QUESTÕES De 5° a 8°, Enem com Gabarito

Posted by Profº Monteiro on janeiro 24, 2014


1° TEXTO

BUROCRATAS CEGOS
A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7a Vara Federal do Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça. A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os prêmios, a Câmara de Gestão da Crise   de   Energia tem evitado encarar essa questão, muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o bônus será pago. Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para   poder   ter   a   garantia   desse   direito. Infelizmente,   o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as barreiras de mais essa crise. (Editorial de O Dia, 19/8/01)

1) De acordo com o texto: 
a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os bônus aos consumidores.
b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.
c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a sua parte.
d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.
e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica também o façam.

2) Só não se depreende do texto que: 
a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.
b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.
c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o pagamento dos bônus.
d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o pagamento dos bônus.
e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é apelando para a Justiça.

3) De acordo com o texto, a burocracia brasileira: 
a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.
b) sempre desrespeita o contribuinte.
c) jamais desrespeitou o contribuinte.
d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.
e) deixará de desrespeitar o contribuinte.

4) A palavra que justifica a resposta ao item anterior é: 
a) infelizmente
b) constantemente
c) cultura
d) jamais
e) permanente

5) Os burocratas brasileiros: 
a) ignoram o passado.
b) não valorizam o presente.
c) subestimam o passado.
d) não pensam no futuro.
e) superestimam o futuro.

6) Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto: 
a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.
b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.
c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o consumo satisfatoriamente.
d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu o pagamento dos bônus.
e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.


2° TEXTO
É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um  emprego  em  uma  fábrica  de  carros  gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina  a ruas ou estacionamentos.  Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro, nesse período, foi  de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em 1998. (Quatro Rodas, março/99)

7) Segundo o texto, a economia de um país: 
a) é ajudada pelo setor automobilístico.
b) independe do setor automobilístico.
c) às vezes depende do setor automobilístico.
d) não pode prescindir do setor automobilístico.
e) fortalece o setor automobilístico.

8) A importância do setor automobilístico é destacada: 
a) por boa parte dos economistas
b) pela maioria dos economistas
c) por todos os economistas
d) por alguns economistas
e) pelos economistas que atuam nessa área

9) Pelo texto, verifica-se que: 
a) alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.
b) o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.
c) para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira.
d) cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.
e) em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor automobilístico.

10) “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é:  
a) a princípio pelo mercado de trabalho
b) começando pelo mercado de trabalho
c) em princípio pelo mercado de trabalho
d) principiando pelo mercado de trabalho
e) iniciando pelo mercado de trabalho

11) Segundo o texto, o setor automobilístico: 
a) está presente em segmentos diversos da sociedade.
b) limita-se às fábricas de veículos.
c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.
d) ficou imune à maxidesvalorização.
e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis.

12) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é: 
a) qualquer
b) gera
c) até
d) na ponta do lápis
e) no país



3° TEXTO
Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios.  Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antigüidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade.    Segundo: as estrelas    têm   uma    luz   que,   por    ser    própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. (Superinteressante, agosto/01)

13) Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que: 
a) os gregos não conheciam o planeta Urano.
b) os gregos, bem como outros povos da Antigüidade, conheciam vários planetas do Sistema Solar.
c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.
d) os povos da Antigüidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos planetas.
e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.

14) Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias, pode prescindir de: 
a) estrelas
b) planetas
c) instrumentos
d) astrônomos
e) estrelas, planetas e astrônomos

15) A locução prepositiva “graças a”  tem o mesmo valor semântico de: 
a) mas também
b) apesar de
c) com
d) por
e) em

16) “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também 
de povos ainda mais antigos...” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que apresenta sensível alteração de sentido é: 
a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos  gregos, como também de povos ainda mais antigos.
b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos  gregos, mas também de povos ainda mais antigos.
c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por povos ainda mais antigos.
d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais antigos.
e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também através de povos mais antigos.

17) A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de: 
a) brilho e posição
b) beleza e posição
c) importância e disposição
d) brilho e importância
e) beleza e disposição

18) Infere-se do texto que o planeta Netuno: 
a) era conhecido dos gregos.
b) foi descoberto sem ajuda de aparelhos ópticos.
c) foi descoberto depois de Plutão.
d) foi descoberto depois de Urano.
e) foi identificado por acaso.

19) Segundo o texto, as estrelas: 
a) nunca mudam de posição.
b) são iguais aos planetas.
c) não piscam.
d) só mudam de posição à noite.
e) mudam de posição em longos períodos de tempo.


4° TEXTO
Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto permanecia    exclusivo    de poucas   famílias   de pescadores. O tempo passou e hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas com a gente local, o Rosa não mudou. Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de    forma    ainda    bruta,    suas    belezas    naturais.   É   claro    que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que  ninguém ocupe  mais de 20%  de seu terreno com construção. Assim, o verde predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas. (Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00)

20) Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar: 
a) da localização
b) dos moradores
c) da mudança
d) do tempo
e) do valor

21) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa: 
a) mantém intactas suas belezas naturais. 
b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
c) não fica distante da capital do Estado.
d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.

22) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de: 
a) moradores
b) baleias
c) surfistas
d) donos de pousadas
e) viajantes

23) O fator determinante para a preservação do Rosa é: 
a) a ausência da especulação imobiliária
b) o amor dos moradores pelo lugar
c) a consciência dos surfistas que freqüentam a região
d) o pacto entre moradores e donos de pensão
e) a proximidade de Florianópolis

24) O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se 
for iniciado por: 
a) a despeito de estar localizada
b) não obstante estar localizada
c) ainda que esteja localizada
d) contanto que esteja localizada
e) posto que estivesse localizada

25) O adjetivo empregado com valor conotativo é: 
a) generosas
b) exclusivo
c) bruta
d) intacta
e) azul

26) O adjetivo “badalado”: 
a) pertence à língua literária e significa importante.
b) é linguagem jornalística e significa comentado.
c) pertence à língua popular e significa muito falado.
d) é linguagem científica e significa movimentado.
e) pertence à língua coloquial e significa valiosa.



