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Literatura Brasileira - Pré-Modernismo

Posted by Profº Monteiro on julho 03, 2016

Questões

01. A obra de Lima Barreto:
a)Reflete a sociedade rural do século XIX, podendo ser considerada precursora do romance regionalista moderno
b)Tem cunho social, embora esteja presa aos cânones estéticos e ideológicos românticos e influenciou fortemente os romancistas da primeira geração modernista
c)É considerada pré-modernista, uma vez que reflete a vida urbana paulista antes da década de 20
d)Gira em torno da influencia do imigrante estrangeiro na formação da nacionalidade brasileira, refletindo uma grande consciência crítica dessa problemática
e)É pré-modernista, refletindo forte sentimento nacional e grande consciência critica de problemas brasileiros


02. A obra reúne uma série de artigos, iniciados com Velha Praga, publicados em O Estado de São Paulo a 14-11-1914. Nestes artigos o autor insurge-se contra o extermínio das matas da Mantiqueira pela ação nefasta das queimadas, retrógrada pratica agrícola perpetrada peã ignorância dos caboclos, analisa o primitivismo da vida dos caipiras do Vale da Paraíba e critica a literatura romântica que cantou liricamente esses marginais da civilização:
a)Urupês (Monteiro Lobato)
b)À Margem da História (Euclides da Cunha)
c)Contrastes e Confrontos (Euclides da Cunha)
d)Idéias de Jeca Tatu (Monteiro Lobato)
e)n.d.a.


03. Em Os Sertões, de Euclides da Cunha, a natureza:
a)funciona como contraponto à narração, ressaltando o contaste entre o meio inerte e o homem agressivo
b)é cenário desolador, dentro do qual vivem e lutam os homens que podem transformá-la, sem que sejam por ela transformados
c)condiciona o comportamento do homem, de acordo com as concepções do determinismo cientifico de fins do século XIX
d)é objeto de uma descrição romântica impregnada dos sentimentos humanos do autor
e)é o tema da primeira parte da obra, A Terra, mas não funciona como elemento determinante da ação


04. (FUVEST) No romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, o nacionalismo exaltado e delirante da personagem principal motiva seu engajamento em três diferentes projetos, que objetivam “reformar” o país. Esses projetos visam, sucessivamente, aos seguintes setores da vida nacional:
a)cultural, agrícola e político
b)lingüístico, político e militar
c)lingüístico, industrial, e militar
d)escolar, agrícola e militar
e)cultura, industrial e político


05. Augusto dos Anjos é autor de um único livro, Eu, editado pela primeira vez em 1912. Outras Poesias acrescentaram-se às edições posteriores. Considerando a produção literária desse poeta, pode-se dizer que:
a)Foi elogiada poeticamente pela crítica de sua época, entretanto não representou um sucesso de público
b)Traduz a sua subjetividade pessimista em reação ao homem e ao cosmos, por meio de um vocabulário em reação ao homem e ao cosmos, por meio de um vocabulário técnico-científico-poético.
c)Anuncia o Parnasianismo, em virtude das suas inovações técnico-científicas e de sua temática psicanalítica
d)Revela uma militância político-ideológica que o coloca entre principais poetas brasileiros de veio socialista
e)Foi recebida sem restrições no meio literário de sua época, alcançando destaque na história das formas literárias brasileiras


06. “Sofreu influencias das idéias deterministas de Taine; nacionalista ferrenho, deu grande valor à mestiçagem; oi o primeiro intérprete da evolução cultural e espiritual brasileira; ignorando Hege, Engels e Marx faltou- lhe uma concepção totalizante e dialética da cultura.”:
a)Domingos Olímpio
b)Raul Pompéia
c)Sílvio Romero
d)Adolfo Caminha
e)Rui Barbosa


07. Assinale a associação incorreta:
a)Graça Aranha – sincretismo entre Realismo, Simbolismo e Impressionismo
b)Euclides da Cunha – “barroco cientifico”
c)Lobato – narrativa oral
d)Coelho Neto – simplicidade, apontado pelos modernistas como exemplo


08. Assinale a alternativa em que aparecem três características de Rui Barbosa:a)critica, sátira, barroquismo
b)orador exímio, justeza verba, linguagem elaborada
c)poeta parnasiano, lirismo, subjetividade
d)espírito combativo, sinonímia, historiador


