Resumo e Filme: Meu nome é Jonas

Posted by Profº Monteiro on dezembro 19, 2012




Resumo do Filme: Meu nome é Jonas

            Jonas estudava em uma escola comum, onde sua professora tentava ensiná-lo, mas ele se irritava por não conseguir ouvir os sons e imitá-los. Sendo agressivo com sua mãe q também não consegue se comunicar com ele. 
            O pai de Jonas, o considerava retardado, dando à ele uma bicicleta quando completou sete anos de idade, não conseguindo se equilibrar e não ouvir um automóvel que vinha, fazendo com que seu pai abandonasse a família após não conseguir interna-lo num hospital para deficientes mentais. 
            O avô de Jonas morre e o menino não consegue entender o que está acontecendo. 
            Ele sai de casa sozinho, sendo recolhido por um policial e levado à um hospital psiquiátrico, por acha-lo um retardado. 
            A mãe de Jonas encontra um casal de surdos e consegue se comunicar com eles e convidada a participar de um clube de pessoas surdas e aceita o convite. 
            Ela começa a frequentar o clube e verifica que todos os surdos conseguem se comunicar, resolvendo levar seu filho também. 
            Jonas se adapta rapidamente a nova realidade, os amigos surdos começam por ajudá-lo a se comunicar, ensinando-o a língua dos sinais, primeiramente com o auxilio de todo o tipo de materiais encontrados no meio ambiente onde vivem, para isto, visitam parques, ruas e avenidas da cidade, enquanto passeiam, ensinam Jonas a como se comunicar. 
            O menino começa a descrever emoções através dos gestos, agora ele não é mais alguém que não é entendido, pois, consegue dizer frases através da língua dos sinais. 
            Jonas encontra uma tartaruga morta e mostra para os amigos surdos, que explicam como dizer morto na língua dos sinais. Ao encontrar com a avó, Jonas resolve presenteá-la com a tartaruga morta, fazendo-se entender quando se refere por sinais à lembrança do avô já falecido há pouco tempo. 
            Jonas consegue explicar seu sentimento de amor pela sua avó, que também exprime na língua dos sinais o quanto este sentimento é recíproco. 
            O filme termina quando Jonas demonstra estar totalmente incluído, ao entrar na escola ele consegue dizer seu nome utilizando a língua dos sinais: Meu nome é Jonas. É um momento muito bonito, pois, aquilo que para muitos parece tão simples, demorou muito para alguém que apesar de todas as dificuldades não desistiu de buscar a felicidade, através da inclusão.

Nenhum a menos ( para baixar)

Posted by Profº Monteiro on dezembro 18, 2012


Nenhum a menos

Nenhum a menos
Resumo: As dificuldades encontradas por uma menina de 13 anos quando tem de substituir seu professor, que viaja para ajudar a mãe doente. Antes de partir, ele recomenda à garota que não deixe nenhum aluno abandonar a escola durante sua ausência. Quando um garoto desaparece da escola, a jovem professora descobre que ele deixou o vilarejo em direção à cidade em busca de emprego, para ajudar no sustento da família. Seguindo os conselhos de seu professor, ela vai atrás do aluno.


------------------------------


DUBLADO - Português.