5° TEXTO
A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção   de   argumentos   e   motivos   para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e    precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para  resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir. Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias   por suas   dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são  aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas. (Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)

27) Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando: 
a) aprendemos a nos comportar em sociedade.
b) nos dispomos a ajudar os outros.
c) passamos a ignorar o sofrimento.
d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.
e) buscamos o apoio adequado.

28) Para o autor, o mais importante para a pessoa é: 
a) perceber o que ocorre à sua volta.
b) ter pena das pessoas que sofrem.
c) buscar conforto numa filosofia ou religião.
d) esforçar-se para vencer as dificuldades.
e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.

29) A autopiedade, segundo o autor: 
a) é uma doença.
b) é problema psicológico.
c) destrói a pessoa.
d) não pode ser evitada.
e) não conduz a nada.

30) A vida é comparada a um jogo em que a pessoa: 
a) precisa de sorte.
b) deve saber jogar.
c) fica desorientada,
e) geralmente perde.
e) não pode fazer o que quer.

31) A superação das dificuldades da vida leva: 
a) à paz
b) à felicidade
c) ao equilíbrio
d) ao crescimento
e) à auto-estima

32) Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são: 
a) fé, tolerância, abnegação
b) amor, desapego, tolerância
c) caridade, sensibilidade, otimismo
d) fé, tolerância, bom humor
e) amor, tolerância, alegria

33) Para o autor: 
a) não podemos vencer as dificuldades.
b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.
c) não podemos fugir das dificuldades.
d) devemos amar as dificuldades.
e) devemos procurar as dificuldades.





Gabarito esta abaixo.


GABARITO DOS EXERCÍCIOS:
1- d  
2- e 
3- b  
4- e 
5- d 
6- c  
7- d  
8- c  
9- e  
10- c  
11- a  
12- c  
13- d  
14- c  
15- d 
16- e 
17- a  
18- d  
19- e 
20- c 
21- d  
22- b  
23- d  
24- d  
25- a 
26- c  
27- d  
28- d  
29- e  
30- b  
31- d  
32- e  
33- c

Prova de português - 7º Ano (6ª série)

Posted by Profº Monteiro on janeiro 23, 2014

A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO

Há verdades que parecem mentiras e... mentiras que parecem verdades! O que é mentira?
Onde está a verdade? E onde ficam as invencionices da imaginação e da poesia?


         Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
         A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.
        Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.
Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
        — Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.

 Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis.@Grana Drummond.www.carlosdrummond.com.Br-Rio de Janeiro, Record.

Interpretando o texto

1) A narrativa poética da Carlos Drummond de Andrade apresenta as seguintes partes:

- Apresentação – parte inicial da história; momento em que os fatos começam a ser narrados e se apresentam as  personagens.
- Complicação – parte em que se inicia a conflito da narrativa.
- Clímax – momento de maior tensão da história.
- Desfecho – parte final; conclusão da narrativa.

Use uma frase para sintetizar a parte do conto pedida.

a)Apresentação: __________________________________________
b) Clímax: _______________________________________________

2) Paulo tem fama de mentiroso. Como se apresenta o mundo que ele imagina?
________________________________________________________
3) Percebe-se uma oposição na visão de mundo da mãe e do filho. Qual a visão de cada um?
________________________________________________________

4)  Analise e explique o trecho: Há verdades que parecem mentiras e... mentiras que parecem verdades! O que é mentira? Onde está a verdade? E onde ficam as invencionices da imaginação e da poesia?
_______________________________________________________

5)  Transforme o sujeito simples em composto.

a) Paulo tinha fama de mentiroso.
_______________________________________________________
b) Ele veio contando que caíra no pátio da escola
_______________________________________________________
c) A mãe decidiu levá-lo ao médico.
_______________________________________________________
d) Paulo era um menino cheio de imaginação.
_______________________________________________________
e) O desejo de Paulo era viajar pelo mundo.
_______________________________________________________

6) O sujeito das orações abaixo está oculto. Diga qual a pessoa que o representa.

a) Perdi todos os meus documentos. ____________________________
b) Queríamos assistir ao debate hoje à noite na tevê._________________
c) Conversaram com seus amigos, afinal? _________________________
d) Sabes que a Terra não se renovará? ___________________________

7) – Classifique os predicados em: (PV) verbal ou (PN) nominal.

a) O professor permaneceu sentado durante a palestra do diretor. (        )
b) Imediatamente, o médico socorreu o pequeno menino.             (        )
c) O ônibus quebrou durante a viagem de férias.                           (        )
d) O aluno ficou pensativo durante o todo teste.                           (        )
e) O arquiteto estava preocupado com o projeto.                         (        )

8) Na oração “Conhecemos nossos adversários um dia antes do jogo”. Marque a alternativa que apresentar a classificação correta do sujeito:

a) Simples
b) Composto
c) Desinencial

9) Assinale as que possuem predicado nominal,circule o verbo de ligação e grife o predicativo do sujeito.
a) (    ) A criança ficou ferida.
b) (    ) Seu vizinho é milionário.
c) (    ) O professor corrigiu as provas.
d) (    ) O Brasil foi descoberto por Cabral.
e) (    ) Aquela mulher parece uma tábua.

10) Separe com uma barra o sujeito e predicado:
a) João e Maria saíram para a floresta.
b) Cinderela lavava o chão da cozinha todos os dias.
c) A Bela e a Fera se apaixonaram.
  
11)  Escreva S para simples e C para o período composto:
a) (     )  Sultão fecha os olhos e dorme.
b) (     ) Elias e Carlos  levaram  as bagagens para o navio.
c) (     ) A praia estava deserta.
d) (     ) O calor e o vento estavam fortes.
e) (     ) O dia ficou sombrio.

12) "O homem, a fera e o inseto, à sombra delas, vivem livres de fome e fadigas." Nesta oração o sujeito é:
a) Sujeito simples
b) Oração sem sujeito.
c) Sujeito oculto.
d) Sujeito composto.


Boa prova!!!!

