Interpretação textual - Dia das mães (6º ao 9º)

Posted by Profº Monteiro on abril 30, 2017
Leia o texto e depois responda as questões abaixo:

Um gesto de amor: Mãe
Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente.
          - É para minha mãe, diz com orgulho.
          O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo.
          Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os
artigos que tinha em sua loja.
          Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.
          O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe. Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos. Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?
Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora?
         Qual o problema?
         No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.
         Impaciente, ele perguntou: moço está faltando alguma coisa?
        - Não, respondeu o proprietário da loja. É que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada. Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: nem um sabonete?
O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.
         A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para suamãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra
e pensara em melhorar o presente adquirido. Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!


ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO
NOME: ____________________________________________________ TURMA: _______

1ª) O texto “Um gesto de amor – Mãe” tem o objetivo de
(A) registrar um fato.
(B) trazer uma reflexão.
(C) dar uma opinião.
(D) criticar um fato ocorrido.

2ª) O fato que dá início a narrativa é
(    A)   num momento que ele responde ao dono da loja.
(    B)   quando ele escolhe o sabonete.
(    C)   quando o dono da loja ficou comovido.
(    D)   quando um garoto entra na loja.

3ª) “É para minha mãe, diz com orgulho.” O que significa a expressão em destaque no contexto da história?
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4ª) “O dono da loja ficou comovido diante da singeleza…” A palavra em destaque poderia ser substituída por
(    A)   abalado.
(    B)   tranqüilo.
(    C)   contente.
(    D)   decepcionado.

5ª) Por que o dono da loja ficou comovido quando o menino foi comprar o sabonete?
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6ª) Por que o homem, em um determinado momento,  ficou ainda mais comovido?
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7ª) Por que, quando menino, o dono da loja não podia comprar um presente para sua mãe?
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8ª) Percebemos um contraste  de sentimentos. O menino esperava o sabonete, o dono da loja muito pensativo e indeciso. Descreva, de acordo com texto, o que cada um pensava.
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9ª) Quais os dois  sentimentos que se entreolhavam no campo da emoção durante a compra do sabonete?
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10ª) O que levou o menino a perguntar: “moço, está faltando alguma coisa?” ?
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11ª) “O homem se calou…” Que atitude do menino fez com que o homem refletisse sobre sua atitude de não ter presenteado sua mãe enquanto estava viva?
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12ª) Por que o dono da loja resolveu desistir da ideia de ajudar o menino com um presente melhor para a mãe dele?
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13ª) Que lição de vida o texto traz para a nossa vida em relação à nossa mãe?
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14ª) Ter ou ser mãe é um presente de Deus para todos nós. Portanto, responda com suas palavras, o que sua mãe representa para você.
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15ª) Escreva agora uma mensagem especial para a sua mãe.

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Atividade de Interpretação de Anúncio Publicitário (Propaganda) 7° ao 9° ano

Posted by Profº Monteiro on abril 30, 2017

PROPAGANDAS

1. Os anúncios são dirigidos a um público-alvo. 
a) Qual é o público-alvo do núncio? 
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b) Como você chegou a essa conclusão?
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2. Identifique no texto: 
a) o produto oferecido: ___________
b) há quantos anos o produto é ofertado?  _____________________

3. Por que aparece no texto o nome Eduardo Guedes? Explique qual é a importância dessa informação? 
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4. Qual palavra do anúncio pode ser lida de duas formas diferentes? 
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5. Qual é a ambiguidade presente no anúncio?
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6ª)  O anúncio publicitário é um texto que tem, em geral, como objetivo, promover o nome de uma empresa, de um produto ou de uma idéia. Qual a finalidade do anúncio em estudo?
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7ª) Quem é o responsável pela publicação desse anúncio?
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8ª)  Que recursos foram empregados visando ao sucesso do propaganda?
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9ª) Identifique o verbo no imperativo que sintetiza a linguagem persuasiva do objetivo do projeto.
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Atividade Cultura Afro-brasileira - Interpretação

Posted by Profº Monteiro on abril 30, 2017

Leia o texto e depois responda as questões interpretativas:

