LETRAS.COM: O DIAMANTE - CRÔNICA DE FERNANDO SABINO E ESTUDO DO SUBSTANTIVO

Posted by Profº Monteiro on novembro 09, 2012

O DIAMANTE - CRÔNICA DE FERNANDO SABINO E ESTUDO DO SUBSTANTIVO

O diamante

Em 1933 Jovelino, garimpeiro no interior da Bahia, concluiu que ali não havia mais nada a garimpar. Os filhos viviam da mão pra boca, Jovelino já não via jeito de conseguir com que prover o sustento da família. E resolveu se mandar para Goiás, onde Anápolis, a nova terra da promissão, atraia a cobiça dos garimpeiros de tudo quanto era parte, com seus diamantes reluzindo à flor da terra. Jovelino reuniu a filharada, e com a mulher, o genro, dois cunhados, meteu o pé na estrada.
Longa era a estrada que levava ao Eldorado de Jovelino: quase um ano consumiu ele em andança com a sua tribo, pernoitando em paióis de fazendas, em ranchos de beira de caminho, em chiqueiros e currais, onde quer que lhe dessem pasto e pousada.
Vai daí Jovelino chegou aos arredores de Anápolis depois de muitas luas e ali se estabeleceu, firme no cabo da enxada, cavando a terra e encontrando pedras que não eram diamantes. Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem, Jovelino existia de nômade com seu povinho cada vez mais minguando de fome. Comia como podia — e não podia. Vivia ao deus-dará — e Deus não dava. Quem me conta é o filho do fazendeiro de quem Jovelino de tornou empregado:
— Ao fim de dez anos ele concluiu que não encontraria diamante nenhum, e resolveu voltar com sua família para a Bahia onde a vida, segundo diziam, agora era melhorzinha. Não dava diamante não, mas o governo prometia emprego seguro a quem quisesse trabalhar.
Jovelino reuniu a família e botou pé na estrada, de volta à terra de nascença, onde haveria de morrer. Mais um ano palmilhado palmo a palmo em terra batida, vivendo de favor, Jovelino e sua obrigação, de vez em quando perdendo um, que isso de filho é criação que morre muito. Foi nos idos de 43.
— Chegou lá e se instalou no mesmo lugar de onde havia saído. Governo deu emprego não. Plantou sua rocinha e foi se aguentando, Até que um dia...
Até que um dia de noite Jovelino teve um sonho. Sonhou que amanhava a terra e de repente, numa certeira, a terra escorreu... A terra escorreu e aos seus olhos brilhou, reluziu, faiscou, resplandeceu um diamante soberbo, deslumbrante como uma imensa estrela no céu — como uma estrela no céu? Como o próprio olho de Deus! Jovelino olhou ao redor de seu sonho e viu que estava em Anápolis, no mesmo sítio em que tinha desenterrado a sua desilusão.
E para lá partiu, dia seguinte mesmo, arrastando sua cambada. Levou nisso um entreano, repetindo pernoites revividos, tome estrada! Deu por si em terra de novo goiana. Quem me conta é o filho do fazendeiro:
— Você precisava de ver o furor com que Jovelino procurou o diamante de seu sonho. A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxada dele. De vez em quando desmoronava, Jovelino ia ver, não era um diamante, era um calhau. Até que um dia...
— Encontrou? — perguntei, já aflito.
— Encontrou nada! Empregou-se na fazenda de meu pai, o tempo passou, os filhos crescidos lhe deram netos, a mulher já morta e enterrada, livre dos cunhados, os genros bem arranjados na vida. Um deles é coletor em Goiânia.
O próprio Jovelino, entrado em anos, era agora um velho sacudido e bem disposto, que tinha mais o que fazer do que cuidar de garimpagens. Mas um dia não resistiu: passou a mão na sua enxada, e sem avisar ninguém, o olhar reluzente de esperança, partiu à procura do impossível, do irreal, do inexistente diamante de seu sonho.

Fernando Sabino. Deixa o Alfredo Falar! Rio de Janeiro, Record, 1979.

LENDO E CONVERSANDO

1.  Observe esse texto. Identifique o que está escrito no título. Veja o nome do autor apresentado no final do texto. Você já leu outras histórias que ele escreveu? Veja o nome do livro de onde ele foi tirado. De que assunto trata Escreva sobre isso. Anote as informações abaixo:

Nome do livro:
Título do texto:
Gênero textual:
Nome do autor:
Editora:                      Local:                                     
Edição:                        Data:

2. O que o texto conta?

3. Quem é a personagem principal da história?
a.        Quais suas características?

4. Onde se passa a história?
a.  Descreva o ambiente onde vive a personagem.

5. Observe o último parágrafo da crônica:

“O próprio Jovelino, entrado em anos, era agora um velho sacudido e bem disposto, que tinha mais o que fazer do que cuidar de garimpagens. Mas um dia não resistiu: passou a mão na sua enxada, e sem avisar ninguém, o olhar reluzente de esperança, partiu à procura do impossível, do irreal, do inexistente diamante de seu sonho.”
O que aconteceu no final da história?