Parnasianismo

Posted by Profº Monteiro on janeiro 21, 2014

Contexto Histórico
O Parnasianismo foi contemporâneo do Realismo-Naturalismo, estando, portanto, marcado pelos ideais cientificistas e revolucionários do período. Diz respeito, especialmente, à poesia da época, opondo-se ao subjetivismo e ao descuido com a forma do Romantismo. O nome Parnaso diz respeito à figura mitológica que nomeia uma montanha na Grécia, morada de musas e do deus Apolo, local de inspiração para os poetas. A escola adota uma linguagem mais trabalhada, empregando palavras sofisticadas e incomuns, dispostas na construção de frases, atendendo às necessidades da métrica e ritmo regulares, que dificultam a compreensão, mas que lhes são característicos. Para os parnasianos, a poesia deve pintar objetivamente as coisas sem demonstrar emoção.

Alberto Oliveira

Antonio Mariano Alberto de Oliveira nasceu em Palmital de Saquarema, Província do Rio de Janeiro, em 1859 e faleceu em Niterói em 1937. Estudou Medicina, mas abandonou o curso no terceiro ano, diplomando-se, mais tarde, em Farmácia. Voltou-se ao magistério, exercendo vários cargos: Diretor Geral da Instrução Pública, Professor de Português e Literatura Brasileira. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras (1897) e, em 1924, foi eleito "príncipe dos poetas brasileiros". Assistiu, ainda em vida, à sua própria glorificação.

Alberto de Oliveira escreveu sobre uma variedade de temas. Sua poesia, inicialmente, com laivos românticos, se firma como parnasiana com Sonetos e Poemas. Coelho Neto aponta-o como o "Laconte de Lisle brasileiro", mas Alberto de Oliveira não mergulha no objetivismo frio do mestre. Sua constância ao Parnasianismo 06ml se deve à fidelidade às leis métricas e à tendência à descrição. Os recursos estilísticos que emprega são: o hipérbato, o polissíndeto, a repetição de palavras, os símbolos e alusões mitológicas, muitas vezes, combinados ou ligados entre si.
Nos primeiros livros entrega-se aos rigores do movimento, porém aos poucos, vai se libertando, dedicando-se aos temas nacionais.

Olavo Bilac

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro em 1865 e faleceu no mesmo local em 1918. Fez o primário no Colégio do padre Belmonte, no Rio de Janeiro, e por insistência do pai começou a estudar Medicina aos 15 anos, abandonando-a no quinto ano. Estudou Direito em São Paulo e sem concluir o curso, retornou ao Rio de Janeiro. Dedicou-se às letras e, em 1902, foi secretário de Campos Sales na viagem à Argentina; em 1906 secretariou a Conferência Pan-americana do Rio de Janeiro; em 1907 foi secretário do Prefeito do Distrito Federal. Participou ativamente das demonstrações de civismo e conscientemente desempenhou o papel de poeta cívico, promovendo uma campanha em prol do serviço militar obrigatório. Foi abolicionista e republicano, ficou preso por 6 meses na fortaleza de Laje, durante o governo de Floriano Peixoto; livre, exilou-se em Minas Gerais. Autor da letra do Hino à Bandeira, escreveu poemas infantis e livros didáticos e, em 1913, foi eleito o primeiro "príncipe dos poetas brasileiros".

Olavo Bilac é o poeta mais popular do Parnasianismo, destaca-se pelo devotamento ao culto da palavra e ao estudo da língua portuguesa. Os recursos estilísticos que mais emprega são: a repetição de palavras, o polissíndeto e o assíndeto (separados ou conjugados), suas metáforas e comparações são claras. Um de seus temas preferidos é o amor, associado, geralmente, à noção de pecado, cantado sob o domínio do sentimentalismo, fugindo às características parnasianas, como se pode observar nos 35 sonetos de Via Láctea. As estrelas têm presença marcante em seus versos, ora aparecem como confidentes, ora como testemunhas ou conhecedoras do mistério da vida.

A criança, também, recebe atenção, dedica-lhe quadras infantis em que o mundo juvenil aparece idealizado, destituído de misérias, ressaltando o aspecto doméstico, patriótico e nobre. Por isso, acaba sendo aclamado "o poeta da criança". Outros temas prediletos são a guerra e a pátria. O patriotismo é cantado ternamente, a ponto de assumir a forma de propaganda do progresso e bem estar nacional. A preocupação com temas nativistas se manifesta em O Caçador de Esmeraldas e é bem executada em Tarde, notadamente, nos poemas Pátria, Música Brasileira, Pesadelo e Iara. Seus versos contêm uma poesia pobre em imagens, mas rica em sentimento, voluptuosidade e morbidez, o que parece justificar sua fulgurante consagração. Poesias, seu primeiro livro, traz o poema Profissão de Fé. esmero em metrificação, servindo de exemplo do verso parnasiano.

Raimundo Correia

Raimundo da Mota Azevedo Correia nasceu a bordo do vapor São Luís, na costa do Maranhão, em 1859, e faleceu em Paris em 1911, durante viagem para tratamento da saúde. Fez o curso secundário no colégio Pedro II e cursou Direito em São Paulo, ingressando na magistratura. Foi professor de Direito em Ouro Preto e diretor do Ginásio de Petrópolis. Secretariou a legação brasileira em Lisboa. Seu trabalho foi repetidamente publicado em antologias escolares, especialmente, o poema As Pombas.

Raimundo Correia não se preocupa em dar cor local e aproxima-se mais da paisagem européia. Seus poemas, embora façam parte do Parnasianismo, apresentam estilo sóbrio, demonstrando execução apurada, recoberta de objetividade, distante da pomposidade vocabular. Sua poesia está cheia de sombras e luares, revelando dor e amargura. Por vezes, os poemas transmitem sensações complexas, provocadas pela musicalidade dos versos e pelo emprego de sinestesias a ponto de seus últimos trabalhos se aproximarem da estética do Simbolismo. Sua poesia é descritiva, voltada à exaltação da forma e à Antigüidade Clássica.

Em Sinfonias (1883), algumas composições se destacam como parnasianas: As Pombas, Mal Secreto, Plena Nudez e Vinho de Hebe.

