assistir O ARTISTA BATEDOR DE CARTEIRAS (XIAO WU, JIA ZHANG-KE, 1998)

Posted by Profº Monteiro on novembro 05, 2013

Tipo de atividade: exposição.
Objetivo: refletir sobre a vida curta de muitos dos produtos que se apresentam como “grandes novidades”
na sociedade de consumo, especialmente no que diz respeito à tecnologia.
Resumo da atividade: ao retratar o processo da abertura econômica que transformou a China na mais nova
superpotência global, capaz de fazer frente até mesmo aos Estados Unidos em muitos aspectos, o filme O Artista Batedor de Carteiras mostra a chegada de um produto industrializado ao país: o pager. O filme, no entanto, é de 1998; hoje, o pager já virou peça de museu. Esse é o mote desta atividade.

1ª etapa: individual. Cada participante traz uma peça para a exposição. A peça deve ser um produto tecnológico caro ou barato, desde que ultrapassado. Quanto mais recente, melhor, pois assim o objeto vai evidenciar como a sociedade de consumo transforma rapidamente os bens tecnológicos
em artigos obsoletos. Os participantes podem obter a peça dentre os itens que possuem em casa, com amigos, vizinhos, conhecidos e até mesmo com
ambulantes que vendem esse tipo de artigo.

2ª etapa: coletiva. Os participantes se dividem em quatro grupos para montar uma exposição das peças coletadas. Pela própria natureza interdependente das atividades, as equipes são estimuladas a trocar ideias constantemente:
a) grupo responsável por pesquisar e definir o espaço, na instituição ou mesmo na comunidade onde a atividade toma
forma, que vai receber a exposição;
b) grupo responsável pela disposição lógica das peças na exposição. Aqui, é importante que o moderador
chame atenção para a existência de outras possibilidades lógicas além da cronológica;
c) grupo responsável pela parte verbal da exposição, com um texto de apresentação e pequenas legendas para
cada item;
d) grupo responsável pela divulgação da exposição junto à comunidade através de suportes como as mídias locais
(rádios comunitárias, jornais de bairro) e as redes sociais da internet.

3ª etapa: coletiva. A exposição é inaugurada por um debate aberto, cujo eixo principal é a relativização dos conselhos de velho e novo, do que é
obsoleto e do que está na moda, através de perguntas como: “para quem isso é obsoleto?” e “em que sociedade aquilo ainda é uma novidade?”


ESTRANHA CULTURA (STRANGE CULTURE, LYNN HERSHMAN-LEESON, 2007)

Posted by Profº Monteiro on novembro 05, 2013


Tipo de atividade: debate.
Objetivo: discutir os pontos positivos e negativos dos alimentos transgênicos.
Resumo da atividade: os participantes se dividem em dois grupos: uns vão expor as vantagens, e os outros, as desvantagens da produção e do consumo de alimentos transgênicos – ponto de partida da obra de arte do personagem real
Steve Kurtz, que desencadeia a trama do filme Estranha Cultura.
1ª etapa: preparação. Os integrantes das equipes se organizam para reunir diferentes argumentos favoráveis à posição
que lhes cabe no debate, além de também se preparar para responder aos argumentos do outro lado. Durante a
pesquisa, é interessante que o moderador oriente os participantes a trazer informações de natureza variada, reunindo,
por exemplo, desde tópicos relacionados à saúde pública quanto à economia.
2ª etapa: debate. Como num debate eleitoral, a discussão é organizada a partir de perguntas, réplicas e tréplicas, em
quantidade a definir a partir do tempo disponível para a atividade. Membros da comunidade podem ser convidados
para assistir à discussão e também participar com perguntas.