COMPREENDENDO O TEXTO

6.       No início do texto, o autor afirma, em outras palavras, que:
A (    ) Jovelino reuniu a família e foi-se embora para Goiás.
B (    ) Jovelino não conseguia sustentar a família.
C (    ) Jovelino morava em Goiás.
D (    )Jovelino era um retirante.

7.       Jovelino pôs o pé na estrada porque:
A (    ) Anápolis atraía a cobiça dos garimpeiros;
B (    ) queria tornar-se um retirante;
C (    ) precisava trabalhar para sustentar a família;
D (    ) a Bahia era uma terra muito hostil.

8.       “... depois de muitas luas” significa:
A (    ) muita claridade
B (    ) muito tempo
C (    ) distraído
D (    ) muitos meses

9. Em “Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem (...)”,
subentende-se:
A (    ) que Jovelino e a família gostavam de conhecer terras;
B (    ) que Jovelino e a família eram nômades;
C (    ) que Jovelino e a família eram viajantes;
D (    ) que Jovelino e a família não conseguiam estabelecer-se num
só lugar.

10.   Jovelino e a família, ao saírem do interior da Bahia:
A (    ) estabeleceram-se em Goiás;
B (    ) cavando a terra, encontraram diamantes;
C (    ) continuaram a passar fome;
D (    ) meteram o pé na estrada, minguados de fome.

11.   “Anápolis atraía a cobiça dos garimpeiros”, pois:
A (    ) eles chegavam de tudo que era parte;
B (    ) era a nova terra da promissão;
C (    ) lá havia muitos diamantes;
D (    ) a família de Jovelino precisava trabalhar.

12.   No texto, há alguns exemplos de:
A (    ) substantivos sobrecomuns.
B (    ) substantivos abstratos.
C (    ) substantivos compostos.
D (    ) substantivos próprios.

13. “Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem”, nos dá ideia
de:
A (    ) mudança de lugar e mudança de tempo.
B (    ) mudança de rumo e mudança de lugar.
C (    ) mudança de lugar e passagem de tempo.
D (    ) passagem de tempo e de lugar.

14. Jovelino partiu para Goiás:
A (    ) sozinho.
B (    ) com a família toda.
B (    ) com a mulher.
D (    )com os filhos.

15. “Em 1933, Jovelino, garimpeiro no interior da Bahia”. A
expressão grifada funciona como:
A (    ) um vocativo
B (    ) um aposto
C (    ) um complemento nominal
D (    ) um adjunto adnominal

16. Em “Vai daí, Jovelino chegou aos arredores de Anápolis
depois de muitas luas e ali se estabeleceu”, a palavra grifada é:
A (    ) aposto
B (    ) vocativo
C (    ) sujeito
D (    ) predicativo

ESTUDOS GRAMATICAIS

Atente para algumas palavras desse texto:

Jovelino → nome de pessoa
Goiás⁄Anápolis → nomes de lugares
sustento ⁄promissão→  nomes de ações
enxada → nome de objeto
ano → nome de um período de tempo
fome → nome de uma sensação física
cobiça → nome de um sentimento

17. Todas essas palavras são: _________________________________.

18. Observe o modelo e classifique os substantivos destacados com estes critérios: comum ou próprio, concreto ou abstrato, primitivo ou derivado, simples ou composto. Marque as colunas com suas classificações.

Loteria dos substantivos


Simples
Composto
Comum
Próprio
Primitivo
Derivado
Abstrato
Concreto
Coletivo
Garimpagens
X

X


X
X


Jovelino









Enxada









Olhar









Esperança









Diamante









Turma









Pedreiro









Passatempo










38% dos alunos não sabem ler nem escrever no Ensino Superior - Gramática e Linguagem

Posted by Profº Monteiro on novembro 08, 2012

Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. O indicador reflete o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade. 
Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. Elas respondem a 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, como, por exemplo, sobre o itinerário de um ônibus ou o cálculo do desconto de um produto. 
O indicador classifica os avaliados em quatro níveis diferentes de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo (mais informações nesta pág.). Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações. 
Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita. 
"A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas", diz Ana Lúcia. "Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade." 
Segundo dados do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cerca de 30 milhões de estudantes ingressaram nos ensinos médio e superior entre 2000 e 2009. Para a diretora do IPM, o aumento foi bom, pois possibilitou a difusão da educação em vários estratos da sociedade. No entanto, a qualidade do ensino caiu por conta do crescimento acelerado. 
"Algumas universidades só pegam a nata e as outras se adaptaram ao público menos qualificado por uma questão de sobrevivência", comenta. "Se houvesse demanda por conteúdos mais sofisticados, elas se adaptariam da mesma forma." 
Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a "popularização" do ensino superior sem qualidade. "No mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8.ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem, mas no Brasil ainda estamos longe disso." 
Segundo Vera, o número de analfabetos só vai diminuir quando houver programas que estimulem a educação como trampolim para uma maior geração de renda e crescimento profissional. "Existem muitos empregos em que o adulto passa a maior parte da vida sem ler nem escrever, e isso prejudica a procura pela alfabetização", afirma.
Jovens e adultos. Entre as pessoas de 50 a 64 anos, o índice de analfabetismo funcional é ainda maior, atingindo 52%. De acordo com o cientista social Bruno Santa Clara Novelli, consultor da organização Alfabetização Solidária (AlfaSol), isso ocorre porque, quando essas pessoas estavam em idade escolar, a oferta de ensino era ainda menor. 
"Essa faixa etária não esteve na escola e, depois, a oportunidade e o estímulo para voltar e completar escolaridade não ocorreram na amplitude necessária", diz o especialista. 
Ele observa que a solução para esse grupo, que seria a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ainda tem uma oferta baixa no País. Ele cita que, levando em conta os 60 milhões de brasileiros que deixaram de completar o ensino fundamental de acordo com dados do Censo 2010, a oferta de vagas em EJA não chega a 5% da necessidade nacional. 
"A EJA tem papel fundamental. É uma modalidade de ensino que precisa ser garantida na medida em que os indicadores revelam essa necessidade", diz Novelli. Ele destaca que o investimento deve ser não só na ampliação das vagas, mas no estímulo para que esse público volte a estudar. Segundo ele, atualmente só as pessoas "que querem muito e têm muita força de vontade" acabam retornando para a escola. 
Ele cita como conquista da EJA nos últimos dez anos o fato de ela ter passado a ser reconhecida e financiada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). "Considerar que a EJA está contemplada no fundo que compõe o orçamento para a educação é uma grande conquista."