Poesia, comédia, tragédia e mito

Posted by Profº Monteiro on janeiro 20, 2014

Poesia é imitação

Espécie de poesia imitativa, classificadas segundo o meio da imitação

A Epopéia, a Tragédia, são todas em geram, imitações. Todas elas imitam com o ritmo, a linguagem e a harmonia, usando esses elementos separados ou conjuntamente. Diferem-se porém por três aspectos:

· porque imitam por meios diversos

· porque imitam objetos diversos

· porque imitam por modos diversos e não da mesmo maneira

Espécie de poesia imitativa, classificadas segundo o objeto da imitação

Cada uma das imitações contém diferenças, e que cada uma delas há de variar, na imitação de coisas diversas.

A mesma diferença separa a Tragédia da Comédia: procura esta imitar os homens piores, e aquela, melhores do que eles ordinariamente são.

Espécies de poesia imitativa, classificadas segundo o modo da imitação: narrativa, mista drmática. Etmologia de “drama” e “comédia”

Há ainda uma terceira diferença entre as espécies de poesias imitativas, a qual consiste no modo como se efetua a imitação. Com os mesmos objetos, quer na forma narrativa, quer mediante todas as pessoas imitadas, operando e agindo elas mesmas. Consiste a imitação nestas três diferenças.

Daí alguns denominarem as tais composições de DRAMAS, pelo fato de se imitarem agentes (dróntas). Os Dórios reclamam a invenção da Tragédia e da Comédia. A Comédia, pretendem-se os Megarenses. A Tragédia também se dão por invetores alguns dos dórios que habitam Poloponeso.

Origem da poesia - Causas

História da poesia trágica e cômica

Ao que parece, duas causas, e ambas naturais, geram a poesia. O imitar é congênito no homem, e os homens se comprazem no imitado. Aprendem e discorrem sobre o que seria cada uma delas, e dirão, por exemplo: “esta é tal”.

Sendo pois a imitação própria da nossa natureza, os que ao princípio foram pouco a pouco dando origem à poesia, procedendo desde o mais toscos improvisos.

A poesia tomou diferentes formas, segundo a diversa índole particular dos poetas. Os de mais alto ânimo imitam as ações nobres e das mais nobres personagens; e os de mais baixas inclinações voltaram-se para as ações ignóbeis, compondo, estes, vitupérios, e aqueles, hinos e encômios.

Homero foi o primeiro que traçou as linhas fundamentais da Comédia, dramatizando, não o vitupério, mas o ridículo.

Nascida de um princípio improvisado, a Tragédia pouco a pouco foi evoluindo, à medida que se desenvolvia tudo quanto se manifestava; até que passadas muitas tranformações, a Tragédia se deteve, logo que atingiu sua forma natural. Quanto à grandeza, tarde adquiriu a Tragédia o seu alto estilo: só quando se afastou dos argumentos breves e da elocução grotesca, isto é, do elemento satírico. Quanto ao metro, substituiu o tetrâmetro trocaico pelo jâmbico. Com efeito, os poetas usaram primeiro o tetrâmetro porque as suas composições eram satíricas e mais afins à dança; mas, quando se desenvolveu o diálogo, o engenho natural logo encontrou o metro adequado; pois o jambo é o metro que mais se conforma ao ritmo natural da linguagem corrente: demonstra-o o fato de muitas vezes proferirmos jambos na conversação, e só raramente hexâmetros, quando nos elevamos acima do tom comum.

· Ésquilo foi o primeiro que elevou de uma a dois o número de atores, diminuiu a importância do coro e fez do diálogo protagonista.

· Sófocles introduziu três atores e a cenografia.

A comédia: evolução do gênero

Comparação da Tragédia com a Epopéia

A Comédia é a imitação de homens inferiores, não quanto a toda a espécie de vícios, mas só quanto aquela parte do torpe que é ridículo.

Se as transformações da Tragédia e seus autores nos são conhecidas, as da Comédia, pelo contrário, estão ocultas, pois que delas se não cuidou desde o início: só passado muito tempo o arconte concedeu o coro da Comédia, que outrora era constituído por voluntários. E também só depois que teve a Comédia alguma forma é que achamos memória dos que se dizem autores dela. Não se sabe, portanto, quem introduziu a máscara, prólogo, número de atores e outras coisas semelhantes.

A Epopéia e a Tragédia concordam somente em serem, ambas, imitação de homens superiores, em verso. Mas diferem pelo seu metro único e a forma narrativa. E também na extensão, porque a Tragédia procura, o mias que é possível caber dentro de um período do Sol, ou pouco excedê-lo, porém a Epopéia não tem limite de tempo.

Quanto as partes construtivas, algumas são as mesmas na Tragédia e na Epopéia. Outras são próprias da Tragédia. Todas as partes da poesia épica se encontram na Tragédia, mas nem todas as da poesia trágica se intervêm na Epopéia.

Definição de Tragédia.

Partes ou elementos essenciais.

A Tragédia é a imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com as várias espécies de ornamentos distribuídas pelas diversas partes do drama, limitação que se efetua não por narrativa, mas mediante atores, e que, suscitando o “terror e a piedade, tem por efeito e purificação dessas emoções”.

Algumas partes da Tragédia adotam só o verso, outras também o canto.

Como esta imitação é executada por atores, em primeiro lugar o espetáculo cênico há de ser necessariamente umas das partes da Tragédia, e depois, a Melopéia e a elocução, pois estes são os meios pelos quais os atores efetuam a imitação.

· Elocução: mesma composição métrica.

· Melopéia: aquilo cujo efeito a todos é manifesto.

E como a Tragédia é a imitação de uma ação e se executa mediante personagens que agem e que diversamente se apresentam, conforme o próprio caráter e pensamento, daí vem por conseqüência o serem duas causas naturais que determinam as ações: pensamento e caráter.

· Mito: imitação de ações; composição dos atos;

· Caráter: o que nos faz dizer das personagens se elas têm ou tal qualidade.

· Pensamento: tudo quanto digam as personagens para demonstrar o que quer que seja ou para manifestar sua decisão.

É portanto necessário que sejam seis as partes da Tragédia que constituam a sua qualidade: Mito, caráter, elocução, pensamento, espetáculo e Melopéia.

Quanto aos meios com que se imita são duas.

Quanto ao modo por que se imita é uma só.

Quanto aos objetos que se imitam, são três.

