SHAKESPEARE BIOGRAFIA

Posted by Profº Monteiro on maio 03, 2016
William-Shakespeare.jpg

SHAKESPEARE
William Shakespeare Nasceu em 23 de abril de 1554, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon representou uma forte influência no desenvolvimento de uma linguagem literária. Sua imensa obra é caracterizada pelo uso criativo do vocabulário então existente, bem como pela criação de palavras novas. Substantivos transformados em verbos e verbos em adjetivos, bem como a livre adição de prefixos e sufixos e o uso de linguagem figurada são freqüentes nos trabalhos de Shakespeare.
Ao mesmo tempo em que a literatura se desenvolvia, o colonialismo britânico do século 19, levava a língua inglesa a áreas remotas do mundo, proporcionando contato com culturas diferentes e trazendo novo enriquecimento ao vocabulário do inglês.
Desde o início da era cristã até o século 19, seis idiomas chegaram a ser falados na Inglaterra: Celta, Latim, Old English, Norman French, Middle English e Modern English. Essa diversidade de influências explica o fato de ser o inglês uma língua menos sistemática e menos regular, quando comparado às línguas latinas e mesmo ao alemão. Poderia nos levar a concluir também que o inglês de hoje pode ser comparado a uma colcha feita de retalhos de tecidos de origem das mais diversas.

supostamente inventadas por Shakespeare.
Segundo o editor do blog, o dramaturgo inglês teria inventado diversos vocábulos simplesmente transformando pronomes e adjetivos em verbos, entre outras técnicas.
Na verdade, o site de onde Laumans retirou a lista, não afirma que ele inventou as palavras, mas sim que em todas as suas peças, o bardo utilizou ao todo 17.677 palavras e, destas, 1.700 foram usadas pela primeira vez por ele.
A meu ver, isso não quer dizer que elas não fossem usadas popularmente antes ou que ele não as tenha ouvido em algum lugar antes de colocá-las no palco. O que não lhe tira o grande mérito de codificá-las, no entanto.
Para mim, Carlos Drummond de Andrade já disse tudo:
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero
há calma e frescura ma superfície intata
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
(A Procura da Poesia)
Portanto, por que se preocupar com quem inventa ou deixa de inventar as palavras – ou poemas – se elas já estão todas inventadas, só a espera de serem colhidas?

Today while browsing the ever so beautiful interwebs, I came across something interesting about Shakespeare. Turns out that our second favourite William (after the one and only William Gates of course) invented over 1700 of the words we use commonly use, by simply turning nouns into verbs, adjectives into verbs, and so forth..
Here is a very small list of words he invented:
1. Accused
2. Addiction
3. Advertising
4. Amazement
5. Arouse
6. Assassination
7. Bandit
8. Bedroom
9. Beached
10. Blanket
11. Bump
12. Cater
13. Champion
14. Countless
15. Epileptic
16. Fixture
17. Flawed
18. Generous
19. Hint
20. Lonely
21. Mimic
22. Negotiate
23. Obscene
24. Premeditated
25. Rant
26. Summit
27. Torture
28. Varied
29. Worthless
30. Zany
Well the list goes on, and you can read more about it here, or phrases he invented here. It is not surprising that he has had so much influence on the English language, as he is arguably the greatest playwright ever. But it is remarkable how he never felt confined to using only ‘true’ lexicon.
It is disappointing that we are taught that there is a word for everything, because it hampers our imagination to develop, to feel, to express, anything which has not been defined before. And sometimes we convince ourselves that if there is no word for it, then it cannot exist.
I hope we all can take an example from Shakespeare, and dare to break the structured guidelines.
Palavras inventadas por Shakespeare

Hoje ao navegar na interwebs sempre tão linda, me deparei com algo interessante sobre Shakespeare. Acontece que o nosso segundo favorito William (após o primeiro e único William Gates, claro) inventou mais de 1700 das palavras que usamos normalmente usam, simplesmente transformando substantivos em verbos, adjetivos em verbos, etc ..