Em uma escola primária, na aldeia Shuiquan, zona rural da China, professor Gao precisa se afastar por um mês das suas atividades. Uma professora substituta ficará com a turma no período. Mas ao recepcionar a substituta recrutada pelo prefeito, o experiente professor logo desconfia das suas capacidades. Com treze anos e sem ter terminado o ginásio, professor Gao não acredita que Wei reúna as condições necessárias para lecionar na turma multisseriada (alunos da pré-escola à 3ª série) que receberá. Quando pergunta o que ela saber fazer, sua resposta é: “cantar”. Quando tenta demonstrar a única canção que sabe, não consegue fazer direito. Gao pergunta, então, se ela “sabe copiar lições”. Wei responde afirmativamente. Sem alternativa, Gao faz uma recomendação que ela deverá, no entanto, prioritariamente observar: “nenhum a menos”. Com a evasão que frequentemente diminui o número de alunos da turma, professor Gao é enfático na necessidade de impedir que mais um aluno, dos atuais vinte e oito, seja perdido. Diante das dificuldades já sentidas que terá a professora Wei de ensinar, existe, então, a declaração da meta em que ela não poderá falhar: “nenhum a menos”.
Wei inicia seu trabalho com a turma de forma tímida e vacilante. Sequer é reconhecida como “professora” por todos. Nem por ela mesma, parece. Quando o prefeito chega à escola, após a partida do professor, para apresentar a professora substituta para a turma, encontra Wei sentada na entrada da sala de aula, enquanto seus alunos brincam no terreno diante do prédio. Ele repreende: “Por que está sentada aí? (…) E a aula? Você está aqui para ensinar!” O prefeito chama os alunos e entra na sala. Chama também a professora: “Professora Wei, entre. Entre! Você é a professora, entre! Entre de uma vez!”. Wei fica na porta, sem jeito para entrar, vacilante sobre o que fazer. Passados 15’ de filme, o que assistimos é uma jovem tornada professora substituta em uma escola onde se espera dela os supostos saberes e posturas que a fazem “professora”, enquanto ela mesma parece distante das exigências institucionais – atenta apenas ao pagamento prometido, que ela deseja ver garantido.
Zhang Huike
Quando o prefeito apresenta a professora substituta à turma, pede aos alunos: “digamprofessora Wei”. Um dos alunos, Zhang Huike, recusa-se a chamá-la de professora, afirmando que “ela é só a irmã de Wei Chunzhi”. O menino continuará desafiando a competência da professora substituta. Uma colega reclama que Zhang Huike está fazendo bagunça e Wei apenas diz, “não posso fazer nada”. A menina reclama: “Mas você é a professora”. O diálogo continua, com a professora reafirmando não poder “fazer nada” e a menina insiste que deveria saber fazer porque é a “professora”. Então, primeiro pelo professor Gao, depois pela turma, as capacidades de Wei e a sua própria identidade como professora são questionadas. Inclusive, não há aparentemente qualquer gesto seu de afirmação, de superação.
Zhang Huike, em outro gesto de desobediência, sai correndo da sala de aula e a professora Wei o persegue. Quando consegue alcançá-lo, ele diz que precisa “fazer xixi”.
A cena da perseguição é uma imagem especular da situação vivida por Wei. Jovem e com muita energia, Zhang Huike “corre” da professora. Quando ela parece já ter alcançado seu aluno, ele a “dribla”, para mais uma vez fugir. Quando finalmente Wei coloca as mãos nele, uma desculpa apropriada é oferecida para “justificar” a situação, para conter ou tornar injusta a ira da professora. A imagem, podemos dizer, pensa o que a professora Wei está passando. O que se pede de um professor – no Brasil e até na China – é que não deixe o aluno “escapar”. Ser “professora” é administrar a previsão do que deve ser “ensinado”, passar a “lição” que deve ser aprendida. Mas a imagem de Zhang Huike, provocante, exibe que o aluno, normalmente, de algum modo, escapa.
Em Nenhum a menos, “escapar da professora” será abordado em uma dimensão mais trágica do que os frequentes “dribles” da sala de aula.
Logo o especial pedido do Professor Gao – “nenhum a menos” – será posto à prova. Dois homens procuram por uma menina, aluna da escola, que corre 10 km diariamente. Com apoio do prefeito, ela será transferida para outra escola, onde poderá treinar e virar atleta. Wei simplesmente esconde a garota, para não ver a turma diminuir. Não consegue. Ao ver a menina partir em um carro, corre atrás. Todos no veículo ficam impressionados com a tenacidade da professora substituta. Diante da obsessão de Wei, comenta o prefeito: “Hoje manter as crianças na escola é mais difícil do que ensinar”. Fala que abre uma perspectiva de discussão sobre o próprio imperativo do “ensino” e de ser “professora”, como realizações sumárias, absolutas. Existe um continente muito amplo de vida (e imagens) que não pode ser resumido à “sala de aula”, que precisa ser levado em conta, visto. É o que vai acontecer no filme, com uma impactante mudança de cenário.
No planeta que é escola da aldeia, todos os acontecimentos graves parecem provocados especialmente pela presença agitada de Zhang Huike. Agora é a vez de vermos Zhang Huike girar no universo agitado da cidade.