O elemento mais importante é a trama dos fatos, pois a Tragédia não é imitação dos homens, mas de ações e de vida, de felicidade e infelicidade. Daqui se segue que na Tragédia, não agem as personagens para imitar caracteres, mas assumem caracteres para efetuar certas ações; por isso as ações e o Mito constituem a finalidade da Tragédia. A finalidade é tudo o que mais importa. O Mito é o princípio e como que a alma da Tragédia. Só depois vêm os caracteres.

A Tragédia é por conseguinte, imitação de uma ação e através dela, principalmente, imitação de agentes.

O terceiro elemento da Tragédia é o pensamento: consiste em poder dizer sobre ta; assunto o que lhe é inerente e a esse convém. Caráter é o que revela certa decisão ou, em caso de dúvida, o fim preferido ou evitado. Pensamento é aquilo em que a pessoa demonstra que algo é ou não é ou enuncia uma sentença geral.

Quarto entre os elementos literários é a elocução: o enunciado dos pensamentos por meio das palavras. Tem a mesma efetividade para verso ou prosa.

Dos restantes, a Melopéia é o principal ornamento.


Estrutura do Mito trágico

O Mito como ser vivente

A composição dos atos é a parte da Tragédia mais importante. Já sabemos que a Tragédia é imitaçãi de uma ação completa, constituindo um todo que tem certa grandeza, porque pode haver um todo que não tenha grandeza.

· Todo: é aquilo que tem princípio, meio e fim.

· Princípio é o que contém em si mesmo o que quer que siga necessariamente outra coisa, e que, pelo contrário, tem depois de si algo com quem está ou estará necessariamente unido.

· Fim: é o que naturalmente sucede a outra coisa, por necessidade ou porque assim acontece na maioria dos casos, e que, depois de si, nada tem.

· Meio: é o que está depois de alguma coisa e tem outra depois de si.

É necessário portanto que os Mitos bem compostos não comecem nem terminem ao acaso, mas que se conformem aos mencionados princípios.

Uma Tragédia quanto mais bela será mais extensa. O limite suficiente de uma Tragédia

é o que permite nas ações uma após outra sucedidas, conforme a verossimilhança e à necessidade, se dê o transe da infelicidade à felicidade ou vive-versa.

Unidade de ação: unidade histórica e unidade poética

Muitas são as ações que uma pessoa pode praticar, mas nem por isso elas constituem uma ação una. Tal é necessário que nas demais artes miméticas una seja a imitação, quando o seja de um objeto de uno, assim também o Mito, porque é imitação de ações, deve imitar as que sejam unas e completas, e todos os acontecimentos se devem suceder em conexão tal que, uma vez suprimido ou deslocado um deles, também se confunda ou mude a ordem do todo.


Poesia e história

Mito trágico e Mito tradicional. Particular e universal. Piedade e terror. Surpreendente e maravilhoso.

Deve-se ter sempre a verossimilhança e a necessidade. Por isso a poesia é algo mais filosófico e mais sério do que história, pois refere aquela principalmente o universal, e esta o particular.

· Universal: atribuir a um indivíduo de determinada natureza pensamentos e ações que, por liame de necessidade e verossimilhança, covêm a tal natureza.

· É universal: porque visa a poesia ainda que dê nomes às suas personagens.

· É particular: pelo contrário ao universal.

Quanto à Comédia, já ficou demonstrado este caráter universal da poesia: os comediógrafos, compondo a fábula segundo a verossimilhança, atribuem depois às personagens os nomes que lhes parecem.

Na Tragédia mantém-se os nomes já existentes. Algumas Tragédias são conhecidos os nomes de uma ou duas personagens, sendo os outros inventados. Em outras, nem o nome é citado.

O poeta deve ser mais fabulador do que versificador porque ele é poeta pela imitação e porque imita ações.

Dos Mitos e ações simples, os episódicos são os piores.

· Episódico: o Mito em que a relação entre um e outro episódio não é necessária nem verossímil.

A Tragédia também suscita o terror e a piedade. Essas emoções se manifestam principalmente quando se nos deparam ações paradoxais, e, perante casos semelhentes, maior é o espanto que ante os feitos do acaso e da fortuna.

Mitos simples e complexos

Reconhecimento e Peripécia

Dos Mitos, uns são simples outros complexos, porque tal distinção existe, por natureza, entre as ações que eles imitam.

· Simples: aquela que sendo una e coerente, efetua a mutação de fortuna, sem Peripécia ou reconhecimento.

· Complexa: aquela em que a mudança se faz pelo Reconhecimento ou pela Peripécia, ou por ambos conjuntamente.

Elementos qualitativos do Mito complexo: Reconhecimento e Peripécia.

· Peripécia: é a mutação dos sucessos no contrário, e esta inversão deve produzir-se verossímil e necessariamente.

· Reconhecimento: é a passagem do ignorar ao conhecer.

Posto que o Reconhecimento é o reconhecimento de pessoas, pode acontecer que ele ocorra apenas numa pessoa a respeito de outra, quando uma das duas fica sabendo quem seja esta outra.

São estas duas partes do Mito: Peripécia e Reconhecimento. A terceira é a Catástrofe.

· Catástrofe: ação perniciosa e dolorosa, como o são as mortes em cena, as dores veementes, os ferimentos e mais casos semelhantes.

Partes qualitativas da Tragédia

As partes da Tragédia são as seguintes:

· prólogo: parte completa da Tragédia que precede a entrada do coro.

· êxodo: parte completa, a qual não sucede canto do coro

· episódio: parte completa da Tragédia entre dois corais

· coral (que é dividido em párodo e estásimo): o párodo é o primeiro, e o estásimo é um coral desprovido de anapestos e troqueus.


A situação trágica por excelência

O herói trágico.

As Tragédias mais belas não são simples, mas complexa, e além disso deve imitar csos que suscitam o terror e a piedade.

O ideal é a do homem que não distingue muito pela virtude e pela justiça, que nele se não passe da infelicidade para a felicidade, mas pelo contrário, da dita para a desdita; e não por malvadeza, mas por algum erro de uma personagem.

A mais bela Tragédia, conforme as regras da arte, é aquela que for composta do modo indicado.

O trágico e o monstruoso

A Catástrofe. O poeta e o Mito tradicional

O terror e a piedade podem surgir por efeito do espetáculo cênico, mas também podem derivar da íntima conexão dos atos, e este é o procedimento preferível e o mais digno do poeta.

