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Interpretação de Texto - Gênero: Fábula (5° ao 7° ano)

Posted by Profº Monteiro on maio 28, 2023

 


Uma fábula é um tipo de história que ensina uma lição moral. Geralmente, as fábulas apresentam animais como personagens que têm características humanas, como falar e se comportar como seres humanos. Esses animais são usados ​​para transmitir uma mensagem ou ensinamento importante.

As fábulas têm uma estrutura simples. Elas começam apresentando os personagens e o ambiente em que vivem. Em seguida, há um problema ou conflito que ocorre na história. Os personagens enfrentam desafios ou tomam decisões que levam a um resultado ou conclusão.

O objetivo principal de uma fábula é ensinar uma lição moral aos leitores. Essas lições podem ser sobre valores, virtudes, comportamentos adequados ou consequências de ações. Por exemplo, uma fábula pode ensinar sobre a importância do trabalho duro, da generosidade, da honestidade ou da prudência.

Um exemplo clássico de fábula é "A Lebre e a Tartaruga". Nessa fábula, a tartaruga, que é lenta, vence uma corrida contra o lebre, que é rápida. A lição moral dessa fábula é que a experiência e a persistência são mais importantes do que a velocidade.

As fábulas são histórias divertidas e interessantes que nos ajudam a refletir sobre como podemos agir e tomar decisões corretas em nossas vidas. Elas nos ensinam lições importantes de forma lúdica e cativante.

Leia atentamente a fábula a seguir e responda às questões:



A Tartaruga e o Lebre

Era uma vez uma tartaruga e uma lebre que viviam em uma floresta. A lebre era muito rápida e vivia se gabando de sua velocidade, enquanto a tartaruga era lenta, mas determinada.

Certo dia, a lebre desafiou a tartaruga para uma corrida. Elas decidiram que a corrida seria até a árvore mais alta da floresta. A lebre estava confiante de que venceria facilmente, enquanto a tartaruga aceitou o desafio com calma.

A corrida começou e o lebre atirou à frente, deixando a tartaruga muito para trás. A lebre, sentindo-se segura da vitória, decidiu tirar uma soneca debaixo de uma árvore.

Enquanto isso, uma tartaruga continua a caminhar em seu ritmo constante, sem se distrair. Ela passou pela lebre adormecida e seguiu em frente. Quando a lebre acordou, sentiu que havia subestimado a tartaruga e escreveu o mais rápido que pôde alcançá-la.

No entanto, quando a lebre finalmente chegou à árvore mais alta, a tartaruga já estava lá esperando por ela. Uma tartaruga venceu uma corrida!

Perguntas:

  1. Quais são os personagens principais dessa fábula?
  2. O que a lebre faz durante uma corrida?
  3. Por que uma tartaruga venceu uma corrida?
  4. Qual é a moral ou lição que podemos aprender com essa fábula?

Repostas

 

A Tartaruga e o Lebre

  1. Personagens principais: Tartaruga e Lebre.
  2. Durante uma corrida, a lebre atirou à frente e depois decidiu tirar uma soneca debaixo de uma árvore.
  3. Uma tartaruga venceu uma corrida porque continuou em seu ritmo constante, sem se distrair, enquanto a lebre dormia.
  4. A moral dessa fábula é "Devagar e sempre ganha a corrida", ou seja, a persistência e a competência são mais importantes do que a velocidade.


A Cigarra e a Formiga

Havia uma cigarra que passou os dias cantando e se divertindo sob o sol, sem se preocupar com o futuro. Enquanto isso, uma formiga serviu arduamente para armazenar alimentos para o inverno.

Quando o inverno chegou e os alimentos escassearam, a cigarra bateu à porta da formiga, pedindo por comida. A formiga, que havia se preparado para os dias difíceis, tinha o suficiente para si mesma e sua família. Ela questionou a cigarra sobre o que ela havia feito durante os dias de verão e comemorava-se a compartilhar seus alimentos.