CULTURA AFRO-BRASILEIRA
O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África e, por isso, a cultura desse continente exerce grande influência, principalmente na região nordeste do Brasil. Hoje, a cultura afro-brasileira é resultado também das influências dos portugueses e indígenas, que se manifestam na música, religião e culinária.
Devido à quantidade de escravos recebidos e também pela migração interna destes, os estados de Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados.
No início do século XIX, as manifestações, rituais e costumes africanos eram proibidos, pois não faziam parte do universo cultural europeu e não representavam sua prosperidade. Eram vistas como retrato de uma cultura atrasada. Mas, a partir do século XX, começaram a ser aceitos e celebrados como expressões artísticas genuinamente nacionais e hoje fazem parte do calendário nacional com muitas influências no dia a dia de todos os brasileiros.
Em 2003, a lei nº 10.639 passou a exigir que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluíssem no currículo o ensino da história e cultura afro-brasileira. Para ajudar na criação das aulas e na abordagem pelos professores, o Sinpro-SP preparou um site com várias dicas e material para estudo.
Música
A principal influência da música africana no Brasil é, sem dúvidas, o samba. O estilo hoje é o cartão-postal musical do país e está envolvido na maioria das ações culturais da atualidade. Gerou também diversos sub-gêneros e dita o ritmo da maior festa popular brasileira, o Carnaval.
Mas os tambores de África trouxeram também outros cantos e danças. Além do samba, a influência negra na cultura musical brasileira vai do Maracatu à Congada, Cavalhada e Moçambique. Sons e ritmos que percorrem e conquistam o Brasil de ponta a ponta.
Capoeira
Inicialmente desenvolvida para ser uma defesa, a capoeira era ensinada aos negros cativos por escravos que eram capturados e voltavam aos engenhos. Os movimentos de luta foram adaptados às cantorias africanas e ficaram mais parecidos com uma dança, permitindo assim que treinassem nos engenhos sem levantar suspeitas dos capatazes.
Durante décadas, a capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da prática aconteceu apenas na década de 1930, quando uma variação (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente Getúlio Vargas, em 1953, pelo Mestre Bimba. O presidente adorou e a chamou de “único esporte verdadeiramente nacional”.
Religião
A África é o continente com mais religiões diferentes de todo o mundo. Ainda hoje são descobertos novos cultos e rituais sendo praticados pelas tribos mais afastadas. Na época da escravidão, os negros trazidos da África eram batizados e obrigados a seguir o Catolicismo. Porém, a conversão não tinha efeito prático e as religiões de origem africana continuaram a ser praticadas secretamente em espaços afastados nas florestas e quilombos.
Na África, o culto tinha um caráter familiar e era exclusivo de uma linhagem, clã ou grupo de sacerdotes. Com a vinda ao Brasil e a separação das famílias, nações e etnias, essa estrutura se fragmentou. Mas os negros criaram uma unidade e partilharam cultos e conhecimentos diferentes em relação aos segredos rituais de sua religião e cultura.
As religiões afro-brasileiras constituem um fenômeno relativamente recente na história religiosa do Brasil. O Candomblé, a mais tradicional e africana dessas religiões, se originou no Nordeste. Nasceu na Bahia e tem sido sinônimo de tradições religiosas afro-brasileiras em geral. Com raízes africanas, a Umbanda também se popularizou entre os brasileiros. Agrupando práticas de vários credos, entre eles o catolicismo, a Umbanda originou-se no Rio de Janeiro, no início do século 20.
Culinária
Outra grande contribuição da cultura africana se mostra à mesa. Pratos como o vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, sarapatel, baba de moça, cocada, bala de coco e muitos outros exemplos são iguarias da cozinha brasileira e admirados em todo o mundo.
Mas nenhuma receita se iguala em popularidade à feijoada. Originada das senzalas, era feita das sobras de carnes que os senhores de engenhos não comiam. Enquanto as partes mais nobres iam para a mesa dos seus donos, aos escravos restavam as orelhas, pés e outras partes dos porcos, que misturadas com feijão preto e cozidas em um grande caldeirão, deram origem a um dos pratos mais saborosos e degustados da culinária nacional. 

