ANÁLISE DO POEMA MORTE E VIDA SEVERINA DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO
"Morte e vida Severina" foi escrita em 1956, por João Cabral de Melo Neto, obra que trata da história de Severino retirante de 20 anos, que vai da Serra da Costela, limites da Paraíba, seguindo o curso do rio Capibaribe com o objetivo de chegar em Recife. Na primeira cena, podemos observar a dificuldade da apresentação de Severino, que tenta individualizar-se, mas não consegue fazer essa particularização por existir tantos Severinos iguais a ele. Vejamos os fragmentos da obra: Meu nome é Severino, [...] Severino de Maria; [...] fiquei sendo o da Maria do finado Zacarias. [...] Como então dizer quem fala ora a Vossas Senhorias? Com essas palavras podemos observar a grande dificuldade de Severino na tentativa de tornar-se um ser único, distinguir-se dos demais. E devido a esse impedimento o nome próprio, particular Severino, acaba por tornar-se geral, coletivo, pois existem inúmeros Severinos iguais ao Severino. Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma ca...