09. Nas duas primeiras décadas de nosso século, as obras de Euclides da Cunha e de Lima Barreto, tão diferentes entre si, têm como elemento comum:
a)A prática de um experimentalismo lingüístico radical
b)A intenção de retratar o Brasil de modo otimista e idealizante
c)O estilo conservador do antigo regionalismo romântico
d)A adoção da linguagem coloquial das camadas populares do sertão
e)A expressão de aspectos ate então negligenciados da realidade brasileira


10. Assinale a alternativa falsa, sobre Monteiro Lobato:
a)vale-se das tradições orais do caipira, personificado pelo Jeca Tatu, valendo-se do coloquialismo do “contador de casos”
b)nos romance Urupês e Cidades Mortas aborda a decadência da agricultura no Vale do Paraíba, após o “ciclo” do café
c)traz a paisagem do Vale do Paraíba paulista, denunciando a devastação da natureza pela pratica agrícola da queimada
d)explora os aspectos visíveis do ser humano; seus contos têm quase sempre finais trágicos e deprimentes
e) n.d.a.

Gabarito do seu teste

01 - E 02 - A 03 - C 04 - A 05 - B


06 - C 07 - D 08 - B 09 - E 10 - D

Pré-Modernismo - A obra de Lima barreto

Posted by Profº Monteiro on março 04, 2014

retirado Equipe Passeiweb


Lima Barreto foi incansável crítico no que diz respeito ao processo de modernização do Brasil, ocorrido na virada do século XIX. Foi um inovador da literatura brasileira, com sua forma de escrever, e mesmo com os temas que aborda, uma vez que toda sua obra volta-se para uma crítica feroz à sociedade em geral, trazendo à tona o quotidiano do preconceito e marginalização social e racial. Lima Barreto pertence a uma geração de escritores preocupados com as questões sociais, que via na literatura uma forma de denunciar toda a hipocrisia reinante. Acreditava, pois, na literatura militante, uma vez que dava a ela o poder de “comunicar umas almas com as outras”, não podendo ainda esquecer que sua produção literária se encontrava no contexto das relações sociais vivas.
Nas primeiras décadas de 1900, as tendências críticas eram um reflexo das idéias positivistas/deterministas e cientificistas que dominaram o século anterior. A literatura não era vista somente como manifestação estética. Críticos e parnasianos incomodavam-se pois que Lima Barreto não usava um português casto, empregava a linguagem coloquial, tinha um estilo despojado. Seus personagens não seguiam o modelo vigente que impunha limites à criação e exaltava certas características psicológicas.

Opondo-se à linguagem acadêmica, ao retoricismo, ao beletrismo, à "arte pela arte", à "arte-evasão", Lima Barreto colocou-se contra a "moda" da "belle époque": o verbo encatatório e rebuscado de Coelho Neto, a solenidade de Rui Barbosa, o esteticismo estéril dos parnasianos e o purismo e elegância "britânica" de Machado de Assis.

Usou uma linguagem jornalística e até panfletária, mais interessado na enunciação e no conteúdo. Foi acusado de incorreção e mau-gosto; apontaram em seus livros freqüentes vícios de linguagem (solecismos, cacófatos, repetições). Contudo, essa língua gramaticalmente irregular reflete a própria dissonância espiritual de Lima Barreto com o estilo corrente da época. São "eroos" propositais, que não impedem o uso abrangente da linguagem para a comunicação militante de sua arte e nem elidem a habilidade de manipulação das palavras para a obtenção dos efeitos estéticos ou funcionais que a natureza dos textos exigisse.

Embora conhecesse os autores europeus da moda, Lima Barreto fugiu da influência francesa, preferindo aproximar-se dos autores russos como Tolstói, Turqueniev, e especialmente Dostoiévsky, cujo realismo tenso seguiu algumas vezes de perto e a quem alude ferqüentemente em Cemitério dos Vivos, livro que pretendia, como Recordações da Casa dos Mortos, do autor russo, caracterizar o ambiente nos hospícios, que conheceu nas duas vezes em que foi internado, em 1914 e 1919.