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1ª) Qual a região brasileira onde contém a maior população africana?
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2ª) Por ser o Brasil o país que contém a maior população africana fora da África, de que é o resultado da cultura afro-brasileira e como elas se manifestam?
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3ª) Por que no século XIX, as manifestações, rituais e costumes africanos eram proibidos?
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4ª) O que mudou na cultura brasileira a partir do século XX?
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5ª)Criada em 2003, o que a lei nº 10.639 exige? Em sua opinião que benefício essa lei contribuiu para todos os brasileiros?
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6ª) Qual a principal influência da música africana no Brasil? Como este estilo está atuando no Brasil hoje?
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7ª) Que tradição africana foi desenvolvida para ser uma defesa? E em que momento ela foi criada?
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8ª) Por qual presidente foi oficializada a capoeira no Brasil e em que ano? E que expressão ele pronunciou sobre ela?
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9ª) Que religião os escravos africanos quando chegavam no Brasil eram obrigados a seguir? No entanto, como eram as suas conversões?
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10ª) Como o culto dos africanos eram desenvolvidos aqui no Brasil?
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11ª) Localize no texto características da cultura afro-brasileira.
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12ª) Escreva algumas culinárias da cultura africana. Quais delas você ainda conhece ou já comeu?
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13ª) A feijoada também tem raízes da cultura africana, mas como foi a origem desta deliciosa refeição?
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14ª) Agora faça um relato sobre a cultura afro-brasileira.

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A atualidade do “Grande Irmão” de Orwell

Posted by Profº Monteiro on abril 29, 2017


Obra-prima do escritor inglês George Orwell, “1984” tem o claro propósito de chocar ao mesmo tempo em que pretende “abrir os olhos”, se não todos os sentidos, daqueles que leem o livro ou assistem sua versão cinematográfica, dirigida por Michael Radford, estrelada por John Hurt e último filme do astro Richard Burton.

Orwell era declaradamente esquerdista, mas a despeito disso compreendeu o totalitarismo stalinista que eliminava arbitrariamente todos os opositores do regime e, é claro, sabia igualmente da existência de regimes ditatoriais de direita e das atrocidades por eles cometidas.

Apesar deste tema específico, o totalitarismo político que passa a impregnar a vida de todos os cidadãos e ditar o rumo de suas vidas, dizendo a todo o momento, a partir de um onipresente sistema de informação e comunicação de ideias do regime político dominante, “1984” vai muito além disto, e, certamente, se torna um clássico justamente por não ser raso e panfletário.

De certa forma é possível traçar parentesco entre esta obra e algumas outras de ficção que preveem para o amanhã um mundo sombrio, desumanizado, em que imperam as relações produtivas e nada mais. As fórmulas e encaminhamentos encontrados por diferentes escritores e criadores cinematográficos – como, por exemplo, em “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, ou “Matrix”, dos irmãos Andy e Larry Wachowski, não escondem o temor de que de alguma forma sejamos dominados por um sistema político-ideológico que nos massacrem e nos escravizem. Se na obra de Huxley os seres humanos são adequados ao sistema desde a sua concepção – quando são separados por níveis e destinados desde o nascimento a ocupar determinada função econômica e situação social – e, literalmente, “dopados” (drogados mesmo) para tudo aceitar e achar conveniente aos seus propósitos pessoais e coletivos, “1984” é mais cruel e vil com a humanidade.

A obra de Orwell escancara a ideia de lavagem cerebral coletiva operada pelo sistema a mando do “Grande Irmão” (Big Brother), que tudo vê e tudo sabe (será que ele realmente existe ou é apenas uma imagem criada para tudo justificar?) através do uso das modernas tecnologias, com telas espalhadas por todos os lados a monitorar e “fazer a cabeça” de cada ser humano “integrado” ao seu universo.

Enquanto “Matrix” vê os homens como fonte de energia vital que, como meras pilhas ou baterias recarregáveis, abastecidas com o sonho de uma vida normal injetado em seus neurônios por uma gigantesca rede de computadores que tomou conta do mundo, “1984” nos coloca num cenário em que as máquinas são acessórios e a maldade é humana em sua origem.

