A atualidade do “Grande Irmão” de Orwell

Posted by Profº Monteiro on abril 29, 2017


Obra-prima do escritor inglês George Orwell, “1984” tem o claro propósito de chocar ao mesmo tempo em que pretende “abrir os olhos”, se não todos os sentidos, daqueles que leem o livro ou assistem sua versão cinematográfica, dirigida por Michael Radford, estrelada por John Hurt e último filme do astro Richard Burton.

Orwell era declaradamente esquerdista, mas a despeito disso compreendeu o totalitarismo stalinista que eliminava arbitrariamente todos os opositores do regime e, é claro, sabia igualmente da existência de regimes ditatoriais de direita e das atrocidades por eles cometidas.

Apesar deste tema específico, o totalitarismo político que passa a impregnar a vida de todos os cidadãos e ditar o rumo de suas vidas, dizendo a todo o momento, a partir de um onipresente sistema de informação e comunicação de ideias do regime político dominante, “1984” vai muito além disto, e, certamente, se torna um clássico justamente por não ser raso e panfletário.

De certa forma é possível traçar parentesco entre esta obra e algumas outras de ficção que preveem para o amanhã um mundo sombrio, desumanizado, em que imperam as relações produtivas e nada mais. As fórmulas e encaminhamentos encontrados por diferentes escritores e criadores cinematográficos – como, por exemplo, em “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, ou “Matrix”, dos irmãos Andy e Larry Wachowski, não escondem o temor de que de alguma forma sejamos dominados por um sistema político-ideológico que nos massacrem e nos escravizem. Se na obra de Huxley os seres humanos são adequados ao sistema desde a sua concepção – quando são separados por níveis e destinados desde o nascimento a ocupar determinada função econômica e situação social – e, literalmente, “dopados” (drogados mesmo) para tudo aceitar e achar conveniente aos seus propósitos pessoais e coletivos, “1984” é mais cruel e vil com a humanidade.

A obra de Orwell escancara a ideia de lavagem cerebral coletiva operada pelo sistema a mando do “Grande Irmão” (Big Brother), que tudo vê e tudo sabe (será que ele realmente existe ou é apenas uma imagem criada para tudo justificar?) através do uso das modernas tecnologias, com telas espalhadas por todos os lados a monitorar e “fazer a cabeça” de cada ser humano “integrado” ao seu universo.

Enquanto “Matrix” vê os homens como fonte de energia vital que, como meras pilhas ou baterias recarregáveis, abastecidas com o sonho de uma vida normal injetado em seus neurônios por uma gigantesca rede de computadores que tomou conta do mundo, “1984” nos coloca num cenário em que as máquinas são acessórios e a maldade é humana em sua origem.

E há originalidade e pertinência naquilo que nos é trazido pelo filme baseado na obra de Orwell? Ou será apenas especulação e ficção criadas pelo gênio enlouquecido de um brilhante escritor e militante de esquerda? O quanto ainda é importante para as novas gerações conhecer, ler, discutir e apreciar “1984”?

A obra foi publicada em 1949 e constitui distopia que se propõem a nos colocar no pior dos cenários futuros, aquele em que apenas nos preocuparemos em sobreviver e acabaremos nos submetendo a um sistema político repressor, policialesco e controlador até mesmo de nossos pensamentos.

Uma de suas principais características e, certamente, das mais atuais e importantes para as novas gerações - aquelas plugadas no universo tecnológico e virtual – remete a questão da desumanização. Apesar de as máquinas constituírem apenas meios para a consecução do domínio do “Grande Irmão”, subjacentes como aparecem no livro (e no filme), é através destes recursos que se operacionaliza a lavagem cerebral, construída a partir de constante, emburrecedora e vigilante ladainha.

Eacute; ponto de partida para, por exemplo, pensarmos em câmeras espalhadas por todos os cantos, falta de privacidade pela Internet, desvalorização das relações familiares, diminuição dos contatos extravirtuais, mercantilização das relações humanas...