Em uma manhã, ao realizar a chamada, Wei é informada da ausência de Zhang Huike: “seus pais o levaram embora”. Wei vai, então, até sua casa e descobre que o garoto foi para a cidade, com crianças de outras aldeias, para procurar trabalho, com a família endividada, vivendo precariamente.
O que poderá fazer a professora Wei para não perder seu aluno?
A aventura pedagógica
Zhang Huike está na cidade e mais um aluno deixa a escola. A jovem professora substituta está obstinada com a recomendação do professor Gao: nenhum a menos.Wei iniciará uma mobilização para conseguir reaver seu aluno. Se ele está na cidade, irá até ele para trazê-lo de volta. Mas precisa de dinheiro para as passagens. Empenho que transformará sua atuação como professora. Wei desenvolverá competências que ainda não havia conseguido desempenhar. No entanto, capacidades de ensinar que vão sendo tecidas na rede de gestos e desejos para que Zhang Huike seja encontrado e retorne. Não se trata de uma prática essencializada, separada de outros envolvimentos educativos. A aventura pedagógica de Wei dependerá da organização de saberes, mas só será cumprida através de uma determinação que caminhará com aspectos geralmente associados às ações formais e práticas do ensino, no entanto, interessadas em cumprir um resultado mais implicado com o conjunto da existência humana: o destino de cada um, seu lugar na cidade, seu lugar na vida.
Wei procura o prefeito, pedindo ajuda para trazer novamente Zhang Huike para a escola. Escuta sobre as impossibilidades, sobre a falta de dinheiro e que deveria deixar isso de lado. É, então, na sala de aula que a professora discutirá com seus alunos como deverá fazer para conseguir ir até a cidade, atrás de Zhang Huike. Conversam sobre o preço da passagem e o necessário para ir e voltar. Pela primeira vez Wei deixa de copiar as lições no quadro ou propor canções monótonas para seus alunos e acontece uma participação criativa, pensante e prática a respeito de um problema. Contas são feitas e os resultados checados, revistos, avaliados. Aos 40’ do filme, Wei agora é “professora”. A turma está envolvida e ela no comando, perguntando, analisando. É o interesse pelo retorno – pela existência – de Zhang Huike que provoca essa chacoalhada no seu ensino. Competências: algumas Wei já possuía. As tessituras de conhecimentos em rede já eram elaboradas por ela. Faltava vê-los melhor em ação.
Uma menina na turma conta sobre uma olaria próxima que remunera pelo trabalho de carregar tijolos. Wei decide, então, levar a turma, com a finalidade de arrecadar o dinheiro necessário. Há uma inegável ingenuidade na atitude de Wei. Mas não importa, não são as carências da professora substituta que devem ser vistas, mas sua vontade. O trabalho solidário com seus alunos não tem o resultado exatamente esperado, mas o chefe no local resolve apoiar a iniciativa da professora, com o valor que Wei diz precisar. Seu empenho, para conseguir o dinheiro para o retorno de Zhang Huike, já pode ser visto também como “educação”, o que parecia não ser capaz de realizar. Ao levar a turma para trabalhar na olaria, ao sair da sala de aula, suas articulações com as crianças aumentam, assim como as possibilidades do seu ensino. Novas situações se desdobram em episódios originais, em novas vivências e aprendizagens – que a própria realidade do cinema abre como pedagogia da imagem para quem assiste também.
Duas latinhas de coca-cola
Wei e seus alunos entram em um estabelecimento comercial. Lá resolvem beber coca-cola. Pelos cálculos de Wei (cálculos equivocados, vamos ver depois), é possível comprar duas latinhas do refrigerante. “É pouco pra todo mundo/ Cada um toma um golinho/(…) Deixem a professora tomar”. Há uma cena, entre as primeiras com a professora Wei em sala de aula, em que todos os alunos parecem dispersos, cada um envolvido apenas em sua própria ação de evasão da escola. Agora, bem o contrário, a latinha de coca-cola corre de mão em mão. E alguém pede para a professora não ser esquecida. A atenção está relacionada a um interesse comum: nenhum a menos. Wei é contratada como professora substituta em troca de um pagamento que constitui sua grande preocupação no início. Sua relação com a turma reelabora seu interesse pelo dinheiro. No começo do filme ela corre atrás da garantia que seu trabalho será remunerado. Depois, passa a perseguir o dinheiro para trazer Zhang Huike de volta. Com a suposta sobra de dinheiro, ele servirá para uma partilha: duas latas de coca-cola para todos.
