Dinâmicas para volta as aulas

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 04, 2014

Dinâmica com barbante
 Ela é ótima para o primeiro dia de aula, promove interação dos alunos,
 nos dá informações preciosas sobre os alunos (que usaremos na 
preparação de aulas, inserindo a matéria em sua realidade) e pode 
ser uma ferramenta interessante para promover certos comportamentos.
Material
1 novelo grande de barbante
Execução
Coloque na lousa algumas sugestões de perguntas pessoais, tais como:
  • idade
  • o que faz além da escola
  • o que quer fazer no futuro
  • passatempo predileto
  • esporte favorito
E tudo o mais que você deseja saber ou ache importante na primeira aula.
Entregue o novelo de barbante a um aluno, diga que terá que segurar
 a ponta do barbante e jogar o novelo para o aluno para quem vai 
fazer perguntas.
O aluno segura na ponta do novelo (que mantém o tempo todo em 
sua mão) e joga para o segundo aluno, faz as perguntas sugeridas 
e então o aluno que respondeu segura na parte do barbante e joga
 o novelo para o próximo aluno, que deverá fazer o mesmo.
Ao final, haverá uma enorme “teia”, os alunos riem muito, se divertem 
e por vezes têm que ajudar para que o novelo chegue ao aluno
 que responderá as perguntas.
Sugestões e objetivos
Em aulas de idiomas as perguntas podem ser no idioma ensinado e
 servirão como uma revisão.
Após o jogo, já com a teia montada, pergunte aos alunos:
  • Seria fácil fazer essa teia sem a ajuda dos outros?
  • Foi necessária a ajuda de todos para que se formasse?
  • A colaboração é necessária para se construir alguma coisa?
  • Saber mais sobre os outros também promove uma “ligação” entre as pessoas?
  • Até que ponto nos preocupamos com o outro que está na outra ponta do barbante?
  • O que podemos dizer para essa pessoa?
  • Que ligações eu tenho com essa pessoa além do barbante?
  • O que temos em comum?
Também pode-se perguntar (para alunos mais maduros) o que acharam 
da brincadeira e o que ela lhes sugere.

Dinâmica para o primeiro dia de aula

Essa dinâmica é interessante porque faz com que os alunos conversem e descubram coisas sobre os colegas, ao mesmo tempo em que promove movimentação, seus alunos não estarão apáticos e com sono depois dela.

Material necessário:

- 1 apito

- relógio

- lista de atividades

Divida os alunos em 2 ou 3 grupos, dependendo do número de alunos em classe. É interessante que os grupos tenham entre 7 e 10 elementos cada. Nomeie os grupos: azul, amarelo, verde. Peça a eles para fazer fila, cada grupo faz uma fila à sua frente.

Com sua lista em mãos, diga que têm 3 minutos para se organizarem em ordem crescente de idade. Ao final dos 3 minutos apite. Depois do apito 

os alunos não podem mais trocar de lugar. Verifique o grupo que está 
mais certo, inclusive por meses (11 anos e 2 meses, 11 anos e 3 meses, etc). Depois diga que têm 3 minutos para se organizarem por ordem alfabética 
de primeiro nome. Você pode adicionar vários ítens à sua lista. Quem tem mais irmãos, do mais alto ao mais baixo, ordem alfabética inversa de sobrenome... sua imaginação é o limite. Ganha o grupo que cumprir mais tarefas sem errar, ou o que errar menos.

É importante afastar as carteiras para essa brincadeira, e assim evitar que se machuquem. Permita que baguncem à vontade enquanto se organizam. Dependendo da idade e conhecimento de seus alunos você poderá incluir várias tarefas (mês de nascimento, número de irmãos, mais vogais no nome, etc.). Se você é professor de idiomas também pode fazer essa brincadeira, basta substituir os comandos de português para o seu idioma: en orden de meses de nacimiento, number of brothers and sisters, etc...


Dinâmica primeiro dia de aula (com balas ou jujubas)


É importante conhecer o grupo com o qual vai trabalhar e
 também é bom que eles se conheçam entre si. Essa dinâmica
 faz com que cada um fale um pouco de si sem ficar aquela 
coisa chata e arrastada, parecendo entrevista de TV.
Distribua balas coloridas ou jujubas aos alunos (podem ser 2 ou 3 
para cada um) e pedir que as deixem em cima da carteira. Então 
especifique  as cores (que você pode especificar de acordo com o 
que quiser saber a respeito de seus alunos). Por exemplo, numa
 classe não muito numerosa – 15 alunos, por exemplo – e na faixa 
de 10 a 14 anos, faça mais ou menos o seguinte:
  • verde – escola (o aluno se apresenta e fala onde estudava, que curso faz, que matérias gosta ou não gosta, etc)
  • azul – família e casa (ele se apresenta e fala de sua família, onde mora, se tem bicho de estimação, onde seu pai e sua mãe trabalham, se ele se dá bem com os irmãos ou não, etc)
  • vermelho – lazer (ele fala tudo o que gosta de fazer quando não está estudando.
  Chame cada aluno e ele vai escolher uma das duas ou três cores
 que tem para falar. Se escolher a vermelha, por exemplo, vai 
falar sobre lazer.
Depois que cada um fala, você pode perguntar ao grupo 
se querem perguntar mais alguma coisa relacionada ao que o 
aluno estava falando. É interessante perguntar, se o aluno diz 
que tem um irmão pergunte se é mais velho ou mais
 novo, se o relacionamento é bom, etc. Se diz que tem cachorro, 
pergunte o nome, se sabe fazer gracinhas, se tem manias, etc.
Se forem alunos maiores você pode mudar os critérios, 
acrescentar outros como vida amorosa, vida profissional, 
religião, etc… Aí fica a seu critério.
Essa dinâmica com classes que estão começando porque ajuda a
 guardar os nomes dos alunos (muito importante) e também
 tanto eu quanto a classe em geral ficamos sabendo um pouco 
mais sobre eles.
Claro que depois que a dinâmica termina, autorize a comer as
 balas...kkkkk

 Mais Dinâmicas


Fonte:
http://diariodaprofaglauce.blogspot.com/2010/01/ola-estou-deixando-aqui-um-projeto-para.html
http://coelhodacartola.blogspot.com/2009/01/verdade-ou-mentira-dinamica-para-o.html
http://questaodeclasse.wordpress.com/2008/08/11/dinamica-primeiro-dia-de-aula-com-balas-ou-jujubas/picasaweb.google.com/102791844094380700717/Apostila101BrincadeirasEJogosInfantis#5454595727253128850

Verdade ou mentira? - Dinâmica para o início das aulas

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 04, 2014

Essa dinâmica mostra que nem sempre a  gente conhece
 bem quem está do lado, nosso conhecimento é 
muito limitado e restringe-se ao ambiente em que estamos.

