SHAKESPEARE
William Shakespeare Nasceu em 23 de abril de 1554, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon representou uma forte influência no desenvolvimento de uma linguagem literária. Sua imensa obra é caracterizada pelo uso criativo do vocabulário então existente, bem como pela criação de palavras novas. Substantivos transformados em verbos e verbos em adjetivos, bem como a livre adição de prefixos e sufixos e o uso de linguagem figurada são freqüentes nos trabalhos de Shakespeare.
Ao mesmo tempo em que a literatura se desenvolvia, o colonialismo britânico do século 19, levava a língua inglesa a áreas remotas do mundo, proporcionando contato com culturas diferentes e trazendo novo enriquecimento ao vocabulário do inglês.
Desde o início da era cristã até o século 19, seis idiomas chegaram a ser falados na Inglaterra: Celta, Latim, Old English, Norman French, Middle English e Modern English. Essa diversidade de influências explica o fato de ser o inglês uma língua menos sistemática e menos regular, quando comparado às línguas latinas e mesmo ao alemão. Poderia nos levar a concluir também que o inglês de hoje pode ser comparado a uma colcha feita de retalhos de tecidos de origem das mais diversas.
supostamente inventadas por Shakespeare.
Segundo o editor do blog, o dramaturgo inglês teria inventado diversos vocábulos simplesmente transformando pronomes e adjetivos em verbos, entre outras técnicas.
Na verdade, o site de onde Laumans retirou a lista, não afirma que ele inventou as palavras, mas sim que em todas as suas peças, o bardo utilizou ao todo 17.677 palavras e, destas, 1.700 foram usadas pela primeira vez por ele.
A meu ver, isso não quer dizer que elas não fossem usadas popularmente antes ou que ele não as tenha ouvido em algum lugar antes de colocá-las no palco. O que não lhe tira o grande mérito de codificá-las, no entanto.
Para mim, Carlos Drummond de Andrade já disse tudo:
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero
há calma e frescura ma superfície intata
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
(A Procura da Poesia)
Portanto, por que se preocupar com quem inventa ou deixa de inventar as palavras – ou poemas – se elas já estão todas inventadas, só a espera de serem colhidas?
Today while browsing the ever so beautiful interwebs, I came across something interesting about Shakespeare. Turns out that our second favourite William (after the one and only William Gates of course) invented over 1700 of the words we use commonly use, by simply turning nouns into verbs, adjectives into verbs, and so forth..
Here is a very small list of words he invented:
1. Accused
2. Addiction
3. Advertising
4. Amazement
5. Arouse
6. Assassination
7. Bandit
8. Bedroom
9. Beached
10. Blanket
11. Bump
12. Cater
13. Champion
14. Countless
15. Epileptic
16. Fixture
17. Flawed
18. Generous
19. Hint
20. Lonely
21. Mimic
22. Negotiate
23. Obscene
24. Premeditated
25. Rant
26. Summit
27. Torture
28. Varied
29. Worthless
30. Zany
Well the list goes on, and you can read more about it here, or phrases he invented here. It is not surprising that he has had so much influence on the English language, as he is arguably the greatest playwright ever. But it is remarkable how he never felt confined to using only ‘true’ lexicon.
It is disappointing that we are taught that there is a word for everything, because it hampers our imagination to develop, to feel, to express, anything which has not been defined before. And sometimes we convince ourselves that if there is no word for it, then it cannot exist.
I hope we all can take an example from Shakespeare, and dare to break the structured guidelines.
Palavras inventadas por Shakespeare
Hoje ao navegar na interwebs sempre tão linda, me deparei com algo interessante sobre Shakespeare. Acontece que o nosso segundo favorito William (após o primeiro e único William Gates, claro) inventou mais de 1700 das palavras que usamos normalmente usam, simplesmente transformando substantivos em verbos, adjetivos em verbos, etc ..
Aqui está uma lista pequena de palavras que ele inventou:
1. Acusado
2. Vício
3. Publicidade
4. Espanto
5. Despertar
6. Assassinato
7. Bandido
8. Quarto
9. Beached
10. Cobertor
11. Colisão
12. Cater
13. Campeão
14. Incontável
15. Epiléptico
16. Fixação
17. Flawed
18. Generoso
19. Sugestão
20. Solitário
21. Imitar
22. Negociar
23. Obsceno
24. Premeditado
25. Discurso retórico
26. Cimeira
27. Tortura
28. Variado
29. Sem valor
30. Bobo
Bem, a lista é longa, e você pode ler mais sobre isso aqui, ou frases que ele inventou aqui. Não é surpreendente que ele tenha tido tanta influência sobre o idioma Inglês, como ele é sem dúvida o maior dramaturgo de sempre. Mas é incrível como nunca se sentiu limitado a usar apenas "verdadeiro léxico.
É decepcionante que nós somos ensinados que não há uma palavra para tudo, porque dificulta a nossa imaginação para desenvolver, de sentir, de expressar, qualquer coisa que não tenha sido definido antes. E às vezes nós nos convencemos de que se não houver uma palavra para ela, então não pode existir.