Aqui está uma lista pequena de palavras que ele inventou:

1. Acusado
2. Vício
3. Publicidade
4. Espanto
5. Despertar
6. Assassinato
7. Bandido
8. Quarto
9. Beached
10. Cobertor
11. Colisão
12. Cater
13. Campeão
14. Incontável
15. Epiléptico
16. Fixação
17. Flawed
18. Generoso
19. Sugestão
20. Solitário
21. Imitar
22. Negociar
23. Obsceno
24. Premeditado
25. Discurso retórico
26. Cimeira
27. Tortura
28. Variado
29. Sem valor
30. Bobo

Bem, a lista é longa, e você pode ler mais sobre isso aqui, ou frases que ele inventou aqui. Não é surpreendente que ele tenha tido tanta influência sobre o idioma Inglês, como ele é sem dúvida o maior dramaturgo de sempre. Mas é incrível como nunca se sentiu limitado a usar apenas "verdadeiro léxico.

É decepcionante que nós somos ensinados que não há uma palavra para tudo, porque dificulta a nossa imaginação para desenvolver, de sentir, de expressar, qualquer coisa que não tenha sido definido antes. E às vezes nós nos convencemos de que se não houver uma palavra para ela, então não pode existir.

Espero que todos nós podemos dar um exemplo de Shakespeare, e ousar quebrar o roteiro estruturado.
Words Invented by Shakespeare
Principais obras:

Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade..

Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.

Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.
Linguagem de Shakespeare
From Jornalismo e Linguagem
Via de regra os textos clássicos das grandes tragédias shakespearianas são associados a uma linguagem difícil para leitores contemporâneos, em parte pelo léxico e pelas construções presentes em seus textos. Porém, um olhar mais atento sobre a obra do dramaturgo mostrará que a língua inglesa deve muito de sua configuração contemporânea às inovações e contribuições presentes nos textos de Shakespeare.
Na época de Shakespeare, a gramática e a ortografia inglesas eram menos padronizadas do que atualmente, e o uso da linguagem realizado pelo dramaturgo ajudou a moldar o Inglês moderno. Na obra "A Dictionary of the English Language", o primeiro trabalho sério desse tipo, Samuel Johnson realizou um extenso uso de citações shakespearianas. Expressões como "with bated breath" (de "O Mercador de Veneza") e "a foregone conclusion ("Otelo") conquistaram espaço na fala cotidiana do Inglês.
Uma das maiores contribuições de Shakespeare à língua inglesa é a introdução de vocabulário e frases que enriqueceram a língua, tornando-a mais expressiva ou "colorida". Shakespeare utilizou cerca de 20, 148 novas palavras em seu trabalho, às vezes tomando emprestado da literatura clássica ou de línguas estrangeiras. A adição desses termos dotou seu estilo de uma inegavelmente distinto. Vale lembrar ainda que seus experimentos com as palavras também resultaram na formação de expressões e frases de uso popular. "All's well that ends well" ou "To be or not to be", entre muitas outras, tornaram-se uma parte integral da língua inglesa e são freqüentemente citadas em produções textuais de toda a sorte.
O bardo introduziu estilo e estrutura a uma linguagem até então frouxa e espontânea. A língua da era Elizabetana era escrita e falada da mesma maneira. A ausência de uma gramática prescritiva e organizada era responsável pela desenvolvimento de uma literatura "vaga", embora contendo uma grande vivacidade emocional. Shakespeare usou a exuberância da língua e a estrutura em decassílabos na prosa e na poesia para atingir as massas. De um lado, a linguagem da literatura foi presenteada com a força e a liberdade da fala popular; de outro, a eloqüência e a organização da fala atingiram as massas. Sua contribuição para a aproximação do povo com a língua, portanto, foi imensa.
Seria a linguagem de Shakespeare conservadora ou inovadora para a sua época? É fato que em seus trabalhos é verificada a presença de léxico e estruturas gramaticais de sua era. Um exemplo notável é o uso dos pronomes pessoais "thee", "thy", "thou" etc. Contudo, é incontestável a enorme inovação trazida pelo dramaturgo para a linguagem de seu tempo, com a introdução de palavras, expressões e formas gramaticais completamente novas. O Dicionário de Inglês Oxford registra mais de 2000 vocábulos presentes em obras de Shakespeare e que têm ali o seu uso pioneiro.
4) Habilidade de Usar Frases com Sentidos Múltiplos
Muitas das expressões mais comuns, que chamamos de clichês foram inventadas por Shakespeare. É possível que você use o tempo todo expressões que você nem imagina que foram criadas pelo Bardo inglês e foram adaptadas para outras línguas. Você pode dizer que “isso não faz sentido” “nem lá nem cá”, ou que não é “nem pouco nem muito”, pois “nem tudo que reluz é ouro” e que “num piscar de olhos” você pode “passar o carro na frente dos bois”, ou vai "num pé e volta no outro"pois fica “mais pra lá do que pra cá”, e deseja tanto uma coisa que diz "Meu reino por um cavalo" e depois fica pensando: “isso parece grego pra mim” pois “isso tudo está uma miscelânea” e que o “desejo é pai da razão” pois as coisas “somem no ar” e por isso você fica “verde de ciúme” e “franzindo as sobrancelhas” insiste em “jogo limpo” pois não “pregou o olho” essa noite, ou então falou sem “fazer cerimônia” e no fim “dançou bonito” e acabou “rindo de si mesmo” por ter cometido “um pequeno deslize” e por isso já viu “melhores dias” ainda que seja no “paraíso dos tolos” e você acha que foram “bons tempos aqueles” e pra lá você voltaria "de mala e cuia” se não acreditasse que o “jogo acabou” e que “cedo ou tarde a verdade aparece” e por isso você vai “cair de boca” ou vai “ranger os dentes” e “dar ao diabo seu quinhão” pois quando “a verdade vier à tona” e descobrir “um vilão desalmado” o próprio “diabo encarnado” é melhor ficar “calado como um túmulo” ou “piscando como um idiota”, porque "o diabo não é tão feio como pintam" e grita “Ai, meu Deus” ou “pelo amor de Deus” e assim, com essas e milhares de outras mais, neste "Admirável Mundo Novo" Shakespeare segue, ainda hoje, nos (significando) explicando, como bem observa o crítico literário Harold Bloom.
Por isso, siga em frente com Shakespeare e você nunca "perderá o rumo"!