Olhando os créditos do filme, há uma interessante informação sobre os atores e seus personagens. Wei Minzhi, Zhang Huike, e Gao não são atores profissionais. São, de fato, estudantes e professor. E mais, os nomes utilizados no filme são seus nomes verdadeiros. Entendemos que foram decisões que incidem sobre a realização estética do filme. Não vamos especular se a atuação seria diferente com atores de verdade. A narrativa do filme tem um movimento que amalgama uma visão mais ampliada das circunstâncias vividas pelas pessoas com uma compreensão mais personalizada de como cada indivíduo reúne saberes e realiza suas capacidades. Uma nota no final do filme diz: “A pobreza tira mais de um milhão de crianças da escola todo ano na China”. Não é a suposta incapacidade da professora substituta que tira Zhang Huike da escola. Mas Wei deverá percorrer um peculiar caminho para desabrochar como professora. Ao dar aos personagens seus nomes reais, o filme propõe um tato que será marcante na dramatização da vida nas escolas, sem se desviar do universo social e cultural do cotidiano e dos currículos praticados. A viagem da professora até a cidade permitirá uma avaliação mais aguda da escola da aldeia, através de uma vista da concentração da riqueza no processo de modernização da China. E isso acontece ao mesmo tempo em que a personagem/atriz vive uma exploração da existência que colabora para uma narrativa tocante, nos atingindo e modificando também, mesmo tão distante do seu país.
“Professora Wei”
Ao chegar à estação de trem, Wei descobre que não tem o dinheiro suficiente para a passagem. Precisa de muito mais. Volta para a sala de aula. Diante da questão que precisa ser examinada e ações cometidas, a sala de aula da professora substituta é lugar de discussão, tessitura de conhecimentos e de solidariedades, sem as quais não existe “ensino” ou “educação”. O prefeito olha pela janela da classe e diz: “Essa substituta não é ruim. Ensina até matemática”. Embora “sem recursos”, a escola da aldeia tem potências, que são animadas na tela do cinema e na fantasia de quem assiste. É a potência do cinema também pensando a escola. A determinação de Wei, com a mensagem “nenhum a menos” na sua cabeça, não é mais a sua obstinação pessoal do início do filme. Ocorreu um deslocamento. Na sala de aula, transformou-se em uma vontade partilhada, com atitudes éticas instituídas no grupo. Uma menina propõe que Wei entre no ônibus sem pagar. “E se me pegarem?”. Recebe como resposta: “Não vão pegar! A gente vai com você”. Pegam, sim. Mas se não está sozinha, seguirá pela estrada, até que uma carona a deixe na cidade.
A cidade é um deserto para Zhang Huike e a professora Wei. Contam, aqui e ali, com a atenção e o cuidado providencial de alguma pessoa que não fica indiferente à presença deslocada dos dois. Wei é entrevistada em um programa de televisão chamado “China Hoje”, com a esperança de que, ao dirigir-se a um público muito amplo, poderia ter a sua mensagem escutada por Zhang Huike: “Onde você está? Já procurei em todo o lugar. Estou tão preocupada! Por que você não volta?”. Wei chora copiosamente, enquanto olha para a câmera. Em uma transmissão do programa Zhang Huike é reconhecido. Ao ouvir sua professora, também se comove e chora. Nem sempre são as palavras que vão representar o comum, entre aqueles que, juntos, aprendem e ensinam. O repertório humano da educação é muito maior que seus objetos e suas práticas classificadas como pedagógicos. Aqui, no encontro entre Wei e Zhang Huike, proporcionado pela comunicação e a tecnologia, é através das lágrimas que virtualmente se tocam. Para a dedicada e delicada procura de Wei por Zhang Huike não existe limite. E o coração do menino arredio também é um enorme mar navegável. Não é apenas o “mar revoltoso” que no início do filme parecia impedir o contato entre eles.
O mesmo programa de televisão que colaborou com a professora Wei para que Zhang Huike fosse encontrado faz uma reportagem sobre o retorno de ambos para a aldeia. Um veículo da emissora faz a viagem e nele o menino é entrevistado. “Você gostou da cidade?”. Ele responde: “Sim”. “O que ela tem de bom?” “A cidade é bonita e próspera. Muito melhor do que o campo”, diz Zhang Huike. A entrevistadora prossegue: “O que mais impressionou você?”. A imagem do seu rosto parece refletir as dificuldades vividas e, então, responde: “Que tive de mendigar comida. Sempre vou me lembrar disso”. Sua resposta encerra uma ambivalência de quem se impressionou com o brilho da cidade, mas conheceu o contraste da luz. Conhecimentos não são linhas retas. O “aprender” acontece através de variantes que uma concepção dura do que é o ensino procura, muitas vezes, evitar. No entanto, dentrofora[1] da escola costumamos vacilar com os nossos saberes, provisórios que são. O que não significa dizer que uma indeterminação sempre perdura, que a educação “não chega a lugar algum”. Wei trouxe Zhang Huike de volta. Na última cena do filme, alunos e a professora substituta estão na sala de aula e cada um deverá escrever uma palavra no quadro. Zhang Huike, com sua audácia característica, pergunta se pode escrever duas. Ele escreve: “Professora Wei”. A professora substituta não é “professora” porque o prefeito disse, mas porque ela “sabe”.
Ficha Técnica:
Título: Nenhum a menos
Título original: Not One Less
Ano: 1998
País de origem: China
Direção: Yimou Zhang
Roteiro: Shi Xiangsheng
Fotografia: Hou Yong
Elenco: Minzhi Wei, Zhang Huike, Tian Zhenda, Gao Enman, Sun Zhimei.