Espero que todos nós podemos dar um exemplo de Shakespeare, e ousar quebrar o roteiro estruturado.
Words Invented by Shakespeare
Principais obras:
Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade..
Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.
Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.
Linguagem de Shakespeare
From Jornalismo e Linguagem
Via de regra os textos clássicos das grandes tragédias shakespearianas são associados a uma linguagem difícil para leitores contemporâneos, em parte pelo léxico e pelas construções presentes em seus textos. Porém, um olhar mais atento sobre a obra do dramaturgo mostrará que a língua inglesa deve muito de sua configuração contemporânea às inovações e contribuições presentes nos textos de Shakespeare.
Na época de Shakespeare, a gramática e a ortografia inglesas eram menos padronizadas do que atualmente, e o uso da linguagem realizado pelo dramaturgo ajudou a moldar o Inglês moderno. Na obra "A Dictionary of the English Language", o primeiro trabalho sério desse tipo, Samuel Johnson realizou um extenso uso de citações shakespearianas. Expressões como "with bated breath" (de "O Mercador de Veneza") e "a foregone conclusion ("Otelo") conquistaram espaço na fala cotidiana do Inglês.
Uma das maiores contribuições de Shakespeare à língua inglesa é a introdução de vocabulário e frases que enriqueceram a língua, tornando-a mais expressiva ou "colorida". Shakespeare utilizou cerca de 20, 148 novas palavras em seu trabalho, às vezes tomando emprestado da literatura clássica ou de línguas estrangeiras. A adição desses termos dotou seu estilo de uma inegavelmente distinto. Vale lembrar ainda que seus experimentos com as palavras também resultaram na formação de expressões e frases de uso popular. "All's well that ends well" ou "To be or not to be", entre muitas outras, tornaram-se uma parte integral da língua inglesa e são freqüentemente citadas em produções textuais de toda a sorte.
O bardo introduziu estilo e estrutura a uma linguagem até então frouxa e espontânea. A língua da era Elizabetana era escrita e falada da mesma maneira. A ausência de uma gramática prescritiva e organizada era responsável pela desenvolvimento de uma literatura "vaga", embora contendo uma grande vivacidade emocional. Shakespeare usou a exuberância da língua e a estrutura em decassílabos na prosa e na poesia para atingir as massas. De um lado, a linguagem da literatura foi presenteada com a força e a liberdade da fala popular; de outro, a eloqüência e a organização da fala atingiram as massas. Sua contribuição para a aproximação do povo com a língua, portanto, foi imensa.
Seria a linguagem de Shakespeare conservadora ou inovadora para a sua época? É fato que em seus trabalhos é verificada a presença de léxico e estruturas gramaticais de sua era. Um exemplo notável é o uso dos pronomes pessoais "thee", "thy", "thou" etc. Contudo, é incontestável a enorme inovação trazida pelo dramaturgo para a linguagem de seu tempo, com a introdução de palavras, expressões e formas gramaticais completamente novas. O Dicionário de Inglês Oxford registra mais de 2000 vocábulos presentes em obras de Shakespeare e que têm ali o seu uso pioneiro.
4) Habilidade de Usar Frases com Sentidos Múltiplos
Muitas das expressões mais comuns, que chamamos de clichês foram inventadas por Shakespeare. É possível que você use o tempo todo expressões que você nem imagina que foram criadas pelo Bardo inglês e foram adaptadas para outras línguas. Você pode dizer que “isso não faz sentido” “nem lá nem cá”, ou que não é “nem pouco nem muito”, pois “nem tudo que reluz é ouro” e que “num piscar de olhos” você pode “passar o carro na frente dos bois”, ou vai "num pé e volta no outro"pois fica “mais pra lá do que pra cá”, e deseja tanto uma coisa que diz "Meu reino por um cavalo" e depois fica pensando: “isso parece grego pra mim” pois “isso tudo está uma miscelânea” e que o “desejo é pai da razão” pois as coisas “somem no ar” e por isso você fica “verde de ciúme” e “franzindo as sobrancelhas” insiste em “jogo limpo” pois não “pregou o olho” essa noite, ou então falou sem “fazer cerimônia” e no fim “dançou bonito” e acabou “rindo de si mesmo” por ter cometido “um pequeno deslize” e por isso já viu “melhores dias” ainda que seja no “paraíso dos tolos” e você acha que foram “bons tempos aqueles” e pra lá você voltaria "de mala e cuia” se não acreditasse que o “jogo acabou” e que “cedo ou tarde a verdade aparece” e por isso você vai “cair de boca” ou vai “ranger os dentes” e “dar ao diabo seu quinhão” pois quando “a verdade vier à tona” e descobrir “um vilão desalmado” o próprio “diabo encarnado” é melhor ficar “calado como um túmulo” ou “piscando como um idiota”, porque "o diabo não é tão feio como pintam" e grita “Ai, meu Deus” ou “pelo amor de Deus” e assim, com essas e milhares de outras mais, neste "Admirável Mundo Novo" Shakespeare segue, ainda hoje, nos (significando) explicando, como bem observa o crítico literário Harold Bloom.
Por isso, siga em frente com Shakespeare e você nunca "perderá o rumo"!