Vidas Secas - de Graciliano Ramos

Posted by Profº Monteiro on maio 03, 2016
"Vidas Secas", romance publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.

O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.
áudiolivroPDF Vidas secas__graciliano_ramos_livro_completo
View more documents from vinilocomelo.

O que é literatura?

Posted by Profº Monteiro on maio 02, 2016
Literatura Brasileira - Versão Completa

A literatura, como uma forma de arte, cria imagens, discute valores e estabelece um diálogo estético e crítico com a realidade por meio de um trabalho elaborado com as palavras. O termo "literatura" é entendido, aqui, em seu sentido amplo, englobando toda a produção verbal de uma determinada sociedade: as lendas, os contos, os romances, os causos, os cordéis, os repentes, as canções populares, entre outras manifestações de arte.
O escritor é um criador de mundos imaginários e também uma espécie de porta-voz dos sonhos e das frustrações dos homens do seu tempo. Por isso, ler um texto literário requer disposição para descobrir seus sentidos mais profundos, que são construídos pelo leitor durante o processo de leitura. Para que isso possa ocorrer, o modo como as palavras são usadas, os sentidos contidos nas entrelinhas e as sutilezas devem ser observados e levados em conta na interpretação do texto.
Você lerá a seguir um conto da escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977). Acompanhando a experiência da narradora, descobrimos que ler um texto literário pode ser uma grande - e clandestina - felicidade.
Felicidade clandestina
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Para ampliar a compreensão do conto que você acabou de ler, responda a estas questões:
  1. Qual era o objeto do desejo da narradora do conto? Como ela o obteve?
  2. Como a narradora do conto caracteriza psicologicamente sua colega, a filha do dono da livraria? Selecione passagens da narrativa que confirmem sua resposta.
  3. Observe a frase: “Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho". Em sua opinião, o que sugere a presença dos sons representados pelas letras p, d e b em "chupando balas com barulho"?
  4. Como agiu a narradora em relação ao livro de Monteiro Lobato, depois de obtê-lo? Como você explicaria suas atitudes?
  5. Tendo em vista que os sentidos do texto literário estão expressos também em suas entrelinhas, interprete a frase que encerra o conto: "Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."
  6. Reflita sobre o título do conto. Considerando que "clandestino" significa "feito às escondidas", como se pode explicar a opção pelo uso dessa palavra?
É isso. Se o texto bem como as perguntas foram úteis a você, compartilhe nas redes sociais.