DOCE ESPERANÇA (HOPE AND A LITTLE SUGAR, TANUJA CHANDRA, 2006)

Posted by Profº Monteiro on novembro 05, 2013

Tipo de atividade: apresentação livre.
Objetivo: reconhecer e comunicar a diversidade religiosa e sua ligação com a diversidade cultural, com ênfase no reconhecimento das
minorias.
Resumo da atividade: entre as religiões monoteístas mais conhecidas pelos brasileiros, no que diz respeito à prática no país e à veiculação midiática, estão certamente o cristianismo, o islamismo e o judaísmo. O filme Doce Esperança abre novos horizontes e apresenta
ao espectador uma família de personagens que professam o sikhismo, ou siquismo. A tarefa proposta consiste em dar a conhecer outras
crenças, monoteístas ou politeístas, com preferência para aquelas mais desconhecidas pelo grupo de participantes.
1ª etapa: os participantes se dividem livremente em equipes e pesquisam religiões de que pouco ou nunca ouviram falar. Essa definição
é flexível, afinal, há crenças que contam com um enorme número de seguidores, mas que ainda assim permanecem incógnitas para boa
parte dos brasileiros.
2ª etapa: os participantes listam o conjunto de religiões levantadas por todas as equipes e sorteiam qual delas será estudada por
cada grupo – o sorteio é essencial para evitar a hierarquização das diferentes crenças, o que seria contrário ao objetivo principal da
atividade.
3ª etapa: as equipes dão continuidade à pesquisa sobre a religião sorteada e produzem uma apresentação para os integrantes das outras equipes, que pode contar com os recursos mais variados e tem apenas um item indispensável: um exemplo de representação dessa
religião na mídia (qualquer mídia – jornal, revista, site, blog, livro, filme etc.), que desencadeie uma comparação com a abordagem
do sikhismo em Doce Esperança – há respeito, preconceito ou ambos, nessas representações? A pergunta é um estímulo para que a
apresentação não seja unilateral e se transforme em discussão.

UMA PONTE ENTRE DOIS RIOS (UN PONT ENTRE DEUX RIVES, GÉRARD DEPARDIEU E FRÉDÉRIC AUBURTIN, 1999)

Posted by Profº Monteiro on novembro 05, 2013


Tipo de atividade: pesquisa.
Objetivo: justapor diferentes narrativas pessoais sobre um período histórico marcado pela transformação social.
Resumo da atividade: os grupos vão em busca de pessoas da comunidade que viveram na década de 60. A proposta é reunir, a partir de
seus relatos (direcionados pelas questões apresentadas pelo filme Uma Ponte entre Dois Rios como definidoras daquela década), diferentes
versões sobre um mesmo período histórico.
1ª etapa: individual. Após a sessão do Cine Conhecimento, cada participante contribui com uma questão sobre os anos 60 trazida pelo filme
– comportamento e música são alguns exemplos.
2ª etapa: em grupo. A partir das questões trazidas por todos os participantes, o moderador articula a produção de um roteiro de no máximo
dez perguntas.
3ª etapa: em grupo. Os participantes se dividem em equipes para encontrar e entrevistar alguém da comunidade que tenha vivido nos anos
60, a partir do roteiro de perguntas elaborado nas etapas anteriores.
4ª etapa: em grupo. Cada equipe tem liberdade na forma de apresentação da entrevista aos outros participantes – o mais importante é
que a exposição passe pelas respostas do entrevistado a cada pergunta do roteiro.
5ª etapa: em grupo. Debate sobre as semelhanças e diferenças entre os pontos de vista dos entrevistados, buscando possíveis razões para
elas – gênero, faixa etária, classe social, valores individuais, além da própria mediação do que disseram pelas equipes de trabalho.
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PELE DE ASNO (PEAU D’ANE, JACQUES DEMY, 1970)

Posted by Profº Monteiro on novembro 05, 2013
Tipo de atividade: musical.
Objetivo: conhecer melhor o folclore brasileiro.
Resumo da atividade: o filme Pele de Asno foi elaborado pelo cineasta Jacques Demy a partir de uma das fábulas presentes compiladas em
livro por Charles Perrault, no século XII. Demy optou por uma abordagem musical da obra. A proposta desta atividade é visitar outro grande
divulgador de fábulas: o brasileiro Câmara Cascudo – e produzir músicas a partir de histórias apresentadas por ele.
1ª etapa: em grupo. Os participantes se dividem em equipes. Cada equipe deve escolher uma fábula dentre as divulgadas por Câmara Cascudo e,
a partir dela, criar uma canção para ser apresentada a todos os participantes. O estilo musical é livre.
2ª etapa: em grupo. Apresentação das canções. Assim como o estilo musical, também é livre a divisão de funções dos participantes: uns podem
cantar, outros podem tocar instrumentos musicais e outros, ainda, podem trabalhar no registro da apresentação, com câmeras amadoras, por
exemplo, de celulares ou máquinas fotográficas.