Outro ponto igualmente relevante refere-se à ideia trabalhada na obra que define como uma das metas do sistema a abolição da família e do amor. Na realidade, amor somente deve ser devotado ao “Grande Irmão” e laços familiares desviam o foco do trabalho, definindo que a prioridade deve ser sempre a produção, a eficácia no desempenho de nossas funções.

Numa época em que a globalização nos compele a cada vez mais nos mostrarmos competitivos e aptos a vencer (a qualquer preço) no mercado de trabalho é bastante interessante esta discussão ensejada por “1984”. Salta igualmente aos olhos o crescimento de casos de mulheres que estão abrindo mão da maternidade em função do trabalho ou mesmo de outros interesses/objetivos. O que era considerado natural até poucas décadas atrás, ou seja, ter filhos, virou para muitas mulheres tema dos mais polêmicos e, em muitos casos, causa grande rejeição.

Que mundo é este que estamos constituindo... Guarda outras semelhanças com a visão um tanto quanto apocalíptica do amanhã de Orwell em sua obra “1984”? Será que de forma muito mais sutil, por exemplo, não estamos também sendo submetidos aos desígnios de algum “grande irmão” que nem ao menos percebemos ou compreendemos? Afinal de contas não é necessário viver dentro das nefastas condições preconizadas em “1984” para que sejamos escravos de um sistema... A sujeição e submissão podem acontecer de forma a tal ponto disfarçada que, na maioria dos casos, nem ao menos a perceberemos... E no caso específico de Orwell, não há “pílulas vermelhas” que possam nos fazer acordar de tal pesadelo...

Ficha Técnica
1984
País/Ano de produção:Inglaterra, 1984
Duração/Gênero: 113 min., Drama
Direção de Michael Radford
Roteiro de Michael Radford, baseado em obra de George Orwell
Elenco: John Hurt, Richard Burton, Suzanna Hamilton, Cyril Cusack, Gregor Fisher, James Walker.
Faixa etária recomendada:16 anos
Links relacionados
Sugestões temáticas para este filme

1984 (Nineteen Eighty-Four)
Drama/Romance/Ficção, Inglaterra, 1984, 113min.; COR.
Elenco: John Hurt, Richard Burton
Direção: Michael Radford


Filme baseado na obra de George Orwell. Conta a história de Winston Smith, membro do partido externo, funcionário do Ministério da Verdade. A função de Winston é reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido. Winston questiona a opressão que o Partido exerce sobre os cidadãos: se alguém pensasse diferente cometia "crimideia" (crime de ideia em novilíngua) e fatalmente era capturado pela Polícia do Pensamento, sendo vaporizado. Desaparecia. Inspirado na opressão dos regimes totalitários das décadas de 1930 e 1940, o filme não se resume a apenas criticar o Stalinismo e o Nazismo, mas toda a nivelação da sociedade, a redução do indivíduo em uma peça que deve servir ao Estado ou ao mercado, por meio do controle total, incluindo o pensamento e a redução do idioma.


Sugestões temáticas


Controle do Estado

Gramática da Língua Inglesa

Relações de produção

Transgressão

Relações de trabalho

Funções da linguagem (língua estrangeira)

Manipulação do passado

Relações culturais

Conspiração

Governos totalitários

Ideologia

Nazifascismo

Justificativas para a violência

Tortura

Pronúncia (Língua Inglesa)


Fonte: Planeta Educação - 1984 - Por: João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).