Fonte: O Estadão

Vídeo Aulas Pré Vestibular e Enem: Redação – Logaritimo – Ortografia Download

Posted by Profº Monteiro on novembro 08, 2012

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ANÁLISE DE TEXTOS: Vídeo – Análise da Obra Dom Casmurro

Posted by Profº Monteiro on novembro 08, 2012

Hoje a introdução é bastante curta. O Livro Dom Casmurro é um dos que mais gostei na obra [do que eu li, claro] de Machado de Assis. O vídeo que trago aqui é bem elucidativo e dá uma ideia geral a respeito da obra.

Resumo da obra Dom Casmurro de Machado de Assis

Bento Santiago, um advogado de meia idade, vive sozinho numa boa casa, em bairro distante do centro do Rio de Janeiro onde é conhecido como Dom Casmurro. Para preencher a vida pacata de viúvo sem filhos, Dom Casmurro resolve contar suas lembranças, isto é, atar as duas pontas da vida, a adolescência e a maturidade. Adolescente, Bentinho descobre-se apaixonado pela menina da casa ao lado, a Capitu. Inteligente, com ideias atrevidas, Capitu convence Bentinho a não concordar com o projeto de sua mãe, Dona Glória, senhora viúva e rica, que queria fazê-lo padre. Bentinho tanto encanta-se pela firmeza de Capitu quanto fica fascinado por seus cabelos, pelos olhos de ressaca e começa a conhecer as regras do amar. A vida toma o rumo que desejam os apaixonados: depois do seminário, do curso de Direito em São Paulo, casam-se. A vida corre feliz até o dia em que brota o ciúme, de tudo e de todos. A história de amor transforma-se numa história de suspeita de traição. O ciúme faz de Bento Santiago um homem cruel e perverso. Mordido pela dúvida de que o pequeno Ezequiel seja não seu filho, mas de seu amigo Escobar, com que aparenta visível semelhança, impõe a separação à Capitu. Para todos os efeitos, o bacharel rico enviava o filho, acompanhado da mãe para estudar na Suíça. Nunca mais Bentinho encontrou Capitu, que morre na Europa. Só revê o filho uma vez, antes de o rapaz morrer de tifo, numa viagem científica a Jerusalém.

Análise da obra Dom Casmurro de Machado de Assis


retirado de :http://www.analisedetextos.com.br

baixe o livro

Downloads Pedagogia

Posted by Profº Monteiro on outubro 30, 2012

Práticas de Docência e Gestão V 


 

  •  Educação Lúdica 

  •  Competências Profissionais 


  • Metodologia do Ensino de Matemática 

 

 

  • Trabalho de Conclusão de Curso I (TCC) 

ABORDAGENS.ppt (94 kB)
Construção de artigo.doc (45,5 kB)DELINEAMENTO DA PESQUISA.ppt (68,5 kB)ESTRUTURA DA MONOGRAFIA.ppt (74 kB)Instrumentos de coleta de dados.ppt (71 kB)MÉTODO CIENTÍFICO.ppt (28 kB)MONOGRAFIA ASPECTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS.doc (117 kB)PESQUISA.ppt (87 kB)PROJETO DE PESQUISA.ppt (208 kB)RESUMO – NBR 6028.ppt (34 kB)SUMÁRIO DA FT.ppt (97 kB)TIPOS DE PESQUISA.DOC (21,5 kB) 

  • Estágio Supervisionado II

ADEQUAÇÃO ESTÁGIO TURMA 2008.- 5ªsérie doc.doc (62 kB)  



  • Semana da pedagogia - Oficina: Jogar e resolver problemas nas aulas de Matemática

  • Metodologia de Pesquisa Educacional (último e-mail da eleida no endereço eletrônico da sala)

     

 


 

  • Educação Infantil


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