A obra de Lima Barreto, de temática social, beneficiou os pobres, os boêmios e os arruinados. Os problemas pessoais e as injustiças foram transportados para os seus livros. Ele sim, foi um crítico, o mais agudo da Velha República que, a seu ver, mantinha certos privilégios; e tentou também romper com o nacionalismo ufanista que imperava no Brasil.

A literatura produzida por Lima Barreto é fruto das condições sociais vigentes, dos conflitos; origina-se em meio às tensões sociais, nas quais estão impressas muitas realidades vividas, os sofrimentos, as alegrias. Lima Barreto, talvez por se sentir tão oprimido no seu quotidiano, via na literatura o espaço no qual podia se colocar por inteiro, não se preocupando com os padrões estéticos até então consagrados. Ele atribuía à literatura um poder muito especial, o poder de “comunicar umas almas com as outras”, ou seja, na literatura não havia espaço para meias verdades, para a hipocrisia; queria sim, desmascarar todas as contradições sociais, procurando traçar um perfil crítico do seu tempo.

Lima Barreto não queria destruir a sociedade a que ele pertencia, tão mesquinha e sofredora, mas ao contrário, queria transformá-la, mudá-la para uma
sociedade mais justa e humanitária. Acreditava que a literatura tinha o poder de transformação e sempre produziu um literatura social, o que ele dizia ser uma “literatura militante”.

A obra de Lima Barreto contribuiu para registrar a experiência de vários sujeitos sociais, com um passado impregnado de signos singulares, sendo
testemunho do modo de vida de pessoas comuns, trabalhadores com funções marginais, homens e mulheres portadores de experiências realizadas em tempos e
espaços diferenciados. Os anseios e as transformações sociais vividas contribuíram para o surgimento de um novo modo de viver, segundo o qual ninguém deveria estar totalmente excluído e submisso ao outro, em que, apesar da opressão vivida quotidianamente, ainda existia a possibilidade – ou talvez – de que dias melhores estavam por chegar.


A casa onde Lima Barreto morou dos 9 aos 21 anos
É freqüente a comparação entre Lima Barreto e Machado de Assis: ambos eram mulatos, nenhum dos dois completou sua educação escolar, tiveram trajetória pessoal semelhante, foram dontes (Machado, epilético; Lima Barreto, alcoólatra); tiveram ambos predileção ao problema da hipocrisia e das falsas apar~encias e escolheram o romance, a prosa de ficção para exprimir a si mesmos. Mas, na vida, estiveram situados em extremos opostos: Machado foi respeitado e aplaudido pelo "stablishment", conheceu a estabilidade econômica e a "imortalidade" ainda em vida; Lima Barreto jamais se libertou da discriminação e da penúria, visto por muitos como um "neurótico alcoólatra" que investia contra o burguês, porque "havia lido muito com os russos"; como um idealista sincero de segunda classe, que sabia produzir apenas "livros militantes e compreensíveis".

A imagem que se faz hoje de lima Barreto é a segunite, segundo Antônio Arnoni Prado:

(...) escritor claro e objetico que começava a pôr a literatura nas praças e nos botequins, nas ruas e nas fábricas, nos trens de subúrbio e nos morros do rio de Janeiro, inaugurando uma mobilidade em que o espaço e o tempo como que se desmistificavam, para se transformar em circunstância integrada à experiência do leitor. Viu-se, com ele, que o fluxo narrativo cedia lugar ao tom improvisado que misturava reportagem e testemunho, aproximando-se da reprodução quase instantânea que se multiplicava ao ritomo das coisas em movimento. Uma criação aleatória que surpreendia a quem estava acostumado a ver a matéria narrativa depender da observação que precedia a montagem. A surpresa aumentou quando se percebeu que, nos seus escritos, os assuntos não eram propriamente "narrados", mas apenas organizados, distanciando-se da pelnitude do "acontecer" ficcional que se instaura incontroverso e acabado. (...)