Perguntas:

  1. Quais são os personagens principais dessa fábula? a) Abelha e Joaninha b) Cigarra e Formiga c) Gafanhoto e Aranha d) Leão e Rato
  2. O que a cigarra fazia durante os dias de verão? a) Trabalhava arduamente para armazenar alimentos. b) Cantava e se divertia. c) Construa seu abrigo para o inverno. d) Procurava por comida.
  3. Como a formiga reagiu quando a cigarra pediu por comida no inverno? a) Compartilhou generosamente seus alimentos. b) Negou-se a ajudar a cigarra. c) Pediu desculpas por não ter o suficiente para compartilhar. d) Deixou a cigarra morando com ela.
  4. Qual é a moral ou lição que podemos aprender com essa fábula? a) É importante trabalhar e se preparar para o futuro. b) Devagar e sempre ganha a corrida. c) Não se deixe enganar por elogios falsos. d) O amor e a amabilidade superam todas as dificuldades.

Gabarito:

  1. b) Cigarra e Formiga
  2. b) Cantava e se divertia.
  3. b) Negou-se a ajudar a cigarra.
  4. a) É importante trabalhar e se preparar para o futuro.


O Corvo e a Raposa

Numa manhã ensolarada, um corvo estava empoleirado em um galho de uma árvore, segurando um pedaço de queijo em seu bico. A raposa, com seu jeito astuto, percebeu a situação e ficou com água na boca.

A raposa, então, começou a elogiar a beleza e a inteligência do corvo, dizendo que ele era o mais belo de todas as aves e que, certamente, possuía uma voz incrível. Encantado com os elogios, o corvo abriu o bico para cantar, mas acabou deixando cair o queijo. A raposa pegou o queijo rapidamente e fugiu, deixando o corvo arrependido e sem seu lanche.

Perguntas:

  1. Quais são os personagens principais nessa fábula?
  2. Por que a raposa começou a elogiar o corvo?
  3. O que aconteceu quando o corvo abriu o bico para cantar?
  4. Qual é a moral ou lição que podemos aprender com essa fábula?

Resposta

 

  1. Personagens principais: Corvo e Raposa.
  2. A raposa começou a elogiar o corvo para distraí-lo e fazer com que ele abrisse o bico.
  3. Quando o corvo abriu o bico para cantar, ele deixou cair o queijo.
  4. A moral dessa fábula é "Não se deixe enganar por elogios falsos", ou seja, é importante estar atento e não cair em armadilhas de manipulação.

Interpretação de Texto (Fábula) 5º ao 7° ano

Posted by Profº Monteiro on maio 03, 2017

A CAUSA DA CHUVA

(MILLOR FERNANDES, Fábulas Fabulosas)

Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma conclusão.
– Chove só quando a água cai do teto do meu galinheiro, esclareceu a galinha.
– Ora, que bobagem! disse o sapo de dentro da lagoa. Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.
– Como assim? disse a lebre. Está visto que chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d’água que tem dentro.
Nesse momento começou a chover.
- Viram? gritou a galinha. O teto do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva!
– Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? disse o sapo.
– Mas, como assim? tornava a lebre. Parecem cegos? Não vêem que a água cai das folhas das árvores?

1. Percebe-se claramente que a causa principal da inquietação dos animais era:
a.(   ) a chuva que caía     
b.(   ) a falta de chuva        
c.(   ) as discussões sobre animais
d.(   ) a conclusão  a que chegaram

2. A resposta à questão 1 é evidenciada pela seguinte frase do texto:
a.(   ) “Uns diziam que ia chover…” (parágrafo 1)
b.(   ) “… outros diziam que ainda ia demorar.” (parágrafo 1)
c.(   ) “Mas não chegavam a uma conclusão.” (parágrafo 1)
d.(   ) “Não chovia há muitos e muitos meses.” (parágrafo 1)

3. O sapo achou que o esclarecimento feito pela galinha era:
a.(   ) correto       b.(   ) aceitável     c.(   ) absurdo     d.(   ) científico

4. A expressão do texto que justifica a resposta da questão 3 é:
a.(   ) “Como assim?” (par. 4)             b.(   ) “Viram?” (par. 6)    
c.(   ) “Ora, que bobagem!” (par. 3)    d.(   ) “Parecem cegos?”