E há originalidade e pertinência naquilo que nos é trazido pelo filme baseado na obra de Orwell? Ou será apenas especulação e ficção criadas pelo gênio enlouquecido de um brilhante escritor e militante de esquerda? O quanto ainda é importante para as novas gerações conhecer, ler, discutir e apreciar “1984”?

A obra foi publicada em 1949 e constitui distopia que se propõem a nos colocar no pior dos cenários futuros, aquele em que apenas nos preocuparemos em sobreviver e acabaremos nos submetendo a um sistema político repressor, policialesco e controlador até mesmo de nossos pensamentos.

Uma de suas principais características e, certamente, das mais atuais e importantes para as novas gerações - aquelas plugadas no universo tecnológico e virtual – remete a questão da desumanização. Apesar de as máquinas constituírem apenas meios para a consecução do domínio do “Grande Irmão”, subjacentes como aparecem no livro (e no filme), é através destes recursos que se operacionaliza a lavagem cerebral, construída a partir de constante, emburrecedora e vigilante ladainha.

Eacute; ponto de partida para, por exemplo, pensarmos em câmeras espalhadas por todos os cantos, falta de privacidade pela Internet, desvalorização das relações familiares, diminuição dos contatos extravirtuais, mercantilização das relações humanas...

Outro ponto igualmente relevante refere-se à ideia trabalhada na obra que define como uma das metas do sistema a abolição da família e do amor. Na realidade, amor somente deve ser devotado ao “Grande Irmão” e laços familiares desviam o foco do trabalho, definindo que a prioridade deve ser sempre a produção, a eficácia no desempenho de nossas funções.

Numa época em que a globalização nos compele a cada vez mais nos mostrarmos competitivos e aptos a vencer (a qualquer preço) no mercado de trabalho é bastante interessante esta discussão ensejada por “1984”. Salta igualmente aos olhos o crescimento de casos de mulheres que estão abrindo mão da maternidade em função do trabalho ou mesmo de outros interesses/objetivos. O que era considerado natural até poucas décadas atrás, ou seja, ter filhos, virou para muitas mulheres tema dos mais polêmicos e, em muitos casos, causa grande rejeição.

Que mundo é este que estamos constituindo... Guarda outras semelhanças com a visão um tanto quanto apocalíptica do amanhã de Orwell em sua obra “1984”? Será que de forma muito mais sutil, por exemplo, não estamos também sendo submetidos aos desígnios de algum “grande irmão” que nem ao menos percebemos ou compreendemos? Afinal de contas não é necessário viver dentro das nefastas condições preconizadas em “1984” para que sejamos escravos de um sistema... A sujeição e submissão podem acontecer de forma a tal ponto disfarçada que, na maioria dos casos, nem ao menos a perceberemos... E no caso específico de Orwell, não há “pílulas vermelhas” que possam nos fazer acordar de tal pesadelo...

Ficha Técnica
1984
País/Ano de produção:Inglaterra, 1984
Duração/Gênero: 113 min., Drama
Direção de Michael Radford
Roteiro de Michael Radford, baseado em obra de George Orwell
Elenco: John Hurt, Richard Burton, Suzanna Hamilton, Cyril Cusack, Gregor Fisher, James Walker.
Faixa etária recomendada:16 anos
Links relacionados
Sugestões temáticas para este filme

1984 (Nineteen Eighty-Four)
Drama/Romance/Ficção, Inglaterra, 1984, 113min.; COR.
Elenco: John Hurt, Richard Burton
Direção: Michael Radford


Filme baseado na obra de George Orwell. Conta a história de Winston Smith, membro do partido externo, funcionário do Ministério da Verdade. A função de Winston é reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido. Winston questiona a opressão que o Partido exerce sobre os cidadãos: se alguém pensasse diferente cometia "crimideia" (crime de ideia em novilíngua) e fatalmente era capturado pela Polícia do Pensamento, sendo vaporizado. Desaparecia. Inspirado na opressão dos regimes totalitários das décadas de 1930 e 1940, o filme não se resume a apenas criticar o Stalinismo e o Nazismo, mas toda a nivelação da sociedade, a redução do indivíduo em uma peça que deve servir ao Estado ou ao mercado, por meio do controle total, incluindo o pensamento e a redução do idioma.