Essa dinâmica é muito útil 
 saber do que os alunos gostam e o 
que fazem fora da escola para tornar a aula mais interessante e
 também mostrar de forma objetiva como usar em seu cotidiano 
o que estão aprendendo.

Entregar um pedaço de papel a cada aluno onde terão que

 escrever nele 3 frases sobre si mesmos, sendo que uma delas 
será falsa. Mas não devem escrever coisas óbvias como 'tenho 
olhos verdes' e sim coisas que os amigos saberiam sobre ele, 
como 'já fui ao Japão', por exemplo.

Pedir a eles que coloquem o nome e escrevam as 3 frases 

(e é claro que eu vou guardar esses papéis para uso posterior
 quando for preparar as aulas), depois eles me entregam todos.
 Escolher um papel aleatoriamente e ler a primeira frase, 
perguntando de quem é. A classe vai dando seus palpites e
 instruo os alunos que quando identificaram o que escreveram 
disfarcem e também digam que acham que é do Fulano.

Anotar na frente da frase o nome de quem a maioria da classe achou 

que era o dono e escolho outro papel. Continuar lendo as primeiras frases
 de cada um, depois começo a ler a segunda e por fim a terceira frase,
 sempre anotando na frente da frase de quem a classe achou que era.

No final todos já estão ansiosos  leia a frase e diga: essa que vocês

 acharam que era do Fulano na verdade é da Sicrana. E faça algumas 
perguntas sobre a frase à aluna. Fazenr isso até terminar e depois
 perguntar aos alunos o que acharam da brincadeira.

Eles normalmente acham divertido porque ficam sabendo mais sobre

 os colegas e também ficam surpresos por saber relativamente pouco 
sobre eles.

Dinâmica das balas

Essa dinâmica destina-se a coletar informações sobre seus alunos 
logo que as aulas se iniciam e também pode ser usada para “quebrar 
o gelo”em grupos que ainda  não tiveram contato, pois reconhecendo 
gostos e hábitos semelhantes aos seus  os alunos ou participantes irão 
sentir-se mais confortáveis.

Como preparar

Abra um documento do word e insira uma tabela com o número de colunas
 igual a  1 e o número de linhas correspondente ao número de participantes 
da brincadeira.
Em cada linha da tabela coloque uma pergunta, você poderá usar as sugeridas 
no final dessa postagem ou qualquer outra informação que queira obter de seus
 alunos no primeiro dia.
Imprima e corte em tiras, depois dobre até ficar um quadradinho bem pequeno.
Compre balas de vários sabores e coloque-as num saquinho ou caixa onde eles
 não poderão ver o conteúdo. Cole com fita crepe uma pergunta em cada bala.

Como jogar

Com os alunos em círculo, apresente o saquinho ou caixa ao primeiro aluno à
 sua esquerda. Ele deverá pegar uma bala e ler a pergunta em voz alta para 
toda a classe e depois respondê-la.
Você pode adicionar umas balas com dizeres diferentes, caso queira também
 sortear algumas lembrancinhas nesse primeiro dia. Veja abaixo algumas 
sugestões  de perguntas.

Sugestões de perguntas para incluir na brincadeira

Pessoais

Descreva sua família. / Você tem animal de estimação? Fale sobre ele. 
/ Quais são seus programas de TV favoritos? / De que tipo de música
 você gosta? Fale sobre o assunto. / Quem é seu melhor amigo e por que 
você o considera assim? / Qual seu gênero favorito de filmes?

Hábitos

O que você faz no final de semana? / Qual o seu hobby? / Você coleciona 
alguma coisa? / Com que frequência usa a internet? / O que faz em seu
 horário livre durante a semana? / Pratica algum esporte? Fale sobre isso.
Escola
Qual a matéria que gosta mais? / Em que matéria tem mais dificuldade? / 
Qual a menor nota que já tirou? Por que você acha que isto aconteceu? /
 Você já colou na prova? Conte como foi. / Você faz sua lição de casa em dia.
 Se não, por quê? / O que vai estudar quando terminar o segundo grau? 
/ Que tipo de profissão vai escolher?

Outras sugestões

Você pode usar sua criatividade, e se for professor de idiomas essas 
perguntas podem estar no idioma ensinado. Também poderá usar essa 
brincadeira para uma revisão oral antes de uma prova de história, geografia,
 ciências, etc. Fica a cargo da sua imaginação adaptar essa atividade, e depois
 pode dividir conosco o resultado.

Projeto Início das Aulas / Dinâmicas Tema: Adaptação - Integração

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 04, 2014



Tempo de duração: Mês de fevereiro

Justificativa: O início das aulas é um momento que mistura alegria, tristeza, ansiedade,

 novidade e choro. Justamente por se tratar de algo novo para a criança requer um período
de adaptação, especialmente para as que estão indo para escola pela primeira vez. A fase 
de adaptação pode durar alguns minutinhos, horas, dias e até meses... depende da criança. 
Cabe a escola realizar a acolhida das crianças e que a adaptação ao novo espaço seja da 
melhor forma possível.

Objetivos

-Facilitar o entrosamento, despertar a cordialidade e espontaneidade.
-Propor atividades que colaborem para a aproximação entre os colegas, ou entre eles e 

crianças novas;
-Colaborar para que as crianças sintam prazer em estar na escola;
-Fortalecer o vínculo afetivo e um diálogo aberto;
-Elaborar os combinados, de acordo com a necessidade do grupo;
-Proporcionar atividades que contribuam para a livre expressão: falada, gesticulada,

 cantada ou através de desenhos.
-Verificar as fases de escrita dos alunos.

Conteúdos

Português
§ Conversas, relatos de vivências, narração;
§ Nomes dos colegas, da professora e dos funcionários.
§ Crachá e cartaz com lista de nomes;
§ Alfabeto;
§ Histórias infantis;
§ Sondagem da escrita.

Matemática

§ Contagem oral;
§ Jogos;
§ Leitura de calendário.
§ Situações-problemas.

História e Geografia
§ Regras de convivência.
§ Observação dos diferentes ambientes do espaço escolar.
§ A história de vida do aluno.