Provas Português COM GABARITO 7ª série – Português

Posted by Profº Monteiro on maio 02, 2016



Leia o texto e responda as questões.

Por que algumas aves voam em bando formando um V?

Elas parecem ter ensaiado. Mas é claro que isso não acontece. Quem nunca viu ao vivo, já observou em filme ou desenho animado aquele bando de aves voando em "V". Segundo os especialistas, esta característica de vôo é observada com mais freqüência nos gansos, pelicanos, biguás e grous.

Há duas explicações para a escolha dessa formação de vôo pelas aves. A primeira consiste na economia de energia que ela proporciona. Atrás do corpo da ave e, principalmente, das pontas de suas asas, a resistência do ar é menor e, portanto, é vantajoso para as aves voar atrás da ave dianteira ou da ponta de sua asa. Ou seja: ao voarem desta forma, as aves poupariam energia, se esforçariam menos, porque estariam se beneficiando do deslocamento de ar causado pelas outras aves. Isso explicaria, até, a constante substituição do líder nesse tipo de bando.

Essa é a primeira explicação para o vôo em "V". E a segunda? O que diz? Ela sustenta que esse tipo de vôo proporcionaria aos integrantes do bando um melhor controle visual do deslocamento, pois em qualquer posição dentro do "V" uma ave só teria em seu campo de visão outra ave, e não várias. Isso facilitaria todos os aspectos do vôo. Os aviões militares de caça, por exemplo, voam nesse mesmo tipo de formação, justamente para ter um melhor campo de visão e poder avistar outros aviões do mesmo grupo. Essas duas explicações não são excludentes. É bem possível que seja uma combinação das duas o que torna o vôo em "V" favorável para algumas aves.

(NACINOVIC, Jorge Bruno, Por que algumas aves... Ciência Hoje das Crianças,

Rio de Janeiro, n. 150, set. 2004.)

1 -Bandos de aves e aviões militares de caça têm em comum

A) o objetivo de economizar energia.

B) a necessidade de ter um bom campo de visão.

C) a preferência por vôos longos.

D) a substituição permanente do líder.

E) o objetivo de não ficarem isolados.

2 - Segundo o texto, as aves poupam energia voando em “V” porque

A) são beneficiadas pelo deslocamento do ar causado pelas aves da frente.

B) podem se ajudar mutuamente durante longos percursos.

C) podem obter melhor controle visual do deslocamento.

D) têm o instinto de sempre seguir o líder do bando em seu itinerário.

E) se acostumaram a voar assim.

3 - Pode-se afirmar que o texto

A) conta uma história curiosa e divertida sobre pássaros.

B) defende uma idéia sobre uma questão científica.

C) explica os movimentos das aves com base em informações científicas.

D) noticia uma descoberta científica ultrapassada sobre o vôo das aves.

E) mostra uma hipótese de que voar em V pode ser melhor para os aviões.

4 - O texto tem como tema um aspecto particular da vida de algumas aves:

A) a economia de energia.

B) o modo de voar.

C) a semelhança entre elas e os aviões.

D) o formato das asas.

E) voam assim por serem parecidas.

5 - “Isso explicaria, até, a constante substituição do líder nesse tipo de bando.”

Com base no texto, conclui-se que o líder é substituído constantemente porque essa posição...

A) é cobiçada por todas as aves do bando.

B) é a mais importante do grupo.

C) é só para lideres.

D) proporciona melhor controle visual.

E) consome muito mais energia.

6 - Indique a forma verbal que não alteraria o aspecto de durabilidade no passado e o sentido expresso pela locução grifada neste enunciado do texto:

"Tão comodamente que eu estava lendo...”.