1984



Sinopse:
Depois da guerra atômica, o mundo foi dividido em três estados e Londres é a capital da Oceania, dominada por um partido que tem total controle sobre todos os cidadãos. Winston Smith é um humilde funcionário do partido e comete o atrevimento de se apaixonar por Julia, numa sociedade totalitária onde as emoções são consideradas ilegais. Eles tentam escapar dos olhos e dos ouvidos do "Big Brother", sabendo das dificuldades que teriam que enfrentar. Aqui, tudo funciona: 1984, o filme, nada deixa a dever a 1984, o clássico de George Orwell. E esta é uma das grandes virtudes tanto do roteiro como da direção de Michael Radford. Diante da grandiosidade do livro, seria extremamente fácil que o filme soasse vazio, medíocre. Mas, ao contrário, a adaptação de Radford é provocante. Winston Smith é um funcionário do governo totalitarista liderado pelo "Grande Irmão", uma "entidade" que, através de telões, controla a privacidade de todos os cidadãos do país. Certo dia, ele recebe um bilhete de uma bela garota, Julia, a quem conhecia de vista: "Eu Te Amo", lê, espantado. A partir daí, Winston passa a sair com a garota, desafiando as leis do país, que aboliram o orgasmo e incentivam a inseminação artificial. Winston e Julia desafiam, com seu amor, o próprio Sistema, que prega o ódio como maneira de subjugar seus oponentes. Prazeres simples (porém ilegais), tais como provar geléia com pão e beber café "de verdade", passam a fazer parte da rotina do casal, que redescobre o valor da fidelidade e do calor humano.

Ficha Técnica:
Título Original: Nineteen Eighty-Four
País de Origem: Inglaterra
Gênero: Drama / Romance / Ficção
Duração: 113 minutos
Ano: 1984
Direção: Michael Radford


Onde encontrar o filme: -Torrent - Opção 1- ou -Torrent - Opção 2-

Para assistir: YouTube - Filme completo


Planos de aula:
Planeta educação - 1984 - A atualidade do “Grande Irmão” de Orwell

Revista escola - Mostre de que modo o riso pode abalar um regime autoritário

Trabalhos relacionados:
Intercom - 1984 – Uma análise sobre o controle da informação no filme e livro

Universidade de Lisboa - 1984 - Um texto célebre de George Orwell e um filme quase desconhecido de Michael Radford

NotaPositiva - Regimes autoritários

Livro:
1984 - George Orwell

Resenha crítica do livro-1984

Discussão: Esporte e Cidadania (6º ao 9º)

Posted by Profº Monteiro on abril 29, 2017

ESPORTE E CIDADANIA.

Esporte e cidadania é um assunto de grande importância para a formação de todos, visto que devemos aprender a ser cidadãos e compreender o nosso papel na sociedade. A prática esportiva inspira respeito ao próximo, construindo conceitos de cidadania, com regras bem definidas, tais como: respeitar e ser respeitado.
Professor, questione seus alunos sobre os relacionamentos humanos que eles tem presenciado nos esportes. Questione sobre os valores morais e éticos estimulados nas atividades e competições esportivas.

PROBLEMATIZAÇÃO

O que é ser cidadão?

Por que os conceitos de cidadania devem ser construídos desde a infância?

Esporte e cidadania realmente tem alguma relação?

Como cidadania e esporte podem estar ligados?

ORIENTAÇÕES:
Estes são bons pontos para motivar os alunos neste momento de estabelecimento de dúvidas e curiosidades.
O professor poderá ir anotando no quadro negro as demais questões elaboradas pelos alunos.
É importante combinar com a turma o que será discutido sobre o tema, além da proposta apresentada para esta aula.

Os jovens gostam de colocar seu corpo e energia em movimento, participar de competições e, acima de tudo, tem objetivos bem definidos em sua vida, passa a ter atitude otimista, esperançosa em relação ao futuro, aumenta sua autoconfiança e provavelmente se manterá afastado da violência, das drogas e simultaneamente da criminalidade, se envolvido em atividades esportivas. Pode-se dizer que o esporte é a mão amiga, que levou ao caminho da cidadania. O primeiro passo para que se respeite o outro é aprender a respeitar a si mesmo e o esporte tem esse poder.