Ciências:
§ Higiene e saúde

Artes:

§ Pintura;
§ Recorte e colagem;
§ Dramatizações;
§ Músicas diversas.

Educação Física:

§ Roda cantada;
§ Brincadeiras e jogos.

Desenvolvimento:

· Acolhida: Receber as crianças com carinho e alegria;
· Apresentações e dinâmicas de grupo;
· Atividades para conhecer os alunos: Quem sou eu?
· Passeio pela escola para conhecer as dependências e os funcionários;
· Atividades sobre valores e regras na escola;
· Brincadeiras e jogos;
· Trabalhos com músicas (fazer interpretações de forma oral, gestos, escrita e desenhos);
· Atividades orais (roda da conversa) onde os alunos poderão expressar suas expectativas
 quanto a escola, suas emoções, seus sentimentos;
· Atividades com nomes (crachás) e alfabeto;
· Sondagem da escrita;
· Situações-problemas (quantos alunos faltaram, quantos meninos são etc)


Culminância
Realizar uma gincana de brincadeiras objetivando que o importante é que todos se divirtam 
(corrida do saco, pula corda, cobra-cega, corrida da batata, show de calouros, dança das cadeiras).

Avaliação
Observação e registro do professor quanto ao envolvimento, interesse e participação dos alunos.


 Algumas Dinâmicas para a primeira semana de aula:Através de brincadeiras podemos
 conhecer melhor cada aluno.

Atividade de produção de Texto- crônica de Luis Fernando Veríssimo motivando o reconto––6º ao 9º ano

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 03, 2014


A criação de um texto a partir de um outro texto já existente(intertextualizando), buscando através do humor e de textos de interesse dos alunos, tornar a leitura um momento de prazer e dessa forma criar o hábito e o gosto por essa prática. A boa receptividade do aluno, ao utilizar o material de leitura elaborado comprovou que se oferecer um material atrativo, ele é capaz de fazer excelente reprodução e é possível despertar nele o gosto pela leitura.
Nesta atividade há a sugestão de como produzir um texto a partir de uma crônica de Luis Fernando Veríssimo
, que mesmo sendo um texto intertextualizado, é tão atrativo, provocativo, e bem-humorado, que dificilmente os alunos deixarão de se sentirem motivados á uma nova produção com a técnica que vamos descrever.
A crônica que será trabalhada, do Luis Fernando Veríssimo, tem o título “Detalhes” e faz parte da coletânea da obra “O Analista de Bagé”. Nesta crônica o autor reconta com uma grande “pitada” de humor o clássico dos Contos de Fadas “Cinderela” ou a “A Gata Borralheira” que é já do conhecimento dos alunos, e não pense que adolescentes não vão gostar por ser um conto infantil. Ao contrário adolescentes adoram voltar ao tempos de criança, mesmo quando não admitem ou fazem piadas.
O autor, nesta crônica, faz um reconto com muito humor, provoca uma nova visão da trama, indo e vindo nos “detalhes” dos tempos antigos das fadas aos tempos atuais. A trama é narrada por um dos personagens da história, que embora não seja citado, todos sabem que estava lá no local dos acontecimentos. O que é bem divertido.
A intenção desta estratégia é perceber todas essas nuances e concluir que os fatos (geralmente contidos em crônicas ou noticiários e até mesmo em contos fictícios,tem diversas maneiras de serem vistas de acordo com o ponto de vista de quem as relata.
Vamos então à atividade. Pode –se introduzir com muito entusiasmo, na sala de aula,“hoje vamos saber tudo sobre uma crônica, e a crônica que eu escolhi para essa primeira vez é muito engraçada e vocês vão adorar” ( e vão mesmo, pode acreditar).
“Sabem o que é uma crônica?” O professor pode relatar todo a história, ou deixar para um segundo momento e resumir assim:
A crônica enquanto estilo literário: Ligada à vida quotidiana; Narrativa informal, familiar, intimista; Uso da oralidade na escrita: linguagem coloquial; Sensibilidade no contato com a realidade; Síntese; Leveza; Diz coisas sérias por meio de uma aparente conversa fiada; Uso do humor; É um fato moderno: está sujeita à rápida transformação e à fugacidade da vida moderna. Enfim, é uma história do dia-a-dia, com uma pitada de humor, transformada em textos maravilhosos aí, o humor faz com que fique mais interessante.
Essa é uma característica bem marcante do Luis Fernando Veríssimo .
A crônica que hoje vamos conhecer é também é intextualizada, significa que Veríssimo escreveu sobre um texto de um outro autor. .
Estratégia da Produção, reprodução ou reconto
1-Conhecimento Prévio dos Alunos
Quem Conhece a historinha “Cinderela”? (explorar o tema com os alunos)

-2-Fazer a leitura do texto original ( no livrinho infantil, resumidinho, mesmo, de preferência) – Cinderela ou a Gata Borralheira .


2- Extrapolação do texto:
Pedir aos alunos que comparem fatos marcantes, como princesas que esperavam os príncipes de suas vidas, para a vida moderna atual.Esse tempo existiu, em que as mulheres esperavam pelos homens que seriam seus maridos e “sonhavam com príncipes encantados”, isso ainda existe, na vida moderna?