* Este artigo contém material que foi originalmente escrito para o texto intituladoNenhum a menos: tramas entre educação e ensino em um encontro do currículo com o cinema, produzido em co-autoria com a Profª. Conceição Soares (ProPEd-UERJ), para o GT Currículo da 35ª. Reunião Anual da ANPED, que acontecerá em outubro de 2012.
** ARISTÓTELES BERINO é Professor Adjunto da UFRRJ, onde coordena o Programa de Pós-graduação em “Educação, contextos contemporâneos e demandas populares”. Participante do GRPESQ “Currículos, redes educativas e imagens” e do GRPESQ “Estudos Culturais em Educação e Arte”.
[1] Termo que encontrei utilizado pela primeira vez pela Profª. Nilda Alves (ProPEd-UERJ)

Conrack - Filme Completo (Legendado) Um educador por excelência

Posted by Profº Monteiro on dezembro 18, 2012



Sinopse: Ilha de Yamacraw, Carolina do Sul, março de 1969. O branco Pat Conroy (Jon Voight), que no passado fora racista, chega para ser professor numa escola que tem como alunos crianças negras pobres. Na verdade toda a ilha é habitada por negros pobres, com exceção de um comerciante, que tem um pequeno negócio. A sra. Scott (Madge Sinclair), a diretora da "escola" - que é pouco mais de uma cabana - só o chama de Patroy e seus alunos de Conrack não conseguem dizer Conroy, pois no isolamento criaram seu idioma. Eles são analfabetos, não conseguem contar e nem sabem em qual país vivem. Pat tenta trazer uma educação de melhor nível, mas o primeiro obstáculo é a sra. Scott, pois chama os alunos de lentos e preguiçosos, acabando com a auto-estima deles. Além disto, ela crê que a única forma de educá-los é no chicote. Pat responde jogando fora o livro de regras e lições pedagógicas. Os estudantes respondem avidamente quando ele toca música clássica, lhes mostra filmes, lhes ensina a nadar e explica a importância de escovar os dentes. Porém o chefe de Pat, o sr. Skeffington (Hume Cronyn), que mora numa cidade próxima, está insatisfeito com os métodos de Pat, que não tem medo de dizer que racismo é em grande parte culpado pela negligência dos estudantes.


Informações
EUA: 1974, 107 minutos
Áudio: Inglês
Legenda grande em português
Direção: Martin Ritt
Boa qualidade
Roteiro: Irving Ravetch e Harriet Frank Jr.,
baseado no livro de Pat Conroy
Tamanho: 95.78 Mb Cada parte

OBS: Depois de ASSISTIR o filme,gostando ou não deixe um comentário aqui para que outros usuários saibam à respeito do mesmo OK?