O Mito deve ser composto de tal maneira que quem ouvir as coisas que vão acontecendo, ainda que nada veja, só pelos sucessos trema e se apiede.

As ações desse gênero devem necessariamente desenrolar-se entre amigos, não há que compadecer-nos, nem pelas ações nem pelas intenções deles, a não ser pelo aspecto lutoso dos acontecimentos; e assim também, entre estranhos.

É possível que uma ação seja praticada a modo como a poetaram os antigos, por personagens que sabem e conhecem que fazem. O melhor porém é a do que age ignorando, e que, perpetrada a ação, vem a conhecê-la; ação tal não repugna, e o Reconhecimento surpreende.

Caracteres. Verossimilhança e necessidade.

Deus ex machina.

No respeitante a caracteres, há quatro pontos importantes a visar:

· eles devem ser bons

· é a conveniência; há um caráter de virilidade, mas não convém à mulher ser viril ou terrível.

· outra qualidade é a semelhança, distinta da bondade e da conveniência.

· Coerência, ainda que a personagem a representar não seja coerente nas suas ações, é necessário que no drama ela seja incoerente coerentemente.

Deve-se sempre procurar a verossimilhança e a necessidade. O irracional não deve entrar no desenvolvimento dramático, mas se entrar, que seja unicamente fora da ação.

Reconhecimento: classificação de Reconhecimentos

A primeira e de todas a menos artística, se bem que a mais usada, é a que se efetua por sinais. Dos sinais uns são congênitos, outros são adquiridos e, ou se encontram no corpo como as cicatrizes, ou fora do corpo, como os colares ou aquela cestinha, mediante a qual se dá o Reconhecimento. Desses sinais pode se fazer uso melhor ou pior dele São esses sinais usados como meio de persuasão, os menos artísticos.

Em segundo vem o Reconhecimento urdido pelo poeta, e que, por isso mesmo, também não é artístico.

A terceira espécie de Reconhecimento efetua-se pelo despertar da memória sob as impressões que se manifestam à vista.

A quarta espécie de Reconhecimento provém do Silogismo.

Há também o Reconhecimento combinado com um paralogismo da parte dos espectadores.

De todos os Reconhecimentos, melhores são os que derivam da própria intriga, quando a surpresa resulta de modo natural. Só Reconhecimentos dessa espécie dispensam artifícios, sinais e colares. Em segundo vem os que provém de Silogismo.

Exortação ao poeta trágico

Os episódios na Tragédia e na Epopéia

Deve o poeta ordenar fábulas e compor elocuções das personagens, tendo-as à vista o mais que for possível. Deve também reproduzir por si mesmo, tanto quanto possível, gestos das personagens.

Quanto aos argumentos, quer os que já tenham sido tratados, quer o que ele prórpio invente, deve o poeta dispô-lo assim em termos gerais e só depois introduzir s episódios e dar lhes a conveniente extensão.

Umas vez denominadas as personagens, desenvolvem-se os episódios. Estes devem ser conforme ao assunto.

Nos dramas, os episódios devem ser curtos, ao contrário da Epopéia, que, por eles adquire maior extensão.

Nó e desenlace

Tipos de Tragédia, classificada pela relação entre nó e desenlace. Estrutura da Epopéia e da Tragédia

Em toda Tragédia há o nó e o desenlace. Nó é constituído por todos os casos que estão fora da ação e muitas vezes por alguns que estão dentro da ação. O resto é o desenlace.

· Nó: é toda parte da Tragédia desde o princípio até aquele lugar onde se dá o passo para a boa ou má fortuna

· Desenlace: parte que vai do início da mudança até o fim.

Há 4 tipos de Tragédia, e 4 também são suas partes:

· Tragédia complexa: que consiste toda ela em Peripécia e Reconhecimento

· Tragédia catastrófica

· Tragédia de caracteres

· Episódicas

Pelo Mito se estabelece a igualdade ou a diferença entre as Tragédias; e que são iguais quando o sejam o nó e o desenlace. Porém, há muitos que bem tecem a intriga e mal a desenlaçam; o que importa é conjugar ambas as aptidões.

Quer nas Tragédia como Peripécias, quer nas Episódicas, podem os poetas obter o desejado efeito mediante o maravilhoso.

O coro também deve ser considerado como um dos atores; deve fazer parte do todo, e da ação.

Na maioria dos poetas, contudo os corais, tampouco pertencem à Tragédia em que se encontram como a qualquer outra.

O pensamento

Modos de elocução

O pensamento inclui todos os efeitos produzidos mediante a palavra. Devem fazer parte, o demonstrar e o refutar, suscitar emoções (como a piedade, o terror, a ira e outras) e ainda o majorar e o minorar o valor das coisas.

Quanto à elocução, há uma parte dela, constituída pelos respectivos modos, cujo conhecimento é próprio do ator e de quem faça profissão dessa arte, que consiste em saber o que é ordem ou súplica, uma explicação, uma ameaça, uma pergunta uma resposta, e outras que tais.

A elocução poética

Há duas espécies de nomes:

· Simples: não são constituídos de partes significativas

· Duplos: todos os são duplos.

Há também nomes triplos, quádruplos, múltiplos. Cada nome depois, ou é coerente, ou é estrangeiro, ou metáfora, ou ornato, ou inventado, ou alongado, abreviado ou alterado.

· Corrente: aquele que ordinariamente se serve cada um de nós

· Estrangeiro: aquele que se servem os outros e por isso é claro que o mesmo nome pode ser ao mesmo tempo corrente e esrtangeiro.

· Metáfora: consiste no transportar para uma coisa o nome de outra, ou do gênero para a espécie, ou da espécie para o gênero, ou dá espécie de uma para a espécie de outra, ou por analogia.

A elocução

Partes da elocução

Quanto à elocução, as seguintes são as suas partes: letra, símbolo, conjunção, nome, verbo, artigo, flexão e preposição.

· letra: som indivisível, não porém qualquer som, mas apenas qual possa gerar um som composto. Dividem-se em vogais, semivogais e mudas. Vogal é a lera de som audível sem encontro dos lábios ou da língua. Semivogal, a que tem um som produzido por esse encontro. Muda, sem som.