3- Analisando a Crônica
(levar um impresso com a transcrição da Crônica para cada aluno)
DETALHES
Luis Fernando Veríssimo
O velho porteiro do palácio chega em casa, trêmulo. Como sempre que tem baile no
palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas desta vez ele nem
olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à
aguardente. Atira-se na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole de
bebida, pelo gargalo.
___ Helmuth, o que foi?
___ Espera, Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
___ Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
___ Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com
convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho de papai sem convite que
quer levar na conversa, mas já estou acostumado. Comigo não tem conversa. De
repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada
por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! De dentro da carruagem,
salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela
porque mulher desacompanhada não entra no baile do palácio. Mas essa dona tão
bonita, tão sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
___ Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com
convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho de papai sem convite que
quer levar na conversa, mas já estou acostumado. Comigo não tem conversa. De
repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada
por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! De dentro da carruagem,
salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela
porque mulher desacompanhada não entra no baile do palácio. Mas essa dona tão
bonita, tão sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
___ Bom, Helmuth. Até aí...
___ Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela
escadaria, mas nada de mais. E então bate a meia-noite. Há um rebuliço na porta do
palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria,
correndo. Ela perde uma sapato. E o príncipe atrás dela.
___ Bom, Helmuth. Até aí...
___ Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela
escadaria, mas nada de mais. E então bate a meia-noite. Há um rebuliço na porta do
palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria,
correndo. Ela perde uma sapato. E o príncipe atrás dela.
___ O príncipe?
___ Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura! Segura!” Me
preparo para segura-la quando ouço uma espécie de “vum” acompanhado de um
clarão. Me viro e...
___ E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
___ Você não vai acreditar.
___ O príncipe?
___ Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura! Segura!” Me
preparo para segura-la quando ouço uma espécie de “vum” acompanhado de um
clarão. Me viro e...
___ E o quê, meu Deus? 186
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
___ Você não vai acreditar.
___ Conta!
___ A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
___ Numa o quê?
___ Eu disse que você não ia acreditar.
___ Uma abóbora?
___ E os cavalos em ratos.
___ Helmuth...
___ Não tem mais aguardente?
___ Acho que você já bebeu demais por hoje.
___ Juro que não bebi nada!
___ Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser
transferido para o almoxarifado.
VERÍSSIMO, L. F. O analista de Bagé. 100. ed. Porto Alegre: L&P Editore
4-Identificação: o narrador é um personagem – o porteiro do palácio do Rei. Vejam o nome dele e da sua mulher:
Helmut e Helga então porque o Luis Fernando Veríssimo escolheu esses nomes?
Esses nomes Alemães se referem a quem? - Ao Green. Isso ao Jacob Green, que ele é a referencia no mundo do conto de fadas, aqui o é Jacob Grimm é o sobrenome, ( Jacob grimm e Wilhelm Grimm -autores alemães dos contos de fadas infantis). Então a escolha desses nomes foi intencional, do Luis Fernando.
6- INTERPRETAÇÃO
a)Trabalhar primeiro o título: Porque que o Luis Fernando Veríssimo colocouDetalhes, porque que vocês acham que ele colocou esse título Detalhes? No começo do texto fala dos detalhes da casa do porteiro, a mulher colocou bolo, manteiga, totalmente detalhado o dia dele. Mas há também os detalhes do conto da Cinderela: a abóbora, os ratinhos…
b)o que daria para identificar o humor aqui nesse texto porque que fica engraçado?
c) Por que ele ficou espantado? (Ima moça chegar ao baile sozinha, os bêbados, os que entram sem ingresso) Isso aqui vocês acham que poderia ter ocorrido assim na atualidade ou em tempos lá da Cinderela, o que vocês acham?

7- COMENTANDO PARTES DA CRONICA
Então, vejam que interessante que interessante, o porteiro até gagueja… começou tudo bem, as pessoas chegando todo mundo de gala(O QUE É GALA? enriquecer o vocabulário na interpretação) todos com convite tudo direitinho, sempre tem é clarofilhinho de papai ( É UM FATO ATUAL?) sem convite que “quer levar na conversa”, mas já estou acostumado, esse filhinho de papai è de que tempo? Do nosso tempo, da nossa atualidade. Do nosso tempo: ele conseguiu fazer essa intertextualidade de uma coisa que já aconteceu com os dias atuais por isso que é crônica. E isso que dá humor. Vejam como FICOU BEM INTERESSANTE – CONTADO ASSIM POR VERISSIMO-
7- Após a análise da Crônica vem a produção individual do texto, em que o professor vai propor que cada aluno escola um personagem do texto original e este personagem seja o narrador e reconte a história sob o seu ponto de vista, como “ele viu e imaginou a história da Cinderela”, dentro das característica de uma crônica.
O professor pode começar a relatar, oralmente, como o ratinho(transformado em cocheiro descreveria somente o que viu e o que aconteceu com ele também… apenas um trechinho para que a turma entenda o que se pede), e se prepare para a surpresa de crônicas nunca antes imagináveis escritas pelos alunos da sua turma. Pode abrir um concurso para a melhor, porque vai haver excelentes produções.
Esta estratégia pode ser usada desde o 4º ano das séries iniciais ao Fundamental II, com esta crônica do Veríssimo ou com outros excelentes contos ( que sejam breves, como as fábulas) brasileiros e mesmo com contos sem intertextualizações. Um ideia bem legal, para não recair em contos com cunho mais antigo, peça aos alunos que tragam crônicas de jornais ou revistas sobre assuntos atuais e até mesmo políticos, econômicos, sobre assuntos que estão na mídia, para serem trabalhados na produção de textos intextualizados como o a que foi usada nesta e em outras estratégias de recontos.
Por: Júlia Virginia de Moura – pedagoga

fonte:http://soatividadesparasaladeaula.blogspot.com.br/2012/05/atividade-de-producao-de-texto-cronica.html

Dicas Importantes para uma Dissertação - exemplos Dissertação Argumentativa e Expositiva

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 03, 2014

Dicas para escrever uma boa dissertação

  1. Só abordar na introdução e na conclusão o que realmente estiver no desenvolvimento;
  2. Evitar períodos muito longos ou sequências de frases muito curtas;
  3. Não repita palavras ou expressões;
  4. Exponha o tema com suas palavras evitando repetir o que já foi dito (frases);
  5. Não use gírias e termos coloquiais;
  6. Preferira usar elementofatortópicoíndiceitem, etc.(linguagem própria para um texto).
  7. Usa-se ponto final ao final do título, caso nele contenha verbo;
  8. Esqueça provérbios ou ditos populares;
  9. Não coque perguntas, sobretudo na conclusão;
  10. Usar a terceira pessoa do singular, a menos
  1. que haja uma solicitação do tema;
  2. Somente citar exemplos de domínio públicos;
  3. Ser direto e objetivo;
  4. Não usar itens pessoais na dissertação.
  5. No título todas as palavras devem começar com letras maiúsculas, com exceção de advérbios, preposições, conjunções e artigos definidos caso não se situam no início.
  6. Não usar Gerúndio(NDO)
Exemplo de dissertação Expositiva
clip_image001                                                                                                       Crack
            O crack é preparado a partir da extração de uma substância alcaloide da planta Erythroxylon coca, encontrada na América Central e América do Sul. Chamada benzoilmetilecgonina, esse alcaloide é retirado das folhas da planta, dando origem a uma pasta: o sulfato de cocaína. Chamada, popularmente, de crack, tal droga é fumada em cachimbos.
Aproximadamente o crack é cinco vezes mais potente que a cocaína, sendo também relativamente mais barata e acessível que outras drogas, o crack tem sido cada vez mais utilizado, e não somente por pessoas de baixo poder aquisitivo, e carcerários. é usado nas diversas classes sociais em vários países do mundo.