Quem Foi Kafka? - Wer War Kafka? (legendado)

Posted by Profº Monteiro on dezembro 18, 2012


Sinopse:


A Metamorfose e O Processo, é considerado um dos escritores mais influentes do século XX. Atormentado pela insônia, Kafka escreveu quase que exclusivamente à noite. Não é de admirar que seus romances clássicos lembrem sonhos ou, mais precisamente - pesadelos. Quem foi Kafka? explora esse aspecto de sua vida e muito mais sobre a secreta e lendária figura literária que, segundo o diretor Richard Dindo, escreveu, talvez, a mais bela carta na história da literatura. Usando atores para interpretar as pessoas que melhor conheciam Kafka, o filme traz “entrevistas” com figuras históricas que respondem usando as suas próprias palavras que escreveram sobre suas relações únicas com o escritor.

CONHEÇA O ESCRITOR

FRANZ KAFKA

Franz Kafka (Praga, 3 de julho de 1883 — Klosterneuburg, 3 de junho de 1924) foi um dos maiores escritores de ficção da língua alemã do século XX. Kafka nasceu numa família de classe média judia em Praga, Áustria-Hungria (atual República Checa). O corpo de obras suas escritas— a maioria incompleta e publicadas postumamente[1] — destaca-se entre as mais influentes da literatura ocidental[2].
Seu estilo literário presente em obras como a novela A Metamorfose (1915) e romances incluindo O Processo (1925) e O Castelo (1926) retrata indivíduos preocupados em um pesadelo de um mundo impessoal e burocrático.
O seu livro A Metamorfose (1915) narra o caso de um homem que acorda transformado num gigantesco inseto; O Processo (1925) conta a história de um certo Josef K., julgado e condenado por um crime que ele mesmo ignora; em O Castelo (1926), o agrimensor K. não consegue ter acesso aos senhores que o contrataram. O livro A Colônia Penal (1914) fala sobre uma máquina que tem o poder de executar sentenças. Trata-se de uma história absurda sobre uma Colônia que usa esta máquina para torturar e matar pessoas, sem que estas sequer saibam o porquê de sua morte. O livro é uma crítica aos sistemas despóticos de poder. Essas quatro obras-primas definem não apenas boa parte do que se conhece até hoje como "literatura moderna", mas o próprio carácter do século: kafkiano.
Autor de várias colectâneas de contos, Kafka escreveu também a avassaladora Carta ao Pai (1919) e centenas de páginas de diários. Deixou inacabado o romance Amerika e mesmo alguns capítulos de O Processo - cujos capítulos foram escritos sem ordem cronológica da obra e há controvérsias se a edição oficial do livro é a definitiva - também ficaram inacabados.
Kafka morreu num sanatório perto de Viena, onde se internou com tuberculose. Desde então, seu legado - resgatado pelo amigo Max Brod - exerce enorme influência na literatura mundial.

Estilo literário

A escrita de Kafka é marcada pelo seu tom despegado, imparcial, atenciosa ao menor detalhe, e abrange os temas da alienação e perseguição. Os seus trabalhos mais conhecidos abrangem temas como as pequenas histórias A Metamorfose, Um artista da fome e os romances O Processo, América e O Castelo. Os seus contos são julgados como verdadeiros e realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os personagens kafkianos sofrem de conflitos existenciais, como o homem de hoje. No mundo kafkiano, os personagens não sabem que rumo podem   tomar, não sabem dos objetivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranoia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka (geralmente homens, à exceção de alguns contos onde aparecem animais e raros onde a personagem principal é uma mulher). No fundo, estes protagonistas não são mais que projecções do próprio Kafka, onde ele expõe os seus medos, a sua angústia perante o mundo, a sua solidão interior, sua problemática em lidar com a família e círculo social.

Livros e Contos

Cenas de um Casamento no Campo (1907)
Considerações (1908)
Aeroplano em Brescia (1909)
Amerika (1910,1927)
O Veredicto (1912)
A Metamorfose (1912, 1915)
A Sentença (1912, 1916)
Meditação (1913)
Contemplação: O Foguista (1913)
Diante da Lei (1914, 1915)
A Colônia Penal (1914, 1919)
O Processo (1914,1925)
Um Relatório para a Academia (1917)
A Preocupação de um Pai de Família (1917)
A Muralha da China (1917, 1931)
Carta ao Pai (1919)
Um Médico Rural (1919)
Poseidon (1920)
Noites (1920)
Sobre a Questão das Leis (1920)
Primeiro Sofrimento (1921)
Cartas a Milena (1920, 1923)
Investigações de um Cão (1922)
Um Artista da Fome (1922, 1924)
O Castelo (1922, 1926)
Uma Pequena Mulher (1923)
A Construção (1923)
Josefina, a Cantora ou O Povo dos Ratos (1924)
Sonhos