5. A atitude da lebre diante das explicações dadas pelos outros animais foi de:
a.(   ) dúvida interrogativa              b.(   ) aceitação resignada      
c.(   ) conformismo exagerado        d.(   ) negação peremptória

6. A expressão do texto que confirma a resposta à questão 5 é:
a.(   ) “Como assim?” (par. 4)            b.(   ) “Viram?” (par. 6)   
c.(   ) “Ora, que bobagem!” (par. 3)    d.(   ) “Parecem cegos?” (par.

7. A fábula de Millôr Fernandes é uma afirmativa de que:
a.(   ) as pessoas julgam os fatos pela aparência
b.(   ) cada pessoa vê as coisas conforme o seu estado e seu ponto de vista
c.(   ) todos tem uma visão intuitiva dos fenômenos naturais
d.(   ) o mundo é repleto de cientistas

8. O relato nos leva a concluir que:
a.(   ) a galinha tinha razão
b.(   ) a razão estava com o sapo
c.(   ) A lebre julgava-se dona da verdade.
d.(   ) as opiniões estavam objetivamente erradas.

9. Cada um dos animais teve sua afirmação satisfeita quando:
a.(   ) a discussão terminou
b.(   ) chegaram a um acordo
c.(   ) começou a chover
d.(   ) foram apartados por outro animal

10. Toda fábula encerra um ensinamento. Podemos sintetizar o ensino desta fábula através da frase:
a.(   ) A mentira tem pernas curtas.
b.(   ) As aparência enganam.
c.(   ) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
d.(   ) Não julgueis e não sereis julgados.

GABARITO:
1-B  2-D  3-C  4-C  5-D  6-A  7-B  8-D  9-C  10-B 

Fábula - Interpretação de texto (5º ao 7º ano)

Posted by Profº Monteiro on abril 22, 2017
A Cigarra e a Formiga
ESOPO
       Num belo dia de inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comida.            
       Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado molhados. De repente aparece uma cigarra:
      - Por favor, formiguinhas, me deem um pouco de comida!
       As formigas pararam de trabalhar, coisa que era contra seus princípios, e perguntaram: - Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida para o inverno?
       Falou a cigarra: - Para falar a verdade, não tive tempo, passei o verão todo cantando! Falaram as formigas: - Bom... Se você passou o verão todo cantando, que tal passar o inverno dançando? E voltaram para o trabalho dando risadas.

Moral da história: Os preguiçosos colhem o que merecem.

1ª) Com relação ao gênero e a sua estruturação, responda: Qual é o gênero textual e o tipo discursivo?
____________________________________________________________________________________________

2ª)  Qual é o domínio discursivo desse gênero?
a)    Religioso.
b)    Jornalístico.
c)    Literário.
d)    Poético.

3ª) Por que as formigas estavam tendo o maior trabalho?
____________________________________________________________________________________________

4ª) Na frase “De repente aparece uma cigarra:” a palavra em destaque poderia ser substituída, sem perda de sentido, por:
a) Inesperadamente.
b) Lentamente.
c) Apressadamente.
d) Finalmente.

5ª) Qual é a ideia principal do texto?
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6ª) “Num belo dia de inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comida.” (l. 1), a expressão grifada expressa ideia de:
a) Modo.
b) Lugar.
c) Tempo.
d) Intensidade.

7ª) Qual é o conflito gerador da narrativa?

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GABARITO:
1. Fábula e narrativo
2. C
3. Para secar suas reservas de comida. 
4. A
5. Que a preguiça deve ser evitada. (Aceite outras respostas) 
6. C
7. O aparecimento da cigarra pedindo comida.