          Tal substância faz com que a dopamina, responsável por provocar sensações de prazer, euforia e excitação, permaneça por mais tempo no organismo, além de provocar sintomas paranoicos, quando se encontra em altas concentrações.
          Pelos efeitos causados a tendência do consumo é ser utilizado com maior frequência. Com o passar do tempo, o organismo vai ficando tolerante à substância, fazendo com que seja necessário o uso de quantidades maiores da droga para se obter os mesmos efeitos. Apesar dos efeitos paranoicos, que podem durar de horas a poucos dias e pode causar problemas irreparáveis, e dos riscos a que está sujeito. Em pouco tempo, ele virará seu escravo e fará de tudo para tê-la sempre em mãos. A relação dessas pessoas com o crime, por tal motivo, é muito maior do que em relação às outras drogas; e o comportamento violento é um traço típico.

         Neurônios vão sendo destruídos, e a memória, concentração e autocontrole são nitidamente prejudicados. Cerca de 30% dos usuários perdem a vida em um prazo de cinco anos – ou pela droga em si ou em consequência de seu uso. O uso constante altera o comportamento aumentando os riscos de se contrair AIDS e outras DSTs uma vez que debilita o sistema imunológico dos dependentes.
         A superação do vício requer ajuda profissional, vontade por parte da pessoa, e apoio da família.
Exemplo de uma DISSERTAÇÃO ARGUMENTATVA
(usando um tema atual – cracolândia- com bases nos conhecimentos que se tem sobre a droga, medidas tomadas pra acabarem com a cracolândia
e finalmente – métodos de cura e opinião sobre a solução coletiva em uma população metropolitana).
1-o Título – Se for permitido um tema livre, deixe para o final – pois após a colocação das ideias surge o título que melhor resume o texto (ideia principal do seu texto – 0 seu objetivo ao escrevê-lo).
2-Introdução -
Apresentação da questão, objeto de discussão, apresentando números estatísticos; o debate que será colocado no desenvolvimento, por informações precisas, demonstrando conhecimento, sem suscitar dúvidas: a cracolândia.
No exemplo, abaixo, na INTRODUÇÃO:
há um resumo do que será apresentado no desenvolvimento: que facilita toda a estrutura da redação: o desenvolvimento, e a conclusão!
Uma das maneiras mais fáceis de elaborar a introdução: apresentar o resumo do que se vai discutir no desenvolvimento onde serão apresentados os tópicos a serem discutidos no desenvolvimento. Deve-se tomar o cuidado para não se apresentarem muitos tópicos, senão a dissertação será somente expositiva e não argumentativa.
Cada tópico apresentado na introdução deve ser discutido no desenvolvimento em um parágrafo inteiro. Não se devem misturá-los em um parágrafo só, nem utilizar dois ou mais parágrafos, para se discutir um mesmo assunto. O ideal é que sejam apresentados somente dois ou três temas para discussão. (observar que se solicita uma média de 25 a trinta linhas)
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A Cracolândia tem Soluções Viáveis.
           Nos últimos anos, a sociedade brasileira, vem acompanhando o crescimento de populações itinerantes que se formam nos grandes centros urbanos, constituídas de usuários de drogas e traficantes, como a cracolândia em São Paulo. A mídia e alguns seguimentos da sociedade polemizam as políticas públicas de enfrentamento. O crack é uma substância psicoativa de efeitos devastadores e a reabilitação ainda é uma incógnita, mas a ajuda ao usuário é inquestionável.
          A cracolândia existe há 20 anos no bairro da Luz, em São Paulo, onde frequenta m 400 pessoas e uma população flutuante de quase duas mil pessoas, que colocam em risco a segurança das pessoas.
         As medidas interventivas usadas pelo poder público, a princípio teve o caráter repressivo. O Brasil sendo um país livre, em sua evolução democrática, crescimento econômico, respeitando os direitos humanos criou leis que marcaram mudanças na solução de problemas sociais, como a Lei 11.343/2006 que prevê um tratamento diferenciado aos usuários de drogas: reabilitação e não repressão. Construção de albergues e a disposição de AMAS, (Assistência Médica Ambulatorial), parcerias com terceiros foram evidentes nestas mudanças.
       Operações com objetivos de dispersar os traficantes e induzir usuários à reabilitação, como foi à operação Centro Legal, recentemente, foi apoiada pela população paulistana, mas duramente criticada pela mídia e alguns setores da sociedade, sem que fosse mencionado o centro de reabilitação “Complexo Prates” á disposição ao atendimento dos viciados. As metas não foram alcançadas como o esperado, pois além de reprimir os traficantes era necessário que os usuários livremente aceitassem a reabilitação, e neste ponto o alcance foi mínimo.
        Inegavelmente é um problema extremamente complexo, e os que criticam, também não tem soluções prontas. As famílias dos usuários se encontram devastadas pelas consequências que a droga produz. O atendimento psicológico a estas famílias para que sirvam de ponte entre os usuários e a reabilitação, mesmo a longo prazo, poderia ser mais um caminho a ser percorrido, neste enfrentamento. Perceber, acima de tudo, o usuário como um indivíduo que necessita de ajuda e fazer deste enfrentamento um debate e não um combate pode ser uma boa tentativa de solução.
Por Julia Virginia de Moura-Pedagoga
Fonte de pesquisa:
Manual de Técnicas de Redação – José Carlos Dutra do Carmo
http://sitenotadez.net/redacao-dicas/
Jornal de São Paulo - Estadão -
http://topicos.estadao.com.br/cracolandia

ATIVIDADES DINÂMICAS ENSINO MÉDIO

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 03, 2014

QUE PAÍS É ESSE?





Escreve-se no quadro o nome de 10 países. O professor deve escolher um e escrever num papel, que ficará na sua mão. Cada equipe fará 5 perguntas para o professor,que só poderá responder sim ou não. Após as 5 perguntas, cada equipe terá 2 minutos para discutir e logo em seguida dizer a suposta resposta. Se errar, o nome do país será apagado do quadro e o jogo continuará até alguma equipe descobrir qual é o país.


Material: Piloto e quadro.


Formação: Duas ou três equipes .


Objetivos:


- Estimular o raciocínio rápido;

- Desenvolver a comunicação;

- Adquirir vocabulário;

- Conhecer os países.




Variação:


Pode-se trabalhar com outros temas, a exemplo de:

nome de cidades, bairros, escritores, cantores, etc.