Kafka cinematográfico

The Trial - Orson Welles (1963)
The Castle - Rudolph Noelte (1968)
Informe para una academia - Carles Mira (1975)
The metamorphosis of Mr. Samsa - Caroline Leaf (1977)
Informe per a una acadèmia - Quim Masó (1989)
Kafka - Steven Soderbergh (1991)
The Metamorphosis of Franz Kafka - Carlos Atanes (1993)
Amerika - Vladimir Michalek (1994)
Das Schloss - Michael Haneke (1996)
La metamorfosis - Josefina Molina (1996)
The Trial - David Hugh Jones (1996)
Metamorfosis - Fran Estévez (2004)

Elenco:

Alexander Wachholz ... Max Brod (as Ekkhard Alexander Wachholz)
Carl Achleitner ... Gustav Janouch
Irene Kugler ... Felice Bauer
Peter Kaghanovitch ... Max Pulver
Hana Militká ... Milena Jesenská
Renata Stachowicz ... Dora Diamant (as Renata Stachovicz-Brycka)
Ulrich Matthes ... Récitant / Narrator (voice)

Informações Técnicas:

Who Was Kafka? (2006)
Wer war Kafka? (original title)
98 min - 1 September 2006 (Czech Republic)
Director: Richard Dindo
Writer: Richard Dindo
Country: Switzerland | France
Language: German
Production Co: Lea Produktion, Les Films d'Ici, Schweizer Fernsehen (FS)

Dados do Arquivo:

Qualidade: DVDRip
Formato:AVI
Tamanho:990.66 MB
Audio:Alemão
Legenda:PtBr [EMBUTIDA]
Servidor:Megaupload
Partes:Única

BAIXE TORRENT http://torrentz.eu/ed6c2490adffdbc69fe18ffcc7918067f60ff849



Atividades sobre o filme A Corrente do Bem - Gramática e Linguagem

Posted by Profº Monteiro on dezembro 17, 2012

Corrente do Bem é um ótimo filme para trabalharmos em sala de aula, pois diversos temas como preconceito, fé e esperança nas pessoas, atitudes diferentes para mudar o mundo, voluntariado, entre outros, são abordados. Segue abaixo um roteiro de atividades pedagógicas de minha autoria.

Sugiro essas atividades para alunos de 9º ano ao Ensino Médio, claro que, respeitando nas respostas, que são dissertativas e de acordo com a opinião do aluno, a maturidade intelectual de cada ano ou série. Podem mudar como quiserem. Espero que gostem.
corrente-bem-gramatica-linguagem
Sinopse: A Corrente do Bem conta a história de um jovem que crê ser possível mudar o mundo a partir da ação voluntária de cada um.Atividades sobre o filme A Corrente do Bem

** Questões para debate em sala de aula:

No filme A CORRENTE DO BEM observe os seguintes pontos para discutirmos depois em sala de aula.

1.    As mazelas da sociedade
2.    0 caminho de Trevor ao ir embora
3.    A violência e suas caras
4.    O tipo de escola em que Trevor estuda
5.    A mãe do garoto
6.    As atitudes de Trevor
7.    Desestrutura familiar
8.    Preconceito
9.    A fé em si e nos outros

** Questões de Atividade Escrita:

1)    Comente as seguintes frases abaixo:

a)    " É só generosidade entre estranhos"

b)    "Há um mundo lá fora e mesmo que não queiram enfrentá-lo vocês vão senti-lo como um tapa na cara. Então é melhor começar a pensar no que ele significa para vocês agora."

2)    No seu ponto de vista:

a)    0 que é um "pensador global"?

b)    O que o mundo quer de nós?

c)    Somos livres?

d)    Eu gosto do mundo que vejo?

e)    E se o mundo for uma grande decepção?

f)    Onde fica o reino das possibilidades em cada um de nós?

g)    É o esforço que vale nota?

h)    "Só queria ver se o mundo mudaria mesmo". Qual mundo?

i)    "Mas é difícil pra quem se acostumou com as coisas como elas são, É difícil mudar. Então as pessoas desistem. Quando isso acontece todo mundo sai perdendo". Comente.