FÁBULA A Formiga e a Cigarra

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 11, 2017

O leão e o camundongo, a lebre e a tartaruga, a raposa e a cegonha, a cigarra e a formiga são algumas das duplas que protagonizam fábulas muito conhecidas. Há também o homem que matou a galinha dos ovos de ouro, fábula de La Fontaine da qual se extrai a lição: "Quem tudo quer tudo perde."
Fábula é uma narrativa alegórica em prosa ou verso, cujos personagens são geralmente animais, que conclui com uma lição moral. Sua peculiaridade reside fundamentalmente na apresentação direta das virtudes e defeitos do caráter humano, ilustrados pelo comportamento antropomórfico dos animais. O espírito é realista e irônico e a temática é variada: a vitória da bondade sobre a astúcia e da inteligência sobre a força, a derrota dos presunçosos, sabichões e orgulhosos etc. A fábula comporta duas partes: a narrativa e a moralidade. A primeira trabalha as imagens, que constituem a forma sensível, o corpo dinâmico e figurativo da ação. A outra opera com conceitos ou noções gerais, que pretendem ser a verdade "falando" aos homens.
Cabe salientar que o elemento dominante, para o gosto moderno, costuma ser a narrativa. A moralidade ou significação alegórica, ainda que anime o todo, jaz de preferência nas entrelinhas, de maneira velada. Os antigos tinham ponto de vista diferente. Para eles, a parte filosófica era essencial. Para atingirem de modo mais direto o alvo moral, sacrificavam a ação, a vivacidade das imagens e o drama. Assim, a evolução da fábula pode ser cifrada na inversão do papel desses dois elementos: quanto mais se avança na história, mais se vê decrescer o tom sentencioso, em proveito da ação. A presença da moral, no entanto, nunca desapareceu de todo da fábula. Explicitada no começo ou no fim, ou implícita no corpo da narrativa, é a moralidade que diferencia a fábula das formas narrativas próximas, como o mito, a lenda e o canto popular. Situada por alguns entre o poema e o provérbio, a fábula estaria a meio caminho na viagem do concreto para o abstrato.
A afinidade com o provérbio encontra-se no nível mediano - lugares-comuns proverbiais - a que geralmente se reduz a lição extraída da narrativa. Sob esse aspecto, a fábula também se distingue da parábola, que procura maior elevação no plano ético, além de lidar com situações humanas mais reais.
Fábula oriental e Esopo.
Na evolução do gênero, o primeiro dos três períodos da fábula, aquele em que a moralidade constitui a parte fundamental, é o das fábulas orientais, que passaram da Índia para a China, o Tibet, a Pérsia, e terminaram na Grécia com Esopo. No Oriente, a fábula foi usada desde cedo como veículo de doutrinação budista. O Pantchatantra, escrito em sânscrito, chegou ao Ocidente por meio de uma tradução árabe do século VIII, conhecida pelo título de Fábulas de Bidpay, depois retraduzida do árabe para várias línguas.
Esopo, fabulista grego de existência duvidosa a quem se atribuem as fábulas reunidas por Demétrio de Falero no século IV a.C., teria sido uma espécie de orador popular que conta histórias para convencer os ouvintes a agir de acordo com o bom-senso e na defesa de seus próprios interesses. De acordo com Aristóteles, a fábula esópica é uma das formas da arte de persuadir e não poesia.
Fedro e a fábula medieval.
O segundo período da fábula se inicia com as inovações formais de Fedro. Ao fabulista latino é atribuído o mérito de ter fixado a forma literária do gênero, o que garante para ele um lugar na poesia. Escritas em versos, as histórias de Fedro são sátiras amargas, bem ao sabor do gosto latino, contra costumes e pessoas de seu tempo. Mas tanto Fedro quanto Bábrio (século III da era cristã) partiram dos modelos de Esopo, que reinventaram poeticamente.
A Idade Média cultivou com insistência a tradição esópica. Entre as muitas versões da época, divulgadas sob o nome de Ysopets (Esopetes), a mais famosa ficou sendo a de Marie de France, do século XII. Os fabliaux (fabuletas) medievais, embora não sejam propriamente fábulas, guardam com elas algumas analogias. Por meio dos personagens animais, os poetas fazem críticas e pretendem instruir divertindo.