INTERPRETAÇÃO DE ANÚNCIO PUBLICITÁRIO

Posted by Profº Monteiro on abril 29, 2017

Leia a propaganda e depois responda as questões:


ATIVIDADE DE LEITURA E COMPREENSÃO COM GABARITO

1. Como a maioria das propagandas, também esse anúncio apresenta o texto verbal relacionando à imagem. Responda:
a) Qual a marca anunciada?
b) Quais os verbos da propaganda que exprimem ordem? Qual o modo desses verbos?
c) Explique o que costumam simbolizar placas amarelas semelhantes às que aparecem no anúncio?
d) Observe, no anúncio, onde os produtos foram colocados. O que o anunciante parece sugerir?

2. Qual o público-alvo a quem se destina, em especial, esse anúncio? Por quê?

3. O que tornou criativa a linguagem do texto na placa?

4. A segunda e terceira frases podem ser interpretadas com sentidos diferentes?

5. Em que frase a palavras “saia” é somente um substantivo?


RESPOSTAS (GABARITO):
1 a) Batavo
b) Use, saia e não se reprima. Imperativo.
c) As placas amarelas representam um aviso ou uma alerta aos motoristas.
d) Talvez queira sugerir aos consumidores uma parada, para que conheçam a nova linha de produtos light Batavo.
2. Destina-se às mulheres jovens e magras ou que pretendem ser magras.
3.  O duplo sentido expresso pela palavra saia, que ora funciona como substantivo, ora com verbo.
4. Sim
5. Na primeira frase, pois a palavra “saia” completa o verbo usar.

Interpretação de Texto - 5° e 6° ano (Notícia)

Posted by Profº Monteiro on abril 28, 2017

O primeiro jornal impresso no Brasil

O primeiro jornal publicado em terras brasileiras, a Gazeta do Rio de Janeiro,
começou a circular em dez de setembro de 1808, no Rio de Janeiro. Embora a
imprensa já tivesse nascido oficialmente no Brasil, em 13 de maio, com a criação
da Imprensa Régia, seu início foi marcado pela primeira edição do periódico.
Antes da chegada da família real, toda atividade de imprensa era proibida no
país. Não era permitido publicar livros, panfletos e, muito menos, jornais. Essa
restrição era uma particularidade da colônia portuguesa. Muitas outras colônias
europeias, no continente americano, já tinham imprensa desde o século XVI.
Adaptado de: http://opiniãoenoticia.com.br/o-primeiro-jornal-impresso-no-brasil
http://www.crato.org/chapadadoararipe/2009/09/10/

1- Qual o nome do primeiro jornal impresso no Brasil?
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2- Com que intenção esse texto foi escrito?
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3- Quando e onde o primeiro jornal, publicado em terras brasileiras,
começou a circular?
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4- Qual é o sentido da palavra “circular” no trecho “(...) a Gazeta,
começou a circular em dez de setembro de 1808, no Rio de Janeiro”?
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5- Há, no 1.º parágrafo, uma palavra que, para evitar repetição, é
usada para substituir a palavra jornal. Transcreva-a.
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6- Observe o trecho: “...Essa restrição era uma particularidade da
colônia portuguesa...” A que se refere a expressão em destaque?
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Interpretação de Texto (3º e 4º anos)

Posted by Profº Monteiro on abril 27, 2017

Leia o texto e responda a questão.


Proezas de João Grilo

João grilo foi um cristão
que nasceu antes do dia
criou-se sem formosura
mas tinha sabedoria
e morreu depois da hora
pelas artes que fazia.
(...)

Porém o grilo criou-se
pequeno, magro e sambudo
as pernas tortas e finas
a boca grande e beiçudo
no sitio onde morava
dava notícias de tudo.


1ª) O gênero textual lido é
(A) uma poesia.
(B) um conto.
(C) uma fábula.
(D) uma tirinha.

2ª) O objetivo do texto lido é
(A) dar noticias Sodré vários assuntos.
(B) ensinar a fazer um livro de cordel.
(C) fazer a descrição de um lugar.
(D) contar uma história engraçada.

3ª) O título do poema se refere
(A) aos problemas de João.
(B) aos bens do personagem.
(C) ao rebanho do vaqueiro.
(D) às façanhas de João Grilo.