· Sílaba: é um som desprovido de significado próprio, constituído por uma muda e soante.

· Conjunção é a palavra destituída de significado próprio, mas que não obsta nem contribui para que vários sons significativos componham uma única expressão significativa.

· Nome: é o som significativo, composto, sem determinação de tempo, que não tem nenhuma parte que, como parte do todo, seja significativa por si.

· Verbo: som composto, significativo, que exprime o tempo, e cujas partes, como as do nome, fora do conjunto não tem significado nenhum.

· Preposição: é som composto e significativo, do qual algumas partes são de per si significantes.

Análise do poema: Epílogos

Posted by Profº Monteiro on janeiro 20, 2014






Conhecido também como ´´ Boca do Inferno``, em razão de suas sátiras, Gregório de Matos representa uma das veias mais ricas e ferinas de toda literatura satírica em Língua Portuguesa. A exemplo de certos trovadores da Idade Média, o poeta não poupou palavrões em sua linguagem nem críticas a todas as classes da sociedade baiana de seu tempo. Criticava o governador, o clero, os comerciantes, os negros, os mulatos, os colonos, os bacharéis, os degradados lusos que vinham para o Brasil e aqui enriqueciam etc.
O poder corrupto não escapou à mira do poeta: crítica, de forma impiedosa, a incompetência, a promiscuidade e a desonestidade, sem perder a noção do jogo com as palavras, característica, afinal do Barroco.Quando retorna ao Brasil, já quarentão, em 1682, Gregório de Matos encontra uma sociedade em crise (principalmente com a fome que se abatia sobre a cidade). A decadência econômica torna-se visível: o açúcar brasileiro enfrenta a concorrência do açúcar produzido nas Antilhas e seu preço desaba. Além disso, uma nova camada de comerciantes (em sua maioria, portugueses) acumula riquezas com a exportação e importação de produtos. Esta nova classe abastada humilha aqueles que se julgam bem nascidos, mas que, dia após dia, perdem seu poder econômico e seu prestígio.
Em ´´Epílogos``, ele retrata a paisagem moral de Salvador, Bahia, nossa capital na época colonial. Mudando a palavra cidade para país, teremos a paisagem moral atual em alguns dos versos do poeta:
Torna a definir o poeta os maus modos de obrar na governança da Bahia, principalmente naquela universal fome, que padecia a cidade.
Epílogos
Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade, onde falta
Verdade, Honra, Vergonha.

Quem a pôs neste socrócio?..........Negócio
Quem causa tal perdição?.............Ambição
E o maior desta loucura?...............Usura.

Notável desventurade um povo néscio, e sandeu,
que não sabe, que o perdeu
Negócio, Ambição, Usura.

Quais são os seus doces objetos?....Pretos
Tem outros bens mais maciços?.....Mestiços
Quais destes lhe são mais gratos?...Mulatos.

Dou ao demo os insensatos,
dou ao demo a gente asnal,
que estima por cabedal
Pretos, Mestiços, Mulatos.

Quem faz os círios mesquinhos?...Meirinhos
Quem faz as farinhas tardas?.........Guardas
Quem as tem nos aposentos?.........Sargentos.

Os círios lá vêm aos centos,
e a terra fica esfaimando,
porque os vão atravessando
Meirinhos, Guardas, Sargentos.

E que justiça a resguarda?.............Bastarda
É grátis distribuída?.....................Vendida
Que tem, que a todos assusta?.......Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa,
o que El-Rei nos dá de graça,
que anda a justiça na praça
Bastarda, Vendida, Injusta.

Que vai pela clerezia?..................Simonia
E pelos membros da Igreja?..........Inveja
Cuidei, que mais se lhe punha?.....Unha.

Sazonada caramunha!
enfim que na Santa Sé
o que se pratica, é
Simonia, Inveja, Unha.

E nos frades há manqueiras?.........Freiras
Em que ocupam os serões?............Sermões
Não se ocupam em disputas?.........Putas.

Com palavras dissolutas
me concluís na verdade,
que as lidas todas de um Frade
são Freiras, Sermões, e Putas.

O açúcar já se acabou?..................Baixou
E o dinheiro se extinguiu?.............Subiu
Logo já convalesceu?.....................Morreu.

À Bahia aconteceu
o que a um doente acontece,
cai na cama, o mal lhe cresce,
Baixou, Subiu, e Morreu.

A Câmara não acode?...................Não pode
Pois não tem todo o poder?...........Não quer
É que o governo a convence?........Não vence.