Literatura no ensino médio: em busca do prazer de ler

Posted by Profº Monteiro on fevereiro 03, 2014
Autor e Coautor(es)
Autor: KEILA VIEIRA DE LIMA


fonte :http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=40563

CURITIBA - PR SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO
Coautor(es):

Suelen Fernanda Machado
Estrutura Curricular

MODALIDADE / NÍVEL DE ENSINOCOMPONENTE CURRICULARTEMA
Ensino Médio Literatura Outras expressões: letras de música, hip hop, quadrinhos, cordel
Ensino Médio Literatura Estudos literários: análise e reflexão

Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Compreender que a poesia está presente em diversos aspectos como nos textos, nas obras de arte etc.
Possibilitar o conhecimento da­­s características dos gêneros literários em suas diversas formas, considerando o conteúdo temático, a forma composicional e as marcas linguísticas;
Reconhecer o contexto de produção da obra literária;
Perceber e utilizar os aspectos semânticos possíveis na leitura e produção dos textos literários;
Contar/narrar poesias utilizando-se dos recursos extralinguísticos, como entonação, expressões facial, corporal e gestual, pausas etc.
Duração das atividades
5 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno


Para que a presente aula se efetive de forma exitosa é necessário conhecimento prévio sobre os gêneros literários.
Estratégias e recursos da aula


"O que eu pediria à escola era considerar a poesia primeiro como visão direta das coisas e depois como veículo de informação prática e teórica, preservando em cada aluno o fundo mágico, lúdico, intuitivo e criativo que se identifica basicamente com a sensibilidade poética".

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)



Baseando-se na teoria da estética da recepção, na teoria do efeito e no método recepcional propõe-se uma aula de literatura, utilizando-se da linguagem poética da letra de música, trecho de filme e fragmento de livro.

Professor, neste primeiro momento é importante discutir com os alunos o que é poesia e onde a encontramos. É importante trazer o contexto histórico do poema, comentar sobre a literatura de cordel, falar dessa proximidade que se tem com a realidade, com a oralidade, entre outros aspectos que julgar relevante.

Para leitura e interpretação de uma poesia, não podemos nos restringir apenas a sua forma como: disposição das palavras, organização em versos e estrofes e utilização de rimas. É necessário partir para uma leitura poética do mundo, incentivando uma apreciação da musicalidade, das emoções suscitada, da linguagem utilizada, enfim, da maneira de ver o mundo a partir daquele poeta.

Segundo Elias José (2003), “vivemos rodeados de poesia”, é importante salientar que a poesia está em diferentes lugares, não apenas no poema ou nas letras de músicas, mas podemos encontrá-la na fotografia, na pintura, numa paisagem, nas obras literárias, na dança e entre outros elementos que nos cercam e emocionam.

Inicie a aula questionando os alunos sobre:

O que é poesia para eles?

Onde eles veem poesia?

Neste momento, chame atenção também para os poemas que possivelmente eles já leram ou ouviram. Resgate a história deles de leitor de poesia perguntando:

Qual é o primeiro poema do qual se recorda?



Professor, após realizar uma introdução sobre onde encontramos a poesia, utilizando a TV ou até mesmo o laboratório de informática, mostre aos alunos o clip da músicaBeija Eu, interpretado pela cantora Marisa Monte. Em seguida, distribua a letra da música:

Assista ao clip: www.youtube.com/watch?v=rJEzHWNKJoA








Beija Eu (1991) – Com uma produção bem caprichada para a época, Beija Eu traz a estética do vídeo no início dos anos 90, com suas tonalidades características das cores RGB e fotografia feita com luz direta, além de recursos simples como a movimentação da câmera e slow motion. O cenário de grande porte, figurantes e figurinos remetem às imagens da antiguidade clássica e do rococó, como o de Aleijadinho.

Fonte: http://musicapave.com/videoclipes/coletanea-marisa-monte/
Acesse o link abaixo para a música: Beija Eu. Disponível em:<http://letras.terra.com.br/marisa-monte/63/>. Acesso em: 17/04/2012.



Professor, após mostrar ao clip e distribuir a letra da música, organize a sala em duplas para realizarem a leitura do texto. Direcione para que a leitura seja realizada de maneira que percebam as formas de expressão do texto, portanto a atenção deve estar voltada a pontuação, ritmo e entonação que auxiliam no entendimento do poema e também possibilitam perceber os sentimentos e sensações presentes nas palavras.

A leitura em voz alta e a interpretação da poesia em duplas pode ser muito interessante, pois permite a troca de entendimento e sensações por parte de cada aluno.

Primeiramente, possibilite que os alunos façam à leitura da poesia em dupla e em voz alta (letra da música) e em seguida lance as questões interpretativas. Incentive para que as duplas conversem sobre o texto e sistematizem as respostas das questões com o intuito de discutirem com o restante da turma.

Questões sobre a letra da música:

1) Vocês já haviam ouvido essa música? O que acharam dela? Justifique.

2) Quais as leituras possíveis da música “Beija Eu”?

3) Perceberam o tipo de linguagem utilizada na música? É uma linguagem simples e tem fortes traços de coloquialidade. Retire do texto trechos que comprovem essa afirmativa.

4) Vocês perceberam a poesia presente nesta letra de música? Quais elementos contribuíram para isso?

5) Observaram que há uma grande repetição de palavras, quais são as palavras que mais se repetem? Qual é a finalidade destas repetições? (Professor, faça um breve comentário sobre a licença poética).

6) Observem na letra da música o uso predominante dos verbos no imperativo, qual é a finalidade do uso dessa função conativa? Substituam as palavras seja, deixa, aceita, por outras formas verbais e observe se causam o mesmo efeito de sentido.





Professor, ressalte que o leitor é coautor na leitura, ele quem constrói o sentido do texto. Mas lembre-se: o texto literário permite diferentes interpretações e é na recepção que ele significa, mas não está aberto a qualquer entendimento. O texto traz pistas, as quais direcionam o leitor para uma leitura coerente. Discuta também com a turma a importância da literatura para o cidadão. Com base nas funções da literatura e considerando a letra da música que acabaram de conhecer, explique aos alunos a importância da literatura. Acesse o link abaixo para relembrar as funções da literatura, segundo Antônio Cândido. Disponível em:<http://www.sitedaescola.com/aulas_inovadoras/keila/funcoes_literatura.pdf>.



Curiosidade


Já que estamos falando em beijo, vocês se lembram de alguma obra literária ou poema que tenha uma cena de beijo que chamou atenção?