4ª) No verso: “João Grilo foi um cristão”. O substantivo destacado é
(A) substantivo comum.    
(B) primitivo.
(C) próprio.              
(D) composto.

5ª) Na segunda estrofe, as expressões “pequeno, magro e sambudo”, referem-se ao (à)
(A) Cristão      
(B) João Grilo
(C) Pai
(D) Cidade

6ª) No verso “pernas tortas e finas”. As palavras em destaques são
(A) substantivos.      
(B) adjetivos.
(C) artigos.  
(D) pronomes.

7ª) Releia “As proezas de João Grilo” e diga:
a) Quantas estrofes têm? ______________
b) Quantos versos? ______________

Leia o texto e responda as questões.
A Raposa e as Uvas
Num dia quente de verão, a raposa passeava por um pomar. Com sede e calor, sua atenção foi capturada por um cacho de uvas. “Que delicia”, Pensou a raposa, “era disso que eu precisava para adoçar a minha boca”. E, de um salto, a raposa tentou, sem sucesso, alcançar as uvas.
Exausta e frustrada, a raposa afastou-se da videira, dizendo: “A posto que estas uvas estão verdes”.

8ª) A frase que expressa uma opinião é
(A) “A raposa passeava por um pomar.”
(B) “Sua atenção foi capturada por cacho de uvas.”
(C) “A raposa afastou-se da videira”
(D) “Aposto que estas uvas estão verdes”

9ª) O gênero textual apresentado nesse texto é
(A) um conto.
(B) uma fábula.
(C) uma poesia.
(D) uma tirinha.


10ª) Na frase, “...sua atenção foi capturada por um cacho e uvas.”
 A palavra em destaque é
(A) Substantivo      (B) Adjetivo        (C) Pronome        (D) Verbo

11ª) Na expressão, “era disso que eu precisava para adoçar a minha boca”. O pronome em destaque eu, se refere
(A) as uvas.
(B) a videira.
(C) a raposa.
(D) a verdes.


12ª)Retire do texto, “A raposa e as uvas”, três verbos e três substantivos.
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Atividade - Elementos da Narrativa - Fund. II

Posted by Profº Monteiro on abril 26, 2017


1- A que se refere o título “Perdidos no espaço”, que aparece na epígrafe?
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2- Onde ocorre a história narrada na crônica?
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3- Quem são os personagens que dialogam, na cena narrada?
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4- Transcreva da crônica as palavras usadas para expressar as reações de espanto diante do estranho astronauta.
a) A reação do comandante. __________________________________________
b) A reação da tripulação toda. ________________________________________

5- Pelos serviços que o “estranho astronauta” oferece ao comandante, que tipo de trabalho ele encontrou para fazer lá no espaço?_________________________________________________________________________

12 maneiras de transformar o seu aluno em fã

Posted by Profº Monteiro on abril 26, 2017
Resultado de imagem para 12 maneiras de transformar o seu aluno em fã

Manter um aluno por dois, três anos é relativamente fácil, com as dificuldades de se mudar de escola: o estudante tem de adaptar-se a um currículo totalmente novo, novas regras, etc.

O problema é que essa tática não garante que os parentes daquele aluno se matriculem ali. E tratando-se de ensino superior, vai frustrar o aluno, que não se sentirá preparado para sua profissão, e também não vai indicar a nenhum amigo ou conhecido a essa instituição.

Um dos grandes desafios das escolas hoje é tornar seus alunos fãs, para que eles permaneçam na instituição e tragam novos estudantes. Veja algumas dicas:

1.Seja fonte de novas idéias: todos seus alunos estão preocupados, em graus diferentes, com o futuro, com a maneira pela qual o mundo funciona. Apóie seus alunos nesse sentido, dando-lhes informações sobre o cotidiano que não estão no currículo. A escola também pode realizar palestras e bate-papos com profissionais de sucesso, futurólogos, economistas, etc.