A) lera

B) lia

C) leio

D) leria

E) li

7 - Assinale a série em que estão devidamente classificadas as formas verbais destacadas:

“Ao chegar na fazenda, esperava que já tivesse terminado a festa”.

A) futuro do subjuntivo, pretérito perfeito do subjuntivo

B) infinitivo, presente do subjuntivo

C) futuro do subjuntivo, presente do subjuntivo

D) infinitivo, pretérito imperfeito do subjuntivo

E) infinitivo, pretérito perfeito do subjuntivo


8 - Assinale a alternativa correta:

I) O Modo subjuntivo expressa uma idéia de incerteza, um fato duvidoso.

II) O modo indicativo descreve o mundo fictício, exprimindo atitudes incertas.

III) Em nossa língua há três conjugações. Verbos terminados em ar, er, e ir.

IV) O pretérito mais-que-perfeito indica apenas uma ação passada.

V) O verbo, como todas as classes de palavras, apresenta flexão de tempo.

Estão corretas:

A) IV e I

B) I e III

C) III e V

D) II e IV

GABARITO DE PORTUGUÊS

1 – B / 2 – A / 3 – C / 4 – B / 5 – E / 6 – B / 7 – D / 8 – B

Por que / Por quê / Porque ou Porquê? Aprenda o Uso dos Porquês

Posted by Profº Monteiro on maio 02, 2016

Aprenda o Uso dos Porquês


Com certeza, você já deve ter tido dúvidas em como empregar os quatro tipos de porquês: por que (separado e sem acento); porque (junto e sem acento), por quê (separado e com acento) e porquê (junto e com acento). Vamos ver como utilizá-los e sanar essas dúvidas? Então, siga a minha explicação:


Leia abaixo o pequeno texto que fiz para ilustrar o uso dos porquês em um contexto (situação).


Lúcia recebeu visita de sua irmã, que não a visitava há dois anos:
- Por que você resolveu aparecer?
- Eu voltei porque senti saudade...
- E antes, não veio por quê?
- Você precisa saber o porquê de tudo?
- Sim, pois quando você for embora, que eu saiba por que um dia vai voltar. E não me pergunte por quê, mas eu não gostei dessa visita...

Agora vamos entender como usar:
Por que você resolveu aparecer?

SEMPRE que estiver NO COMEÇO de frase interrogativa, utilizamos Por que (separado e sem acento)

* Ainda pode ser empregado quando se tratar da preposição por + pronome relativo que, neste caso, será relativo à “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais” “por que motivo” ou”por que razão”ou ainda “para que”: 
- Sim, pois quando você for embora, que eu saiba por que um dia vai voltar. 
(por que= sentido de para que ou por que razão)

Porque senti saudade... 

Utilizamos em respostas a perguntas, ou toda vez que estiver indicando “o motivo pelo qual”. Sabemos, no exemplo, que o motivo pelo qual Lúcia veio visitar a irmã foi saudade. Deve ser usado, portanto, porque (junto e sem acento).Observe também que geralmente este aparece em frases declarativas ( frases com ponto final ou ponto de exclamação)
E antes, não veio por quê? 

SEMPRE que estiver NO FINAL de frase quando vier imediatamente antes de um ponto, seja este ponto final, ponto de interrogação ou exclamação, utilizaremos por quê (separado e com acento).

Também pode aparecer antes de uma pausa forte:
E não me pergunte por quê, mas eu não gostei dessa visita...


Você precisa saber o porquê de tudo?

SEMPRE que tiver um termo anterior que o substantive (artigo, numeral, adjetivo, etc.), ou seja, que o transforme em um substantivo.Terá nesse caso, o sentido sinônimo de “causa”, “razão”, “motivo”.

Exemplos para entender melhor: 
- Você precisa saber o porquê de tudo?(o = artigo definido)
- Você precisa saber do porquê de tudo?(de+o=preposição mais artigo)
- Você precisa saber um porquê de tudo?(um = artigo indefinido) 

* Observe ainda que, se o termo anterior estiver no plural, o porquê também vai para o plural:

 Você precisa saber os porquês de tudo? 

Espero que esta pequena explicação possa ter-lhe ajudado a entender melhor o uso dos porquês.


*Post publicado pela primeira vez no blog Análise de Textos