A foto abaixo foi tirada em 1945, quando os marinheiros americanos desembarcaram voltando da vitória contra os Japoneses na Segunda Guerra Mundial. A festa pelas ruas foi tão grande que ele encontrou uma enfermeira e a beijou para festejar o fim da guerra.

O Beijo da Times Square, Nova York, EUA (1945)



Fonte: Coleção Folha de São Paulo: Grandes Fotógrafos - Metrópoles - Fotógrafo: Alfred Eisenstaedt.





Professor, para a próxima atividade vamos assistir ao trecho da minissérie Capitu, cena Olhos de ressaca. Ressalte os elementos utilizados no trecho da minissérie e a linguagem que proporciona uma riqueza de detalhes com base no livro. Na minissérie chame atenção para a iluminação utilizada, para os figurinos, para a musicalidade, entre outros aspectos que construíram o clima romântico e envolvente da cena do primeiro beijo. Observe também os detalhes que Bentinho narrou durante a cena e o quanto o livro descreve tal cena.



Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=3tZsb41EWsM

Considerando o vídeo, peça as duplas para registrem as respostas das questões abaixo para discutirem com as demais duplas:

1) Vocês gostaram do vídeo? Por quê?
2) Quais elementos mais chamaram sua atenção na cena? Justifiquem exemplificando.
3) Já leram uma história parecida com essa? Narrem-a oralmente.
4) Escolham com base na fala dos personagens e registrem dois exemplos de frases que utilizam figuras de linguagem, reescrevam o trecho utilizando a linguagem denotativa. A linguagem poética permaneceu?
5) Vamos ler trechos de um livro bem conhecido e observar se há alguma semelhança com o vídeo assistido.


Professor, em seguida realize a leitura do capítulo XXXII – “Olhos de Ressaca” com os alunos. Para a leitura dos capítulos XXXIII e XXXIV - “Penteado” e “Sou Homem” utilize os áudios abaixo para que os alunos acompanhem.

Áudio: Capítulo XXXIII - Penteado

Temas recorrentes na literatura: o primeiro beijo: parte 2 [Categorias Literárias]





Áudio: Capítulo XXXVI – Sou homem

Temas recorrentes na literatura: o primeiro beijo: parte 3 [Categorias Literárias]







Peça que acessem o link para baixar os capítulos XXXII, XXXIII e XXXVI. Disponível em:<http://www.sitedaescola.com/aulas_inovadoras/keila/capitulos_dom_casmurro.pdf>.

Fonte: <http://www.dominiopublico.gov.br/> Acesso em 25/2/2009.

1) Após a leitura, trace um paralelo entre as semelhanças e diferenças entre o trecho do livro e do vídeo.
2) Observando o trecho da minissérie e a linguagem do livro, qual você mais gostou? Por quê?
3) Considerando o trecho da minissérie, quais informações você obteve somente após a leitura do trecho do livro?
4) Quem é o autor de Dom Casmurro? Realize uma pesquisa sobre este autor e sua época. O contexto histórico desta obra influenciou na linguagem e no estilo da obra?





Professor, para colaborar com a pesquisa você poderá indicar a seguinte webquest: http://www.webquestbrasil.org/criador/webquest/soporte_tabbed_w3.php?id_actividad=11613&id_pagina=3

Você também pode criar sua própria webquest, seguindo o roteiro de questões acima e os passos desta metodologia: http://www.webquestbrasil.org/criador/

Webquest

Lembrando que a webquest é uma metodologia de pesquisa online, organizada por meio de um roteiro que segue com os seguintes passos: introdução, tarefa, recursos, processo, avaliação e conclusão. O professor dá indicativos de sítios, pré-selecionados, para que a aula seja aproveitada ao máximo, e os alunos não se distraiam diante de tantas informações da internet, e organizem a tarefa e a concluam com sucesso. Para desenvolver sua webquest, o professor pode seguir as orientações do "Tutorial para criar e editar webquest", disponível em: http://rosangelamentapde.pbworks.com/w/page/9127654/Webquest




Conhecer o autor desta obra nos revela mais sobre ela. Vamos ouvir este podcast observando aspectos sobre o escritor Machado de Assis, o movimento literário pertencente, as obras realizadas, os elementos que compõem a obra Dom Casmurro, entre outros aspectos.

Machado de Assis [Categorias Literárias]






Professor, após assistir ao vídeo, ler os trechos do livro e discutir as perguntas com a turma, apresente o vídeo abaixo para chamar atenção para a leitura da obra Dom Casmurro na íntegra.

Agora que já conhece uma parte da história deste casal, não quer saber como ela termina? Assista ao livro clip abaixo e procure em sua biblioteca a obra literária de Machado de Assis: Dom Casmurro. Observe que o vídeo abaixo apresenta os principais personagens desta obra e as situações conflituosas presentes no romance.

Acesse o livro clip:

Dom Casmurro





O trabalho com esta obra literária possibilita realizar atividades sobre várias outras questões, sugiro após a leitura do livro na íntegra, utilizar as webquests abaixo para discutir sobre o comportamento de Capitu e Bentinho:

http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tabbed_w.php?id_actividad=5993&id_pagina=1

http://www.webquestbrasil.org/criador/webquest/soporte_horizontal_w.php?id_actividad=9407&id_pagina=1

http://www.webquestbrasil.org/criador/webquest/soporte_horizontal_w.php?id_actividad=22215&id_pagina=1

O professor poderá organizar três grupos com a turma toda e pedir para que cada grupo realize sua pesquisa a partir de uma webquest acima. Em seguida, em forma de seminário, apresente a toda sala os trabalhos dos grupos.






Professor, comente com os alunos que até agora eles viram várias cenas de beijo, pergunte aos alunos se eles se lembram de terem visto outras cenas de beijo que não tinham um final tão feliz?

Em seguida, apresente o terceiro ato da obra de Nelson Rodrigues, “Beijo no Asfalto”.






“Beijo no asfalto: tragédia carioca em 3 atos”

Sinopse: Arandir testemunha um atropelamento e ao socorrer a vítima, dá-lhe um beijo na boca a pedido do agonizante. É imediatamente acusado de homossexualismo pela imprensa e pela polícia. Ridicularizado perante a opinião pública, os amigos e desamparado pela esposa (Selminha) vem a refugiar-se em uma pensão É visitado pelo sogro (Aprígio) que declara-lhe seu ódio, revelando-se apaixonado por ele e com ciúmes pelo fato de Arandir ter-se casado com Selminha e por vir a beijar outro. [...]

Fonte: http://www.aliteratura.kit.net/resumo/r_obeijonoasfalto.html.