Sugestões temáticas


Controle do Estado

Gramática da Língua Inglesa

Relações de produção

Transgressão

Relações de trabalho

Funções da linguagem (língua estrangeira)

Manipulação do passado

Relações culturais

Conspiração

Governos totalitários

Ideologia

Nazifascismo

Justificativas para a violência

Tortura

Pronúncia (Língua Inglesa)


Fonte: Planeta Educação - 1984 - Por: João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).


1984



Sinopse:
Depois da guerra atômica, o mundo foi dividido em três estados e Londres é a capital da Oceania, dominada por um partido que tem total controle sobre todos os cidadãos. Winston Smith é um humilde funcionário do partido e comete o atrevimento de se apaixonar por Julia, numa sociedade totalitária onde as emoções são consideradas ilegais. Eles tentam escapar dos olhos e dos ouvidos do "Big Brother", sabendo das dificuldades que teriam que enfrentar. Aqui, tudo funciona: 1984, o filme, nada deixa a dever a 1984, o clássico de George Orwell. E esta é uma das grandes virtudes tanto do roteiro como da direção de Michael Radford. Diante da grandiosidade do livro, seria extremamente fácil que o filme soasse vazio, medíocre. Mas, ao contrário, a adaptação de Radford é provocante. Winston Smith é um funcionário do governo totalitarista liderado pelo "Grande Irmão", uma "entidade" que, através de telões, controla a privacidade de todos os cidadãos do país. Certo dia, ele recebe um bilhete de uma bela garota, Julia, a quem conhecia de vista: "Eu Te Amo", lê, espantado. A partir daí, Winston passa a sair com a garota, desafiando as leis do país, que aboliram o orgasmo e incentivam a inseminação artificial. Winston e Julia desafiam, com seu amor, o próprio Sistema, que prega o ódio como maneira de subjugar seus oponentes. Prazeres simples (porém ilegais), tais como provar geléia com pão e beber café "de verdade", passam a fazer parte da rotina do casal, que redescobre o valor da fidelidade e do calor humano.

Ficha Técnica:
Título Original: Nineteen Eighty-Four
País de Origem: Inglaterra
Gênero: Drama / Romance / Ficção
Duração: 113 minutos
Ano: 1984
Direção: Michael Radford


Onde encontrar o filme: -Torrent - Opção 1- ou -Torrent - Opção 2-

Para assistir: YouTube - Filme completo


Planos de aula:
Planeta educação - 1984 - A atualidade do “Grande Irmão” de Orwell

Revista escola - Mostre de que modo o riso pode abalar um regime autoritário

Trabalhos relacionados:
Intercom - 1984 – Uma análise sobre o controle da informação no filme e livro

Universidade de Lisboa - 1984 - Um texto célebre de George Orwell e um filme quase desconhecido de Michael Radford

NotaPositiva - Regimes autoritários

Livro:
1984 - George Orwell

Resenha crítica do livro-1984

Discussão: Esporte e Cidadania (6º ao 9º)

Posted by Profº Monteiro on abril 29, 2017

ESPORTE E CIDADANIA.

Esporte e cidadania é um assunto de grande importância para a formação de todos, visto que devemos aprender a ser cidadãos e compreender o nosso papel na sociedade. A prática esportiva inspira respeito ao próximo, construindo conceitos de cidadania, com regras bem definidas, tais como: respeitar e ser respeitado.
Professor, questione seus alunos sobre os relacionamentos humanos que eles tem presenciado nos esportes. Questione sobre os valores morais e éticos estimulados nas atividades e competições esportivas.

PROBLEMATIZAÇÃO

O que é ser cidadão?

Por que os conceitos de cidadania devem ser construídos desde a infância?

Esporte e cidadania realmente tem alguma relação?

Como cidadania e esporte podem estar ligados?