ENTREVISTA (INTERVISTA, FEDERICO FELLINI, 1987)

Posted by Profº Monteiro on novembro 05, 2013


Tipo de atividade: produção de texto.
Objetivo: refletir sobre a importância da memória histórica e destacar o senso crítico e a interdisciplinaridade.
Resumo da atividade: a partir do caráter autobiográfico do filme de (e sobre) Fellini, os participantes serão estimulados a construir e apresentar pequenas biografias de personagens ilustres, histórias que também revelem muito sobre 
o tempo e o lugar em que seus protagonistas viveram.
1ª etapa: cada participante sorteia, junto ao moderador, uma área do conhecimento dentre as seguintes:
a) língua portuguesa;
b) literatura brasileira;
c) história;
d) geografia;
e) matemática; 
f) física;
g) química;
h) biologia.
2ª etapa: o moderador expõe para os participantes o conceito de “hagiografia”, que, ao pé da letra, significa “biografia de santos”, mas pode ser aplicado a qualquer texto biográfico que seja exageradamente elogioso e pouco ou nada 
crítico a respeito do personagem. Nesta atividade, é importante que os participantes produzam biografias marcadas 
pelo senso crítico, ou seja, que não “santifiquem” o biografado. 
3ª etapa: cada participante escolhe uma personalidade da área que sorteou e produz um texto biográfico sobre ela, 
de até uma página – não seria um problema, pelo contrário, caso mais de um participante escolhesse a mesma 
personalidade.
4ª etapa: cada participante lê em voz alta a sua biografia para o grupo.
5ª etapa: em grupo. Votação: qual das biografias apresentadas os participantes gostariam de transformar num filme, 
se pudessem? O moderador pede que os votos sejam justificados – para entender cada justificativa, o moderador 
explora os conceitos discutidos, como o senso crítico, a hagiografia e a interdisciplinaridade

8 ½ (IDEM, FEDERICO FELLINI, 1963)

Posted by Profº Monteiro on novembro 05, 2013


Tipo de atividade: clube da leitura.
Objetivo: abordar o conceito de sonho a partir de uma perspectiva lúdica e criativa.
Resumo da atividade: o filme 8 ½ de Fellini cria uma atmosfera onírica, na qual estão presentes sonhos, lembranças e
devaneios, na mesma medida. Após uma sessão do filme, os participantes vão buscar outros exemplos de sonhos, desta vez
na literatura sob a forma de textos curtos, e serão surpreendidos, no final da atividade, com a possibilidade de produzir,
coletivamente, uma narrativa do gênero.
1ª etapa: individual. Cada participante deve pesquisar e trazer para o grupo (a partir dos livros que possui, da coleção
de bibliotecas ou da internet) um fragmento, de no máximo uma página, de um romance, conto, novela ou outro gênero
literário em que o narrador ou um personagem narre um sonho.
2ª etapa: em grupo. Os participantes formam um círculo de leitura, em que cada um apresenta em voz alta sua contribuição
para o grupo.
3ª etapa: em grupo. O moderador escolhe um participante para ler uma frase qualquer do próprio texto e explica ao grupo
que o participante escolhido escolherá outro para fazer o mesmo, e assim sucessivamente, passando por todos. O objetivo
é criar uma narrativa absurda e onírica a partir da junção de frases aparentemente desconexas dos diversos textos. Cabe
a cada participante, no momento de apontar quem lerá a frase seguinte, induzir a narrativa para um caminho mais ou
menos coerente, como os próprios sonhos. Enquanto isso, o moderador registra o texto que vai se
formando.
4ª etapa: um dos participantes lê o texto completo, conforme registrado pelo moderador.