Poucos como ele souberam, na época, reconehecr a importância política da Revolução Russa de 1917 e sua visão acerca dos problemas sociais do pós-guerra era das mais lúcidas e penetrantes. Não chegou a ser marxista, deixando-se influenciar tanto pelo liberalismo spenceriano como pelo anarquismo de Kropotkine. Seus escritos, porém, manifestavam sempre a intenção sincera de libertar as massas, razão pela qual acabou sendo um dos partidários do maximalismo.
Há, contudo, contradições surpreendentes na "ideologia" de Lima Barreto: o iconoclasta de tabus, o demolidor da hipocrisia e o crítico mordaz da burguesia reacionária, detestava algumas formas típicas de modernizaçõa que o Rio de Janeiro conheceu nos primeiros decênios do século: o cinema, o futebol, o arranha-céu e, o que é mais grave, a própria ascensão profissional da mulher. O professor Alfredo Bosi anota que Lima Barreto chegava a preferir o regime monárquico ao republicano.

Vê-se nessas contradições uma reação natural do homem que, advindo da pequena classe média suburbana, reagia como suburbano, em termos de conservadorismo sentimental; a sua xenofobia filiava-se a um natural instinto étnico-social. A aversão aos homens e processos da República Velha explica-se pela ojeriza às oligarquias que tomaram o poder em 1889.

Pré-Modernismo

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 08, 2014
Obra do pré-modernismo
A Boba - Obra do pré-modernismo de Anita Malfatti


Introdução

A realização deste trabalho tem como objetivo mostrar os fatos, ocorrências, conseqüências de um dos períodos da nossa Literatura, o Pré-Modernismo.
Tentaremos mostrar claramente, com a melhor das intenções, os fatos e características de tal assunto, e também através da realização deste trabalho, procuraremos tirar o maior proveito para o nosso aprendizado, buscando colher mais informações úteis que sejam satisfatórias para que por meio da pesquisa, nós possamos engrandecer o nosso conhecimento.Pré-Modernismo

O pré-modernismo deve ser situado nas duas décadas iniciais deste século, até 1922, quando foi realizada a Semana da Arte Moderna. Serviu de ponte para unir os conceitos prevalecentes do Realismo, Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo.
O pré-modernismo não foi uma ação organizada nem um movimento e por isso deve ser encarado como fase.
Não possui um grande número de representantes mas conta com nomes de imenso valor para a literatura brasileira que formaram a base dessa fase.
O pré-modernismo, também conhecido como período sincrético. Os autores embora tivessem cultivado formalismos e estilismos, não deixaram de mostrar inconformismo perante suas próprias consciências dos aspectos políticos e sociais, incorporando seus próprios conceitos que abriram o caminho para o Modernismo.
Essa foi uma fase de uma grande transição que nos deixou grandes jóias como Canaã de Graça Aranha; Os Sertões de Euclides da Cunha; e Urupês de Monteiro Lobato.
O que se convencionou em chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma escola literária, ou seja, não temos um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária que caracterizaria os primeiros vinte anos deste século. Aí vamos encontrar as mais variadas tendências e estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, outros preocupados com uma literatura política e outros, ainda, com propostas realmente inovadoras.
Por apresentarem uma obra significativa para uma nova interpretação de realidade brasileira, bem como pelo valor estilístico, limitaremos o Pré-Modernismo ao estudo de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. Assim, abordaremos o período que se inicia em 1902 com a publicação de dois importantes livros - Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha - e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana da Arte Moderna.
Momento Histórico

Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a partir de 1894, um novo período de sua história republicana: com a posse do paulista Prudente de Morais, primeiro presidente civil, inicia-se a "República do café-com-leite", dos grandes proprietários rurais, em substituição a "República da Espada" (governos do marechal Deodoro e do marechal Floriano). É a áurea da economia cafeeira no Sudeste; é o movimento de entrada de grandes levas de imigrantes, notadamente os italianos; é o esplendor da Amazônia com o ciclo da borracha; é o surto de urbanização de São Paulo.
Mas toda esta prosperidade vem deixar cada vez mais claros os fortes contrastes da realidade brasileira. É, também, o tempo de agitações sociais. Do abandono do Nordeste partem os primeiros gritos da revolta. Em fins do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, o Ceará é o palco de conflitos, tendo como figura central o padre Cícero, o famoso "Padim Ciço"; em todo o sertão vive-se o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.
O Rio de Janeiro assiste, em 1904, a uma rápida mais intensa revolta popular, sob o pretexto aparente de lutar contra a vacinação obrigatória idealizada por Oswaldo Cruz; na realidade, tratava-se de uma revolta contra o alto custo de vida, o desemprego e os rumos da República. Em 1910, há outra importante rebelião, desta vez dos marinheiros liderados por João Cândido, o "almirante negro", contra o castigo corporal, conhecida como a "Revolta de Chibata". Ao mesmo tempo, em São Paulo, as classes trabalhadoras sob a orientação anarquista, iniciam os movimentos grevistas por melhores condições de trabalho.
Essas agitações são sintomas de crise na "República do café-com-leite", que se tornaria mais evidente na década de 1920, servindo de cenário ideal para os questionamentos da Semana da Arte Moderna.
Características

Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicas - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto -, podemos perceber alguns pontos em comum entre as principais obras pré-modernistas.
Apesar de alguns conservadorismos, são obras inovadoras, apresentando uma ruptura com o passado, com o academismo; a linguagem de Augusto dos Anjos, ponteadas de palavras "não poéticas" como cuspe, vômito, escarro, vermes, era uma afronta à poesia parnasiana ainda em vigor; a denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado de Romantismo e Parnasianismo; o Brasil não oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo;
o regionalismo, montando-se um vasto painel brasileiro: o Norte e Nordeste com Euclides da Cunha; o Vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito do Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto;
os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos;
uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.
Conclusão

No decorrer da realização deste trabalho, as intenções de alcançar sua perfeição foram as melhores possíveis.
Através dele pudemos entender e compreender diversas fases e acontecimentos de nossa literatura.
Ao concluir a realização deste trabalho, foi imensa, a minha satisfação pelo conhecimento adquirido, tendo certeza, que tais acontecimentos, é de suma importância para a continuidade de nossa história.
Autoria: Sonia Yamamoto
Pré-Modernismo (artigo 2)

Nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX, o Brasil também viveu sua bélle époque. Nesse período nossa literatura caracterizou-se pela ausência de uma única diretriz. Houve, isso sim, um sincretismo estético, um entrecruzar de várias correntes artístico-literárias. O país vivia na época uma constante tensão.
Nesse contexto, alguns autores refletiam o inconformismo diante de uma realidade sócio-cultural injusta e já apontavam para a irrupção iminente do movimento modernista. Por outro lado, muitas obras ainda mostravam a influência das escolas passadas: realista/naturalista/parnasiana e simbolista. Essa dicotomia de tendências, uma renovadora e outra conservadora, gerou não só tensão, mas sobretudo um clima rico e fecundo, que Alceu Amoroso Lima chamou de Pré-Modernismo.
Quanto à prosa, podemos distinguir três tipos de obras:

1- Obras de ambiência rural e regional - que tem por temática a paisagem e o homem do interior.
2- Obras de ambiência urbana e social - retratando a realidade das nossas cidades.
3- Obras de ambiência indefinida - cujos autores produzem uma literatura desligada da realidade sócio-econômica brasileira.
Características :

A) ruptura com o passado - por meio de linguagem chocante, com vocabulário que exprime a “frialdade inorgânica da terra”.
B) inconformismo diante da realidade brasileira - mediante um temário diferente daquele usado pelo romantismo e pelo parnasianismo : caboclo, subúrbio, miséria, etc..
C) interesse pelos usos e costumes do interior - regionalismo, com registro da fala rural.
D) destaque à psicologia do brasileiro - retratando sua preguiça, por exemplo nas mais diferentes regiões do Brasil.
E) acentuado nacionalismo - exemplo Policarpo Quaresma.
F) preferência por assuntos históricos.
G) descrição e caracterização de personagens típicos - com o intuito de retratar a realidade política, e econômica e social de nossa terra.
H) preferência pelo contraste físico, social e moral.
I) sincretismo estético - Neo-Realismo, Neoparnasianismo, Neo-Simbolismo.
J) emprego de uma linguagem mais simples e coloquial - com o objetivo de combater o rebuscamento e o pedantismo de alguns literatos.
Principais autores :

Na poesia: Augusto dos Anjos, Rodrigues de Abreu, Juó Bananére, etc..
Na prosa: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato, Afonso Arinos, Simões Lopes, Afrânio Peixoto, Alcides Maia, Valdomiro Silveira, etc...