2.Demonstre que você tem o conhecimento: o conhecimento que seus alunos esperam, muitas vezes, não é aquele que o professor passa na sala de aula. Que tal fornecer-lhes instruções básicas de economia, marketing pessoal e outros assuntos necessários para sobreviver lá fora? Desenvolva rápidos livrinhos sobre esses temas e distribua a seus alunos.


3.Transmita a imagem correta: se você quer que sua instituição de ensino seja reconhecida como a melhor da região, então faça com que tudo à sua volta reforce essa imagem. Não é necessário contratar um decorador e cobrir seu escritório com tapetes e quadros caros,


4.Conheça o aluno: não assuma que você entende os anseios e as necessidades de todos os alunos. Cada bairro da cidade, cada classe social produz pessoas es.com necessidades e visões diferentes. Dentro de cada bairro, cada família possui suas peculiariedades. E dentro de cada família, cada pessoa tem seu modo único de pensar. Muitos colégios erram ao se apoiar em estudos referentes ao "aluno brasileiro médio". Ora, trabalhar com a média vai fazer, no máximo, que você crie uma escola igual às outras. Gaste algum tempo entendendo a comunidade que você quer atingir.


5.Demonstre que você está aprendendo constantemente: esse é um componente chave para garantir o relacionamento escola-aluno. Para que um estudante sinta-se confortável com o passar do tempo, você deve mostrar que está constantemente aprendendo, tornando-se mais atual, útil e competente. Ficar estagnado é fatal para qualquer instituição.


6.Comunique-se claramente: manter um entendimento claro e cristalino com seus alunos é mais importante do que nunca. Cuidado com aquelas circulares cheias de termos técnicos. Algumas são escritas de uma maneira que só confunde os alunos e pais. Esqueça, portanto, as "atividades de campo interativas para observação da variedade da fauna nacional no Bosque e Jardim Botânico Municipal Memorial Etelvina Montes Farberbara.". Escreva "visita ao Jardim Botânico".


7.Seja acessível: mantenha suas portas abertas, esteja sempre pronto para falar com seus alunos. A grande maioria não abusa dessa facilidade de acesso, embora eles se sintam mais seguros ao saber que podem contatá-lo sempre que precisarem. Diminua a burocracia entre a direção e os alunos.


8.Ouça: deixe o aluno falar e você vai acabar descobrindo exatamente o que ele deseja para que suas aulas e sua escola sejam ainda melhores. Somente quando você tem uma imagem bem clara dos motivos e preocupações dos estudantes é que você pode montar uma escola específica para aquela realidade. Abuse de caixas de su


9.Pense como o estudante: foque no que agradou a você como aluno, quando você sentava do outro lado da sala, bem como as coisas que fizeram você trocar de escola ou faculdade. Assegure-se de praticar a primeira parte, e evitar a segunda. E resista à tendência comum de achar que o que é bom para a sua escola é automaticamente bom para os alunos. Não é, mas o inverso é verdadeiro: o que é bom para seus alunos, no final das contas, vai ser bom para sua instituição. Pense nessas leis sempre que for aprovar algo para sua instituição. Aquela nova ação vai tornar o estudo melhor, mais fácil ou agradável?

10.Nunca decida o que um aluno quer: os estudantes querem conselhos, dicas, sugestões e não conclusões o tempo todo. Então ofereça opções e alternativas. Ensine-os a pensar e analisar. Existe um espaço para verdades absolutas na escola (2 + 2 =4), mas ele não deve ser dominante no relacionamento com os alunos. Trabalhe para criar um cenário que permita ao aluno decidir, apontando aspectos positivos e negativos de algumas situações. Você estará desenvolvendo características que serão muito úteis para eles mais tarde.

11.Torne-se paranóico: Andy Grove, presidente da companhia de peças de computador Intel, sugere que seu sucesso é resultado direto de sua paranóia. É a paranóia que o mantém engajado, atento e fazendo perguntas.


12.Se você não pode ajudar o aluno, seja honesto: a prova do profissionalismo é dizer não. Não existe maneira de uma escola (ou professor) ser capaz de fazer mentindo.