Que haverá que tal pense,
que uma Câmara tão nobre
por ver-se mísera, e pobre
Não pode, não quer, não vence.
Vocabulário
Socrócio – emplastro, alivio, bálsamo ( o poeta usou-o no sentido antitético, irônico).
Círios – sacos de farinha (a grafia correta é sírios).
Simonia – venda de coisas sagradas.
Unha – roubalheira, avareza, tirania, opressão.
Caramunha – lamentação experiente.
Manqueiras – vícios, defeitos.
Poema constituído de estrofes que lembram a tradição medieval, na medida em que possuem sete sílabas métricas (redondilha maior). Cada estrofe inicia-se com perguntas retóricas, isto é, falsas perguntas, ironicamente respondidas pelo próprio poeta. Esse procedimento parece dar um certo didatismo ao poema, didatismo reforçado pelo processo de disseminação e recolha, muito comum na poesia barroca.
Primeiro, as palavras se disseminam, se dispersam nos versos para depois serem recolhidas , reunidas num mesmo verso. Assim, há um tom conclusivo no final das estrofes. Conclusão que abrange desde valores morais (verdade, honra, vergonha) abstratos até os motivos concretos da degradação destes valores ( negócio, ambição, usura) e seus principais agentes: pretos, mestiços,meirinhos, guardas, sargentos (observe que a leitura vertical dos três primeiros versos iguala-se a leitura horizontal do sétimo, criando um mecanismo sucessivo até o final do poema).
Além dos tipos sociais, Gregório de Matos denuncia as instituições: começando por El-Rei, que nos dá de graça uma ´´justiça`` corrompida, a ponto de andar bastarda, vendida, injusta, e terminando com a Igreja a quem acusa de simonia ( tráfico de coisas sagradas, espirituais), inveja, unha (roubalheira). Também é implacável com os frades, que a seu ver se ocupam de freiras, sermões e putas...Como vemos, do alto da pirâmide social à ralé, dos ´´donos do poder`` aos mestiços, todos são responsáveis, ninguém é poupado.
As estrofes se assemelham do ponto de vista formal, indicando a regularidade do poema, o que também ocorre do ponto de vista das rimas (nos três primeiros versos. rimas horizontais; nos quatro restantes, rimas verticais — ABBA) e de sua disposição gráfica: estrofes de três versos seguidas de estrofes de quatro versos, sendo o último uma condensação do conjunto de sete versos que compõe cada esquema duplo de estrofes.
Em termos de conteúdo, as estrofes também se assemelham: do abstrato para o concreto (verdade, honra, vergonha... negócios, ambição, usura), dos tipos sociais às instituições, do povo néscio a El-Rei, da Santa Fé aos frades. Gregório de Matos vai decompondo a organização de uma sociedade que nos parece tão barroca quanto o poema: ´´os jogos`´ de todos, que se nivelam ´´por baixo``. Seu ´´juízo anatômico`` reflete-se nas antíteses utilizadas: desonra/honra; grátis/vendida; cai/cresce; baixou/subiu; nobre/mísera e pobre.
A coloquialidade da linguagem, o uso de termos considerados ´´de baixo calão``, o tom de oralidade e principalmente a arrasadora crítica que faz às desigualdades, às imposturas, às vilanias, projetam no tempo este ´´trovador``, lançam-no às nossas atuais perplexidades, causando a impressão incômoda de que não é tão distante o barroquismo da sua indignação, e da situação social e política que a deflagra com tanta veemência.
Gregório de Matos, ao abrir espaço para a paisagem local e a língua do povo, talvez seja a primeira manifestação nativista de nossa literatura e o início de um longo despertar da consciência crítica nacional, que levaria ainda um século para abrir os olhos.

Figuras de linguagem: o poder da metáfora

Posted by Profº Monteiro on janeiro 20, 2014


A Retórica , ciência muito antiga cultivada já pelos gregos e romanos, tinha como objetivo ensinar técnicas de elaboração de um discurso belo e convincente. Por uma série de motivos, a partir do Renascimento, houve uma brusca queda de prestígio da Retórica. Substituída pela Estilística, herdou numerosos termos técnicos. Dentro da Retórica, as figuras(todos os procedimentos de estilo de um determinado enunciado) ocupavam um espaço razoável. Recuperadas pela Estilística, são hoje comumente chamadas de figuras de estilo ou figuras de linguagem.
O uso de figuras de linguagem é um dos recursos empregados para valorizar o texto, tornando a linguagem mais expressiva, afastando-se do valor lingüístico normalmente aceito .Toda e qualquer palavra é polissêmica e, além de seu sentido denotativo(sentido habitual, dicionarizado) pode apresentar-se com um de seus sentidos conotativos(tudo aquilo que uma palavra possa sugerir, lembrar, apresentando mais de um significado.), constituindo uma figura de linguagem.
Em um de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade propõe ao homem:
´´...Por o pé no chão do seu coração...``
Toda a frase acima tem sentido conotativo; pode-se interpretá-la como: conhecer-se a si mesmo, tomar contato com o seu próprio ser.
A linguagem figurada dá-se principalmente a partir da metáfora (palavra grega que significa transporte, translação, mudança). A metáfora é uma comparação implícita, ou seja, não possui o termo comparativo. Baseia-se numa associação de idéias subjetivas: uma palavra deixa o seu contexto normal para fazer parte de outro contexto. Há entre elas uma relação de semelhança. Relaciona dois seres de uma qualidade comum a ambos; entretanto, apenas um dos termos aparece no enunciado.
´´Teu corpo é a brasa do lume``
Neste verso de Manuel Bandeira, as palavras brasa e lume(fogo), que normalmente nada têm a ver com corpo, são utilizadas para caracterizá-lo. Ao empregar o corpo como responsável pela chama, o poeta joga com uma associação de idéias de caráter sensual: corpo associado a calor , fogo, isto é, à febre, à paixão.
´´Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,``
(Mário de Sá Carneiro)
Quantos sentidos possíveis pode ter a metáfora que compara o ´´eu`` ao labirinto? O não se reconhecer? A solidão? O sem-retorno? Muitos sentidos nascerão de muitas outras leituras, inclusive porque os significados dependem do contexto maior.
´´Amor é fogo que arde sem se ver``
( Camões)
Quantos sentidos diferentes podem emergir da semelhança sugerida entre amor e fogo nesta conhecida metáfora? O amor, como o fogo, queima.É intenso. Ilumina Deixa marcas. Consome. Não se pode mexer nas suas cinzas, que renasce...e muitas outras significações. Proporciona uma linguagem criadora: signos que geram signos. Símbolos que geram símbolos.

Aula sobre Coerência Textual

Posted by Profº Monteiro on janeiro 20, 2014


COERÊNCIA

COERÊNCIA TEXTUAL – é o que permite que um texto tenha sentido e que não haja idéias ilógicas.

SITUAÇÃO - A sel. Brasileira de futebol joga com a Noruega. Ao final da partida, diante dos amigos, em sua casa, alguém diz algo. Qual dos dois enunciados abaixo tem coerência?
a) “_ Adorei o jogo do Brasil, por isso vamos comemorar.”
b) “_ Adorei o jogo do Brasil. Perdemos de 2 a 1.”

MÚSICA “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”
Um dia a areia branca
Teus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Responda:a) Considerando a melodia da música em relação com a letra, a música “Debaixo dos caracóis...” é uma canção romântica? Justifique.


b) Que interpretação você passa a ter da música, ao considerar as seguintes informações?
# a música foi escrita nos anos 70, durante a ditadura militar no Brasil;
# neste período, não havia liberdade de expressão, o que obrigava muitos artistas a serem obrigados pelos militares a sair dos país;
# nesta época, também, Caetano Veloso tinha cabelos cumpridos encaracolados.