** Observações: 

- Trabalho escrito com as respostas dos enunciados 1 e 2;

- Pode ser individual ou em grupo de três participantes;

- Observar no trabalho letra legível, coordenação de idéias, pensamentos, grafia das palavras (pode ser digitado ou manuscrito);

- O trabalho deverá conter Capa, introdução, desenvolvimento do roteiro e conclusão.

- Utilize sempre que necessário a Gramática e o Dicionário. Busque o aprendizado.




BITSHARE
BAIXAR

BAIXE O FILME

Dicionário de interpretação de textos

Posted by Profº Monteiro on dezembro 17, 2012

Dicionário de interpretação de textos

A - Atenção ao ler o texto é fundamental.








B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-la. “Chute” só em último caso.







C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode tornar um contexto indecifrável.



- Contexto: é o conjunto de idéias que formam um texto ---> o conteúdo.



D - Deduzir: deduz- se somente através do que o texto informa.



E - Erros de Interpretação:

• Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se pode permitir que o pensamento voe.

• Redução: síntese serve apenas para facilitar o entendimento do contexto e para fixar a idéia principal. Na hora de responder lê-se o texto novamente.

• Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se contradiz se solicitado.



F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam a compreender o texto e, até, as questões.



G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não haverá texto interpretável. Portanto, estude-a bastante.



H - História da Literatura: reconhecer as escolas e os gêneros literários é fundamental. Revise seus apontamentos de literatura.



I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e principal objetivo a identificação da idéia principal.

• Intertexto: são as citações que complementam, ou reforçam, o enfoque do autor .



J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao texto.



L – Localizar-se no contexto permite que o candidato DESCUBRA a resposta.



M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é explícita, mas o contexto informa qual a intenção do autor.

N – Nexos: são importantíssimos na coesão. Estude os pronomes relativos e as conjunções.



O – Observação: se você não é bom observador, comece a praticar HOJE, pois essa capacidade está intimamente ligada à atenção.



• OBSERVAÇÃO = ATENÇÃO = BOA INTERPRETAÇÃO.



P – Parafrasear: é dizer o mesmo que está no texto com outras palavras. É o mais conhecido “pega – ratão“ das provas.



Q – Questões de alternativas ( de “a” a “e” ): devem ser todas lidas. Nunca se convença de que a resposta é a letra “a” . Duvide e leia até a letra “e”, pois a resposta correta pode estar aqui.



R – Roteiro de Interpretação



Na hora de interpretar um texto, alguns cuidados são necessários:



a) ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua idéia central;

b) interpretar as palavras desconhecidas através do contexto;

c) reconhecer os argumentos que dão sustentação a idéia central;

d) identificar as objeções à idéia central;

e) sublinhar os exemplos que foram empregados como ilustração da idéia central;

f) antes de responder as questões, ler mais de uma vez todo o texto, fazendo o mesmo com as questões e as alternativas;

g) a cada questão, voltar ao texto, não responder “de cabeça”;

h) se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o texto;

i) se o enunciado pedir a idéia principal, ou tema, estará situada na introdução, na conclusão, ou no título;

j) se o enunciado pedir a argumentação, esta estará localizada, normalmente, no corpo do texto.



S – Semântica: é a parte da gramática que estuda o significado das palavras. É bom estudar: homônimos e parônimos, denotação e conotação, polissemia, sinônimos e antônimos. Não esqueça que a mudança de um “i “ para “e” pode mudar o significado da palavra e do contexto.

IMINENTE ---> EMINENTE



T – Texto: basicamente, é um conjunto de IDÉIAS (ASSUNTO) ORGANIZADAS(ESTRUTURA).

- INTRODUÇÃO-ARGUMENTAÇÃO-CONCLUSÃO



U – Uma vez, contaram a você que existem a ótica do escritor e a ótica do leitor. É MENTIRA! Você deve responder às questões de acordo com o escritor.



V – Vícios: esses “errinhos” do cotidiano atrapalham muito na interpretação. Não deixe que eles interfiram no seu conhecimento.



X – Xerocar os conteúdos, isto é, decorá-los não é o suficiente: é necessário raciocinar.



Z – Zebra não existe: o que existe é a falta de informação. Portanto, informe-se .



(Autoria de Lúcia Piva)