ORIENTAÇÕES:
Estes são bons pontos para motivar os alunos neste momento de estabelecimento de dúvidas e curiosidades.
O professor poderá ir anotando no quadro negro as demais questões elaboradas pelos alunos.
É importante combinar com a turma o que será discutido sobre o tema, além da proposta apresentada para esta aula.

Os jovens gostam de colocar seu corpo e energia em movimento, participar de competições e, acima de tudo, tem objetivos bem definidos em sua vida, passa a ter atitude otimista, esperançosa em relação ao futuro, aumenta sua autoconfiança e provavelmente se manterá afastado da violência, das drogas e simultaneamente da criminalidade, se envolvido em atividades esportivas. Pode-se dizer que o esporte é a mão amiga, que levou ao caminho da cidadania. O primeiro passo para que se respeite o outro é aprender a respeitar a si mesmo e o esporte tem esse poder.

INTERPRETAÇÃO DE ANÚNCIO PUBLICITÁRIO

Posted by Profº Monteiro on abril 29, 2017

Leia a propaganda e depois responda as questões:


ATIVIDADE DE LEITURA E COMPREENSÃO COM GABARITO

1. Como a maioria das propagandas, também esse anúncio apresenta o texto verbal relacionando à imagem. Responda:
a) Qual a marca anunciada?
b) Quais os verbos da propaganda que exprimem ordem? Qual o modo desses verbos?
c) Explique o que costumam simbolizar placas amarelas semelhantes às que aparecem no anúncio?
d) Observe, no anúncio, onde os produtos foram colocados. O que o anunciante parece sugerir?

2. Qual o público-alvo a quem se destina, em especial, esse anúncio? Por quê?

3. O que tornou criativa a linguagem do texto na placa?

4. A segunda e terceira frases podem ser interpretadas com sentidos diferentes?

5. Em que frase a palavras “saia” é somente um substantivo?


RESPOSTAS (GABARITO):
1 a) Batavo
b) Use, saia e não se reprima. Imperativo.
c) As placas amarelas representam um aviso ou uma alerta aos motoristas.
d) Talvez queira sugerir aos consumidores uma parada, para que conheçam a nova linha de produtos light Batavo.
2. Destina-se às mulheres jovens e magras ou que pretendem ser magras.
3.  O duplo sentido expresso pela palavra saia, que ora funciona como substantivo, ora com verbo.
4. Sim
5. Na primeira frase, pois a palavra “saia” completa o verbo usar.

Interpretação de Texto - 5° e 6° ano (Notícia)

Posted by Profº Monteiro on abril 28, 2017

O primeiro jornal impresso no Brasil

O primeiro jornal publicado em terras brasileiras, a Gazeta do Rio de Janeiro,
começou a circular em dez de setembro de 1808, no Rio de Janeiro. Embora a
imprensa já tivesse nascido oficialmente no Brasil, em 13 de maio, com a criação
da Imprensa Régia, seu início foi marcado pela primeira edição do periódico.
Antes da chegada da família real, toda atividade de imprensa era proibida no
país. Não era permitido publicar livros, panfletos e, muito menos, jornais. Essa
restrição era uma particularidade da colônia portuguesa. Muitas outras colônias
europeias, no continente americano, já tinham imprensa desde o século XVI.
Adaptado de: http://opiniãoenoticia.com.br/o-primeiro-jornal-impresso-no-brasil
http://www.crato.org/chapadadoararipe/2009/09/10/

1- Qual o nome do primeiro jornal impresso no Brasil?
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2- Com que intenção esse texto foi escrito?
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3- Quando e onde o primeiro jornal, publicado em terras brasileiras,
começou a circular?
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4- Qual é o sentido da palavra “circular” no trecho “(...) a Gazeta,
começou a circular em dez de setembro de 1808, no Rio de Janeiro”?
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5- Há, no 1.º parágrafo, uma palavra que, para evitar repetição, é
usada para substituir a palavra jornal. Transcreva-a.
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6- Observe o trecho: “...Essa restrição era uma particularidade da
colônia portuguesa...” A que se refere a expressão em destaque?
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