Explique aos alunos que esta peça estreou no Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro, em 7 de julho de 1961.




Acesse o link para baixar o texto Beijo no Asfalto: tragédia carioca em 3 atos. Disponível em: <http://www.sitedaescola.com/aulas_inovadoras/keila/beijo_asfalto.pdf>. Em seguida, proponha os questionamentos abaixo. Lembrando que os alunos devem anotar as respostas no caderno para discussão ao final da atividade.

Para a leitura deste ato, organize os alunos que farão a leitura interpretativa a partir da fala dos personagens: Arandir, Dália, Selminha, Aprígio, e ensaie alguns minutos para que possam ler interpretando a cena da maneira que está indicada. Oportunize a apresentação da leitura para que todos os alunos acompanhem.

Em seguida, reorganize a turma em duplas para responderem as questões abaixo:

1) Podemos observar uma cena de beijo nesta história, era a cena que vocês esperavam? Por quê?
2) Quais as relações familiares exploradas na peça? Expliquem.
3) Observando a cena dos policiais e da imprensa chegando, qual foi o papel da polícia e da mídia no desenrolar dos fatos?
4) Considerando que a peça foi encenada pela primeira vez no Rio de Janeiro, 7 de julho de 1961, vocêm conseguem imaginar o impacto que causou naquela época. Teria o mesmo impacto hoje?

Professor, você pode aproveitar esse momento para abordar questões sociais como: as diversidades, respeito ao próximo e outros temas que julgar necessário.




sugestao com botão HQ

Professor, se julgar necessário você pode complementar sua explicação com curiosidades sobre esta obra: Pode pedir que os alunos acessem o link desta mesma história por meio de História em Quadrinhos:http://www.ebah.com.br/content/ABAAABh58AE/hq-beijo-no-asfalto-nelson-rodrigues e realizar uma pesquisa sobre o escritor Nelson Rodrigues, como quais os temas das outras obras escritas por ele, em que época vivia e quais os impactos que suas obras causaram para esta época.




Ao final destas atividades é o momento de, após refletirem sobre os textos lidos e discutidos, observar se os encaminhamentos realizados levaram os alunos a questionar as leituras já realizadas. Para tanto, vamos realizar a atividade abaixo:




Professor, para finalizar comente sobre as reflexões acima e leve os alunos a perceberem sobre os enredos previsíveis encontrados em livros e filmes, em que os personagens “vivem felizes para sempre”.
Ao final, reúna os alunos em grupos, com o intuito de produzirem uma tirinha que retrate uma cena de beijo com um final diferente. Solicite que elaborem o roteiro e em seguida, no laboratório de informática, produzam sua HQ. Para a produção de HQ, utilizem o site: http://www.comicstripcreator.org/ ou desenhem. Apresentem para o restante da escola expondo num mural onde todos possam ver.


Comic Strip Criador



Comic Strip Criador é um software de auto publicação que permite a você criar e exportar as suas próprias histórias em quadrinhos em formato jpg.



* Configure o seu conjunto de quadros com poucos cliques
* Fundos de importação e cliparts (jpg, jpeg, gif, png)
* Adicione facilmente balões prontos para usar em sua história
* Arrastar e soltar objetos para construir o seu tema
* Compartilhe suas criações enviados ou impressas com os seus amigos exportados em formato jpg.

Fonte: http://www.comicstripcreator.org/



Recursos Educacionais

NOMETIPO
Temas recorrentes na literatura: o primeiro beijo: parte 2 [Categorias Literárias] Áudio
Dom Casmurro Vídeo
Temas recorrentes na literatura: o primeiro beijo: parte 3 [Categorias Literárias] Áudio
Machado de Assis [Categorias Literárias] Áudio

Recursos Complementares


Professor, para pesquisar sobre esta aula, indicamos os links abaixo:

O vídeo mostra a importância do trabalho de leitura de poesia em sala de aula e, com dicas práticas, ensina como aproveitar ao máximo essa atividade. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=xHgFln2dApI>

Este site traz um pouco mais sobre a vida de Machado de Assis. Disponível em: http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/especial/200810-machado.php>

Este objeto educacional mostra a importância do poema para o ensino da linguagem escrita apresentando formas de trabalho da poesia em sala de aula. Disponível em: <http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/8824>

Este site traz uma breve análise sobre a obra Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues. Disponível em: <http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/o/o_beijo_no_asfalto>

Este artigo explora as "estruturas de apelo" tratadas a partir da obra Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues. Disponível em: <http://www.facos.edu.br/galeria/129102010021301.pdf>



Referências bibliográficas:

ASSIS, Machado. Dom Casmurro.Rio de Janeiro: Globo Editora, 2008.

JOSÉ, Elias. A poesia pede passagem: um guia para levar a poesia às escolas. São Paulo: Paulus, 2003

MAGALHÃES, Luka. Licença Poética? Como Usá-la. Recanto das Letras, São Paulo, 23 out. 2008.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Paraná. Curitiba: SEED, 2008.

PERFEITO, Alba Maria. VEDOVATO, Luciana. O gênero poema em sala de aula: uma proposta de estudo e transposição didática. 4. CELLI – Colóquio de Estudos Linguísticos e Literários. 1. CIELLI - Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários. UEM: 2010.

PERFEITO, Alba Maria. Projeto de Pesquisa Escrita e Ensino Gramatical: um novo olhar para um velho problema, Universidade Estadual de Londrina: 2007.

RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto: tragédia carioca em três atos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995.
Avaliação


A avaliação deve ser diagnóstica, processual e continua, ou seja, ao longo do desenvolvimento das aulas. O professor observará desde a participação inicial, até a produção das atividades, bem como a participação individual e coletiva dos alunos no desenvolvimento das atividades.
Durante as aulas é interessante que os alunos relatem o que estão aprendendo, tais relatos devem ser considerados para que o professor perceba assimilação e aprendizagem por parte dos alunos.
As avaliações nas aulas de literatura devem ocorrer durante o processo de leitura, interpretação e produção.
As estratégias que os alunos utilizam para a compreensão do texto lido, o sentido construído, a localização das informações tanto explícitas quanto implícitas, entre outros podem ser observados.
É imprescindível considerar o repertório de experiência e as diferenças culturais e de leituras de mundo de cada aluno. Com esta aula, busca-se ampliar o horizonte de expectativa em relação ao tema e textos trabalhados.
É interessante solicitar aos alunos que tenham registrem todas as atividades em seu caderno.