhamento de experiências no ato de presentear é outro fator de peso para criar leitores. A pesquisa aponta que o regalo representa 21% do acesso a livros e a indicação das pessoas é o terceiro maior fator de influência na hora de escolher um livro para ler, ficando atrás do título do livro e do tema. “Eu tenho um amigo que costuma pensar bastante nos presentes e, há três anos, os livros que ganho dele de aniversário estão entre os melhores que recebo”, comenta Tertuliano, concordando que uma boa indicação faz toda a diferença: “você pode dar algo no estilo do que a pessoa gosta, apresentando algo de que ela ouviu falar, mas com que nunca teve contato direto, ou mesmo abrindo seus horizontes em algum sentido.”

E a principal indicação acontece na sala de aula: 45% dos entrevistados que leem garantem que foi o professor que os influenciou ao hábito, mais do que a mãe (43%) e o pai (17%). O professor de ensino médio e ex-livreiro das Livrarias Curitiba, Claudecir Rocha, 32 anos, acredita que é só uma questão de fisgar o potencial leitor pelo título certo. “É preciso indicar algo agradável antes de apresentar o que eles precisam estudar. Se um aluno de ensino médio tiver de ler só Dom Casmurro, ele nunca mais vai ler Machado de Assis na vida, mas um conto do Machado já é mais apetecível”, afirma, e completa contando sua própria experiência: “li com meus alunos o conto ‘Feliz Ano Novo’, do Rubem Fonseca, e agora eles adoram o escritor. É só uma questão de despertar a curiosidade, e a pessoa nunca mais deixa de ler.”


Ler com regularidade é benéfico para a saúde

Posted by Profº Monteiro on agosto 13, 2013

Ler com regularidade é benéfico para a saúde

Ler com regularidade é benéfico para a saúde

São cada vez mais as evidências de que ler faz bem à saúde. Estudos realizados por diferentes instituições de ensino superior internacionais revelam que os benefícios vão desde a memória e do aumento da plasticidade do cérebro à melhoria das relações interpessoais e da empatia, passando, até, pela redução da pressão arterial.
 
De acordo com jornal Daily Mail, o debate acerca da importância da leitura reacendeu-se graças a um estudo recente da Universidade da Califórnia, nos EUA, destinado a publicação na revista científica Archives of Neurology.
 
A investigação em questão mostrou que o desenvolvimento de atividades que estimulam o cérebro, nomeadamente a leitura diária desde tenra idade, pode ajudar a prevenir a doença de Alzheimer, inibindo a formação das placas amilóides, proteínas encontradas nos pacientes que sofrem do problema.
 
Os cientistas analisaram o cérebro de adultos saudáveis com idade igual ou superior a 60 anos e sem sinais de demências, concluindo que aqueles que levavam a cabo atividades como a leitura, o xadrez ou a escrita desde os seis anos de vida mostravam níveis muito baixos destas placas e, consequentemente, menor risco de desenvolver a doença.

Vantagens começam nos primeiros anos
 
 
As vantagens começam, aliás, a sentir-se desde os primeiros anos. Ouvida pelo diário britânico, a neurocientista Susan Greenfield salientou que a leitura ajuda a aumentar os níveis de concentração das crianças e a sua capacidade de pensar com clareza, o que tem impactos nas fases mais tardias da vida.
 
"As histórias têm um início, um meio e um fim, uma estrutura que encoraja os nossos cérebros a pensar em sequência, a associar causa, efeito e significado", explicou a especialista, acrescentando que esse facto justifica a importância de os pais lerem aos filhos e sublinhando que "quanto mais o fazemos, melhores nos tornamos" a nível cerebral.
 
Além disso, mais do que, por exemplo, um jogo de computador, a leitura ajuda a gerar empatia para com os outros e a melhorar as competências relacionais. "Num jogo podemos ter de salvar uma princesa, mas não queremos saber dela, só queremos ganhar. Mas, num livro, a princesa tem um passado, um presente e um futuro, tem relações e motivações. Podemos identificar-nos com ela", esclarece Greenfield.
 
Em 2009, dois outros estudos tinham já provado os efeitos positivos da leitura na saúde. Um grupo de investigadores norte-americanos mostrou, à data, que, ao ler, o nosso cérebro constrói as imagens, sons, cheiros e sabores descritos, fazendo com que sejam utilizadas as mesmas partes da sua estrutura usadas em experiências da vida real que, assim, são ativadas e criam novas ligações neuronais.
 
No mesmo ano, especialistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, concluíram ainda que ler durante apenas cinco minutos permite reduzir o stress em mais de dois terços, sendo mais benéfico do que, por exemplo, ouvir música ou dar um passeio. Este alívio da tensão está relacionado com a distração que advém da leitura, que relaxa os músculos e diminui a pressão arterial.

Clique 
AQUI para aceder ao estudo realizado pela Universidade de Berkeley (em inglês).

FonteBoas Notícias