La Fontaine e seus seguidores.
O terceiro período inclui todos os fabulistas modernos, dos quais Jean de La Fontaine é considerado o mestre. Suas Fables choisies (Fábulas escolhidas), em 12 volumes, apareceram entre 1668 e 1694. A grande contribuição original do fabulista francês foi ter feito da fábula um pequeno teatro: "uma comédia em cem atos" e "uma pintura em que cada um de nós pode encontrar seu retrato", segundo suas próprias palavras.
No século XVIII, La Fontaine encontrou muitos seguidores, como Jean Pierre de Florian, na França, e Tomás de Iriarte, na Espanha. Em Portugal, Bocage escreveu fábulas originais, além de traduzir La Fontaine em versos. Na Inglaterra, a fábula tomou fisionomia de sátira política. Nas Fables, de John Gay, a formiga representa o Lord do Tesouro. The Fable of the Bees (A fábula das abelhas), de Bernard Mandeville, é uma extensa alegoria política, enquanto as coleções Fables for the Female Sex (1744; Fábulas para o sexo feminino) e Fables for Youth (1777; Fábulas para os jovens) descem ao nível da sátira panfletária.
Na Alemanha, Gotthold Ephraim Lessing reagiu contra o que julgava ser uma excessiva literarização dos imitadores de La Fontaine. Em Fabeln (1759; Fábulas), apresenta importante monografia introdutória em que rejeita como perversões do gênero as elaborações literárias adotadas a partir de Fedro. No entanto, o fabulista mais popular na Alemanha foi seu contemporâneo Christian Gellert, que usou a fábula como veículo de motejo. A glória de melhor fabulista do século XIX pertence ao russo Ivan Krilov, que soube adaptar o gênero a seu gênio de poeta original. O homem rústico é seu herói favorito. Krilov usou da fábula como meio de protesto contra a rigidez das coerções do estado.
Em língua portuguesa, a prática do gênero foi esporádica e não há nomes de grandes fabulistas. Depois de Bocage, Garrett publicou um volume de Fábulas e contos (1853), e, no século XX, surgiram as Fábulas (1955) de Cabral do Nascimento. No Brasil, as melhores realizações inspiraram-se no folclore e na literatura oral. Como exemplos, há as Fábulas de Luís de Vasconcelos, as Fábulas e alegorias de Catulo da Paixão Cearense e as Fábulas brasileiras de Antônio Sales. Cabe mencionar também Monteiro Lobato, José Oiticica e o marquês de Maricá.

Corrida dos Sapinhos

Posted by Profº Monteiro on abril 30, 2016

Era uma vez uma corrida de sapinhos.
Eles tinham que subir uma grande ladeira e, do lado havia uma grande multidão, muita gente que vibrava com eles.
Começou a competição.
A multidão dizia:
-Não vão conseguir!Não vão conseguir!
Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo.
E a multidão a aclamar:
-Não vão conseguir!Não vão conseguir!
E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranquilo, sem esforço.
No final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.
Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO!
Moral:
Quando queremos fazer alguma coisa que precise de coragem não devemos escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir. Seja surdo aos apelos negativos.

A coruja e a águia – Fábula de Monteiro Lobato

Posted by Profº Monteiro on abril 30, 2016

   


Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.

— Basta de guerra — disse a coruja.

— O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.

— Perfeitamente — respondeu a águia.

— Também eu não quero outra coisa.

— Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.

— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?

— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.

— Está feito! — concluiu a águia.

Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.

— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.

E comeu-os.

Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.

— Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste…

Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.

Monteiro-lobato.